Notas Explicativas N
R$Movimento do Período
Notas Explicativas
Notas explicativas
Período findo em 30 de setembro de 2018 (Em milhares de reais, exceto quando indicado)
Nota 01/01/2018 à 30/09/2018 01/01/2017 à 30/09/2017 01/01/2018 à 30/09/2018 01/01/2017 à 30/09/2017 01/01/2018 à 30/09/2018 01/01/2017 à 30/09/2017 Reapre- sentado Fornecimento - Faturado Residencial 1.207.981 1.195.945 1.717.910 1.676.709 677.743 602.805 Industrial 11.011 11.236 450.852 490.945 223.161 183.416 Comercial 123.694 123.146 951.503 937.967 411.189 348.174 Rural 189.884 185.481 586.511 589.704 151.920 126.149 Poder público 11.285 11.224 200.274 189.062 84.278 68.706 Iluminação pública 659 616 311.151 268.952 79.897 55.553 Serviço público 1.552 1.489 136.733 131.508 55.242 40.375 Consumo próprio 209 213 5.641 5.588 0 0 1.546.275 1.529.350 4.360.575 4.290.435 1.683.430 1.425.178 Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição - Faturado
Consumidores cativos Residencial 0 0 0 0 564.687 517.072 Industrial 0 0 0 0 108.768 144.281 Comercial 0 0 0 0 302.905 300.493 Rural 0 0 0 0 101.319 93.385 Poder público 0 0 0 0 57.900 54.593 Iluminação pública 0 0 0 0 53.902 49.531 Serviço público 0 0 0 0 29.044 33.324
Ressarcimento por indisponibilidade 0 0 0 0 (3.887) (4.146) Consumidores livres 326 270 2.935.373 2.745.130 323.579 266.884
326
270 2.935.373 2.745.130 1.538.217 1.455.417
Não faturado
Fornecimento 0 0 0 0 26.776 (6.587)
Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição - Faturado 0 0 0 0 22.151 1.679 48.927
(4.908) Resultados de ativos financeiros setoriais 8
CVA 0 0 0 0 287.954 125.184
Itens financeiros - RTE 0 0 0 0 (17.514) 89.604 Itens financeiros - Outros 0 0 0 0 (102.552) (85.206)
PIS/COFINS 0 0 0 0 4.095 (59.568)
171.983
70.014 Suprimento - Faturado 1 1 260.034 347.454 61.926 71.461 Energia de curto prazo 0 0 392.678 356.731 131.948 149.702 Receita de construção 23 0 0 0 0 233.237 199.437 Valor justo do ativo financeiro indenizável 13.1 0 0 0 0 26.836 8.550
Serviços cobráveis 0 0 0 0 5.782 4.585
Subvenções vinculadas ao serviço concedido 0 0 0 0 205.807 183.161 Arrendamentos e aluguéis 0 0 0 0 13.860 13.059 Outras receitas operacionais 0 0 0 0 5.344 12.709 Receita operacional bruta 1.546.602 1.529.621 7.948.660 7.739.750 4.127.297 3.588.365
(-) Deduções à receita operacional 0 0 0 0 0 0
Tributos sobre a receita 0 0 0 0 0 0
ICMS 0 0 0 0 (761.721) (678.615) PIS/COFINS 0 0 0 0 (367.554) (301.826) ISS 0 0 0 0 (285) (206) - - - - (1.129.560) (980.647) Encargos do consumidor P&D e PEE 19.2 0 0 0 0 (23.112) (19.589) CDE 19.1 0 0 0 0 (367.688) (319.771)
PROINFA - Consumidores Livres 0 0 0 0 (9.907) (10.008) Bandeiras tarifárias (CCRBT) 19.3 0 0 0 0 1.789 (68.956) Outros encargos 0 0 0 0 (2.439) (2.517) - - - - (401.357) (420.841) - - - - (1.530.917) (1.401.488) Receita 1.546.602 1.529.621 7.948.660 7.739.750 2.596.380 2.186.877 (*) Não revisado pelos auditores independentes.
23
MWh (*) R$
Gastos operacionais
Acumulado do período
Os gastos operacionais são reconhecidos e mensurados: (i) em conformidade com o regime de competência, apresentados líquidos dos respectivos créditos de PIS e COFINS, quando aplicável; (ii) com base na associação direta da receita; e (iii) quando não resultarem em benefícios econômicos futuros.
