• Nenhum resultado encontrado

Que Futuro para os Doentes Com Alzheimer?

No documento Joana Coimbra Oliveira Ramos Marinho Leite (páginas 57-67)

Que Futuro Para os Doentes Com Alzheimer?

VIII. Que Futuro para os Doentes Com Alzheimer?

O progresso contra uma série de distúrbios cerebrais está a ser apoiado por duas estratégias principais. A primeira consiste na utilização de técnicas de pesquisa

genética para identificação de moléculas específicas envolvidas em doenças

cerebrais: a análise do ADN de famílias com uma determinada doença genética pode proporcionar o mapeamento dos genes relacionados com essa doença, revelar as proteínas e as vias biomoleculares com ela relacionadas. Este conhecimento será fundamental para esclarecer a fisiopatologia e factores ambientais subjacentes aos casos tanto familiares como não familiares. A outra estratégia principal baseia-se na constatação de que novos mecanismos envolvidos na patogénese que identificados

podem revelar novos alvos terapêuticos: nalguns casos, o novo alvo é a própria via

identificada; quando isso não acontece, existe a possibilidade da utilização de agonistas e de antagonistas dirigidos para receptores específicos poderá melhorar a sintomatologia e mesmo o processo patogénico. Estas duas estratégias já proporcionaram conhecimentos e mesmo algumas intervenções para as DA e de Parkinson (DP) (Oswald, 2001).

Justifica-se o interesse nestas duas doenças neurodegenerativas porque ambas constituem ameaças para a saúde pública: a DA afecta 1 em cada 10 indivíduos com mais de 65 anos e a Doença de Parkinson é a segunda mais frequente afectando 1 em cada 50 indivíduos com mais de 65 anos. Estas duas doenças partilham a tendência para afectar os idosos (90%), para serem lentamente progressivas, por apresentarem padrões de incidência sugestivos de uma acção combinada de factores ambientais e genéticos e para os casos hereditários (10%) se manifestarem mais cedo, na meia-idade e terem padrões de transmissão que indicam a presença de mutações autossómicas dominantes monogenéticas (www.Alzheimerportugal.org, 2008).

Já sabemos que na DA as mutações mais frequentes se localizam no gene ps-1 (presenilina 1) no cromossoma 14, menos frequente no ps-2 no cromossoma 1 e, mais raramente no gene app (Proteína precursora de amiloide) no cromossoma 21. Também sabemos que o gene app é o mais directamente revelador, que codifica um polipeptídeo, a proteína precursora do amilóide, da qual se pensa que um dos fragmentos, o amilóide ß (Aß) seja tóxico para o cérebro, uma vez que é o Aß o principal constituinte das placas

extraneuronais que se observam postmortem, juntamente com os novelos intraneuronais, no tecido cerebral dos DA. Sabemos ainda que o Aß é um dos produtos da metabolização da proteína APP e que é segregado pelas células cerebrais, que pode ser pesquisado no líquido cefalorraquidiano, que é um peptídeo cujo comprimento varia entre 40 a 42 aminoácidos, que os indivíduos com mutações nos genes APP, PS-1 ou PS-2 têm níveis elevados de Aß 42, que os fragmentos Aß 42 se formam a uma velocidade que depende, pelo menos parcialmente, da função da presenilina e que estes fragmentos Aß 42 são insolúveis e se amontoam uns sobre os outros levando à degeneração dos neurónios (Becker, 1991; Burns, 2003; Jerrel et al., 2001).

O modo como se formam as placas senis na DA permanece incerto. Mas é conhecido um outro gene, apo-e que parece ser sintetizado principalmente pelas células astrogliais, localizado no cromossoma 19 e que codifica a Apolipoproteína E, que tem como função mais conhecida o transporte de lípidos na circulação periférica. Em vez de mutações, o gene apo-e revela 3 formas variantes frequentes: apo-e2, apo-e3 e apo-e4, estando esta associada a um maior risco de Alzheimer. É sabido também que a APO-E se liga à APP, sendo possível que afecte o seu metabolismo (Mayeux et al, 1998; www. Alzheimerportugal.org 2008).

