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Questionamentos que avaliam o risco institucional relacionado aos medicamentos

5. Resultados e discussão

5.1. Elaboração da ferramenta

5.1.6. Questionamentos que avaliam o risco institucional relacionado aos medicamentos

5.1.6.1. Disponibilidade de diferentes concentrações e/ou volumes

Na figura 19, sobre a disponibilidade do medicamento em diferentes concentrações e/ou volumes, era esperado que um maior número de concentrações e/ ou volumes aumentasse o risco, uma vez que aumentaria a chance de troca entre as apresentações disponíveis. Apesar de a maioria ter considerado isso como fator de risco, 33% acredita que a variedade de apresentações aumenta a segurança.

Figura 19 – Atribuição do grau de importância do questionamento 1, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Primeira etapa

Tabela 26 – Atribuição do grau de importância do questionamento 1, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Segunda etapa

Na sua opinião, o medicamento quando disponível em diferentes concentrações e/ou volumes aumenta o risco na utilização por aumentar as chances de erros?

Média Desvio Padrão Mediana Classificação

Na tabela 27, mesmo colocando situações específicas, houve bastante variação com relação à valoração dos itens. Talvez se tivesse sido apresentado um exemplo prático esse discernimento ficasse mais fácil, entretanto isso não foi feito para não induzir resposta. O que se repete nos diferentes questionamentos é uma tendência que a situação considerada mais grave seja valorada de maneira semelhante pelos profissionais, mas nas demais há uma dificuldade em se chegar a um padrão.

Tabela 27 – Atribuição do grau de importância do tema 1, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Terceira etapa

Tema 1: Disponibilidade de diferentes concentrações e/ou volumes

Alternativas Média Desvio

Padrão

Mediana Classificação

Medicamentos que possuem o mesmo princípio ativo em diferentes concentrações e cada concentração com

apenas um volume

8,40 1,52 8,00 Alto risco

Medicamentos que possuem o mesmo princípio ativo em diferentes

concentrações e volumes

6,00 3,81 7,00 Médio risco

Medicamentos que possuem o mesmo princípio ativo, na mesma concentração e

com diferentes volumes

7,00 3,46 8,00 Médio risco

5.1.6.2. Produtos com diferentes concentrações e/ou volumes (continuação)

Na figura 20, sobre o medicamento ter a concentração mais alta entre várias disponíveis, a maioria acredita que a concentração mais alta apresenta o maior risco, mas o mesmo não pode se dizer do contrário. Não há consenso sobre o que representa não ser a concentração mais alta entre várias.

Figura 20 – Atribuição do grau de importância do questionamento 2, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Primeira etapa

Na segunda etapa, 56% dos participantes não consideraram esse questionamento relevante, o que ocasionou a exclusão da ferramenta, mesmo os participantes o tendo considerado como de médio risco.

Tabela 28 – Atribuição do grau de importância do questionamento 2, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Segunda etapa

Considerando ainda os produtos com diferentes concentrações e/ou volumes, responda: Na sua opinião, a concentração mais alta ou a de maior volume possui mais

riscos pois se utilizada erroneamente poderá causar mais danos?

Média Desvio Padrão Mediana Classificação

5,56 3,17 5,00 Médio risco

5.1.6.3. Medicamentos em embalagens prontas para o uso

Na figura 21, sobre o medicamento estar pronto para a utilização, pretendia-se saber se um medicamento que não necessitasse de manipulação prévia para a administração seria mais seguro que os demais. Nesse caso, a maioria respondeu que o medicamento pronto aumentaria a segurança e quando não, aumentaria o risco. No entanto não houve consenso com relação aos

valores a serem utilizados. Esse questionamento foi eliminado por se entender que já estava incluído nas demais questões.

Figura 21 – Atribuição do grau de importância do questionamento 3, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Primeira etapa

5.1.6.4. Restrição de medicamentos como bloqueadores neuromusculares à áreas críticas como CTI, Emergência ou Centro Cirúrgico

Figura 22 – Atribuição do grau de importância do questionamento 4, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Primeira etapa

Na figura 22, sobre limitação de alguns medicamentos a áreas consideradas como críticas, observa-se que as respostas foram muito variáveis. A intenção, nesse caso, era abordar medicamentos que são utilizados em situações específicas, tais como bloqueadores neuromusculares.

Tabela 29 – Atribuição do grau de importância do questionamento 3, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Segunda etapa

Algumas organizações sugerem que medicamentos como bloqueadores neuromusculares permaneçam limitados à áreas críticas como CTI, Emergência ou Centro Cirúrgico. Na sua opinião, esses medicamentos são mais perigosos do que os

demais?

