33 colocá-los sobre a nossa linha de tempo. Porém, teriamos dificuldades de colocar cada um desses eventos na linha de tempo nas datas que ocorreram.
Para facilitar o estudo, os historiadores utilizaram o nascimento de Cristo como um ponto principal no tempo. Por isso dizemos que um evento ocorreu ANTES ou DEPOIS DE CRISTO.
Mas aos SÁBIOS Cristo deu mais do que apenas este ponto. Para termos uma data inicial vamos estudar uma das profecias de Daniel. Até o final deste estudo vamos estudar diversas profecias de Daniel e Apocalipse.
O próprio Jesus confiava no profeta Daniel. E se Jesus confiava no livro de Daniel e em suas profecias com certeza podemos estudá-las com confiança e com plena segurança de que foram inspiradas por Deus.
“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar Santo (quem lê entenda).” (Mateus 24:15)
Depois de estudarmos cuidadosamente algumas destas profecias teremos uma outra visão do tempo em que estamos vivendo.
Existe hoje um pensamento geral de que vivemos pouco antes da volta de Jesus, mas será isto verdade? Se for verdade, qual é a proximidade?
Não gostaria de entrar em muitos detalhes de todas as profecias, mas vou rapidamente passar por algumas profecias que indicam a proximidade da segunda vinda de Jesus. Claro que se você desejar saber mais sobre cada uma destas profecias, existem muitos livros sobre o assunto. Hoje dezenas, talvez centenas de homens e mulheres têm sido usados por Deus escrevendo livros que nos ajudam a compreender as profecias. Isto também é um cumprimento profético. As palavras do anjo a Daniel, com relação aos últimos dias, deviam ser compreendidas no tempo do fim. Nesse tempo, “muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”. (Daniel 12:4)
A Bíblia na Linguagem de Hoje traz a seguinte tradução para esse verso: “Muitos correrão de cá para lá, PPRROOCCUURRAANNDDOOFFIICCAARRMMAAIISSSSÁÁBBIIOOSS””. (Daniel 12:4).
Nem preciso lembrar a vocês que “os sábios entenderão” (Daniel 12:10). Eis o porquê de eu acreditar que estas profecias podem ser entendidas atualmente.
Alguns teólogos dizem que este verso quer dizer que “o conhecimento do livro (de Daniel) se multiplicará.” E isto realmente tem ocorrido. Praticamente quase todas as profecias de Daniel e Apocalipse têm sido explicadas em centenas de livros.
“Há necessidade de mais íntimo estudo da Palavra de Deus; especialmente devem Daniel e Apocalipse merecer a atenção como nunca dantes na história de nossa obra... A luz que Daniel recebeu de Deus foi dada especialmente para estes últimos dias.” - Eventos Finais, pág. 15.
“As predições do livro do Apocalipse que ainda não se cumpriram logo se cumprirão. Esta profecia deve ser agora estudada com diligência pelo povo de Deus e compreendida claramente. Ela não encobre a verdade; nos previne com clareza, contando-nos o que haverá no futuro.” - Eventos Finais, pág. 15.
34 Embora a profecia descrita no livro de Daniel capítulo 2 seja muito conhecida, faremos um breve estudo a respeito dela. Neste capítulo Daniel interpreta um sonho do rei babilônico, Nabucodonozor.
Daniel era um jovem hebreu que foi levado cativo para Babilônia no ano 605 a.C. Nesse reino ele serviu cerca de setenta anos durante os reinos de Nabucodonozor, Belsazar, Dario e Ciro. Se você tomar tempo em ler o capítulo 1 de Daniel verá como tudo começou e como Daniel tornou-se um dos sábios da corte.
605 a.C. 604 603 602
Daniel é Nabucodonosor levado cativo sonha
A mensagem central do capítulo 2, do livro de Daniel, é que Deus conhece tudo sobre o futuro e nos revela aquilo que devemos saber.
“Ele (Deus) revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com Ele mora a luz”. (Daniel 2:22)
O rei teve um sonho entre 603 e 602 a.C. e acreditava que era importante.
Jacques B. Doukhan, em seu livro Secrets of Daniel, afirma que particularmente em Babilônia, a sociedade aceitava os sonhos como mensagens divinas e algumas vezes eram compiladas em “livros dos sonhos.” O povo acreditava tanto que gastavam tempo no templo à noite, no intento de receber essas mensagens divinas. Secrets of Daniel, pág. 24.
“O mundo caído é o campo de batalha para o maior conflito que o universo celestial e os poderes terrestres já presenciaram. Decidiu-se que ele fosse o teatro em que seria resolvida a grande luta entre o bem e o mal, entre o Céu e o inferno. Todo ser humano desempenha uma parte nesse conflito. NNIINNGGUUÉÉMM PPOODDEE
F FIICCAARREEMMTTEERRRREENNOONNEEUUTTRROO..”” - Exaltai-O, pág. 254.
DANIEL 2
DEUS CONHECE E
REVELA O FUTURO
3
35 O impressionante é que o rei Nabucodonozor lembrava-se de ter sonhado, cria ser importante, mas não se lembrava do sonho.
A palavra “sonhos” aparece no plural (verso 1). Sonhar o mesmo sonho várias vezes era extraordinário. Se Nabucodonozor sonhou o mesmo sonho várias vezes, ele sabia que era importante. E por que ele esqueceu o sonho?
O próprio Deus deve ter originado a amnésia. Os babilônicos consideravam o ato de esquecer um sonho como sendo um sinal de que tinha um significado divino: “Se um homem esquece seu sonho, isto significa que Deus está com raiva dele.” Secrets of Daniel, pág. 25.
“Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei.” (Daniel 2:2)
Os magos, astrólogos, encantadores e caldeus eram uma elite privilegiada na corte Caldeia. Os primeiros – os hartummîm, - eram indivíduos tidos como „experts‟ conhecedores dos mistérios sagrados e esotéricos. Estes homens eram considerados tanto no Egito, como em Babilônia como sábios eminentes no conhecimento e na ciência. Eram eruditos escribas em sua atividade real. Os hartummîm – que eram chamados haritibi pelos acádios – eram os intérpretes dos sonhos por excelência e reconhecidos profissionais nesta atividade, eram homens de renome, inclusive nas cortes assírias. Os segundos, os assapîm – eram os experts na contemplação dos céus e hábeis na busca de sinais celestiais como meios de predição. Os terceiros – os mekassapîm – eram os sábios por excelência, identificados com a casta sacerdotal e com as atividades relacionadas com o conhecimento e as letras. E Daniel, mesmo recem graduado nos estudos destas artes, já era contado como um dos sábios caldeus, mas por alguma razão não estava presente nesta ocasião. Daniel, el Profeta Mesiánico, Vol. II, pág. 44.
ENCANTANDORES Recebiam treinamento para manter contentes os deuses. MAGOS E
FEITICEIROS
Tentavam proteger as pessoas mediante o afastamento dos demônios. (Os magos liam a mão, as cartas, óleo no fundo de uma xícara e liam através de um fígado bovino. Os feiticeiros usavam premonição, telepatia, telecinesia, necromancia, etc.)
“O Senhor em Sua providência tinha um sábio propósito em vista ao dar este sonho a Nabucodonozor, e fazer com que ele o esquecesse em parte, mas reter o temor em sua mente. O Senhor desejava expor a pretensão dos sábios de Babilônia.” - Youth‟s Instructor, Sep., 1, 1903