• Nenhum resultado encontrado

1.5 SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE

1.5.4 R EQUISITOS DE SUPERVISÃO E CONTROLE PELO ONS

1.5.4.1 Requisitos básicos para a supervisão dos equipamentos

Os recursos básicos para a supervisão dos equipamentos que devem ser disponibilizados ao ONS estão descritos no item “Elenco de Informações a serem Supervisionadas” e abrangem:

• Telemedições com varredura de 4 segundos, período este parametrizável;

• Indicações de estado reportadas por exceção e com ciclo de integridade, também parametrizável;

• Seqüência de eventos (SOE).

1.5.4.2 Requisitos para o Controle Automático de Geração (CAG)

As informações requeridas para o controle automático de geração, CAG, se constituem na medição de potência ativa trifásica em MW nos terminais de Porto Primavera das linhas 230 kV Porto Primavera-Imbirussu e Porto Primavera-Dourados. As informações devem ser transmitidas, simultaneamente, aos COS-SP e COSR-S.

Imbirussu3 Recursos a serem instalados

Recursos existentes Imbirussu2 COS- CTEEP1 Legenda: Em adição às siglas da figura anterior, utilizou-se:

CD – Concentrador de dados, nome genérico dado para um sistema de supervisão e controle que se interponha entre as instalações e os Centros da ELETROSUL, ENERSUL E CTEEP.

UHE Porto Primavera2 CD COT-ES1 Dourados2 Dourados3 COT- ENERSUL1 UHE Porto Primavera3

PROCURADORIA FEDERAL/ANEEL

VISTO Fl. 681 de 781

Para esta medição, valem os mesmos requisitos de qualidade especificados para a supervisão em tempo real, exceto pelo fato de que a mesma deverá ser amostrada e transferida ao ONS como segue:

Transferência ao COS-SP e COSR-S, por enlace de dados dedicado, com amostragem de 2 segundos;

1.5.4.3 Arquitetura da Interconexão com o ONS

A supervisão e controle é um dos pilares da operação em tempo real do sistema elétrico, estando hoje, na região de Porto Primavera, Dourados e Imbirussu, estruturada em um sistema hierárquico com sistemas de supervisão e controle instalados nos seguintes centros de operação do ONS:

• Centro Regional de Operação Sul – COSR-S;

• Centro de Operação do Sistema de São Paulo, COS-SP

• Centro Nacional de Operação do Sistema Elétrico - CNOS.

Esta estrutura é simplificadamente apresentada, para fins meramente ilustrativos, na figura a seguir, sendo que a TRANSMISSORA deverá prover as interconexões de dados entre o centro de operação do ONS (exceto o CNOS) e cada um dos sistemas de supervisão das subestações envolvidas.

PROCURADORIA FEDERAL/ANEEL

VISTO Fl. 682 de 781

Observa-se na figura acima que a interconexão com os Centros do ONS se dá através de interligações de dados entre:

• Para o atendimento aos requisitos de supervisão e controle dos equipamentos das subestações de Dourados e Imbirussu:

− Interconexão com o COSR-S.

• Para o atendimento aos requisitos de supervisão e controle dos equipamentos da subestação de UHE Porto Primavera:

− Interconexão com o centro COS-SP

Imbirussu3 Recursos a serem instalados Recursos existentes Imbirussu2 COS-SP1 Legenda: 1) Centros de Operação utilizados pelo ONS:

a) CNOS – Centro Nacional de Operação do Sistema Elétrico; b) COSR-S – Centro Regional de Operação SUL.

c) COS-SP – Centro de Operação do Sistema de São Paulo 2) Ampliação de supervisão e controle em subestações existentes/novas:

a) Recursos de supervisão e controle na nova Subestação Porto Primavera b) Recursos de supervisão e controle na subestação UHE Porto Primavera c) Recursos de supervisão e controle na subestação Dourados.

d) Recursos de supervisão e controle na subestação Imbirussu

3) Recursos de supervisão e controle existentes nas subestações

4) CAG: Interligação dedicada para transmissão de informações associadas ao controle automático de geração: Porto Primavera2 COSR-S1 Dourados2 Dourados3 CNOS1 CAG4 CAG4 UHE Porto Primavera2 UHE Porto Primavera2

PROCURADORIA FEDERAL/ANEEL

VISTO Fl. 683 de 781

• Para o atendimento aos requisitos de supervisão e controle dos equipamentos da subestação de Porto Primavera:

− Interconexão com os centros COSR-S e COS-SP

• Para o atendimento aos requisitos do CAG da subestação de Porto Primavera:

− Interconexão com os centros COSR-S e COS-SP

Alternativamente, a critério da TRANSMISSORA, a interconexão com o COSR-S e COS-SP do ONS, poderá se dar através de um centro de operação próprio da TRANSMISSORA ou contratado de terceiros, desde que sejam atendidos os requisitos descritos no item, “Sistemas de Supervisão e Controle” e no de “Requisitos Técnicos do Sistema de Telecomunicações a ser Implantado”.

Neste edital, este centro é genericamente chamado de “concentrador de dados”. Neste caso, a estrutura de centros apresentada na figura anterior seria alterada com a inserção do concentrador de dados num nível hierárquico situado entre as instalações e os centros do ONS e, portanto, incluído no objeto desta licitação. Destaca-se que apesar do uso de um centro local, requer-se o canal dedicado para a transferência dos dados de CAG. A figura a seguir ilustra uma possível configuração.

C D1

C N O S

Im birussu2

L e g e nd a :

1) Em adição às siglas da figura anterior, utilizou -se:

C D – C oncen trador de dados, n om e genérico da do para um sistem a de supervisão e controle que se interponha entre as instalações e os centros do O N S

C O SR -S

Im birussu3

P orto P rim avera2

D ourados3 D ourados2 R ecursos a serem instalados R ecursos ex istentes C O S -SP C A G4 C A G4 U H E P orto P rim avera2 U H E P orto P rim avera3

PROCURADORIA FEDERAL/ANEEL

VISTO Fl. 684 de 781

1.5.4.4 Requisitos para o cadastramento dos equipamentos

As informações cadastrais de todos os equipamentos que serão operados pelo ONS deverão ser encaminhadas ao mesmo com no mínimo 3 meses de antecedência da entrada em operação. Estas informações devem incluir:

• Parâmetros descritivos de linhas de transmissão, incluindo-se impedância série e a susceptância da mesma, segundo o modelo π, bem com a corrente máxima em ampère, a potência máxima em MVA e a latitude e longitude de cada instalação e das torres de linha;

• diagramas unifilares de operação com a identificação de todos os equipamentos de cada instalação;

• diagramas com a localização da posição exata de todos os pontos de medição, telessinalização e controle de cada instalação;

• Todos os diagramas deverão ser fornecidos em papel e em meio magnético ou ótico, num padrão de importação e exportação a ser previamente acordado entre a TRANSMISSORA e o ONS;

• Relação, compatível com os requisitos de supervisão e controle aqui apresentados, dos pontos de medição, telessinalização, controle, e SOE que trafegarão na interconexão (ou interconexões) como o sistema de supervisão e controle do ONS, num formato compatível com o protocolo adotado para a interconexão e organizada por SSCL/UTR e concentradores de dados, se utilizados;

• No caso de interligações de dados diretas com UTR’s, e se aplicável, parâmetros que permitam a conversão para valores de engenharia dos dados enviados / recebidos para o Centro;

• Sempre que aplicável, limites de escala, superior e inferior, para todos os pontos analógicos supervisionados.