Pensa-se que outros genes poderão actuar como factores adicionais de risco para a DA e que nos próximos anos a sua identificação preencherá algumas lacunas no conhecimento actual das vias da APP (Jerrel et al., 2001)

Existem progressos análogos em relação à identificação das vias fisiopatológicas da DP Através da aplicação de mapeamento de genes em famílias afectadas por parkinsonismo familiar, foi implicado um gene no cromossoma 4 denominado snca, que codifica a α- sinucleína, uma proteína que normalmente se encontra nas terminações nervosas, especialmente nas vesículas sinápticas, onde está armazenada com os neurotransmissores. Na DP, esta proteína torna-se num dos constituintes dos corpos de Lewy, as inclusões intraneuronais que se observam nas células dopaminérgicas em degeneração, no mesencéfalo. Curiosamente, a α- sinucleína foi identificada como constituinte das placas extraneuronais que se observam na DA. A sintomatologia e a patologia da DP a da DA revelam, de facto, uma considerável sobreposição (Monte et

Concentremo-nos novamente na Doença de Alzheimer e nos novos alvos terapêuticos possíveis no futuro, à luz dos conhecimentos biomoleculares e biogenéticos actuais.

Sabe-se que o peptídeo Aß constitui um desses alvos foi já testada em ratinhos uma vacina. Os animais foram manipulados geneticamente de modo a serem portadores de uma mutação do gene app humano; à medida que envelheceram estes ratinhos desenvolveram placas, mas não novelos, que se assemelhavam muito às da DA, em cerca de 1 ano, o que corresponde a um ratinho de meia-idade. Quando os ratinhos foram imunizados com Aß numa fase precoce da vida, não se desenvolveram placas. Quando a imunização ocorreu na meia-idade (existindo já placas) a progressão das placas foi mais lenta, tendo-se observado mesmo sinais de reversão da patologia já existente (Schenk et al., 1999; Vassar et al, 1999).

Posteriormente surgiu outro alvo molecular. Com base nos locais conhecidos de clivagem da proteína precursora de amiloide ß, identificou-se um grupo de enzimas proteolíticas chamadas secretases α, ß e γ . Entre estas, as enzimas ß e γ libertam Aß, enquanto a enzima α provoca a clivagem no interior da sequência de Aß, impedindo a sua produção. Recentemente foi identificada uma ß secretase, denominada BACE (ß- site APP cleaving enzyme). A próxima etapa consistirá na pesquisa e desenvolvimento de fármacos que bloqueiem a acção da enzima, na esperança de que esses agentes terapêuticos, ao impedirem a produção de Aß, possam vir a ser úteis na prevenção e tratamento da DA (Jerrel et al, 2001; Monte et al., 1997; Vassar et al, 1999).

Ao rever a literatura sobre DA foi possível constatar que a última década trouxe várias descobertas sobre a biologia molecular da função cerebral e das doenças neurodegenerativas, descobertas que certamente irão ter repercussões no aparecimento de novos alvos e novos agentes terapêuticos. Esta área de investigação emergente, chamada farmacogenomica, poderá trazer um nível completamente novo para a terapêutica. Ao conhecimento de algumas novas proteínas envolvidas na patogénese da DA sucedem-se outras ainda misteriosas, como as presenilinas e as sinucleínas. É de esperar que num futuro que se deseja próximo, os benefícios terapêuticos venham a aumentar significativamente, em consequência da descoberta de novos mecanismos envolvidos na patogénese.

CAPÍTULO IX

IX. Conclusão

Nesta monografia de revisão bibliográfica, definiu-se a doença, a sua incidência, embora a sua origem etiopatogénica ainda não seja totalmente conhecida, consegui abordar o seu tratamento embora haja ainda um longo caminho a percorrer. Foi ainda salientada a importância do farmacêutico comunitário e a esperança num futuro promissor para estes doentes.

