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01.- Primeiramente queiram os Srs. Peritos informar se possuem experiência tecnológica em embalagem de medicamentos?

RESPOSTA: O Currículo do perito pode ser achado na página www.paesdebarrosassociados.com.br seção “Curriculum” e por ser perito, está também cadastrado no Tribunal de Justiça.

02. - Em caso positivo, queiram os Srs. Peritos examinar a seqüência de fotos em anexo - levantamento fotográfico de operações realizadas com uma carga paletizada com características gerais idênticas à carga dos presentes autos - e com base nas mesmas queiram informar:

a) para uma carga com as características exibidas nas fotos nºs 1 e 2‚ em termos técnicos de logística, exigia a fixação de etiquetas com direção de setas para cima ou o fato da carga ser paletizada torna tal indicação mera redundância?

RESPOSTA: O fato de a carga ser paletizada torna indicação etiquetas com direção de setas para cima mera redundância.

b) Examinando-se a operação de levantamento, deslocamento e empilhamento de carga paletizada, conforme mostrado na seqüência das fotos nºs 3 a 8, perguntamos se‚ é racional supor que tais movimentações sejam realizadas de maneira diferente do modo ilustrado em referidas fotos?

RESPOSTA: Não. A forma certa de levantamento, deslocamento e empilhamento de carga paletizada, é através de empilhadeira, que utiliza o garfo para levantar os estrados onde estão depositadas as cargas. carga paletizada, como a da foto nº 1 - que é idêntica a do caso dos autos - e inserirmos o garfo à meia altura do conjunto, serão causados danos às caixas de papelão?

RESPOSTA: O posicionamento do garfo da empilhadeira no estrado, conforme ilustrado na foto nº 9 é o correto. O garfo encaixa no vão livre do estrado de madeira, para levantar a carga.

03. -Queiram os Srs. Experts informar se se utilizando norma técnica de aceitação geral pode-se concluir e afirmar que a embalagem empregada pelo exportador da mercadoria do caso dos autos é adequada.

RESPOSTA: Por questões de materialidade da prova o perito se baseia em trabalhos já

Dimensões externas 400 x 290 x 246mm Resistência a compressão 5,58 kN

Material onda BC com espessura de 7,6mm Resistência de coluna 15,6 N/cm

Caixas de papelão semelhantes foram consideradas como de qualidade adequada, levando-se em conta o fator de risco máximo (índice igual a 6), o esforço a que estará sujeita durante o transporte, contendo 15 Kg no seu interior, seu empilhamento máximo poderá ser de 5 caixas, durante a movimentação e até o dobro ( 10 caixas) durante o repouso.Tal condição foi atendida na elaboração dos paletes analisados, os quais apresentavam no máximo quatro caixas de altura em cada pallet.”

Existem restrições, nos autos, à forma com que foram embaladas pelo fabricante:

o Descrição de barricas de fibra, citadas na Guia de Importação dos produtos Postoval e Minulet, faz crer que esta é a especificação padrão da Fábrica. Os produtos vieram acondicionados em caixas de papelão.

o Ausência de figuras externas, internacionalmente codificadas, na forma de símbolos que, afixados como etiquetas poderiam alertar para que se tomassem maiores cuidados durante as operações de transporte.

o O Vistor Fiscal que constatou a AVARIA em seu TERMO DE VISTORIA ADUANEIRA, no capítulo PREMISSAS DA VISTORIA considerou:

“10.6 adequação da embalagem: NÃO”

o A natureza das avarias constatadas na mercadoria pode ser mais bem vista nas fotos anexadas pelo Perito quando da entrada na Alfândega. A causa pode ser o “handling”, fragilidade e inadequação do acondicionamento, falta de indicações de cuidado, “ handle with care” e outras.

o A forma de acondicionamento do material “in bulk” em dois sacos plásticos por caixa um em cima do outro, quando em movimento provoca deslizamento e uma “shear force” contra as paredes da caixa. Utilização de

“Empty box” gera a mesma força a nível do pallet. Forças estas não medidas pela perita em seus testes estáticos. Pelas fotos vê-se que as paredes das semelhantes tomadas em comparação. Conforme descrito na Resposta ao quesito #3.

05. - Qual a conclusão de tais testes?

RESPOSTA: Respondido no quesito #3; do texto do “Relatório Caramico”, para caixas semelhantes tomadas em comparação, a resistência em testes estáticos seria suficiente.

06. - Pelas normas da IATA - Dangerous Goods Regulations - a importação da mercadoria do caso em tela se enquadra como produto perigoso para o transporte aéreo?

