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Capitulo I – Aspectos Gerais 2

2.4 Questões Levantadas

- Peter Taylor – Em representação da Catandica Ranch: questionou se para se abrir um furo de água era necessário pedir a autorização da ARA – Centro? R: Para este caso não era necessário pedir a autorização a ARA – Centro. Questionou ainda o facto de se estar a planificar actividades de uso de água para um período de 10 anos, se por caso as actividades aumentarem como seria a gestão da água? R: É a razão pela qual recomendasse a todos os médios e grandes utilizadores da água a se dirigirem a ARA – Centro, apresentarem os seus planos e projectos, isso ajudará a ARA a racionalizar a água existente e se possível construir uma barragem para o armazenamento da água. Ainda deu a opinião de que é mais viável construir uma barragem que sirva a vários utentes do que cada um individualmente construir a sua própria. - Tacho António - Em representação do chefe do posto administrativo de Vandúzi: recomendou para que a ARA – Centro se empenhasse na resolução do problema da poluição das águas do Pungoé porque a situação na sua área de jurisdição está de mal a pior.

- Peter Waziwei- Utente da água: Recomendou que a ARA – Centro em próximos projectos incluísse a componente resolução dos problemas não só da água mas também do Garimpos de ouro ao longo da margens do rio Pungoé. Ainda questionou o porque é que a ARA – centro não construí uma barragem na parte de cima da vila, como forma de controlar a quantidade de água que poderá um dia ser escassa para a comunidade? R: Se a barragem é individual não é a tarefa da ARA – Centro construir a tal infra-estrutura, mas se é um bem público é uma das tarefa da ARA, por isso, nesse caso o que é necessário são os investimentos.

- Jambo Francisco - Representante da UCAMA ( União Provincial dos Camponeses): Questionou o que aconteceria se um utente requeresse uma licença de uso da água e a água não fosse suficiente? R: Existem fenómenos naturais que são impossíveis de controlar é caso das cheias e secas. Estes estão fora da capacidade da ARA, porém uma vez a ARA com conhecimento, a partir dos estudos feitos, da escassez da água num determinado período do ano, poderia sugerir a nível central a construção por exemplo de uma barragem para a reserva da água nessa área. Questionou ainda se o futuro comité de bacia não corria o risco de ser como outros comités que já existem, é o caso de comités de gestão das florestas e mais outros que nada fazem? R: O comité que futuramente será formado não será um comité a nível distrital, mas sim de toda a bacia do pungoé, por isso, que há certeza que funcionará plenamente.

- Kastel London - Presidente da Associação Chekwaedzera: Questinou o que se faz para se obter uma licença de uso da água? R: É necessário apresentar o projecto a ARA – Centro, onde será avaliada o grau das suas actividades e feito isto preenchesse um formulário que está disponível nos escritórios da ARA – Centro na Beira.

- Alberto Remane – Presidente da Associação dos produtores de Tabaco de Mpanthagoma: Questionou que tipo de apoio a ARA – Centro daria aos utentes de água? R: Não é a função da ARA – Centro dar apoio, mas sim existem outras entidades do governo, é o caso da direcção provincial de Agricultura e desenvolvimento rural, DN de hidraúlica agrícola, mas sim a ARA poderá procurar ajuda aos utentes a partir de pedidos de financiamentos.

- Ilda Pegacho – Farmeira : Sugeriu que se deixasse o formulário na DDADR de Bárue e as respectivas instruções porque seria dispendioso para os utentes da água deslocarem-se a ARA – Centro na Beira. R:

5 Da comissão formada como ponto de contacto entre a ARA – Centro e os utentes da água será fácil a aquisição do formulário pois que, os técnicos da ARA – Centro iram se deslocar até este distrito numa primeira fase.

- Técnico da Urbanização do município de Catandica – Falou do uso sistemático da água e propôs que a ARA – Centro, fizesse o zoneamento da terra no município, e ainda a construção de pequenas barragem no distrito.