As demências constituem um importante problema de saúde pública resultante do progressivo aumento da esperança média de vida da população mundial. O seu diagnóstico precoce pode ser essencial na qualidade de vida quer dos doentes quer dos seus cuidadores.

As perspectivas de poder atrasar o progresso do défice cognitivo da doença, mediante o uso de medicação, fazem supor uma atitude mais optimista na terapêutica.

Os inibidores da acetilcolinesterase, nomeadamente o donepezilo e a rivastigmina) têm demonstrado ser eficazes sobre as distintas áreas afectadas pela DA: deterioração cognitiva, sintomas psicológicos, comportamentais e capacidade funcional, constituindo a principal terapêutica, de momento, para o tratamento da demência. Estes fármacos apresentam diferenças que podem fazer pender a escolha de um em detrimento dos outros, como é o caso de por exemplo o donepezilo poder ser prescrito uma vez por dia, a galantamina poder atrasar o início das alterações comportamentais e sintomas psiquiátricos da demência e a rivastigmina evidenciar ter menos interacções medicamentosas (Burns, 2003).

No entanto, mesmo as respostas terapêuticas com o uso dos inibidores da acetilcolinesterase são variáveis entre pacientes. Estima-se que, entre 40 a 50% dos pacientes apresente uma melhoria estatisticamente significativa. Os pacientes que melhor respondem a estes fármacos são aqueles que parecem manter-se perto da linha de base (sintomatologia apresentada à 1ª observação) durante pelo menos 12 a 18 meses de tratamento, tanto em medições cognitivas como nas não cognitivas. Tem-se também observado, que aqueles pacientes que iniciam tardiamente o tratamento vão ter uma resposta inferior, relativamente aos que a iniciam precocemente (Grossberg et al., 2005).

Em relação à memantina, esta apresenta resultados promissores, principalmente no que diz respeito aos estádios avançados da demência. Muito se encontra por esclarecer, principalmente no que diz respeito à eficácia do fármaco em doentes com DA leve a moderada, se este tem uma acção significativa na demência vascular e, principalmente, se estratégias utilizando um tratamento em combinação com os inibidores da acetilcolinesterase são efectivas (Burns, 2003).

Relativamente aos sintomas psicológicos e comportamentais da demência a prática clínica não difere da normalmente utilizada nesta população para outros quadro psicopatológicos, sendo que o seu tratamento beneficia não só os doentes como também os seus cuidadores, podendo mesmo atrasar a institucionalização. Deste modo, o papel do farmacêutico assume primordial importância, pois este encontra-se em posição privilegiada para reconhecer os sinais de alarme, ou seja a sintomatologia que pode alertar sobre uma possível doença e cuja detecção precoce ajuda a atrasar a progressão da doença de Alzheimer e a melhorar a qualidade de vida destes doentes e de todos os que com eles privam.

Bibliografia

1. Alberca, R. (2005). Dementia avanzada de la enfermedad de Alzheimer y mementina in

Rev Neurol , 40 (3), pp. 173-179.

2. Andersen, Nancy C. & Black Donald, W. (2001). Introductory Textbook of Psychiatry, 3ª ed. Wilson Boulevard: American Psychiatry Publishing.

3. American Psychiatric Association (APA) (1994). Diagnostic and Statistical Manual of

Mental Disorders, 4th edition. APA: Washington D. C, pp. 1-60.

4. Bear, M.F.; Connors, B.W.; Paradiso, M.A; 2001. Neurociências, desvendando o

sistema nervoso. 2a

edição. São Paulo, Artmed Editores.

5. Becker, R.E. (1991). Therapy of the cognitive deficit in Alzheimer’s disease: the

cholinergic system. In: Becker, R.E. and Giacobini, E., Cholinergic basis of Alzheimer therapy. Boston, Birkhauser.

