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TERCEIRA CÂMARA CÍVEL PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

RAIMUNDO SIQUEIRA RIBEIRO Desembargador Relator

8- Agravo de Instrumento Nº 24100918556 VITÓRIA - 3ª VARA CÍVEL

AGVTE DADALTO S/A

Advogado(a) GABRIELA LIMA DE VARGAS

AGVDO ELANE MARA PIMENTEL DE SOUZA SANTOS Advogado(a) CLAUDIA BORGES COLCERNIANI

Advogado(a) GABRIELA BRANDAO MAGESKI Advogado(a) GILVAN BASTOS MORANDI RELATOR DES. RAIMUNDO SIQUEIRA RIBEIRO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 024.10.91855-6 AGVTE: DADALTO S/A

AGVDO: ELANE MARA PIMENTEL DE SOUZA SANTOS

RELATOR: DESEMBARGADOR CONVOCADO RAIMUNDO SIQUEIRA RIBEIRO

DECISÃO MONOCRÁTICA

Tendo em vista a petição de fl. 61, onde a recorrente requer a desistência do presente recurso, julgo-o extinto por perda do objeto.

Publique-se. Registre-se. Intime-se.

Vitória/ES, 19 de novembro de 2010. Raimundo Siqueira Ribeiro Desembargador Relator

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - 1ª VARA FEITOS FAZENDA PÚBLICA AGVTE ESTADO DO ESPIRITO SANTO

Advogado(a) CARLOS HENRIQUE STABAUER RIBEIRO AGVDO WELINGTON BERNARDO MARTINS Advogado(a) ALEXANDRE CARVALHO SILVA Advogado(a) RODRIGO FORTUNATO PINTO RELATOR DES. RAIMUNDO SIQUEIRA RIBEIRO AGRAVO POR INSTRUMENTO Nº 011.10.495878-7 AGRAVANTE: ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGRAVADO: WELINGTON BERNARDO MARTINS

RELATOR: DES. CONVOCADO RAIMUNDO SIQUEIRA RIBEIRO DECISÃO MONOCRÁTICA

Trata o presente caderno processual de agravo por instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pelo ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, em face da r. decisão proferida pelo MM Juiz da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual da Comarca de Cachoeiro de Itapemirim, que deferiu liminar inaldita altera part pleiteada no bojo da Ação Cautelar Inominada, interposta contra si por WELINGTON BERNARDO MARTINS.

A base dos argumentos do recorrente para obtenção da medida prevista pelo art. 558 do CPC, está calcada na lesão grave e de difícil reparação que poderá sofrer, já que a r. Decisão objurgada determina a nomeação do agravado mesmo com a ação originária em curso.

Diante desse fato, requer a concessão do efeito suspensivo ao presente agravo para sustar os efeitos do decisum guerreado, e no mérito, sua confirmação para reformar integralmente a r. Decisão hostilizada, ou, facultativamente, seja reservada vaga para o agravado até que a ação originária seja julgada definitivamente.

Às fls. 68/69, por ter sido vislumbrado amparo para o alegado, a liminar pleiteada foi concedida.

Em suas contrarrazões, fls. 74/85, pugna o agravado inicialmente a reconsideração da decisão que concedeu o efeito suspensivo almejado pelo ente Estatal e, posteriormente, a improcedência do pleito recursal, por entender que a decisão primeva foi concebida dentro da sistemática atual, já que a exigência do candidato possuir carteira de habilitação tipo “B”, é totalmente descabida, razão porque deve ser afastada.

Possuindo a matéria debatida precedentes nos moldes do art. 557 do CPC, analisarei este recurso unipessoalmente.

É o necessário relatório. Passo a decidir.

Depreende-se do caderno processual que a questão posta a exame está calcada em aferir a legalidade da exigência contida no edital nº 01 - SEJUS, de 27 de maio de 2009, consubstanciada na exigência do candidato possuir carteira de Habilitação categoria “B”.