- Samuel Magazozo – Representante da associação Nkay zero – Apresentou o problema da infiltração da água no solo nas zonas verdes o que provoca a escassez. R: O que é preciso neste caso é o apoio financeiro do que apoio técnico pois que isso deve-se em muitos casos pelo grau da destruição dos canais. - Peter Chanço – Representante da associação dos criadores de Gado: Apresentou o problema de escassez da água na zona de Nhampassa para o consumo do gado, porque o rio que por ali passa, corre quase no meio das machambas da comunidade e isso faz com que a associação não meta os seus animais, dai que pedia a ARA – Centro para criar mecanismo de puxar a água para outra zona.

- Romão Sadumbua - Presidente da Associação Kulima kwa canaca: Apresentou o problema que existe entre a associação e um grupo de indivíduos que tomam banho no canal por onde passa a água para a irrigação, pediu a ARA – Centro para que ajudasse na resolução do problema pois que a autoridade tradicional mostrou-se incapaz. R: Não é a missão da ARA – Centro resolver problemas de menor dimensão. Aconselhou-se que uma vez a autoridade tradicional mostrou-se incapaz poderia recorrer ao posto administrativo.

- José Arone – Representante da Africare: Levantou a questão de que o que se fará se na construção de uma barragem inundar as machambas da população? R: Uma vez acontecido isso, o governo indemniza a população afectada.

- Peter Jasse - Levantou o problema relacionado com a vinda de Agricultores comerciais se isso não criará a escassez da água para a comunidade? R: Por isso que é muito importante conhecer-se que quantidade de água cada individuo irá consumir para ser fácil a sua previsão, por isso, o licenciamento é meio para se conhecer a água a ser utilizada.

-- António Lucas -- Extensionada da DDADR – Nhampassa : Questionou o que faz para alguém que desvia o curso natural de um rio? R: Se construir uma infraestrutura sem autorização, o governo neste caso a ARA – Centro irá demolir porque ninguém está autorizado a fazer obras sem autorização.

Uma vez terminada esta fase passou-se a última fase que consistiu na apresentação dos passos a seguir após aquele workshop que consistirá na criação de um comité de bacia a nível de toda a bacia do Pungoé. Ainda pediu-se a listagem do grupo de contacto constituído por diferentes grupos.

A proposta visita à serra para vermos os efeitos da desflorestação realizou-se depois do almoço de encerramento do seminário.

2.5 Conclusões

As conclusões foram as seguintes:

a) Existe uma vontade expressa dos vários grupos de stakeholders de participarem na gestão da Bacia através das associações de utentes e através do comité de Bacia

b) Ficou claro que não existe conhecimento da obrigatoriedade de obtenção de licenças de uso da água

c) Existe uma clara necessidade de campanhas de explicação e sensibilização sobre as obrigações relativas ao uso da água.

d) A Lei de água não é conhecida pelos vários grupos de utentes, não se conhecendo portanto os dispositivos legais que defendem os interesses dos cidadãos e que conferem igualmente algumas obrigações.

e) Os utentes manifestaram vontade de obterem as respectivas licenças, tendo sugerido que os processos fossem simplificados, por forma a que a nível do distrito fosse possível iniciar o processo de obtenção da mesma.

f) Foram designadas 4 elementos que funcionarão como elementos de ligação com a ARA-centro.

2.6 Recomendações

Face aos resultados obtidos nesta reunião, sugere-se:

a) Que se continue com as reuniões a nível dos distritos até que se cubra toda a bacia do Rio Púngue.

b) Que se existir um segundo ciclo de workshops, que os mesmos sejam feitos na base de sub-bacias.

c) Que se façam campanhas de sensibilização e explicação da Lei de Águas, do Licenciamento e da Politica Tarifária de Águas.

d) Finalmente, recomenda-se que sejam disponibilizados atravás das DDADR os formulários e requistos necessários para a obtenção das Licenças de Uso de Água.

