Em 31 de Dezembro de 2014 os rácios de Leverage e de
Liquidez são os seguintes:
䊏
rácio de Leverage “phasing in”: 5.9%
1;
䊏rácio de Leverage “fully implemented”: 5.2%
1;
䊏rácio Liquidity Coverage Ratio (LCR) “fully
implemented”: 124%;
䊏
rácio Net Stable Funding Ratio (NSFR) “fully
implemented”: 99%.
O Banco BPI foi sujeito à Avaliação Completa
(Comprehensive Assessment) realizada pelo Banco Central Europeu (BCE) a 130 bancos europeus, em cooperação com as autoridades nacionais respectivas, antes de assumir as suas funções de supervisão bancária em Novembro de 2014, no quadro do Mecanismo Único de Supervisão. Este exercício compreendeu uma revisão da qualidade dos activos (AQR ou “Asset Quality Review”) e um teste de esforço (“Stress Test”) considerando um cenário base e um cenário adverso.
No BPI, os ajustamentos agregados decorrentes da revisão da qualidade dos activos representaram -0.1% do capital CET1 e o BPI regista na AQR e nos testes de esforço, em ambos os cenários, rácios de capital CET1 superiores aos limiares de referência (8% na AQR e no cenário base e 5.5% no cenário adverso).
Foram os seguintes os resultados obtidos pelo BPI:
Estes resultados obtidos pelo BPI foram os melhores entre os bancos ibéricos na AQR e no cenário base do teste de esforço e os segundos melhores no cenário adverso daquele teste.
AVALIAÇÃO COMPLETA REALIZADA PELO BCE
Rácio CET1 em 31 Dez. 2013 15.28%2
Ajustamentos agregados decorrentes do AQR (0.12%) Rácio CET 1 ajustado pelo AQR 15.16% Ajustamentos agregados decorrentes do cenário
base do exercício de Stress Test conjunto da EBA e do BCE, face ao nível de capital mais baixo
num horizonte de 3 anos (0.24%) Rácio CET 1 após ajustamento pelo Cenário Base 14.91% Ajustamentos agregados decorrentes do cenário
adverso do exercício de Stress Test conjunto da EBA e do BCE, face ao nível de capital mais baixo
num horizonte de 3 anos (3.56%) Rácio CET 1 após ajustamento pelo Cenário Adverso 11.60% Quadro 24
Relatório | Análise financeira
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Consolidado1) Os interesses minoritários são elegíveis para o CET1 até ao valor do capital requerido proporcional ao valor da participação. Deste modo, os interesses minoritários no BFA elegíveis para o CET1 = RWA do BFA x 7% x 49.9%.
2) Em relação aos rácios em 31 de Dezembro de 2014 proforma após DTA e considerando os ponderadores de risco em vigor no final de 2014.
REGIME ESPECIAL APLICÁVEL AOS IMPOSTOS DIFERIDOS ACTIVOS
O BPI aprovou na Assembleia Geral do Banco realizada em 17 de Outubro de 2014 a adesão ao regime especial aplicável aos impostos diferidos activos (DTA, do inglês
Deferred Tax Assets) estabelecido pela Lei n.º 61 / 2014
de 26 de Agosto. Este Regime Especial abrange os impostos diferidos activos que tenham resultado da não dedução de gastos e variações patrimoniais negativas com perdas por imparidade em créditos e com benefícios pós– emprego ou a longo prazo de empregados.
O regime, que inicia a sua aplicação a 1 de Janeiro de 2015, permite a inclusão daqueles impostos diferidos no capital Common Equity Tier 1, não estando sujeitos a limites de eligibilidade.
Considerando os activos por impostos diferidos existentes em 31 de Dezembro de 2014, a adesão ao Regime Especial tem um impacto positivo no Common Equity Tier1 de 245 M.€.
Os impactos nos rácios Common Equity Tier 1 (CET1) são os seguintes:
䊏CET1 regras para 2014: +0.4 p.p.; 䊏CET1 “fully implemented”: +1.2 p.p.
EQUIVALÊNCIA DE REGULAMENTAÇÃO E SUPERVISÃO
A República de Angola não foi incluída na lista de países terceiros com regulamentação e supervisão equivalentes às da União Europeia divulgada pela Comissão Europeia, lista essa que inclui 17 países e territórios em todo o mundo. Por esse facto, de acordo com comunicação ao mercado do BPI de 16 de Dezembro de 2014, a partir de 1 de Janeiro de 2015 a exposição indirecta em kuanzas do Banco BPI
(i) ao Estado Angolano e (ii) ao Banco Nacional de Angola (BNA), deixa de ser objecto, para efeitos do cálculo dos rácios de capital do Banco BPI, de ponderadores de risco iguais aos previstos na regulamentação angolana para esse tipo de exposição, para passar a ser objecto de
ponderadores de risco previstos no CRR.