Nº de consumidores (*)
Na segregação entre custos e despesas, são considerados os seguintes critérios: (i) Custo do serviço: contempla os gastos diretamente vinculados à prestação do serviço de energia elétrica vinculados a concessão, tais como, compra de energia elétrica para revenda, encargos de transmissão, amortização do direito de concessão da infraestrutura e os gastos relacionados ao atendimento comercial e operação e manutenção da concessão; e (ii) Despesas operacionais: são os gastos relacionados à administração da Companhia representando diversas atividades gerais atribuíveis as fases do negócio tais como pessoal administrativo, remuneração da administração, perda estimada com créditos de liquidação duvidosa e provisões judiciais, regulatórias e administrativas.
Segue abaixo o detalhamento dos gastos operacionais, de acordo com a sua natureza, conforme requerido pelo CPC 26 (R1):
Conforme requerido no artigo 187 da Lei nº 6.404/76, a Companhia classifica seus gastos operacionais na Demonstração do Resultado por função, ou seja, os gastos são segregados entre custos e despesas conforme sua origem e função desempenhada na Companhia.
Notas Explicativas
Notas explicativas
Período findo em 30 de setembro de 2018 (Em milhares de reais, exceto quando indicado)
01/07/2017 à 30/09/2017 Reapre- sentado Não gerenciáveis 23.1 563.911 0 0 0 0 0 563.911 492.063 23.2 70.539 0 0 0 0 0 70.539 81.568 Outras 0 189 0 0 0 0 0 189 0 0 634.639 - - - - - 634.639 573.631 Gerenciáveis 0 23.3 0 23.717 15 0 9.587 0 33.319 34.748 Material 0 0 2.383 49 0 1.341 0 3.773 2.219 Serviços de terceiros 23.4 0 31.420 77 0 13.288 0 44.785 42.241 Depreciação 0 0 100 0 0 0 0 100 103 Amortização 0 0 25.765 0 0 651 0 26.416 24.378 0 0 0 0 11.397 0 0 11.397 7.894 Provisões cíveis, fiscais e trabalhistas 20.1.1 0 0 0 0 0 2.002 2.002 1.222 Aluguéis e arrendamentos 0 0 238 0 0 (1.404) 0 (1.166) 869 0 0 0 0 0 0 16.644 16.644 11.228 22 0 0 103.049 0 0 0 103.049 80.018 Outras 0 0 2.944 0 0 1.176 0 4.120 6.155 - 86.567 103.190 11.397 24.639 18.646 244.439 211.075 Total 634.639 86.567 103.190 11.397 24.639 18.646 879.078 784.706 01/01/2017 à 30/09/2017 Reapre- sentado Não gerenciáveis 23.1 1.447.116 0 0 0 0 0 1.447.116 1.228.617 23.2 238.086 0 0 0 0 0 238.086 151.523 Outras 683 0 0 0 0 0 683 - 1.685.885 - - - - - 1.685.885 1.380.140 Gerenciáveis 23.3 0 73.444 31 0 28.755 0 102.230 107.417 Material 0 6.127 101 0 3.853 0 10.081 9.807 Serviços de terceiros 23.4 0 94.682 182 0 36.215 0 131.079 125.567 Depreciação 0 297 0 0 0 0 297 236 Amortização 0 74.402 0 0 2.043 0 76.445 72.395 0 0 0 36.624 0 0 36.624 38.027 Provisões cíveis, fiscais e trabalhistas 20.1.1 0 0 0 0 0 19.878 19.878 10.739 Aluguéis e arrendamentos 0 722 0 0 4.104 0 4.826 2.472 0 0 0 0 0 37.135 37.135 24.284 22 0 0 233.237 0 0 0 233.237 199.437 0 10.148 0 0 3.854 0 14.002 15.433 - 259.822 233.551 36.624 78.824 57.013 665.834 605.814 Total 1.685.885 259.822 233.551 36.624 78.824 57.013 2.351.719 1.985.954 23.1 Nota 01/07/2018 à 30/09/2018 01/07/2017 à 30/09/2017 01/01/2018 à 30/09/2018 01/01/2017 à 30/09/2017 Contratos de compra de energia por disponibilidade 163.818 140.535 435.415 416.804 Contratos de