QUANTO À ESCONSIDADE
4. QUESTÕES COMENTADAS
1) (126 - TCU/2005 - Cespe) No dimensionamento de obras de drenagem para pavimentos, a capacidade de vazão, ou descarga, das sarjetas de corte e meio fio de aterro pode ser determinada pela fórmula de Manning.
Primeiramente, cabe uma breve apresentação das sarjetas de corte e meio fio de aterro, assim como das valetas de proteção de corte e de aterro, iniciando pelas definições trazidas pelo Manual de Implantação Básica do DNIT, de 2010:
Valeta de proteção dos cortes (3) – é a valeta que se constrói entre a crista do corte e o limite da faixa de domínio, para
desviar as enxurradas das encostas para fora da estrada. É uma auxiliar da sarjeta e sua construção evita que a sarjeta fique sobrecarregada. Em alguns casos, como nos cortes em rocha nua, é muitas vezes mais econômico construir muretas de proteção para conduzir as águas do que construir valeta.
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Sarjeta (14) – é uma valeta rasa, com seção em V aberto, situada
ao pé do corte e destinada a receber as águas pluviais da plataforma e da faixa que vai da valeta de proteção do corte até o pé do mesmo.
Fonte: Manual de Implantação Básica do DNIT – 2010
Percebam que a figura acima contém diversos outros números de identificação, cuja definição está descrita no Manual de Implantação Básica do DNIT – 2010. Vale a pena ler esta parte desse manual. Além da valeta de proteção do corte e da sarjeta do corte, há também a sarjeta de aterro e a valeta de proteção do aterro, conforme previsto no Manual de Drenagem DE Rodovias do DNIT – 2006 (p. 153).
De acordo com esse manual, a sarjeta de aterro tem como objetivo captar as águas precipitadas sobre a plataforma, de modo a impedir que provoquem erosões na borda do acostamento e/ou no talude do aterro, conduzindo-as ao local de deságüe seguro. A sarjeta de aterro posiciona-se na faixa da plataforma contígua ao acostamento. Um tipo de sarjeta de aterro muito usado atualmente nas rodovias
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federais, estaduais, interseções e trechos urbanos é o meio-fio-
sarjeta conjugados.
E as valetas de proteção de aterros têm como objetivo interceptar as águas que escoam pelo terreno a montante, impedindo-as de atingir o pé do talude de aterro. Além disso, têm a finalidade de receber as águas das sarjetas e valetas de corte, conduzindo-as com segurança ao dispositivo de transposição de talvegues.
Abaixo, há uma figura do Manual de Implantação Básica do DNIT – 2010 que apresenta os equipamentos de drenagem superficial de um trecho de rodovia:
Os equipamentos de drenagem mencionados na questão funcionam como canal, ou seja, sob a pressão atmosférica. Nesse caso pode-se aplicar a equação de Manning para o seu dimensionamento.
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De acordo com o Manual de Drenagem de Rodovias, o cálculo da capacidade de vazão da sarjeta é obtida pela associação das equações de Manning e da continuidade:
Do que resulta:
Sendo:
V – velocidade de escoamento (m/s) R – raio hidráulico (m)
I – declividade da sarjeta (m/m)
n – coeficiente de rugosidade (adimensional)
Q – vazão máxima admissível (m3/s)
A – área molhada da sarjeta (m2)
Para se saber a área necessária das valetas e das sarjetas cabe descobrir a vazão que esses equipamentos terão que escoar. Essa vazão é denominada vazão de contribuição ou vazão de descarga de projeto, que compreende a água que percorre na área adjacente e cai nesses equipamentos. A fórmula de cálculo adotada para o cálculo dessa vazão é denominada fórmula racional:
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Tendo Q, aplica-se na fórmula de Manning acima e descobre-se a área necessária do equipamento de drenagem superficial.
Gabarito: Correta
2) (83 - MPOG/2008 - Cespe) Para separar do solo a ser drenado a camada de material constituinte do filtro, pode-se usar manta de geotêxtil impregnada com material betuminoso.
