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G RADE DE B ICOS – A RADO COM A IVECA DE F ERRO DE V IRAR C HARRUA DE 2 A IVECAS

O Museu Municipal de Benavente / Recomendações e Conclusão

G RADE DE B ICOS – A RADO COM A IVECA DE F ERRO DE V IRAR C HARRUA DE 2 A IVECAS

ESCARIFICADOR SEMEADOR DE TRAÇÃO ANIMAL

A mecanização na região ribatejana

No séc. XIX os governos liberais quiseram fazer alguma coisa quanto ao atraso do país. Por isso eles tentaram desenvolver a agricultura.

Quanto a isso foram tomadas várias medidas:

 Tiraram as terras aos nobres e aos clérigos e venderam-nas a burgueses ricos, para

que as aproveitassem melhor.

 Acabaram com o "direito do morgadio"- que permitia que o filho mais velho herdasse tudo quando o pai morresse.

 Dividiram os "TERRENOS INCULTOS".

Mesmo assim a agricultura só avançou com a aplicação de novas técnicas de cultivo. A utilização de sementes selecionadas, o uso de adubos e a técnica de "alternância de culturas". Ao mesmo tempo os proprietários mais ricos compraram novas máquinas agrícolas feitas em ferro, charruas, ceifeiras, debulhadoras.

A maioria das máquinas era puxada por animais; no entanto, em 1860, em Évora já havia duas máquinas a vapor.

Assim, a mecanização da agricultura era feita muito lentamente, principalmente nas grandes planícies como no Ribatejo.

Todas estas inovações no reino permitiram um melhor aproveitamento da agricultura do país, com maior produção e menor número de trabalhadores.

Também nessa altura dá-se a expansão do cultivo do arroz.

Figura 9.63. Industrialização da Agricultura – núcleo Museológico agrícola – J. Azevedo

Figura 9.64. Industrialização da Agricultura – NMA – J. Azevedo

Figura 9.65 Rolo “crosshill” – MMB

Sobre o Inventário do Museu Municipal de Benavente

Todo o espólio existente (ver fig. 9.66 e 9.67 do anexo II) no Museu Municipal de Benavente, apesar de devidamente cuidado e preservado, não pode, devido às dificuldades do espaço do Museu, expor todos objetos, todos os registos da história, da memória de uma região. Mesmo assim, em exposições temporárias e bem encenadas, os diferentes trajes da região ribatejana são dados a conhecer, assim como através de ações pedagógicas e lúdicas levadas às escolas do 1º e 2º ciclo, onde as crianças entram, através de histórias encenadas pela equipa do museu, em contacto com a história local, as profissões de outrora, os objetos, os cantares, as músicas, a gastronomia, os trajes.

Muitos são objetos de uso quotidiano que não estão expostos pelas limitações de espaço, sendo usados em exposições que são organizadas para demonstrar e compor retratos de época, onde aprecem os aparelhos radiofónicos, eternos companheiros de quem trabalha e vivia no campo, inúmeras peças de cerâmica (louças que eram usadas nas diversas atividades do dia a dia e trabalho no campo, balanças que serviam para medir os produtos nas mercearias e grandes armazéns, material de pesca, pois o rio para além de representar um meio lúdico (pesca desportiva), é também um meio de subsistência (pesca artesanal) e transporte (outrora muito usado), diversas alfais agrícolas e outros instrumentos utilizados no trabalho do campo e no trabalho com os animais.

Torna-se essencial que haja uma decisão política local, e também estatal, para que a região tenho um espaço onde possa ter uma exposição permanente com o vasto espólio existente e, simultaneamente, como tem acontecido, promover e organizar exposições temporárias onde abordem diversos temas ligados à região: (os cantares, as histórias, as lendas, festas, romarias, momentos da sociedade…).

Todo o acervo107 tem sido inventariado de forma paulatina, dificultando uma leitura e estudo mais profunda de quem pretende conhecer melhor determinada peça. No entanto, há que referir, que a parca equipa do Museu tudo tem feito, apesar de se multiplicar em múltiplas tarefas, em não descurar da inventariação das peças. Muito trabalho ainda se encontra pela frente para que todo o espólio esteja devidamente inventariado e acessível ao público, como

já acontece com o acervo fotográfico que se encontra acessível em

http://picasaweb.google.com/museubenavente .