Média Desvio Padrão Mediana Classificação

7,78 2,77 9,00 Médio risco

Com relação a tabela 29 (segunda etapa), um único valor discrepante com relação às outras, reduziu o valor da média, fazendo com que o item fosse classificado como médio risco ao invés de alto. Ao oferecer a possibilidade de comparar situações (tabela 30 – terceira etapa), vê-se que a alternativa considerada mais grave tem maior padronização nas respostas, enquanto a menos grave tem uma variação nos valores atribuídos mais alta.

Tabela 30 – Atribuição do grau de importância do tema 3, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Terceira etapa

Tema 3: Restrição de medicamentos como bloqueadores neuromusculares à áreas críticas como CTI, Emergência ou Centro Cirúrgico

Alternativas Média Desvio

Padrão

Mediana Classificação

Medicamentos que pelo seu risco, podem ser restritos a áreas críticas

9,20 1,30 10,00 Alto risco

Medicamentos que não são restritos a áreas críticas

5.1.6.5. Embalagem e rotulagem de medicamentos

Figura 23 – Atribuição do grau de importância do questionamento 5, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Primeira etapa

Na figura 23, sobre a rotulagem ou a embalagem levar a confusão e erros, apesar da maioria considerar que há aumento importante no risco quando há a possibilidade de confusão, vê-se que alguns participantes responderam que isso pode ser fator de aumento de segurança. Nesse caso, a maioria necessária para o processo do consenso não foi atingida.

Tabela 31 – Atribuição do grau de importância do questionamento 4, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Segunda etapa

Na sua opinião, o fato da embalagem ou rotulagem do produto ser parecida com outros torna seu uso de maior risco do que os demais?

Média Desvio Padrão Mediana Classificação

8,56 1,81 9,00 Alto risco

Temos hoje no mercado muitos medicamentos com embalagens parecidas, que podem efetivamente ser um fator para a ocorrência de erros de medicação, e isso é identificado pelos participantes (tabela 32). Entretanto, não há uma opinião única do grupo sobre quanto vale o risco quando não há a possibilidade dessa ocorrência. Já é um ponto de discussão no Brasil a

questão de muitos medicamentos possuírem embalagens parecidas (DE ALMEIDA LOPES, 2012).

Tabela 32 – Atribuição do grau de importância do tema 4, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Terceira etapa

Tema 4: Embalagem e rotulagem de medicamentos

Alternativas Média Desvio

Padrão

Mediana Classificação

Medicamento que possuem embalagem ou rotulagem que possa ser confundida com

outro medicamento

9,80 0,45 10,00 Alto risco

Medicamento que a sua embalagem/ rotulagem NÃO pode ser confundida com

outros medicamentos

2,80 3,11 2,00 Baixo risco

5.1.6.6. Notificações de erros de medicação na instituição

Na figura 24, sobre notificação de erros na instituição em questão, novamente não houve entendimento sobre o fato de existir a notificação ser um fator de risco ou não para a utilização de medicamentos. A maior parte do grupo (78%), acha que se não há a notificação de um determinado erro na instituição, não há interferência na segurança do uso dos medicamentos, o que pode não ser verdade tanto pela baixa notificação de erros como pelo fato desse erro nunca ter ocorrido.

Figura 24– Atribuição do grau de importância do questionamento 6, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Primeira etapa

Um estudo brasileiro que avaliou prescrições hospitalares que continham medicamentos potencialmente perigosos mostrou que 86,5% possuíam omissão de alguma informação (NEIVAI; BOGUTCHIIII, 2009). A tabela 33 mostra os resultados da segunda etapa com relação à notificação de erros.

Tabela 33 – Atribuição do grau de importância do questionamento 5, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Segunda etapa

Na sua opinião, um medicamento com maior número de notificações de erro na instituição é um medicamento que apresenta um maior risco?

Média Desvio Padrão Mediana Classificação

7,33 1,22 8,00 Médio risco

Mais uma vez, a comparação de alternativas faz com que a alternativa mais grave tenha valores maiores, enquanto a segunda alternativa sofre com a variação de valores atribuídos (tabela 34). Isso pode ser uma consequência da presença de categorias profissionais diferentes na amostra.