compra de energia por quantidade 120.389 104.710 370.997 346.715 PROINFA 11.508 11.837 34.524 35.512 Contratos de compra de energia por cotas 23.1.1 236.914 212.466 406.260 329.080 Energia de curto prazo 23.1.2 7.221 0,00 47.485 10.490 Energia de Itaipu Binacional 94.494 66.466 252.079 200.969 Encargo de Energia de Reserva - EER 23.1.3 0,00 0,00 18.541 (8.375) Encargos de Serviço do Sistema - ESS (11.142) (1.707) (1.215) 2.031 Outros (3.240) 6.599 26.460 16.410 (-) Créditos de PIS/COFINS (56.051) (48.843) (143.430) (121.019) 563.911 492.063 1.447.116 1.228.617 23.1.1 23.1.2 Movimento do Período Movimento do Período
Energia elétrica comprada para revenda Encargos de uso da rede elétrica
PECLD / perdas líquidas
Total De operação Nota Com energia elétrica Prestado a terceiros
Custo com construção da infraestrutura Encargos de uso da rede elétrica
Com energia elétrica De operação Prestado a terceiros Com vendas 01/07/2018 à 30/09/2018 Despesas operacionais
Energia de curto prazo Energia elétrica comprada para revenda
PECLD / perdas líquidas
01/01/2018 à 30/09/2018 Acumulado do Período
Nota
Custo do serviço Ganhos e perdas na desativação e alienação de
bens Custo do serviço Outras Gerais e administra- tivas Outras
Pessoal, Administradores e Entidade de previdência privada
Energia elétrica comprada para revenda
Total
Com vendas Total
Ganhos e perdas na desativação e alienação de bens
Despesas operacionais
Outras
O aumento dos montantes relacionados à compra de energia nos contratos na modalidade de cotas decorre, principalmente, do repasse de risco hidrológico associados às usinas comprometidas com contratos de Cotas de Garantia Física, cuja energia foi contratada no Ambiente de Contratação Regulada – ACR e que firmaram o termo de repactuação do risco hidrológico.
Contratos de compra de energia por cotas Pessoal, Administradores e Entidade de
previdência privada
Total
Custo com construção da infraestrutura
Gerais e administra-
tivas
Acumulado do Período
A variação deve-se, principalmente, às transações de energia comercializada no âmbito da CCEE que apresentam diferenças de PLD entre os submercados que correspondem à variação de R$20.310. Adicionalmente, houve o reconhecimento de MCSD de Energia Nova no valor de R$15.279.
Notas Explicativas
Notas explicativas
Período findo em 30 de setembro de 2018 (Em milhares de reais, exceto quando indicado)
23.1.3 23.2 23.3 01/07/2018 à 30/09/2018 01/07/2017 à 30/09/2017 01/01/2018 à 30/09/2018 01/01/2017 à 30/09/2017 Pessoal Remuneração 15.305 16.740 47.378 50.956 Encargos 5.567 5.922 17.867 18.586 Participação nos Lucros e Resultados - PLR 2.894 2.736 9.219 9.877 Outros benefícios - Corrente 5.368 5.415 16.606 16.748 Outros 3.454 3.288 8.532 9.037
32.588
34.101 99.602 105.204 Administradores
Honorários e encargos 850 642 2.695 2.201 Benefícios dos administradores (119) 5 (67) 12