RESPOSTA: Não. A análise das normas internacionais referentes ao transporte aéreo, descritas como Normas IATA-Dangerous Goods Regulations, revela que, são considerados produtos de alta periculosidade: inflamáveis, explosivos, venenos, os quais tem recomendações estritas descritas, que devem ser rigorosamente observadas.

Produtos não citados não fazem parte do grupo considerado perigoso para o transporte aéreo.

A especificação da Transportadora no Air Waybill é “PHARMS PRODUCTS NON HAZARDUOUS.”

07. - Em caso negativo, a quem compete especificar os cuidados - entre eles o tipo de embalagem - a serem observados no transporte da mercadoria?

RESPOSTA: Determina a IATA Dangerous Goods Regulations que os produtos não considerados de alta periculosidade, como inflamáveis, explosivos, venenos, deverão ser transportados segundo as recomendações de seu fabricante ou responsável.

08. - O acondicionamento do medicamento importado - caixas de papelão - atende às recomendações técnicas para proteção e transporte dos mesmos?

RESPOSTA: Por questões de materialidade da prova o perito se baseia em trabalhos já apresentados nos autos.

Do texto do “Relatório Caramico”, para caixas semelhantes tomadas em comparação a resistência em testes estáticos seria suficiente:

“Caixas semelhantes tomadas em comparação foram analisadas segundo normas IPT para determinação de dimensões, resistência à compressão dinanométrica, espessura e resistência de coluna do material, e consideradas como de qualidade adequada, levando-se em conta o fator de risco máximo (índice igual a 6), o esforço a que estará sujeita durante o transporte, contendo 15 Kg no seu interior, seu empilhamento máximo poderá ser de 5 caixas, durante a movimentação e até o dobro (10 caixas) durante o Fábrica. Os produtos vieram acondicionados em caixas de papelão.

o Ausência de figuras externas, internacionalmente codificadas, na forma de símbolos que, afixados como etiquetas poderiam alertar para que se tomassem maiores cuidados durante as operações de transporte.

o O Vistor Fiscal que constatou a AVARIA em seu TERMO DE VISTORIA ADUANEIRA, no capítulo PREMISSAS DA VISTORIA considerou:

“10.6 adequação da embalagem: NÃO”

o A natureza das avarias constatadas na mercadoria pode ser mais bem vista nas fotos anexadas pelo Perito quando da entrada na Alfândega. A causa pode ser o “handling”, fragilidade e inadequação do acondicionamento, falta de indicações de cuidado, “ handle with care” e outras.

o A forma de acondicionamento do material “in bulk” em dois sacos plásticos por caixa um em cima do outro, quando em movimento provoca deslizamento e uma “shear force” contra as paredes da caixa. Utilização de

“Empty box” gera a mesma força a nível do pallet. Forças estas não medidas pela perita em seus testes estáticos. Pelas fotos vê-se que as paredes das caixas foram arrancadas.

09. - Ainda com base nas normas da IATA, para a mercadoria dos presentes autos é obrigatória a presença de figuras externas ou o seu uso‚ facultativo, já que não se trata de produto perigoso para o transporte aéreo?

RESPOSTA: Não obrigatória como produto não perigoso. Com base nas normas da IATA, para a mercadoria dos presentes autos, o procedimento de colocar figuras externas, internacionalmente codificadas, na forma de símbolos que, afixados como etiquetas poderiam alertar para que se tomassem maiores cuidados durante as operações de transporte, é facultativo por se tratar de produtos não perigosos, mas figuras externas, internacionalmente codificadas, na forma de símbolos que, afixados como etiquetas poderiam alertar para que se tomassem maiores cuidados durante as operações de transporte ajudariam orientar nos cuidados de manuseio.

10. - A mercadoria como foi acondicionada continha os elementos para proteção ao choque, umidade e perda, conforme recomendações técnicas aplicáveis ao caso?

RESPOSTA: Por questões de materialidade da prova o perito se baseia em trabalhos já apresentados nos autos.

Pelo “Relatório Caramico” que bem analisou este aspecto, “a mercadoria foi embalada em sacos plásticos, em volumes de 7,5 Kg em média, acondicionados dois a dois em outro saco plástico, que contém assim cerca de 15Kg; foi adicionado material dessecante, capaz de retirar gotículas e umidade formadas no ambiente pela condensação de água, resultantes especialmente de mudanças de temperatura ocorridas durante o transporte.

O acondicionamento da carga em paletes é recomendado como uma forma de transporte capaz de reduzir os riscos de perdas, roubos, facilitar a identificação dos componentes, além de diminuir o número de operações necessárias ao transporte, reduzindo tempo e gastos. A unitização da carga é efetuada colocando os volumes sobre estrados de madeira mantendo um equilíbrio do peso, observando para que não fiquem espaços vazios utilizando, se necessário, de materiais plásticos de acolchoamento, tais como: plástico tipo “bolha de ar”, blocos de espuma e outros, que possam permitir o preenchimento de tais espaços. Podendo ainda, envolver essa estrutura com filmes plásticos, que, além de promover a fixação dos volumes, proporciona certa impermeabilização e proteção contra umidade ou chuvas durante os processos de carregamento”.