Tabela 34 – Atribuição do grau de importância do tema 5, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Terceira etapa

Tema 5: Notificações de erros de medicação na instituição

Alternativas Média Desvio

Padrão

Mediana Classificação

Medicamento com grande número de notificações de erros de medicação dentro

do hospital

9,80 0,45 10,00 Alto risco

Medicamento com pouco ou nenhum relato de erro de medicação notificado

dentro do hospital

3,80 3,49 2,00 Médio risco

5.1.6.7. Sistema de distribuição de medicamentos

Na figura 25, sobre sistemas de distribuição de medicamentos, apenas no sistema misto não houve maioria para concretização do consenso. As demais alternativas obtiveram o consenso dentro do que era esperado para a questão.

Figura 25– Atribuição do grau de importância do questionamento 7, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Primeira etapa

Na tabela 35, vê-se uma redução gradual no risco à medida em que nos aproximamos do sistema de dose unitária, considerado mais seguro. Apesar do consenso conseguido na primeira etapa para a maioria das alternativas, houve uma reapresentação de maneira que os valores atribuídos seguissem a mesma escala que as demais questões.

Tabela 35 – Atribuição do grau de importância do questionamento 6, relacionado aos riscos institucionais relacionados a medicamentos – Segunda etapa

O sistema de distribuição de medicamentos de um hospital determina como os medicamentos chegam às unidades da instituição. Na sua opinião, o sistema de distribuição de medicamentos do hospital pode resultar num maior risco na utilização

dos medicamentos?

Alternativas Média Desvio Padrão Mediana Classificação

Coletivo 9,56 0,53 10,00 Alto risco

Misto 7,11 2,44 8,00 Médio risco

Individualizado 6,22 1,99 6,00 Médio risco

Dose unitária 2,44 1,74 2,00 Baixo risco

5.1.7. Utilização da ferramenta

O índice de periculosidade de medicamentos (iPM), que avalia aspectos intrínsecos aos medicamentos, tem após a realização do consenso, 10 temas associados, que se desdobram em 26 diferentes itens ou situações que ocorrem no processo de utilização de medicamentos. Já o índice de periculosidade institucional relacionada a medicamentos(iPI), que considera os diferentes usos e estruturas de segurança relacionadas a cada unidade hospitalar, possui 5 temas, que se desdobram em 13 diferentes itens. Os valores (inteiros) que serão associados a cada item são listados nas tabelas a seguir (Tabelas 42 e 43). A pontuação máxima que pode ser atingida por qualquer medicamento que passe pela ferramenta é de 137 pontos, e a mínima 66 pontos.

Tabela 36 – Valores associados a cada item doiPM após consenso

Tema Item Valor

associado

Tema 1: Vias de administração de

medicamentos

Endovenosa 10

Parenteral direta, exceto endovenosa 8

Parenteral indireta 5

Enteral 2

Tema 2: Velocidade de infusão de medicamentos administrados por via

intravenosa Bolus/ Push 10 Rápida 9 Intermitente 7 Lenta 5 Contínua 7 Tema 3: Necessidade de monitoramento laboratorial antes, durante ou após a terapia para ajustes de

doses e/ou monitoramento de

reações adversas

Medicamento que necessita de acompanhamento laboratorial

8

Medicamento que NÃO necessita de acompanhamento laboratorial

5

Tema 4: Reações Adversas a Medicamentos

Medicamento com reação adversa grave descrita 7

Medicamento SEM reação adversa grave descrita 6

Medicamento novo (menos de 5 anos de mercado) 8

Tema 5: Erros de medicação

Medicamento que NÃO possui relato de erros de medicação/ relatos menos frequentes

6 Tema 6: Medicamentos antioneoplásicos Medicamentos antineoplásicos 9 Demais medicamentos 5 Tema 7: Interações medicamentosas

Medicamento com interações medicamentosas prejudiciais clinicamente significativas

9

Medicamento com interações medicamentosas que podem interferir, mas que não possuem

significância clínica

4

Tema 8: Medicamentos com janela terapêutica

estreita

Medicamento com baixo índice terapêutico 10

Demais medicamentos 5

Tema 9: Medicamentos com nomes ou sons

parecidos

Medicamento que pode ser confundido por ter nome ou sonoridade parecida com outro

medicamento

9

Medicamento que NÃO apresenta nome ou sonoridade que possa ser confundida com outros

medicamentos 4 Tema 10: Diluição prévia à a administração de medicamentos

Medicamento que necessita de diluição antes da administração

9

Medicamento que possa ser administrado SEM a necessidade prévia de diluição, independente da

velocidade

Tabela 37 – Valores associados a cada item doiPi após consenso

Tema Alternativas Valor

associado Tema 1: Disponibilidade de diferentes concentrações e/ou volumes

Medicamentos que possuem o mesmo princípio ativo em diferentes concentrações e cada

concentração com apenas um volume

8

Medicamentos que possuem o mesmo princípio

ativo em diferentes concentrações e volumes 6

Medicamentos que possuem o mesmo princípio ativo, na mesma concentração e com diferentes

volumes 7 Tema 2: Restrição de medicamentos como bloqueadores neuromusculares à áreas críticas como CTI, Emergência ou