Esta falta de pessoal, poderá ficar mais acentuada, nalguns casos, com a municipalização dos museus que poderá pôr em causa o número de funcionários e o património existente. Aliás, Nuno Vassalo, diretor-geral do Património Cultural afirmou, em declarações à Antena 1 ser verdade que “os museus não têm colaboradores necessários para todas as suas atribuições.”

“Temos os colaboradores mínimos para assegurar as condições de segurança, vigilância, a parte de conservação, a investigação, mas não estão ainda no número necessário.”108 A inventariação e documentação dos bens culturais incorporados são pautadas pelos princípios gerais do inventário definidos pelo Conselho Internacional dos Museus (ICOM) e pela Lei-Quadro dos Museus Portugueses no seguimento das “Normas de Inventário” publicadas pelo IPM.

O inventário do Museu é feito através da ferramenta In Patrimonium – Gestão Integrada

do Património.

Esta plataforma permite uma gestão global do património cultural. O in patrimonium inclui de base pelo menos dois produtos, sendo possível integrar e combinar num único programa as diferentes aplicações (in arte, in domus, in doc, in natura e in memoria) permitindo uma melhor gestão e integração do património.

A informação está organizada de uma forma muito concisa, prescindindo de grandes fichas, sendo possível configurar os campos de informação específica de acordo com o interesse dos utilizadores. Toda a informação contida no programa pode ser relacionada entre si. Toda a informação existente na base de dados poderá ser relacionada entre si através do Módulo de Relações que é uma ferramenta transversal a toda a aplicação. Através deste módulo poderão ser estabelecidas todas as relações entre as tarefas de Inventário e documentação, a título de exemplo, que tenham algum significado para melhor documentar a coleção.

Para além deste módulo existem também um conjunto de Tabelas Auxiliares que permitem a introdução estruturada (em formato de árvore) da informação mais comummente utilizada em cada uma das tarefas, funcionando como lista de termos. Estas tabelas reduzem, significativamente, a margem de erro na introdução de dados, controlam o tipo de dados a

inserir, bem como facilitam a correção de erros ortográficos que possam ter ocorrido na sua introdução. Também o processo de acesso à informação fica facilitado com a utilização destas listas.

As Normas de inventário (gerais e particulares) que têm sido publicadas pelo Instituto Português de Museus, atual Instituto de Museus e Conservação, são completamente respeitadas estando assegurada a sua utilização nas referidas aplicações caso o Museu as queira adotar.

A plataforma encontra-se dividida em diversos módulos:

Tabelas Auxiliares: gestão e parametrização de diferentes tabelas/termos para auxílio na

introdução de dados nos restantes módulos da aplicação.

Inventário: registo da informação genérica e específica do património, à qual se poderá

juntar todo o tipo de documentação multimédia (imagens, documentos, vídeos, etc.).

Património integrado: contém pelo menos a junção de duas áreas do património

(móvel+imóvel, por exemplo) e as respetivas fichas, possibilitando a gestão e documentação do património de uma forma integrada. .

Entidades: registo dos dados relativos às entidades: autores, autores de documentos,

colaboradores, coletores, fotógrafos, intervenientes, inventariantes, proprietários, seguradoras ou qualquer outro tipo de entidade necessário para a documentação do

património. .

Eventos: registo dos dados relativos aos eventos: exposição, produção de catálogos,

conservação e restauro, empréstimos, solicitações, movimentos, abate, seguros, projetos de investigação, reproduções ou qualquer outro tipo de evento relevante.

Documentação: registo dos dados relativos aos documentos de biblioteca: bibliografia

(monografias, periódicos ou eletrónicos), imagens fixas, imagens em movimento, gráficos, material de arquivo e cartografia.

Multimédia: módulo para gestão e tratamento de todo o tipo de ficheiros digitais que

permite à aplicação reconhecer o seu local físico e as suas propriedades em termos de metadata. Todos os ficheiros documentados nesta tarefa poderão ser classificados por assunto ou tema de acordo com as necessidades da gestão do património em causa.

Pesquisas: assistente de pesquisas - inserção, alteração, eliminação e visualização de

pesquisas criadas e parametrizadas pelos utilizadores da aplicação.109

CAPÍTULO 10