É cediço que em termos de concurso público, especificamente quanto as limitações impostas no edital do certame, que estas além de estar estabelecidas em observância com as funções a serem desempenhadas, razoabilidade e proporcionalidade, devem estar previstas na lei que rege a carreira almejada. Do processado, observa-se que a exigência quanto a necessidade do candidato possuir carteira de Habilitação Categoria “B”, consta do sub item 3.5 do edital mencionado, que por sua vez está estribado no inciso I do art. 5º da lei complementar nº 455/2008, que possui a seguinte redação:

Art. 5º O ingresso no Quadro de Carreira de Pessoal do Sistema Penitenciário Estadual ocorrerá mediante aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo. Parágrafo único. São requisitos para os cargos de Agente Penitenciário e de Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária, do Quadro de Carreira de Pessoal do Sistema Penitenciário Estadual:

omissis [...]

I - ser portador de Carteira Nacional de Habilitação, Categoria de Habilitação “B”; Assim, tem-se que a questionada exigência possui previsão expressa na lei que regula a função pretendida, o que denota a legalidade da restrição imposta. O Supremo Tribunal Federal, em várias oportunidades, julgou a matéria, decidindo no sentido de que – além de ser necessária a análise da razoabilidade (adequação, exigibilidade/necessidade, proporcionalidade em sentido estrito) – para que se possa estabelecer restrições específicas para o ingresso em determinadas carreiras, é indispensável que tal limitação (in casu, possuir Carteira de Habilitação Categoria “B”) esteja expressamente prevista em lei, em sentido estrito, formal e materialmente válida, o que, como asseverado acima, se observa na hipótese em tela.

A exigência do Candidato possuir Carteira de Habilitação Categoria “B” se mostra consentânea com o desempenho da função de agente penitenciário e agente de escolta, pois, pela função a ser desempenhada, pode vir a ser exigido do candidato que assuma a direção de veículo do Sistema Penitenciário.

Aliado a essa circunstância, observa-se que o ato editado pela Administração Pública para disciplinar o processo seletivo, consubstanciado no edital, restou amplamente público, de maneira que não se verifica qualquer mácula, seja porque a exigência deriva de bases Constitucionais, seja em virtude de evidenciar nítida observância à razoabilidade.

Sobre o tema este Egrégio Tribunal de Justiça tem decidido pacificamente no sentido de que, in verbis:

EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. 1) concurso público para investidura nos cargos de agente penitenciário e de agente de escolta e vigilância penitenciários. estatura MÍNIMA de 1,65m, se homem e 1,60m, se mulher. legalidade. razoabilidade e proporcionalidade. 2) natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 3) previsão legal do discrímen. 4) pedido indeferido.

1) A limitação de altura prevista no edital do concurso para ingresso nas carreiras de agente penitenciário e de agente de escolta e vigilância penitenciário se justifica em face da periculosidade, do vigor físico e da alta responsabilidade exigidas pela natureza das atribuições do cargo, tais como a custódia e a vigilância dos internos das unidades penitenciárias, dentre outras assim dispostas no Anexo I da Lei Complementar Estadual nº 455/08. Precedentes do STJ.

2) Os Agentes Penitenciários e Agentes de Escolta e Vigilância devem ter condição de suportar por vezes situações continuadas de desconforto, e de ter condições físicas e emocionais de, em situações de pleno estresse, saber fazer uso adequado de um simples artefato de efeito moral como também de um fuzil de guerra, ou mesmo utilizar de sua destreza e força física para conter e imobilizar um preso procurando sempre preservar a integridade física do interno.

3) Não há vício formal no discriminem, uma vez que a regra editalícia obedece à determinação legal prevista no inciso IV do parágrafo único do art. 5º da Lei Complementar Estadual nº 455/08. Precedentes do STF.