731 647 2.628 2.213 33.319 34.748 102.230 107.417 23.4 01/07/2018 à 30/09/2018 01/07/2017 à 30/09/2017 01/01/2018 à 30/09/2018 01/01/2017 à 30/09/2017 Serviços de consultoria 3.100 2.584 8.602 5.393 Serviços comerciais 16.789 15.171 48.482 47.611 Serviços de manutenção 11.583 11.630 35.240 34.768 Serviços técnicos 2.240 2.173 6.557 6.246 Serviços de limpeza e vigilância 1.110 1.177 3.415 3.682 Serviços de informática 6.424 7.244 20.254 19.637 Serviços de publicação e publicidade 770 192 1.950 2.515 Serviços de telecomunicações 463 875 2.481 2.442 Serviços de transporte 991 765 2.942 2.237 (-) Crédito de PIS/COFINS (2.017) (1.910) (6.049) (5.937) Outros 3.332 2.340 7.205 6.973 44.785 42.241 131.079 125.567 24 Nota 01/07/2018 à 30/09/2018 01/07/2017 à 30/09/2017 01/01/2018 à 30/09/2018 01/01/2017 à 30/09/2017 Receitas financeiras
Juros e variações monetárias 0 0 0 0
Renda de aplicações financeiras e cauções 919 5.817 6.952 17.336 Energia vendida 0,00 16.456 12.499 59.771 40.458 Depósitos judiciais 1.283 666 14.454 2.195 Ativos/ passivos financeiros setoriais 8 5.233 0 5.564 0 Juros e multa sobre tributos 9 1.016 11.580 3.401 12.229 Outros juros e variações monetárias 868 113 923 160 Ajustes a valor presente 7.1 1.099 (345) 4.432 0 (-) Tributos sobre Receitas financeiras (1.633) (4.274) (5.481) (11.250) Outras receitas financeiras 377 403 1.383 1.574
25.618 26.459 91.399 62.702 Despesas financeiras Encargos de dívida 0 0 0 0 Empréstimos e financiamentos 17.2 (11.466) (9.049) (34.716) (36.587) Debêntures 16.2 (11.474) (13.800) (33.253) (38.419) (-) Juros capitalizados 13.2.2 1.260 1.393 2.752 2.866
Juros e variações monetárias 0 0 0 0
Energia comprada 0,00 (10) (698) (263) (725) Juros e multa sobre tributos 9 (1.821) (18.526) (4.768) (19.369) Ativos/ passivos financeiros setoriais 8 0 (2.145) 0 (2.428) Provisões cíveis, fiscais e trabalhistas 20.1.1 (3.447) (3.628) (13.119) (10.516) Benefícios pós-emprego 18.1.1 e 18.2 (19.556) (18.293) (58.666) (54.878) Outros juros e variações monetárias (939) (1.222) (2.813) (4.153) Ajustes a valor presente 7.1 0 (263) 0 (263) Outras despesas financeiras (2.135) (2.853) (7.843) (8.831)
(49.588)
(69.084) (152.689) (173.303) Total (23.970) (42.625) (61.290) (110.601)
A variação do período é decorrente do aumento do repasse dos encargos de uso da rede elétrica relativos à indenização das transmissoras, conforme determinado no reajuste tarifário ocorrido em agosto de 2017. O montante adicional que está sendo repassado às transmissoras é decorrente do processo de redução tarifária de 20%, ocorrida no ano de 2013, onde as empresas de transmissão, mediante negociação com o Governo Federal, concordaram que deixariam de ser remuneradas por meio da tarifa, recebendo em troca uma indenização. Como esta indenização não foi efetivada pelo Governo Federal, os referidos custos foram incluídos no processo tarifário das distribuidoras, tendo a Companhia apresentado o reflexo nos valores a pagar de encargos de uso da rede elétrica.
Acumulado do Período
Encargo de Energia de Reserva - EER
O EER representa todos os custos decorrentes da contratação da energia de reserva, entendida como aquela destinada a aumentar a segurança no fornecimento de energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional - SIN, proveniente de usinas especialmente contratadas mediante leilões para este fim, incluindo os custos administrativos, financeiros e tributários, que são rateados entre os usuários finais de energia elétrica do SIN.
