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2 CAPÍTULO II ESTUDO EMPÍRICO

2.3 L OCAL DE ESTUDO E PARTICIPANTES

2.4.2 Questionário

A técnica de recolha de dados utilizada junto servidores que desempenham funções e atividades de gestão e fiscalização de contratos foi o questionário. Para Gil (2012) o questionário é uma técnica de investigação “composta por um conjunto de questões que são submetidas a pessoas com propósito de se obter informações sobre conhecimentos, crenças, sentimentos, valores, interesses, expectativas, aspirações, temores, comportamento presente ou

A construção do questionário, segundo Gil (2012), deve representar os objetivos da pesquisa através de questões específicas. Por meio das respostas, o pesquisador irá obter os dados para descrever as características dos participantes ou testar as hipóteses levantadas (Gil, 2012).

O autor recomenda que se tenha cuidado ao se elaborar um questionário, devendo ser observado: a sua eficácia para verificação dos objetivos da pesquisa, determinação da forma e do conteúdo das questões, a quantidade e a ordem em que as questões são apresentadas, o texto e a construção das alternativas, a apresentação e o pré-teste do questionário.

Para Gil (2012) o questionário apresenta vantagens e desvantagens, como por exemplo, no caso das vantagens: a possibilidade de atingir um número expressivo de pessoas em locais distantes entre si, a garantia do anonimato dos participantes, a possibilidade do participante responder no momento que entender ser mais oportuno. Já as desvantagens são marcadas, segundo o autor, pela exclusão de pessoas analfabetas, ausência de auxílio ou informações complementares uma vez que o pesquisador poderá não estar presente e não garante o preenchimento total pelo participante.

Quanto à forma das questões utilizadas no questionário, as mesmas foram no formato fechado e dependentes. As questões no formato fechado, segundo Gil (2012), são aquelas em que os participantes poderão escolher uma alternativa entre as apresentadas numa lista. As questões definidas como dependentes possuem uma natureza de complemento ou de aprofundamento quanto à questão anterior (Gil, 2012).

Também foram utilizadas questões no formato de escalas social semelhante a escala Likert, a qual, segundo Gil (2012) é um instrumento construído com o objetivo de medir a intensidade das opiniões e atitudes de forma objetiva com base numa escala de intervalos.

O conteúdo das questões foi definido a partir da estrutura de categorias do questionário sendo estas:

a) Caracterização Pessoal; b) Experiência Profissional;

c) Capacitação e Treinamento;

d) Fiscalização e Gestão de Contratos Administrativos.

Gil (2012) ressalta a importância de “estabelecer as distinções entre os diferentes tipos de questões no referente ao seu conteúdo” (p. 124). Seguindo os ensinamentos do autor, as questões foram desenvolvidas de forma a abordar a sua categoria num processo linear de aprofundamento, buscando ao máximo uma sequência lógica na apresentação das questões, bem como sua implicância com os procedimentos de tabulação e análise dos dados.

Para a elaboração do conteúdo das questões, seguiu-se a metodologia apresentada por Gil (2012) observando: a formulação clara da questão, o nível de informação dos participantes, não sugerir respostas e referenciar uma ideia de cada vez.

O número e a escolha das questões foram definidos a partir das observações propostas por Gil (2012), considerando para isso: a relação da questão ao problema apresentado, a possibilidade de se obter os dados por outros meios, o nível de conhecimento e dificuldade para responder à questão, bem como os fatores que motivariam os participantes ao seu preenchimento.

Para elaboração da quantidade de alternativas por questão, foram considerados o contexto do questionamento e os ensinamentos de Gil (2012), o qual ressalta que algumas questões condizem com apenas duas ou mais alternativas enquanto outras questões possibilitam a definição de diversas alternativas (Gil, 2012).

Inclusive, o questionário apresenta, em algumas questões, à alternativa ‘não sei’ e ‘em parte’ pelo fato de que estas questões envolvem de forma literal o conhecimento sobre o assunto abordado.

Para a apresentação do questionário foram observadas as recomendações de Gil (2012) relativamente à:

a) Introdução do questionário: apresentação e identificação da pesquisa, ênfase quanto à inexistência de conhecimento prévio para o preencher, o tempo médio para preenchimento, a confidencialidade dos dados obtidos, a estrutura das categorias do questionário e o local onde será possível aceder ao resultado da pesquisa.

b) Apresentação gráfica: no sentido de ter cuidado com o papel a ser utilizado na impressão, a fonte, o tamanho, o espaçamento das questões, a apresentação dos quadros das alternativas, procurando-se deste modo facilitar a leitura do questionário e o seu preenchimento. c) No início de cada categoria de questões abertas, fechadas e no formato

de escala, foram incluídas instruções de preenchimento elucidando o participante sobre o objetivo da categoria e informações sobre o tema abordado.

2.4.3 Entrevista

A técnica de recolha de dados utilizada junto aos servidores com funções e cargos de gestão e de direção foi a entrevista. Segundo Marconi e Lakatos (2011), a entrevista é o encontro entre duas pessoas com o objetivo de uma delas obter informações sobre determinado assunto.

Conforme informam os autores, a entrevista tem como “objetivo principal a obtenção de informações do entrevistado, sobre determinado assunto ou problema” (Marconi & Lakatos, 2011, p. 81). Referente ao conteúdo da entrevista Selltiz (1965, citado por Marconi & Lakatos, 2011) enfatiza os seguintes objetivos: “Averiguação dos “fatos””, “Determinação das opiniões sobre os fatos”, “Determinação de sentimentos”, “Descoberta de planos de ação”, “Conduta atual ou do passado”, “Motivos conscientes para opiniões, sentimentos, sistemas ou condutas” (Selltiz, 1995, citado por Marconi & Lakatos, 2011, p. 81).

A entrevista realizada foi do tipo semiestruturada a qual, segundo Marconi e Lakatos (2011), proporciona ao pesquisador a possibilidade de explorar mais amplamente uma questão podendo a mesma ser respondida dentro de uma conversação informal.

Segundo Marconi e Lakatos (2011), a técnica de coleta de dados do tipo entrevista oferece ao pesquisador vantagens e desvantagens, por exemplo, como vantagem os autores listam: a possibilidade da entrevista ser aplicada com todos os segmentos da população (analfabetos, deficientes visuais, etc); fornece uma amostragem melhor da população; existe maior flexibilidade em sua aplicação uma vez que o pesquisador poderá esclarecer, explicar ou até mesmo reformular a pergunta.

Sobre as desvantagens, os autores alertam o pesquisador sobre: dificuldade de expressão ou comunicação entre as partes; incompreensão por parte do entrevistado do significado das perguntas; possibilidade do pesquisador influenciar o entrevistado por meio do seu aspecto físico, suas atitudes, etc; disposição do entrevistado em participar; ocupa muito tempo e é difícil de ser realizada.

A preparação da entrevista seguiu a metodologia proposta por Marconi e Lakatos (2011) referente à sua elaboração considerando para isso: o planejamento da entrevista quanto aos objetivos a serem alcançados, o conhecimento prévio dos participantes e seus níveis de familiaridade com o assunto da pesquisa, efetuar contato prévio para agenda de local e horário, garantir o sigilo e confidencialidade da entrevista e da identidade do participante, organização prévia do roteiro (Guião) da entrevista.

O pesquisador fez contato prévio com os participantes enviando por e-mail o documento de Apresentação da Pesquisa e o convite para participar da entrevista, posteriormente à aceitação dos participantes, foram agendadas datas e horários bem como locais para realização das entrevistas.