6. Burns, A. (2003). Treatment of Cognitive impairment in Alzheimer’s disease dialogues

in Clinical neuroscience; 5 (1), pp. 35-47.

7. Callahan, C.M.; Hendrie H.C.; Tierney W.M. (1995). Documentation and evaluation of cognitive impairment in elderly primary care patients in Ann Intern Med, pp. 122-422. 8. Carnero-Prado, C. (2001). Son útiles los nuevos fármacos contra la enfermedad de

Alzheimer? Ver Neurol, 32, pp. 176-179.

9. Corey Bloom, J.; Arnand, R.; Veach , J. (1998). A randomized trial evaluating the efficacy and safety of ENA 713 (rivastigmine tartrate), a new acetylcholinesterase inhibitor, in patients with mild to maderately severe Alzheimer’s disease in International

Journal of Geriatric Psychopharmacology, 1, pp. 55-65.

10. Cutler, N.R.; Polinsky, R.J.; Sramek, J.J.; Enz, A.; Jhee, S.S.; Mancione, L.; Hourani, J.; Zolnouri, P. (1998). Dose-dependent CSF acetylcholinesterase inhibition by SDZ ENA 713 (Rivastigmine) in Alzheimer’s disease in Acta Neurologica Scandinavica, 97, pp.244-250.

11. Davis, K.L.; Thal, L.J.; Ganzu, E.R.( 1992). A double-blind, placebo-controlled multicenter study of tacrine for Alzheimer’s disease in N. Engl. J. Med., 327, pp. 1253- 1257.

12. Doraiswamy,. P.M. (1996). Current cholinergic therapy for synptoms of Alzheimer´s Disease in Primary Psychiatry, 3(11/ Nov): pp. 3-4.

13. Emre M., 2000. Evidence-based pharmalogical treatment of dementia in Eur J Soc, 7, pp. 247-253.

14. Feldman, H. (2001). Moderate to Severe Alzheimer’s Disease Study. Efficacy and safety of donepezil in the treatment in Neurology, 8, pp.575-583.

15. Froehlich, T.E.; Robison, J.T.; Inouye, S.K. (1998). Screening for dementia in the outpatient setting: the time and change test in J Am Geriatr Soc, 46, pp. 1506.

16. Gaultier, S.; Wirth, Y.; Mobius H.J. (2005). Effects of mementine on behavioural symptoms in Alzheimer’s disease patients: an analysis of the NeuropsyChiatry Inventory (NPI) data of two randomized, controlled studies in Int J Geriatr Psychiatry, 20(5), pp. 459-64.

17. Ghanbari, H.; Ghanbari, K.; Beheshti I. (1998). Biochemical assay for AD7c-NTP in urine as na Alzheimer’s disease marker in J. Clin. Lab. Anal, 12, pp. 285-288.

18. Grossenberg, G.T.; Desai, A.K. (2003). Management of Alzheimer’s disease in J.

Gerontol A Biol Sci Med Sci, 58, pp. 331-53.

19. Henderson, V.W. (1997). The epidemiology of estrogen replacement therapy and Alzheimer’s disease in Neurology , 48(suppl 7), pp. 27-35).

20. Jerrel, Jerkel y co. (2001). One Protein causes the loss of memory in: Journal of

Neuroscience, Jan., 3, pp.29-35.

21. Kaplan, H.I.; Sadock, B.J. (2007). Kaplan and Sadock’s Synopsis of Psychhiatry. ,10th. edition.. Lippindott Williams and Wikins.

22. Larson, E.B. (1998). Management of Alzheimer’s disease in a primary care setting in Am

J Geriatr Psychiatry, 6 (1), pp. 534.

23. Larson, E.B. (1998). Recognition of dementia. Discovering the silent epidemic in J Am

Geriatr Soc, 46, pp. 1576.

24. Le Bars, P.L.; Katz, M.M.; Berman, N. (1997). A placebo-controlled, double-blind, randomized trial of an extract of Gingko biloba for dementia in JAMA, 278, pp. 1327- 1332.