7 Anexo 1

Lista de convidados para o mini-workshop de Catandica Data de realização 22 de Setembro de 2003 Distrito de Barué

A. Governo

1. Administrador do Distrito

2. Director Distrital de Agricultura e Desenvolvimento Rural 3. Extensionista da DDADR

4. Presidente do Conselho Municipal de Catandica

5. Vereador de Obras Públicas e Urbanização do Município de Catandica 6. Chefe do Posto Administrativo de Nhampassa

B. Utentes

7. Ilda Pegache (agricultora) 8. Peter Wazei (agricultor)

9. Elisabeth Projecto Djara Yapera (agricultora)

10. Richard – Representante do consórcio de 5 farmeiros Sul Africanos e Zimbabweanos 11.Herdade Felicidade

12. Catandica Ranch C. Associações

13. Associação Kulima Cua Canaca 14. UCAMA

15. Associação Cumboedza 16. Associação Hama Ybadza 17. Associação Chekwaedzera

18. Duas Associações do Posto Administrativo de Nhampassa 19.Africare

D. Régulos

20. Régulo de Nhampassa 21. Régulo da zona de Catandica Distrito de Manica

A. Governo

22. Chefe do Posto Administrativo de Vanduzi 23. Chefe do Posto Administrativo de Mavonde B. Utente

Anexo 2

Lista dos Participantes no Workshop de Baruè

1. Gilberto Moisés - Director DDADR, representante do administrador. (II) 2. Jambo Francisco – Representante da UCAMA. (I)

3. José Arone – Representante da Africare. (III)

4. Peter Taylor – Representante da Catandica Ranch (I) 5. Ilda Pegaço – Agricultura privado (I)

6. Tacho António – Representante do chefe do posto de Vandúzi. (II) 7. Romão Launde – Presidente da associação Kulima kwa canaka. (I) 8. Alberto Meque - Representante dos comerciantes locais. (III)

9. Peter Chanço – presidente da associação dos criadores de gado de Nhampassa. (I) 10.Secuma Jhon Marenjela - representante da ass de Agric. de Mpanthagoma. (I) 11.Luis Mandoras – Representante da associação de Mpanthagoma. (I)

12.António Lucas – Extensinista do posto Administrativo de Nhampassa. (II) 13.Júlio machado – Assistente da Administração (II)

14.Francisco Mário – Extensionista da DDADR – Bárué (II) 15.Kastel London - Presidente da associação (I)

16.Alberto Remane – Presidente da Associação dos Produtores de Tabaco. (I) 17.Peter Waziweyi – Agricultor privado. (I)

18.Elizabeth Waziwei – Agricultora privada (I) 19.Manuel Fobra – Director da ARA – Centro 20.Carlitos Omar – Técnico da ARA – Centro 21.António Alves – Projecto Pungoé team leader 21.Mario Rassul- Moderador – Impacto

22.Ben Lamore – Arcadis

23.Samuel David Magazozo – presidente da associação Nkay zero. (I) 24.Peter - Farmeiro Zimbabweano. (I)

25.Representante do Municipio na área da Urbanização. (II) 26.Régulo de Nhampassa. (III)

27.Tomé Lucas - Presidente da Localidade de Chuala (II) I – Grupo 1, Utentes, 13

II – Grupo 2, Governo, 7 III – Grupo 3, ONG, 3

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Capítulo III – Distrito de Gorongosa

3.1 Introdução

O workshop teve lugar nas instalações da Administração do Distrito da Gorongosa, com a participação de 20 convidados entre os representantes da associações, ONGs, Utentes e o governo local (anexo 2). Segundo o planificado, abertura cabe ao director distrital de Obras Públicas e habitação de Gorongosa em representação do administrador do distrito. Nesta fase, deu as boas vindas aos participantes dando assim o inicio dos trabalhos.

O director da ARA – Centro deu as boas vindas e o agradecimento por terem aceites os convites feitos para esse efeito, tendo apresentado de forma resumida o programa do Workshop.