4) Segurança denegada. Mandado de Segurança

100090029065det_jurisp.cfm?NumProc=268521&edProcesso=&edPesquisaJuris =concurso%20e%20agente%20e%20escolta%20e%20altura%20e%20m%EDnim a&seOrgaoJulgador=&seDes=&edIni=01/01/2000&edFim=03/08/2010 -Relator: JOSÉ PAULO CALMON NOGUEIRA DA GAMA Órgão Julgador: PRIMEIRO GRUPO CÂMARAS CÍVEIS REUNIDAS Data do Julgamento: 02/12/2009.

No mesmo sentido:

024100913375det_decmon.cfm?NumProc=292613&edProcesso=&edPesquisaJur is=concurso%20e%20agente%20e%20escolta%20e%20altura%20e%20m%EDni ma&seOrgaoJulgador=&seDes=&edIni=01/01/2000&edFim=03/08/2010 Classe: Agravo de Instrumento Órgão Julgador: QUARTA CÂMARA CÍVEL Desembargador: SAMUEL MEIRA BRASIL JUNIOR Data do Julgamento: 10/06/2010;

024099166514det_decmon.cfm?NumProc=270183&edProcesso=&edPesquisaJur is=concurso%20e%20agente%20e%20escolta%20e%20altura%20e%20m%EDni ma&seOrgaoJulgador=&seDes=&edIni=01/01/2000&edFim=03/08/2010 Classe: Agravo de Instrumento Órgão Julgador: TERCEIRA CÂMARA CÍVEL Desembargador: RONALDO GONÇALVES DE SOUSA Data do Julgamento: 23/09/2009 e 024099165839det_decmon.cfm?NumProc=269274&edProcesso=&edPesquisaJur is=concurso%20e%20agente%20e%20escolta%20e%20altura%20e%20m%EDni ma&seOrgaoJulgador=&seDes=&edIni=01/01/2000&edFim=03/08/2010 Classe: Agravo de Instrumento Órgão Julgador: SEGUNDA CÂMARA CÍVEL Desembargador: JOSÉ PAULO CALMON NOGUEIRA DA GAMA Data do Julgamento: 10/09/2009.

Demonstrando a pertinência do raciocínio encampado, destaco recente decisão monocrática do Excelso Pretório, levada a efeito pelo Exmo. Ministro Eros Grau, onde enfrentando situação similar à vertente, asseverou que, in verbis:

AI 789659 / MG - MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO Relator(a): Min. EROS GRAU Julgamento: 24/03/2010

DECISÃO: Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto com fundamento no artigo 102, III, “a” e “c”, da Constituição do Brasil. 2. Alega-se, no recurso extraordinário, ofensa ao disposto nos artigos 5º, caput, 37, caput, I, 73, § 1º, § 2º, 75, e 130 da CB/88. 3. Deixo de apreciar a existência da repercussão geral, vez que o artigo 323, § 1º, do RISTF dispõe que "[t]al procedimento não terá lugar, quando o

recurso versar questão cuja repercussão já houver sido reconhecida pelo Tribunal, ou quando impugnar decisão contrária a súmula ou a jurisprudência dominante, casos em que se presume a existência de repercussão geral”. 4. O agravo não merece provimento. O acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que fixou entendimento no sentido de que só se admite a limitação de idade para inscrição em concurso público quando razoável e fixada em lei, constituindo requisito necessário em razão do caráter das atribuições do cargo a preencher. 5. Nesse sentido, o RE n. 383.022-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 28.10.04, o RE n. 156.404, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 1º.10.93, o RE n. 165.305, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 16.12.94, e o RE n. 176.479, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 5.9.97, ementado nos seguintes termos: “EMENTA: Recurso extraordinário. Concurso público para a admissão a Curso de Formação de agente penitenciário. Admissibilidade da imposição de limite de idade para a inscrição em concurso público. - O Plenário desta Corte, ao julgar os recursos em mandado de segurança 21.033 e 21.046, firmou o entendimento de que, salvo nos casos em que a limitação de idade possa ser justificada pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido, não pode a lei, em face do disposto nos artigos 7º, XXX, e 30, § 2º, da Constituição Federal, impor limite de idade para a inscrição em concurso público. - No caso, dada a natureza das atribuições do cargo, é justificada a limitação de idade, tanto a mínima quanto a máxima, não se lhe aplicando, portanto, a vedação do artigo 7º, XXX, da Constituição Federal. Recurso extraordinário conhecido e provido.”[Grifei]. Nego seguimento ao agravo com fundamento no disposto no artigo 21, § 1º, do RISTF. Publique-se. Brasília, 24 de março de 2010.