Centro Cirúrgico

Medicamentos que pelo seu risco, podem ser

restritos a áreas críticas 9

Medicamentos que não são restritos a áreas críticas 4

Tema 3: Embalagem e rotulagem de medicamentos

Medicamento que possuem embalagem ou rotulagem que possa ser confundida com outro

medicamento

10

Medicamento que a sua embalagem/ rotulagem NÃO pode ser confundida com outros

medicamentos

3

Tema 4: Notificações de erros de medicação na

instituição

Medicamento com grande número de notificações

de erros de medicação dentro do hospital 10

Medicamento com pouco ou nenhum relato de erro

Tema 5: Sistema de distribuição de medicamentos Coletivo 10 Misto 4 Individualizado 4 Dose unitária 3

Após a aplicação de todos os questionamentos a lista de padronização de medicamentos no INTO, obteve-se uma pré-classificação dos medicamentos. As respostas aos questionamentos foram baseadas nas informações contidas nas bases de dados sobre medicamentos Lexi-Comp Online (Lexi-Comp Inc, Hudson, Ohio) e Micromedex (Thomson Reuters [Healthcare] Inc, Greenwood Village, Colorado). Como nenhum medicamento da lista de padronização do INTO atingiu o valor inicialmente estipulado de 110 pontos, foram considerados como MPP os medicamentos com as pontuações 20% mais altas, ou seja, acima de 84 pontos. Esses medicamentos são apresentados na Tabela 39. As pontuações finais obtidas pela aplicação da ferramenta à lista completa de padronização de medicamentos do INTO, encontra-se no apêndice 9.7.

Tabela 38 – Medicamentos considerados como MPP após aplicação da ferramenta

Medicamento Total INTO

ESMOLOL, CLORIDRATO 250MG/ML - FRASCO AMPOLA 10ML 105

ESMOLOL, CLORIDRATO 10MG/ML - FRASCO AMPOLA 10ML 105

SULFATO DE MAGNESIO 10% - 10ML 99

SULFATO DE MAGNESIO 50% - 10ML 98

VERAPAMIL, CLORIDRATO 2,5MG/ML- SOL INJ- AMPOLA 2ML 97

MIDAZOLAM 50MG - AMPOL A 10ML 96 MIDAZOLAM 5MG/ML - AMPOLA 3ML 96 CLORETO DE POTÁSSIO 10% - 10ml 96 MORFINA 10MG/ML - AMPOLA 1ML 95 ATRACURIO 10MG/ML - AMPOLA 5ML 95 LIDOCAINA 2% S/ VASOCONSTRITOR - 20ML 95