As restrições ao Acondicionamento do fabricante acham-se no Quesito seguinte.

11. - O tipo de acondicionamento de carga, executado pelo embarcador, é considerado adequado para o transporte da mercadoria em tela?

RESPOSTA: Existem as seguintes restrições, nos autos, à forma com que foram embaladas pelo fabricante:

o Descrição de barricas de fibra, citadas na Guia de Importação dos produtos Postoval e Minulet, faz crer que esta é a especificação padrão da Fábrica. Os produtos vieram acondicionados em caixas de papelão.

o Ausência de figuras externas, internacionalmente codificadas, na forma de símbolos que, afixados como etiquetas poderiam alertar para que se tomassem maiores cuidados durante as operações de transporte.

o O Vistor Fiscal que constatou a AVARIA em seu TERMO DE VISTORIA ADUANEIRA, no capítulo PREMISSAS DA VISTORIA considerou:

“10.6 adequação da embalagem: NÃO”

o A natureza das avarias constatadas na mercadoria pode ser melhor vista nas fotos anexadas pelo Perito quando da entrada na Alfândega. A causa pode ser o “handling”, fragilidade e inadequação do acondicionamento, falta de indicações de cuidado, “ handle with care” e outras.

o A forma de acondicionamento do material “in bulk” em dois sacos plásticos por caixa um em cima do outro, quando em movimento, provoca deslizamento e uma “shear force” contra as paredes da caixa. Utilização de

“Empty box” gera a mesma força a nível do pallet. Forças estas não medidas pela perita em seus testes estáticos. Pelas fotos vê-se que as paredes das caixas foram arrancadas.

12. - Qual era a finalidade dos saches contendo sílica-gel que estavam dentro das caixas de papelão?

RESPOSTA: Os saches contendo sílica-gel foram utilizados como material dessecante, capaz de retirar gotículas e umidade formadas no ambiente pela condensação de água, resultante especialmente de mudanças de temperatura ocorridas durante o transporte.

13. - Por que o embarcador aplicou um envoltório de filme de PVC estirado sobre a carga já paletizada?

RESPOSTA: O embarcador envolveu a carga já paletizada com filme de PVC, porque além de promover a fixação dos volumes, proporciona certa impermeabilização e proteção contra umidade ou chuvas durante os processos de carregamento.

14. - Quais os limites de responsabilidade do transportador aéreo no presente caso?

RESPOSTA: Os limites de responsabilidade financeira do transportador aéreo não são conhecidos do perito. A mercadoria foi retirada do bojo do avião pela SATA e colocada em local determinado pela Infraero: dentro do TACA (terminal de cargas) ou na área externa do TACA (quando existe acúmulo). Ali ficou a disposição da Alfandega no próprio Aeroporto ou no Armazém Alfandegado. O seguro da SATA para quaisquer danos tinha o limite, em Setembro/2001, no valor de USD 1.000.000,00 por incidente.

A SATA é segurada através da AON corretora de Seguros.

15. - A quem coube a responsabilidade pelo desembaraço aduaneiro da mercadoria objeto da perícia?

RESPOSTA: O responsável pelo desembaraço aduaneiro da mercadoria foi Armazém Columbia – entreposto Alfandegado. Na chegada da mercadoria ao armazém, o caminhão é pesado e emitida a Folha de Recebimento de Mercadoria, ali é feita a Alfândega e ali, em 2/02/95, foi lavrado o Termo de Faltas e Avarias, O peso que consta neste Termo não foi o pesado mas o valor que constava do DTA.

16. - Qual foi o responsável pelo transporte da carga de medicamentos do Aeroporto de Cumbica para o armazém alfandegado?

RESPOSTA: a) A mercadoria foi retirada do bojo do avião pela SATA e colocada em local determinado pela Infraero: dentro do TACA (terminal de cargas) ou na área alfandegado da Columbia. O motorista Arilson Francisco Anicio chegou na portaria às 00:32 hrs do dia 02/02/95. Ali, a Pesagem de seu Caminhão, placa LQ56680 já apresentado as fls. 30 dos autos, não contém avisos ou rasuras. Nela consta que a carga era composta de 4 volumes, com peso total de 1.298,0 Kg, e a observação: “material destinado ao entreposto COLUMBIA- Av. Presidente Wilson 2220- Mooca – São Paulo – DESCARGA DIRETA”.

