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Para a preparação de campo, foi elaborada carta de apresentação aos Dirigentes Regionais de Ensino e Gestores Regionais do SPEC para informar sobre o trabalho em tela e solicitar auxílio no sentido de enviar o questionário aos PMECs das respectivas Diretorias de Ensino. A mesma carta foi encaminhada à Gestão Central do SPEC, mas para solicitar que se reforçasse, nas diretorias de ensino, o pedido de encaminhamento do questionário aos PMECs. O questionário, juntamente

com carta de apresentação aos PMECs, foi ambientado no Google Docs52 e o link foi encaminhado por e-mail a todas as Diretorias de Ensino, solicitando-se aos sujeitos da pesquisa o preenchimento no prazo de 30 dias. Os PMECs responderam ao questionário de forma totalmente on-line e anônima.

A amostra de pesquisa constituiu-se aleatoriamente, uma vez que não houve a intervenção por parte da pesquisadora na seleção dos respondentes. O questionário foi encaminhado para todos os PMECs, no entanto, nem todos retornaram suas respostas, o que já era esperado, pois como afirma Luna (1996, p. 59), “os questionários [...] permitem agilidade na coleta de informações, [...] por outro lado, o pesquisador deve estar preparado para um retorno pequeno [...]”.

Para análise dos dados utilizou-se a Análise de Conteúdo, um procedimento de pesquisa que tem como ponto de partida a mensagem e que, segundo Pêcheux (1973, apud FRANCO, 2012, p. 12), “[...] procura conhecer aquilo que está por trás das palavras sobre as quais se debruça.”

A análise de conteúdo pode ser considerada como um conjunto de técnicas de análise de comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens. A intenção da análise de conteúdo é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção e de recepção das mensagens, inferência esta que recorre a indicadores (quantitativos, ou não). (BARDIN, 1977, apud FRANCO, 2012, p. 27)

Ainda de acordo com Franco (2012, p. 43) para a aplicação desta técnica, determinamos as unidades de análise, divididas em unidade de registro e unidade de contexto. No presente trabalho recorremos ao “tema” como unidade de registro, que é “uma asserção sobre determinado assunto” (op. cit., p.44), neste caso, o entendimento que os PMECs têm acerca de suas práticas funcionais; com relação à unidade de contexto, que se constitui em “pano de fundo que imprime significado às unidades de análise [...], sendo a parte mais ampla do conteúdo a ser analisado” (op. cit., p.49), temos aqui o projeto Sistema de Proteção Escolar e Comunitária implementado nas escolas públicas estaduais de São Paulo a partir de 2010 objetivando a resolução pacífica dos conflitos e a minimização da violência escolar. É nesse contexto que se inserem os PMECs.

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O Google Docs é um pacote de aplicativos do Google com funcionamento totalmente on-line. Ele permite aos

Relativamente à categorização, esta é definida como “uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação seguida de um reagrupamento baseado em analogias, a partir de critérios definidos” (op. cit., p. 63). No presente trabalho, as categorias foram definidas a priori, com base nas atribuições estabelecidas em resolução para essa nova função, sendo elas: formação do PMEC, conflitos e violência escolares, mediação de conflitos e justiça restaurativa, função e prática escolar do PMEC, e a partir das quais foi elaborado o questionário.

2. Grau de confiabilidade da amostra obtida

A população considerada para este estudo foi a de PMECs da rede pública estadual de ensino do Estado de São Paulo, composta por um total de 3.210 professores. De acordo com Barbetta (2002, p. 26), entende-se por população o conjunto de elementos para os quais desejamos que as conclusões da pesquisa sejam válidas, com a restrição de que esses elementos possam ser observados ou mensurados sob as mesmas condições.

Da referida população, obteve-se uma amostra probabilística, ou aleatória, por meio de envio de questionário para toda a população de PMECs e retorno de 485 respondentes, o que corresponde a uma amostra de 15,1% da população estudada. A priori não sabíamos o tamanho da nossa amostra, já que isso só se estabeleceu após o término do prazo de respostas, mas esperávamos obter uma amostra com alto grau de confiabilidade, ou seja, que realmente fosse representativa da população estudada, podendo, dessa forma, serem os resultados amostrais generalizados para toda a população.

Seguindo os cálculos estatísticos de Barbetta (2002), determinamos o erro amostral tolerável, o que consequentemente nos deu o grau de confiabilidade da nossa amostra, com a seguinte fórmula:

0

Onde:

n0 é o tamanho da amostra = 485 PMECs

E0 é o erro amostral tolerável

Isso significa que o erro tolerável de nossa amostra é de 0,0454 ou 4,54%, ou seja, nossa amostra tem um grau de confiabilidade de mais de 95%, tratando-se de uma amostra representativa da população estudada. Assim, nas palavras de Bardin (1977, apud FRANCO, 2012, p. 56): “a amostragem pode ser considerada rigorosa se a amostra for uma parte representativa do universo inicial. Neste caso, os resultados obtidos poderão ser generalizados ao todo.”

3. Análise das respostas dos PMECs

Estabelecida a confiabilidade da amostra e tabulados os resultados passamos às análises das respostas dos PMECs, utilizando as categorias selecionadas para a montagem do roteiro e análise dos dados, além das informações estatísticas da própria Secretaria Estadual de Educação no que se refere ao perfil do corpo docente da Rede. A seguir, apresentamos as análises de questão por questão, no uso de tabelas e gráficos para melhor ilustrar as respostas.