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Rússia País usinas em

operação capacidade atual (MW) usinas em construção capacidade em construção (MW) energia gerada 2010 (TWh) % do total gerado em 2010 Rússia 33 24.242 10 8.830 155,11 17,09

A Rússia tem 33 usinas (25.242 MW) em operação (sendo 15 delas com reator RBMK ou LWGR– o mesmo modelo da usina ucraniana Chernobyl), 10 usinas em construção (1RBMK, 1 FBR e 8 VVER) e 5 planejadas.

Em julho de 2008 o diretor geral da Rosatom – empresa estatal nuclear russa, Sr. Sergei Kiriyenko declarou que o governo russo prevê a construção de 42 novas usinas nucleares até 2020, o que corresponderá a cerca de 42 GW. Em 2010, a Rússia produziu 155,11 TWh de energia elétrica por fonte nuclear o que representou cerca de 17,09% de sua energia elétrica. O país pretende chegar a 25% ou 30% até 2020. O consumo per capta do país é quase 3 vezes maior que o brasileiro, para uma população de cerca de 142 milhões de habitantes.

Três usinas com reator RBMK (Leningrad 1, 2 e 3) tiveram suas vidas ampliadas em 15 anos após modificações e melhorias no projeto original.

A segunda usina da central de Volgodonsk (também conhecida como Rostov) entrou em operação comercial até o fim de 2010 e existem mais 2 em construção no mesmo sítio que devem ficar prontas até 2016. O governo assinou em novembro de 2011 a resolução de construir mais 2 reatores (central de Monakovo, VVER-TOI) na região de Nizhniy Novgorod com capacidade de 1.150 MW. Esta já seria a nova geração russa de reatores moderados a água.

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Central Nuclear Kursk composta de 5 reatores - tipo LWGR (1 em construção) foto: Atomenergoproekt

A eficiência da geração nuclear cresceu fortemente na última década (o fator de disponibilidade passou de 56% para 76%), e toda a matriz energética está tentando acompanhar o crescimento do consumo, que tem se mantido em níveis bastante expressivos.

O foco em geração nuclear pela política energética russa visa permitir a exportação de seu gás natural para a Europa – mais lucrativa do que seu uso para a geração doméstica de eletricidade – e a substituição de seu parque gerador, já no fim de sua vida útil.

Sala de controle de um dos reatores da Central de Leningrad (RBMK ou LGWR)

A Rússia vem firmando uma série de acordos comerciais e de cooperação com diversos países para construção de novos reatores, desenvolvimento e exploração de combustíveis nucleares e pesquisa em geral na área nuclear formando uma grande rede de influência mundo afora, que segundo seus dirigentes permitirá ao país ser fornecedor de 30% dos

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novos negócios na área nuclear, podendo chegar a 38% do mercado de reatores e serviços nucleares em 2030.

Volgodonsky NPP (tipo PWR) na Rússia - Foto: Energoatom

A crise econômico-financeira do final de 2008 atingiu fortemente a economia russa com a produção industrial caindo mais de 7% e, consequentemente, diminuindo o consumo de energia. Apesar disso, seus dirigentes afirmam que os planos nucleares serão apenas “alongados” no tempo, permitindo que as novas usinas sejam conectadas mais tarde, em 2020. A reposição de reatores antigos por outros novos continua como parte dos planos de redução de emissões de carbono em 25 % até 2020.

A Rosatom, estatal nuclear russa, pretende construir a central Baltic Nuclear Power Plant em Kaliningrad, com dois reatores, na fronteira com a Lituânia (apenas 10 Km de distância) que é vista como concorrente a central de Visaginas que iria repor a energia de Ignalina (reator RBMK lituano recentemente fechado). Em novembro de 2011 o órgão regulador russo – Rosetekhnadzor forneceu a licença para a central.

Devido aos estudos de escassez de energia da região do Báltico que prevêem falta de capacidade de pelo menos 2.000 MW, a Rússia tem garantido aos investidores privados o grande potencial desta central, cujas unidades estão previstas para operar em 2016 e 2018 respectivamente. O projeto também inclui a linha de transmissão que distribuirá e energia pelos vizinhos (BRELL - Belarus Rússia Estônia Latvia e Lituânia).

Resíduos Nucleares

A Rússia reprocessa o combustível nuclear irradiado, tendo uma central de reprocessamento em Mayak nos Montes Urais.

Outra novidade russa é a usina nuclear flutuante que a população de Pevek, localidade russa situada na região ártica de Chukotka aprovou, após descartar que esta ameace o entorno da região. A proposta foi aceita em debate popular convocado pelas autoridades do município de Chaunski, onde fica Pevek, com a participação de

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funcionários, deputados e ativistas, segundo informou a agência oficial "RIA Novosti". As autoridades locais tinham organizado uma exposição na biblioteca municipal sobre o projeto para informar aos habitantes da região sobre o impacto ecológico da central.

Novovoronezh na Rússia

3 unidades em operação, 2 em construção, 2 planejadas e 2 fechadas

Na área de descomissionamento a Rússia (Rosatom e Tvel) terminou o primeiro descomissionamento de uma instalação civil e a experiência adquirida será usada no futuro na indústria nuclear. O trabalho foi realizado em uma fábrica de pellets de urânio enriquecido que foi retornada ao estado sem atividade nuclear (greenfield status). O custo do projeto foi equivalente a 21 milhões de dólares e devido à complexidade do trabalho (desmonte de equipamento, demolição de estruturas, remoção de solo contaminado, etc.) levou quase 4 anos.

Pos Fukushima

O país fará os mesmos testes que as nações da UE, mesmo não fazendo parte do Bloco. Um programa de inspeções está em andamento nas centrais russas com relação aos possíveis riscos quando o operador se depara com falta de água e energia de emergência para os sistemas de refrigeração.

Desde o evento de Fukushima, a Rússia manteve a construção da usina de Leningrado 2 (segunda fase), assinou novos contratos de construção de nova central na Belarus e reafirmou seus planos de construção da primeira usina nuclear na Turquia ambos já satisfazendo requisitos decorrentes de Fukushima.

O reator do Irã construído pela Rússia está em preparativos finais para entrara em operação comercial e um novo negócio com Bangladesh deverá estar assinado até o final do ano.

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Suécia