Encargos de uso da rede elétrica
Resultado financeiro
Movimento do Período
Acumulado do Período Movimento do Período
Serviços de terceiros
Movimento do Período Acumulado do Período
Pessoal e Administradores
Notas Explicativas
Notas explicativas
Período findo em 30 de setembro de 2018 (Em milhares de reais, exceto quando indicado)
25 01/07/2018 à 30/09/2018 01/07/2017 à 30/09/2017 01/01/2018 à 30/09/2018 01/01/2017 à 30/09/2017 Lucro antes dos tributos sobre o Lucro 78.132 27.894 183.371 90.322
Alíquota 34% 34% 34% 34%
IRPJ e CSLL (26.565) (9.483) (62.346) (30.709) 0,00 0,00 0,00 0,00 Ajustes para refletir a alíquota efetiva 0,00 0,00 0,00 0,00 IRPJ e CSLL sobre adições e exclusões permanentes 0,00 0,00 0,00 0,00
Doações (124) (1) (208) (32)
Perdas indedutíveis 0,00 (2) 0,00 (27)
Outras (66) (62) (267) (248)
Ajustes decorrentes de exercícios sociais anteriores 0,00 605 123 598
Incentivos fiscais 0,00 0,00 0,00 0,00 SUDENE 1.491 555 4.045 2.546 Outros 396 (278) 857 579 Despesa de IRPJ e CSLL (24.868) (8.666) (57.796) (27.293) Alíquota efetiva 31,83% 31,07% 31,52% 30,22% 26 01/07/2018 à 30/09/2018 01/07/2017 à 30/09/2017 01/01/2018 à 30/09/2018 01/01/2017 à 30/09/2017 53.264 19.228 125.575 63.029 5.876 5.876 5.876 5.876 Resultado básico/ diluído por ação (reais/ações) 9,06467 3,27229 21,37083 10,72651
27
27.1 Instrumentos financeiros
A Companhia mantém operações com instrumentos financeiros. A administração desses instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais e controles internos visando assegurar crédito, liquidez, segurança e rentabilidade. A contratação de instrumentos financeiros com o objetivo de proteção é feita por meio de uma análise periódica da exposição aos riscos financeiros (câmbio, taxa de juros e etc.), a qual é reportada regularmente por meio de relatórios de risco disponibilizados à Administração.
Instrumentos financeiros e Gestão de riscos
Movimento do Período
As despesas com Imposto de renda e Contribuição social compreendem os impostos correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados à itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido.
O resultado básico por ação da Companhia é calculado pela divisão do resultado atribuível aos titulares de ações ordinárias da Companhia pelo número médio ponderado de ações ordinárias em poder dos acionistas.
Acumulado do Período
O imposto de renda registrado no resultado é calculado com base nos resultados tributáveis (lucro ajustado), às alíquotas aplicáveis segundo a legislação vigente (15%, acrescida de 10% sobre o resultado tributável que exceder R$240 anuais). A contribuição social registrada no resultado é calculada com base nos resultados tributáveis (lucro ajustado), por meio da aplicação da alíquota de 9%. Ambos consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real, quando aplicável.
Movimento do Período
Imposto de renda e Contribuição social
Resultado por ação
Acumulado do Período
A Companhia não operou com instrumentos financeiros passivos conversíveis em ações próprias ou transações que gerassem efeito diluível ou antidiluível sobre o resultado por ação do período. Dessa forma, o resultado “básico” por ação que foi apurado para o período é igual ao resultado “diluído” por ação segundo os requerimentos do CPC 41.
A baixa pode acontecer em função de cancelamento, pagamento, recebimento, transferência ou quando os títulos expirarem.
Em atendimento à Política de Gestão de Riscos Financeiros do Grupo EDP - Energias do Brasil, e com base nas análises periódicas consubstanciadas nos relatórios de risco, são definidas estratégias específicas de mitigação de riscos financeiros, as quais são aprovadas pela Administração, para operacionalização da referida estratégia. A política de controle consiste em acompanhamento permanente das condições contratadas comparadas às condições vigentes no mercado por meio de sistemas operacionais integrados à plataforma SAP. A Companhia não efetua aplicações de caráter especulativo, em derivativos ou quaisquer outros ativos de risco. Os resultados obtidos com estas operações estão condizentes com as políticas e estratégias definidas pela Administração da Companhia.
A administração dos riscos associados a estas operações é realizada por meio da aplicação de políticas e estratégias definidas pela Administração e incluem o monitoramento dos níveis de exposição de cada risco de mercado, previsão de fluxos de caixa futuros e estabelecimento de limites de exposição. Essa política determina também que a atualização das informações em sistemas operacionais, assim como a confirmação e operacionalização das transações junto às contrapartes, sejam feitas com a devida segregação de funções.
Média ponderada do número de ações ordinárias em poder dos acionistas controladores (mil)
Resultado líquido do período atribuível aos acionistas
Instrumentos financeiros são definidos como qualquer contrato que dê origem a um ativo financeiro para a entidade e a um passivo financeiro ou instrumento patrimonial para outra entidade.
Instrumentos financeiros são baixados desde que os direitos contratuais aos fluxos de caixa expirem, ou seja, a certeza do término do direito ou da obrigação de recebimento, da entrega de caixa, ou título patrimonial. Para essa situação a Administração, com base em informações consistentes, efetua registro contábil para liquidação.