Isto significa que, a partir de 1 de Janeiro de 2015, a exposição indirecta em kuanzas do Banco BPI ao Estado Angolano e ao BNA deixará de ser objecto de uma ponderação, para efeitos de rácios de capital, de 0% ou 20%, consoante as situações, para passar a ser objecto de uma ponderação de 100%.
Os impactos destas alterações nos activos ponderados pelo risco e no CET1, com base na situação a 31 Dezembro de 2014, são os seguintes:
䊏aumento dos activos ponderados pelo risco em 4 479
M.€ da actividade internacional: os activos ponderados pelo risco aumentam de 3 667 M.€ para 8 147 M.€;
䊏aumento do CET1 em 173 M.€, explicado pelo aumento
dos interesses minoritários elegíveis1(+155 M.€) em
consequência do aumento do aumento dos activos ponderados a que acresce uma diminuição das deduções de participações em IC e seguradoras (+18 M.€) por via do aumento dos limites de referência.
Os impactos nos rácios Common Equity Tier 1 (CET1)2são
os seguintes:
䊏CET1 regras para 2014: -2.0 p.p.;
䊏CET1 “fully implemented” (regras totalmente
BPI concluiu reembolso da totalidade dos CoCo’s em Junho de 2014
No 1.º semestre de 2014, o Banco BPI reembolsou 920 M.€ de obrigações subordinadas de conversão contingente (CoCo) – que qualificavam como CET1 –, concluindo 3 anos antes do fim do prazo legal previsto o reembolso da totalidade daquelas obrigações subscritas pelo Estado Português em Junho de 2012, no montante de 1 500 M.€.
A subscrição daqueles instrumentos de capital pelo Estado enquadrou-se no Plano de Recapitalização que o BPI executou em 2012 para dar cumprimento ao exercício de recapitalização proposto pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) cujos resultados foram anunciados em Dezembro de 2011. Tendo o BPI uma situação de capitalização adequada, o referido exercício identificou para o BPI necessidades temporárias de capital de 1.4 m.M.€ que resultaram essencialmente da reavaliação a preços de mercado da exposição à dívida soberana portuguesa. No espaço de 2 anos, o Banco BPI reembolsou integralmente o Estado:
䊏realizou em Agosto de 2012 um aumento de capital de
200 M.€ dirigido à subscrição pelos accionistas, cujo encaixe foi de imediato utilizado na recompra ao Estado Português de parte dos instrumento que este havia subscrito;
䊏reembolsou 1.3 m.M.€ antecipando em três anos o
calendário inicial indicativo de reembolsos.
O Banco suportou durante aquele período um custo de 167.5 M.€ com juros das obrigações subscritas pelo Estado Português.
Na sequência da subscrição dos CoCo pelo Estado, o Banco BPI apresentou ao Estado e à Direcção-Geral da Concorrência da União Europeia (“DGComp”) um Plano de Reestruturação que definia metas quantitativas para a actividade doméstica a atingir até 31 de Dezembro de 2015 (apresentadas no quadro em baixo).
O BPI cumpriu até ao final de 2014 todos os objectivos quantitativos acordados com a DGComp, concluindo assim o Plano de Reestruturação.
EXERCÍCIO DE RECAPITALIZAÇÃO DA EBA E PLANO DE RECAPITALIZAÇÃO DO BPI
Subscrição inicial Reembolsos Montante vivo 29 Jun. 12 13 Ago. 12 4 Dez. 12 13 Mar. 13 16 Jun. 13 19 Mar. 14 25 Jun. 14 -200 -100 -200 -80 -500 -420 1500 1500 1300 1200 1000 920 420 0 2014 (1.º sem.) 2013 2012 (2.º sem.) Jun. 12
Saldo dos CoCo no
final do período (M.€) 1 500 1 200 920 0 Taxa de juro média - 8.50% 8.63% 8.75% Custo com juros (M.€) - 55.9 84.9 26.7 Quadro 25 Realizado 31 Dez. 14 Metas quantitativas acordadas com DGComp para 2015 Activos “core” na actividade doméstica (M.€) ≤ 30 030 27 691 Número de unidades comerciais
em Portugal ≤ 684 636 Número de Colaboradores na actividade doméstica ≤ 6 000 5 962 Montante de CoCo (M.€) 0 0 Quadro 26
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