Uma das funções primordiais do geotêxtil é a de filtro, na qual ele permite a passagem da água e retém as partículas finas carreadas. Para que o sistema drenante funcione, o geotêxtil deverá permitir a passagem da água e reter somente os finos carreados para evitar a colmatação do dreno (entupimento).
O material betuminoso confere impermeabilidade, o que impediria a entrada d’água no sistema drenante.
Logo, o uso de material betuminoso impregnado é incompatível com a finalidade desejada.
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3) (88 - MPOG/2008 - Cespe) A água coletada em cada canaleta de drenagem instalada nos degraus dos taludes deve ser conduzida por equipamento adequado de drenagem, de forma que a energia acumulada desde a captação até o desaguamento seja dissipada.
Deve-se reduzir a velocidade de escoamento da água para evitar o efeito de erosão das próprias canaletas assim como do terreno nas saídas de água (velocidade máxima de escoamento para o concreto é de 4,5 m/s).
Um importante fator é o correto dimensionamento das seções das canaletas, tanto das suas seções transversais como dos respectivos comprimentos, pelo processo visto na questão anterior, de forma a minimizar as possibilidades de transbordamento e consequente carreamento do material do talude.
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Segundo o Manual de Pavimentação do DNIT, sempre que o limite de comprimento é atingido, é necessário providenciar saídas de água em descidas d´água, conforme a seguir:
Fonte: Manual de Drenagem do DNIT
Outro fator é a instalação de canaletas a distâncias verticais limitadas (escalonamento dos taludes) para evitar que a água adquira velocidade acima dos limites de erosão dos materiais que compõem os taludes. Uma medida para evitar esse processo erosivo é proteger a superfície dos taludes com gramíneas para diminuir a velocidade da água – dissipação da energia.
De acordo com o Manual de Pavimentação do DNIT, as banquetas com sarjetas são necessárias para taludes com mais de 4,5 m.
Por exemplo, uma das recomendações do Manual de Drenagem do DNIT é que se deve revestir as valetas, sendo obrigatório quando elas forem abertas em terreno permeável para evitar que a infiltração provoque instabilidade no talude do corte.
No final do caminho de drenagem, quando a água é desaguada no terreno, por exemplo, ao final de uma descida d’água, convém instalar dissipadores de energia tipo “rip-rap” (bacia de
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amortecimento), para diminuir a velocidade da água e evitar a erosão do terreno à jusante.
Gabarito: Correta
4) (61 - TRE-AL/2010 – FCC) Considere a figura cujas medidas estão em metros.
O dispositivo de drenagem representado refere-se a a) dissipador de energia.
b) caixa coletora. c) bueiro de greide. d) sarjeta de corte.
e) valeta de proteção de aterro.
Segundo o Manual de Drenagem, a sarjeta de corte tem como objetivo captar as águas que se precipitam sobre a plataforma e taludes de corte e conduzi-las, longitudinalmente à rodovia, até o ponto de transição entre o corte e o aterro, de forma a permitir a saída lateral para o terreno natural ou para a valeta de aterro, ou então, para a caixa coletora de um bueiro de greide.
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Manual de Drenagem
As sarjetas devem localizar-se em todos os cortes, sendo construídas à margem dos acostamentos, terminando em pontos de saída convenientes.
A sarjeta triangular é um tipo bem aceito, pois, além de apresentar uma razoável capacidade de vazão, conta a seu favor com o importante fato da redução dos riscos de acidentes.
Portanto, a figura enquadra-se como sarjeta de corte.
Gabarito: D
5) (53 - TSE/2007 - Cespe) Nas obras de drenagem, estão sendo cada vez mais utilizados produtos sintéticos, capazes de proporcionar desempenho mais efetivo que o de materiais naturais. Assinale a opção correta, relacionada à nomenclatura utilizada para esses produtos e sua característica.
A) Geocomposto é o produto formado pela tubulação de