Estes instrumentos financeiros são reconhecidos imediatamente na data de negociação, ou seja, na concretização do surgimento da obrigação ou do direito e são inicialmente registrados pelo valor justo acrescido ou deduzido de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis.
Notas Explicativas
Notas explicativas
Período findo em 30 de setembro de 2018 (Em milhares de reais, exceto quando indicado)
27.1.1
Nota Níveis 30/09/2018 31/12/2017 30/09/2018 31/12/2017 Valor justo por meio do resultado 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
No reconhecimento inicial ou subsequentemente 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Caixa e equivalentes de caixa 6
Aplicações financeiras Nível 2 93.978 124.707 93.978 124.708 Ativo financeiro indenizável - Distribuição 13.1 Nível 3 1.336.566 1.177.831 1.336.566 1.177.831 0,00 1.430.544 1.302.538 1.430.544 1.302.539
Custo amortizado 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Caixa e equivalentes de caixa 6 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Bancos conta movimento 0,00 45.904 60.663 45.904 60.663 Consumidores e concessionárias 7 0,00 802.788 696.735 802.788 696.735 Cauções e depósitos vinculados 0,00 202 511 202 511 Ativos financeiros setoriais 8 0,00 246.340 97.637 246.340 97.637 Outros créditos - Partes relacionadas 11 0,00 8.056 41 8.056 41 1.103.290 855.587 1.103.290 855.587 0 2.533.834 2.158.125 2.533.834 2.158.126 Passivos Financeiros Custo amortizado 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Fornecedores 14 0,00 480.557 385.501 480.557 385.501 Debêntures 16 0,00 771.837 486.692 747.507 493.113 Empréstimos, financiamentos e encargos de dívidas 17 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Moeda nacional 0,00 427.571 489.895 427.244 490.463 Outras contas a pagar - Partes relacionadas 11 0,00 23.872 1.427 23.872 1.427 Passivos financeiros setoriais 8 0,00 58.026 66.459 58.026 66.459
0 1.761.863 1.429.974 1.737.206 1.436.963 27.1.1.1
27.1.1.2
27.2
• Valor justo por meio de outros resultados abrangentes (VJORA)
Gestão de riscos
Classificação dos instrumentos financeiros
Os passivos financeiros apenas serão classificados como VJR se forem: (i) derivativos; (ii) passivos financeiros decorrentes de ativos financeiros transferidos que não se qualificaram para desreconhecimento; (iii) contratos de garantia financeira; (iv) compromissos de conceder empréstimo em taxa de juros abaixo do praticado no mercado; e (v) contraprestação contingente reconhecida por adquirente em combinação de negócios. Posteriormente ao reconhecimento inicial pelo seu valor justo, como regra geral, os passivos financeiros são classificados e mensurados como custo amortizado.
Passivos financeiros Ativos financeiros
Se a Companhia possui um ativo financeiro que não se enquadra na classificação de custo amortizado ou VJORA ou quando a Companhia desejar eliminar ou reduzir significativamente uma inconsistência de mensuração ou de reconhecimento que, de outro modo, pode resultar da mensuração de ativos ou passivos ou do reconhecimento de ganhos e perdas nesses ativos e passivos em bases diferentes.
Posteriormente ao reconhecimento inicial pelo seu valor justo, os ativos financeiros são classificados e mensurados conforme descrito abaixo:
• Valor justo por meio do resultado (VJR)
Valor justo Valor contábil
Se a Companhia, conforme seu modelo de negócio, possui a intenção de receber os fluxos de caixa contratuais, tanto pela manutenção quanto pela venda do ativo financeiro, e se os mesmos constituem recebimentos de principal e juros sobre o valor original.
Segue abaixo a classificação e mensuração dos ativos e passivos financeiros da Companhia:
A política de gestão de riscos da EDP - Energias do Brasil abrange todas as suas unidades de negócios e está alinhada à estratégia do Grupo EDP em suas operações no mundo. Cabe ao Comitê de Risco, garantir a governança do processo e atuar como elo entre a alta direção e a operação rotineira. Sua função é gerenciar e supervisionar todos os fatores de risco que possam provocar impactos nas atividades e nos resultados da Companhia, além de propor metodologias e melhorias ao sistema de gestão.