25. Mayeux, R.; Sauders, A. M.; Shea S. (1998). Utility of the apolipoprotein E genotype in the diagnosis of Alzheimer’s diasease in N. Engl. J. Med, 338, pp. 1325.

26. Monsch, A.U.; Giannakopoulos, P. (2004) Jun. GAL-SUI study Group. Effects of galantamine on behavioural and psychological disturbances and caregiver burden in pacients with Alzheimer’s disease in Curr Med Res Opin., 20 (6), pp. 931-8.

27 Monte, S.M.; Ghanbari, K.; Frey, W.H. (1997). Characterization of the AD7c-NTP e DNA expression in Alzheimer’s disease and measurement of a 41-KD protein in cerebrospinal fluid in J.clin. Invest, 100, pp. 3093-3104.

28. Mulnard, R.A.;Cotman, C.W.; Kawas C. (2002). Estrogen Replacement Therapy for Treatment of Mild to Moderate Alzheimer’s disease. A Randomized Controlled Trial in

JAMA, 283, pp. 1007-1015.

29. Osswald, W. (2001). Terapia Medicamentosa e Suas Bases Farmacológicas. 4ª edição. Porto Editora.

30. Osswald, W.; Caramona, M., Esteves, A. P.; Gonçalves, J.; Macedo, T.; Mendonça, J.; Pinheiro, R. L.; Rodrigues, A.; Sampaio, C.; Sepodes, B.; Teixeira, A. A. (1997).

Prontuário Farmacêutico. INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e

Produtos de Saúde, IP- Ministério da Saúde. pp. 104-133, 134, 144, 145, 321-352.

31. Patxi del Campo. (2002). Música para el Alzheimer y el Parkinson in Notícias de la

Salud y la Vida, 4, pp. 20.

32. Rang, H.P.; Dale, M.M.; Ritter, J.M.; Flower, R.J. (2006). Farmacologia, 6ª edição, Churchill Livingstone; cap. 30 e cap.37; pp. 131-167, 473-491, 492-507, 508-522, 534- 543.

33. Raskind, M.A.; Peskind, E.R.;Wessel, T. (2000). Galantamine in AD. A 6-month randomized, placebo controlled trial with a 6-month extension in Neurology, 54, pp. 2261-2268.

34. Raskind, M.A.; Peskind, E.R. (2001). Alzheimer’s disease and related disorders in Med

Clin North Am. May, 85(3), pp. 803-17.

35. Reisberg, B.; Ferris, S:H:; DeLeon, M.J.;Crock, T. (1982). 139, pp.1136-1139.

36. Rogers, S.L.; Doody, R.S.; Pratt R.D.; Friedhoff, L.T. (2000). Long-term efficacy and safety of donepezil in the treatment of Alzheimer’s disease: an interim analysis of the results of a US multicentre open label extension study in European

Neuropsychopharmacology, 10, pp. 195-203.

37. Rogers, S.L.; Perdomo, C.; Friedhoff, L.T. (1995). Clinical benefits are maintained during long-term treatment of Alzheimer’s disease with the acetylcholinesterase inhibitor, E 2020 (Donepezil) Abstract P-8-21 in J. Eur. Coll of Neuropsychopharmacol, 5 (3): pp. 386-387.

38. Sano, M.; Ernesto, C.; Thomas, R.G.; Klauber, M.R.; Schafer, K.; Grundman, M. (1997). A controlled trial of selegiline, alphatocopherol or both as treatment for

39. Schenk, D., Barbour, R.; Gordon, G.; Grajeda, H.; Guido, T., Hu, K.; Huang, J.; Johnson-Wood; K., Klan, K.; Kholodenko, D.; Lee, M.; Liao, Z., Lieburburg, I.; Mutter, R.; Mutter, L., Soriano, F.; Shopp, G.; Vasquez, N.; Vandevert, C.; Walker, S.; Wogulis, M.; Yednock, T.; Games, D.; Seubert, P. (1999). Immunization with amyloid-attenuates Alzheimer-disease-like pathology in the PDAPP mouse in Nature, 400, pp. 173.