Ministro Eros Grau - Relator

Desta feita, delineado que o ato impugnado possui previsão formal na lei que rege a função pretendida, inexistindo qualquer um dos vícios apontados pelo agravante, com fulcro no caput do art. 557 do Digesto Processual Civil, conheço do presente recurso para negar-lhe provimento.

Intimem-se as partes desta decisão que deverá ser publicada na íntegra.

Preclusas as vias recursais, remetam-se os presentes autos ao Juízo originário para as providências de estilo.

Vitória/ES, 16 de novembro de 2010. Raimundo Siqueira Ribeiro Desembargador Relator

10- Agravo de Instrumento Nº 24100921022

VITÓRIA - 2ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL AGVTE ESTADO DO ESPIRITO SANTO

Advogado(a) RODRIGO LORENCINI TIUSSI AGVDO GUSTAVO LUCAS SUBTIL

Advogado(a) BRENO JOSE BERMUDES BRANDAO RELATOR DES. RAIMUNDO SIQUEIRA RIBEIRO AGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 024.10.092102-2 AGRAVANTE: ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGRAVADO: GUSTAVO LUCAS SUBTIL

RELATOR: DES. CONVOCADO RAIMUNDO SIQUEIRA RIBEIRO DECISÃO MONOCRÁTICA

Cuidam os autos de agravo por instrumento interposto pelo ESTADO DO ESPÍRITO SANTO em face da r. decisão proferida pelo MM Juiz de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual do Juízo de Vitória/ES, Comarca da Capital, fls. 47/49, que no bojo do mandamus impetrado por GUSTAVO LUCAS SUBTIL deferiu a liminar pleiteada.

Em razões recursais, às fls. 02/08, sustenta o Agravante o equívoco da r. Decisão por entender, em suma, que não restam preenchidos os requisitos indispensáveis para concessão da medida guerreada, notadamente o fumus boni iuris, já que a Lei que rege a carreira desempenhada pelo agravado veda expressamente o benefício pleiteado.

Às fls. 57/61, o agravado contrarrazoando a peça de ingresso, sustenta que a irresignação recursal padece de respaldo para prosperar, tendo em vista que a legislação de regência ampara a r. Decisão guerreada, motivo pelo qual deve a mesma ser mantida incólume.

Às fls. 57/62, parecer da douta Procuradoria-Geral de Justiça no sentido de que a r. Decisão objurgada foi concebida dentro da sistemática atual, razão porque opina pela improcedência do presente recurso.

Possuindo a matéria debatida precedentes que autorizam o manuseio da figura insculpida no art. 557 do Código de Processo Civil, analisarei o presente recurso unipessoalmente.

É o sucinto relatório. Passo a decidir.

Observa-se do processado, que a vexata quaestio está calcada na incidência dos requisitos estabelecidos no inciso III, do art. 7º, da Lei nº 12.016/09, que autorizam a concessão da medida liminar, que correspondem à relevância da fundamentação e o periculum in mora.

A relevância dos fundamentos do pedido, muito se aproxima da idéia de fumus boni juris, do processo cautelar, só que, para se ter os fundamentos da impetração por relevantes, o juiz há de ter dado, necessariamente, ainda que em grau de cognição sumária, os fatos por suficientemente provados com os documentos acostados à inicial, pois, do contrário, será caso de indeferimento do mandamus, por ausência de direito líquido e certo, o que nos leva a crer que a concessão da liminar exige mais do que a mera fumaça do bom direito.