Desde 2006 o Grupo EDP – Energias do Brasil desenvolveu processos para monitoramento e avaliação dos riscos corporativos. A partir de 2010, foram criados novos métodos e um novo dicionário de riscos, tendo sido o mesmo consolidado em 2011 como uma Norma de Risco Corporativo, e mantida atualizada desde então.
A gestão de riscos corporativos é baseada nos melhores modelos de governança tais como COSO ERM – Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commision e ISO 31.000. A gestão integrada de riscos atua como facilitadora no processo de gestão integrada de riscos, auxiliando na identificação, classificação, avaliação e gerenciamento dos riscos e tem como objetivo assegurar que os diversos riscos inerentes a cada uma das áreas da empresa sejam geridos por seus responsáveis e reportados periodicamente à Diretoria da Companhia.
O Comitê de Risco é composto por 3 “Risk Officers ” separados por natureza dos riscos (Estratégicos, Energético/Regulatório, Financeiros e Operacionais) e pela Diretoria Executiva.
O Comitê de Risco realiza reportes periódicos para o Comitê de Auditoria para o acompanhamento das atividades da Gestão de Risco. Além disso, no sentido de potencializar sinergias de governança entre a função de Gestão de Risco, Auditoria Interna e Compliance , estas funções se encontram reunidas debaixo de uma mesma diretoria.
Na análise para a classificação dos ativos financeiros a Companhia avalia os seguintes aspectos: (i) o modelo de negócios para a gestão dos ativos financeiros; (ii) as características de fluxo de caixa contratual do ativo financeiro.
A Companhia também poderá classificar um passivo financeiro como VJR quando: (i) a Companhia desejar eliminar ou reduzir significativamente uma inconsistência de mensuração ou de reconhecimento que, de outro modo, pode resultar da mensuração de ativos ou passivos ou do reconhecimento de ganhos e perdas nesses ativos e passivos em bases diferentes; ou (ii) o desempenho de um passivo financeiro é avaliado com base no seu valor justo de acordo com uma estratégia documentada de gerenciamento de risco ou de investimento fornecidas internamente pela Administração da Companhia.
• Custo amortizado
Se a Companhia, conforme seu modelo de negócio, possui a intenção de manter o ativo financeiro para receber fluxos de caixa contratuais e se os mesmos constituem recebimentos de principal e juros sobre o valor original.
Notas Explicativas
Notas explicativas
Período findo em 30 de setembro de 2018 (Em milhares de reais, exceto quando indicado)
27.2.1
27.2.1.1
Cenário (I) Cenário (II) Cenário (III) Cenário (IV) Cenário (V) Risco Até 1 ano 2 a 5 anos
Acima de 5 anos Provável Aumento do risco em 25% Aumento do risco em 50% Redução do risco em 25% Redução do risco em 50% Aplicação financeira - CDB CDI 6.336 0 0 6.336 1.584 3.168 (1.584) (3.168) Instrumentos financeiros ativos CDI 6.336 - - 6.336 1.584 3.168 (1.584) (3.168) Debêntures CDI (28.709) (39.727) 0 (68.436) (16.715) (33.537) 16.864 33.873 Empréstimos e financiamentos - CCB CDI (2.132) 0 0 (2.132) (422) (890) 425 858 Instrumentos financeiros passivos CDI (30.841) (39.727) - (70.568) (17.137) (34.427) 17.289 34.731
(24.505)
(39.727) - (64.232) (15.553) (31.259) 15.705 31.563
TJLP (12.168) (25.103) (1.992) (39.263) (5.598) (12.267) 5.598 12.267 Instrumentos financeiros passivos TJLP (12.168) (25.103) (1.992) (39.263) (5.598) (12.267) 5.598 12.267
(12.168)
(25.103) (1.992) (39.263) (5.598) (12.267) 5.598 12.267
Debêntures IPCA (19.521) (80.527) (18.149) (118.197) (13.035) (26.071) 13.035 26.071 IPCA (17.952) (41.086) (3.849) (62.887) (5.466) (10.933) 5.466 10.933 Instrumentos financeiros passivos IPCA (37.473) (121.613) (21.998) (181.084) (18.501) (37.004) 18.501 37.004
(37.473)
(121.613) (21.998) (181.084) (18.501) (37.004) 18.501 37.004
27.2.2
A análise de sensibilidade tem como objetivo mensurar o impacto às mudanças nas variáveis de mercado sobre cada instrumento financeiro da Companhia. Não obstante, a liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados devido à subjetividade contida no processo utilizado na preparação dessas análises. As informações demonstradas no quadro, mensuram contextualmente o impacto nos resultados da Companhia em função da variação de cada risco destacado.