40. Scott, J.L.; Goa, K.L. (2002). Galantamine: a review of its use in Alzheimer’s Disease.

Drugs, 60, pp. 1095.

41. Sellal, F.; Nieoullon, A.; Michel, G.; Michel, BF.; Lacomblez, L.; Geerts, H.; Stula, AD.; Bordet, R.; Bentué-Ferrer, D.; Allain, H. (2005). Pharmacology of Alzheimer’s disease: Appraisal and Prospects in Dementia and Geriatric Cognitive Disorders, 19 pp. 229-245.

42. Schmidt, R.; Hayn, M.; Reinhart, B.; Roob, G.; Schmindt, H.; Schumaker M. (1998). Plasma antioxidants and cognitive performance in middle-age and other adults: results of the Australian Stroke Prevention Study in J Am Geriatr Soc, 46, pp. 1407-1410.

43. Tariot, P.N.; Solomon, P.R.; Moris, J.C.; Profenno, L.A.; Ismail, M.S. (2000). A 5- month randomized, placebo controlled trial of galantamine in Alzheimer’s disease in

Neurology, 54, pp. 2269-2279.

44. The Internacional PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http://www.alz.org/index.asp (consultado em 23/05/2008).

45. The Internacional PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http://www.cdc.gov/ (consultado em 23/05/2008).

46. The Internacional PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http://whqlibdoc.who.int/bulletin/2002/Vol80-No8/bulletin_2002_80(8)_644-652.pdf. (Consultado em 23/05/2008).

47. The Internacional PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http:/www.infarmed.pt/prontuário. (Consultado em 12/06/2008).

48. The Internacional PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http://www.pfizer.pt/saude/nerv_alz_dossier.php. (Consultado em 12/06/2008).

49. The Internacional PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+ degenerativas/recomendacoesparaquemcuidadodoentedealzheimer.htm. (Consultado em 12/06/2008).

50. The Internacional PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http://www.who.int/genomics/public/geneticdiseases/en/index1.html. (Consultado em 12/06/2008).

51. The Internacional PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2004/pr60/en/. (Consultado em 23/05/2008).

52. The Internacional PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http://www.who.int/whr/2001/chapter2/en/index4.html. (Consultado em 23/05/2008).

53. The International PGP Home Page. (Em Linha). Disponível em http://www.alzheimerportugal.org/clientSite/. (Consultado em 02/05/2008).

54. Vallejo, Ruiloba. (2003). Introducion a la psicopatologia y psiquiatria, 5ª ed. Barcelona: Masson.

55. Vassar, R.; Bennett, B.D.; Babu-Khan, S.; Kahn, S.; Mendiaz, E.A.; Denis, P.; Teplow, D.B.; Ross, S.; Amarante, P.; Loeloff, R.; Luo, Y.; Fisher, S.; Fuller, J.; Edenson, S.; Lile, J.; Jarosinski, M.A.; Biere, A.L.; Curran, E.; Burgess, T.; Louis, J.C., Collins, F.; Treanor, J.; Rogers, G.; Citron, M. (1999). β-Secretase cleavage of Alzheimer’s amyloid precursor protein by the transmembrane aspartic protease BACE in Science, 286, pp. 739.

56. Wilcock, G.K. (2000). Efficacy and safety of galantamine in patients with mild to moderate Alzheimer’s disease: multicentre randomized controlled trial in BMJ, 321, pp. 1445-1449.

57. Yaffe, K.; Grady, D.; Pressman. (1998). Serum estrogen levels, cognitive perfomance and risk of cognitive decline in older community women in J. Am. Geriatr Soc., 46, pp. 816-821.

No documento Joana Coimbra Oliveira Ramos Marinho Leite (páginas 57-67)

Documentos relacionados