A mercadoria foi retirada do bojo do avião pela SATA e colocada em local determinado pela Infraero: dentro do TACA (terminal de cargas) ou na área externa do TACA (quando existe acúmulo). Ali ficou a disposição da Alfândega no Aeroporto ou no Armazém Alfandegado.

19. - A mercadoria foi armazenada pela INFRAERO? Em caso negativo, quais foram os procedimentos empregados para se transferir a carga do avião diretamente ao recebedor transportador e armazenador, ou seja, pelo regime do DTA-S?

RESPOSTA: Não, a mercadoria não foi armazenada pela INFRAERO. A responsável pelo desembarque da mercadoria do avião foi a empresa contratada pela Transportadora Aérea e concessionária da INFRAERO para tal operação no aeroporto. Depois de descarregada, a carga permaneceu no TACA da INFRAERO a disposição da Alfândega no Terminal ou no Armazém Alfandegado.

20. - Em caso positivo, houve ressalva junto à INFRAERO?

RESPOSTA: O perito não dispõe do relatório da “handling company”.

Como é especificada no SGHA a empresa concessionária para o Serviço deveria:

“Tomar ação necessária para evitar furto, uso não autorizado ou dano aos componentes unitários de carga da Transportadora que estejam sob a custódia da Prestadora de Serviços. Notificar à Transportadora, de forma imediata, qualquer dano ou perda de tais itens.”

21. - Em que estado se encontravam as caixas com medicamentos no ato de vistoria aduaneira?

RESPOSTA: A rotina de Armazéns Columbia manda que toda vez que o conferente constata avaria na embalagem deve providenciar fotos da embalagem e/ou mercadoria danificada. Foram tiradas (4) fotos, uma foto para cada pallet (4), por ocasião desta conferencia e estão anexadas ao Laudo. Vê-se por estas fotos que as ULD’s (Carga Unitizada ou Amarrados) chegaram avariados e em mau estado. A rotina de pesagem de caminhão indicou já uma diferença de 163Kg a menos. Como o perito comprova ao longo deste relatório, a avaria pode ter ocorrido na carga do avião em Dublin ou durante o vôo pelas forças dinâmicas referidas, ou a avaria e/ou falta pode ter ocorrido na descarga pelo serviço de Rampa da concessionária da Infraero em Guarulhos, posto que o caminhão de transporte da Columbia é lacrado pela Receita Federal em Guarulhos e somente deslacrado na Av. Pres. Wilson, entreposto alfandegado da Columbia. Pelo relatório de portaria de Armazéns Columbia, o motorista Arilson Francisco Anicio chegou na portaria às 00:32 hrs do dia 02/02/95, quando seu caminhão de placa LQ5680 foi pesado e já ter evidenciado falta de 163 Kg de mercadoria .

A mercadoria, foi rejeitado pelo Laboratório em 2/03/95, tomando providencias para receber o sinistro.

22. - Em que estado se encontravam as caixas de medicamentos no ato de descarga do avião?

RESPOSTA: O perito não dispõe do relatório da “handling company” para o serviço de Rampa. Como é especificada no SGHA a empresa concessionária do Serviço deveria:

“Tomar ação necessária para evitar furto, uso não autorizado ou dano aos componentes unitários de carga da Transportadora que estejam sob a custódia da Prestadora de Serviços. Notificar à Transportadora, de forma imediata, qualquer dano ou perda de tais itens.”

23. - Com base nos registros, solicitamos aos Srs. Peritos especificar onde e quando ocorreu o sinistro?

RESPOSTA: Por ocasião do lavramento do TERMO DE VISTORIA ADUANEIRA emitido em 14/03/1995 o Laboratório já havia rejeitado a mercadoria desde 2/03/95.

O “Relatório Caramico” TERMO DE VISTORIA (PERICIAL) emitido em 13 de junho de 1996 embora perfeito em seu método não levou em consideração todos os elos do manuseio da mercadoria.

As constatações que o perito julga relevantes para determinar a responsabilidade pela avaria das mercadorias foram o fato que:

o A empresa que descarregou o avião não foi o Réu nesta ação e a operação de transporte se fez por veículo lacrado em trajeto expresso aos Armazéns Alfandegados.

o Na primeira inspeção havida das mercadorias e registradas pelos documentos TERMO DE FALTAS E AVARIAS, FOLHA DE RECEBIMENTO DE MERCADORIA e SLIP DE PESAGEM, emitidas em 02/02/95, foi já constatado que a mercadoria descarregada estava avariada conforme fotos arquivadas pelo Réu e já com diferença nos conforme consta do TERMO DE VISTORIA (PERICIAL) em 13/06/1996, pelo desaparecimento ou falta de 170,8 kgs do remédio Minulet.

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