Risco de mercado
O risco de mercado é apresentado como a possibilidade de perdas monetárias em função das oscilações de variáveis que tenham impacto em preços e taxas negociadas no mercado. Essas flutuações geram impacto a praticamente todos os setores e, portanto, representam fatores de riscos financeiros.
Os Empréstimos, financiamentos e Debêntures captados pela Companhia apresentados nas notas 16 e 17, possuem como contraparte os agentes fiduciários Pentágono S.A., Planner Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. e Simplific Pavarini Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, e a Eletrobras e os bancos BNDES e Citibank. As regras contratuais para os passivos financeiros adquiridos pela Companhia criam fundamentalmente riscos atrelados a essas exposições. Em 30 de setembro de 2018 a Companhia possui risco de mercado associado à TJLP, CDI e IPCA.
A Companhia está exposta ao risco de variação cambial, atrelado ao Dólar, por meio dos pagamentos de energia comprada de Itaipu, contudo, as alterações de variação cambial são repassadas integralmente ao consumidor na tarifa, por meio do mecanismo da CVA.
Deve-se considerar que a Companhia está exposta a oscilação da taxa SELIC e da inflação, podendo ter um custo maior na realização dessas operações.
Análise de sensibilidade
Empréstimos e financiamentos - BNDES
Os riscos de liquidez atribuídos às rubricas de Debêntures e Empréstimos e financiamentos referem-se a juros futuros que, consequentemente, não estão contabilizados e encontram-se demonstrados na nota 29.1.
Empréstimos e financiamentos - BNDES
Os indicadores tiveram seus intervalos conforme apresentado a seguir: CDI entre 6,5% e 8,8% a.a.; IPCA entre 3,7% e 5,0% a.a.; e TJLP entre 5,8% e 7,1% a.a.
No quadro a seguir foram considerados cenários dos indexadores utilizados pela Companhia, com as exposições aplicáveis de flutuação de taxas de juros e outros indexadores até as datas de vencimento dessas transações, com o cenário I (provável) o adotado pela Companhia, baseado fundamentalmente em premissas macroeconômicas obtidas do relatório Focus do Banco Central, os cenários II e III com 25% e 50% de aumento do risco, respectivamente, e os cenários IV e V com 25% e 50% de redução, respectivamente.
Os ativos financeiros mais expressivos da Companhia estão demonstrados nas rubricas: (i) Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6), sendo o Caixa um montante cuja disponibilidade é imediata e os Equivalentes de caixa correspondentes às aplicações financeiras de liquidez imediata que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa; (ii) Consumidores e Concessionárias (Nota 7), cujos os saldos apresentados compreendem um fluxo estimado para os recebimentos; (iii) Ativo financeiro indenizável (Nota 13.1) cujo o saldo apresentado corresponde ao valor a receber do Poder Concedente ao final da concessão e está mensurado pelo valor novo de reposição; e (iv) Ativos financeiros setoriais (Nota 8) que serão homologados pelo Poder Concedente e recebidos por meio da tarifa nos próximos reajustes ou revisões tarifárias.
A Administração da Companhia somente utiliza linhas de créditos que possibilitem sua alavancagem operacional. Essa premissa é afirmada quando observamos as características das captações efetivadas.
Risco de liquidez
Aging cenário provável
Operação
O risco de liquidez evidencia a capacidade da Companhia em liquidar as obrigações assumidas. Para determinar a capacidade financeira da Companhia em cumprir adequadamente os compromissos assumidos, os fluxos de vencimentos dos recursos captados e de outras obrigações fazem parte das divulgações. Informações com maior detalhamento sobre as debêntures e empréstimos captados pela Companhia são apresentados nas notas 16 e 17.
Em atendimento à Instrução CVM nº 475/08, a Companhia efetua a análise de sensibilidade de seus instrumentos financeiros, inclusive os derivativos.