O requisito da relevância não guarda correlação direta com a natureza da matéria discutida no mandado de segurança, pois, a plausibilidade do direito invocado deve fluir de plano, para que, os fatos descritos no arrazoado possam confluir para as conseqüências pleiteadas na impetração.

O segundo requisito legal está calcado no periculum in mora, que, em sede de remédio heróico, significa que, se não concedida a liminar, a sentença da segurança será incapaz de assegurar ao impetrante a garantia in natura que se objetiva obter por meio próprio do mandado de segurança, pois executar-se-á o ato e provocar-se-á o dano.

No caso em apreço, apesar dos argumentos expendidos pelo recorrente, denota-se da documentação carreada, e principalmente dos fundamentos elencados pelo douto Magistrado primevo na r. Decisão vergastada, que as alegações recursais não possuem envergadura capaz suplantá-los, nitidamente porque o direito pleiteado pelo ora agravado na ação originária encontra-se cristalino, e também pelo fato do perigo de prejuízo está patente.

A base argumentativa do recurso está calcada basicamente na assertiva de que o Estatuto dos Policiais Civis do Estado do Espírito Santo, LC nº 3.400/81, veda o afastamento do policial civil em estágio probatório. Só que, como bem registrou o Magistrado primevo, na hipótese, em que pese referida previsão, prevalece o dispositivo estabelecido na alínea ‘c’ do art. 30 da Lei Complementar Estadual nº 46/94, que autoriza o servidor público afastar-se do serviço para prestar Concurso Público, que é o que se mostra no caso vertente.

Assim, como salientado acima, depreende-se do cotejo probatório constante do caderno processual, que não há qualquer elemento que respalde o alegado pela recorrente, sendo relevante neste sentido, como registrado acima, a argumentação expendida pelo DD. Juiz de piso na r. Decisão hostilizada.

Corroborando o asseverado, está o entendimento jurisprudencial, que em situações similares tem assentado que:

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA. PRESENÇA DOS REQUISITOS LEGAIS. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. 1) Havendo controvérsia sobre a validade da notificação da Agravada, correta a suspensão dos efeitos da decisão administrativa que determinara sua inscrição em dívida ativa. 2) Presentes os requisitos e formalidades da legislação processual pátria, e estando a decisão a quo em consonância com a Lei, não há como reformar ato de livre convencimento do Magistrado, em atenção ao princípio de sua plena liberdade de convicção motivada. 3) Recurso conhecido e desprovido. 024099171944det_jurisp.cfm?NumProc=278503&edProcesso=&edPesquisaJuris =agravo%20e%20instrumento%20e%20suspens%E3o%20e%20liminar%20e%20 mandado%20e%20seguran%E7a&seOrgaoJulgador=&seDes=&edIni=01/01/20 00&edFim=16/11/2010 Classe: Agravo de Instrumento Relator: FREDERICO GUILHERME PIMENTEL Relator Substituto: WILLIAM COUTO GONCALVES Órgão Julgador: SEGUNDA CÂMARA CÍVEL Data do Julgamento: 02/03/2010.

Ante todo o exposto, delineada a ausência dos requisitos inerentes a medida almejada, com fulcro no art. 557 do Digesto Processual Civil, conheço do presente recurso para negar-lhe provimento, mantendo-se incólume a r. decisão impugnada.

Intimem-se as partes desta decisão que deverá ser publicada na íntegra.

Preclusas as vias recursais, remetam-se os presentes autos ao Juízo de Origem para as providências pertinentes à espécie.

Vitória/ES, 16 de novembro de 2010. RAIMUNDO SIQUEIRA RIBEIRO DESEMBARGADOR RELATOR

Vitória, 24 de Novembro de 2010.

MARCELA BARCELLOS TAVARES MARCHESCHI