MORFINA 0,2MG/ML - AMP 1ML - SEM PRESERVATIVO 95

MORFINA 1MG/ML (SEM PRESERVATIVO) - AMPOLA 2ML 95

ATRACURIO 10MG/ML - AMPOLA 2,5ML 95

LIDOCAINA 1% SEM VASOCONSTRITOR - FRASCO 20ML 95

FENTANILA 0,05 MG/ML - SOLUÇAO INJETAVEL 5ML F/A 93

Medicamento Total INTO

GLICONATO DE CALCIO 10% - 10ML 93

HIDROCORTISONA 100MG INJETAVEL FRASCO AMPOLA 93

ERITROPOIETINA HUMANA RECOMBINANTE 10.000 UI FR AMP 1 ML 92

HIDROCORTISONA 500MG INJETAVEL FRASCO AMPOLA 92

CEFTRIAXONA 1G - FRASCO AMPOLA - ENDOVENOSO 92

ERITROPOIETINA HUMANA RECOMBINANTE 4000UI FR AMP 1ML 92

METILPREDNISOLONA(SUCCINATO) 500 MG PO LIOF INJETAVEL 91

PROPOFOL 10MG/ML (2%) - SERINGA C/ 50ML 91

PROPOFOL 10MG/ML - SERINGA C/ 50ML 91

CONTRASTE RAD. NAO IONICO 300 MG/ ML IODO - FRASCO 50ML 91

PETIDINA 50MG/ML - SOLUÇAO INJETAVEL - AMPOLA 2ML 91

CLORETO DE SODIO 20% - 10ML 91

CONTRASTE RAD. NAO IONICO 300 MG/ ML IODO - FRASCO 20ML 91

METILPREDNISOLONA(SUCCINATO) 125 MG PO LIOF. F/A 91

HEPARINA SODICA 5000UI/ML INJETAVEL FRASCO 5ML 90

INSULINA HUMANA REGULAR 100 U/ML - FRASCO 10 ML 90

LIDOCAINA, CLORIDRATO 2% -SOL INJ SEM VASO AMP 5ML 90

CEFTAZIDIMA 1G - FRASCO AMPOLA 90

GLICOSE 50% - 10ml 89

ENOXAPARINA SODICA 60MG - SERINGA 0,6ML 89

NALBUFINA 10MG/ML - AMPOLA 1ML 89

ADENOSINA 3MG/ML - AMPOLA 2ML 89

ENOXAPARINA 40 MG - 0,4 ML SERINGA 89

ENOXAPARINA SODICA 20MG - SERINGA 0,2ML 89

GLICOSE 25% - 10ml 89

PROPOFOL 20 MG/ ML - FRASCO 50 ML 88

PROPOFOL 10 MG/ ML - 50 ML (1 %) 88

PROPOFOL 10MG/ML - 20ML (1%) AMPOLA 88

FOSFATO DE POTÁSSIO 2MEQ/ML - 10ML 88

CEFAZOLINA SODICA 1G - FRASCO AMPOLA 88

CEFEPIMA 1G - PO LIOFILICO - FRASCO AMPOLA 87

FENTANILA 0,05 MG/ML - SOLUÇAO INJETAVEL 10ML F/A 86

AMINOFILINA 24 MG/ML SOLUÇAO INJETAVEL AMPOLA 10 ML 86

FLUCONAZOL 2MG/ML INJETAVEL BOLSA OU FRASCO 100ML 86

RANITIDINA 25MG/ML - AMPOLA 2ML 86

ANFOTERICINA B 50MG FRASCO/AMPOLA 85

SULFAMETOXAZOL 400MG + TRIMETOPRIMA 80MG - AMPOLA 5ML 85

SUXAMETÔNIO, CLORETO (SUCCINILCOLINA) 100MG F/MPOLA 85

AMIODARONA 50MG/ML AMPOLA 3ML 84

NITROPRUSSIATO DE SODIO 50 MG INJETAVEL 84

FENITOINA 50MG/ML SOL INJETAVEL AMPOLA 5ML 84

FUROSEMIDA 10MG/ML AMPOLA 2ML 84

A ferramenta validada forneceu uma pré-classificação dos medicamentos, levando em consideração os riscos inerentes a cada um e os riscos associados ao processo de sua utilização na instituição. As pontuações 20% mais altas fornecidas pela ferramenta resultaram num total de 61 itens, que foram identificados como sendo os mais perigosos para a instituição. Dos 61 itens, 45 (74%) já são considerados MPP pelo ISMP. O ISMP coloca sua lista como uma sugestão, deixando a critério das instituições a escolha de que medicamentos farão parte da lista institucional (PAPARELLA, 2010).

Os 16 itens que não fazem parte da lista do ISMP e que obtiveram valores maiores que 84 pontos pós aplicação da ferramenta possuem em comum pontuações mais altas em relação aos itens de via de administração, necessidade de acompanhamento laboratorial e rotulagem ou embalagem que possa ser confundido com outros medicamentos. As pontuações altas nesses itens, combinadas com as particularidades de cada um, os levaram a pontuações mais altas. Entre esses, seis são antimicrobianos e quatro são corticoides.

Isso demonstra que a ferramenta identifica medicamentos já reconhecidamente perigosos como resultado final, restando para trabalhos futuros um refinamento dessa ferramenta, de modo a melhorar ainda mais essa identificação e tentando aumentar mais as diferenças de pontuações finais, dando mais clareza na decisão aos gestores.

Por fim, a aplicação de todo o conjunto formulado, visa ajudar na escolha baseada em critérios para os medicamentos que necessitem de maiores cuidados na sua utilização, sugerindo que os mesmos devam ser incluídos na lista de medicamentos potencialmente perigosos da instituição, devendo para isso levar em consideração aspectos práticos do processo de utilização, como demanda, por exemplo.

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