4.2 Reconhecimento Contabilístico da NCP 4
4.2.3 Reconhecimento Contabilístico da NCP 4 no Município AB
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Figura 26 Reconhecimento dos rendimentos futuros Fonte. Elaboração própria
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Figura 27 Instalações Abrangidas pela concessão Fonte: Contrato celebrado pelo Município e entidade
E que esses fazem parte do património da EDP, conforme é visível no artigo 8º do contrato (figura 28).
Figura 28 Informação sobre o detentor dos Ativos alocados ao contrato de concessão
Assim, relativamente ao reconhecimento inicial dos ativos de concessão, verificamos que esses são considerados ativos proporcionados pelo concessionário, o que faz como que o seu reconhecimento tenha de ser efetuado através do seu justo valor.
Com base na informação obtida por parte dos responsáveis do Município AB, os ativos alocados ao contrato, quantificados, são os seguintes:
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Figura 29 Incorporação dos Ativos de Concessão Fonte: Relatório de Contas do Município AB (a) - Valor Inicial dos Ativos (valor histórico) – Valor indicado pela EDP
Tal como o Município AA, também este município, após o reconhecimento inicial, efetuou o reconhecimento e mensurou, pelo mesmo montante, o passivo associado. Desta forma, e de modo a efetuar o ajustamento correto, o município teve de ter em consideração qual a natureza da remuneração paga.
Após analisar-se o contrato celebrado entre ambas as partes, verificamos que essa informação se encontra espelhada no artigo 32º do contrato, figura 30, ou seja, a concessionária fica com o direito de praticar a venda de energia elétrica efetuando um pagamento trimestral ao Município.
Figura 30 Artigo 32º do contrato celebrado entre o município AB e o concessionário Fonte: Contrato de Concessão
Assim, conclui-se que a natureza do passivo se enquadra no Modelo da atribuição de um direito, ou seja, o concedente dá ao concessionário o direito de obter rendimento a partir de terceiros pela utilização do ativo de concessão.
Reconhecimento Inicial (a)
Amortizações e Depreciações Acumuladas (a)
Amortização do Ano Valor a 31-12-2021 (SNC-AP)
Redes aéreas 5 501 216,00 4 244 829,00 550 121,60 706 265,40
Redes Substerrâneas 863 590,00 634 542,00 86 359,00 142 689,00
Chegadas Subterranêas 140 785,00 87 876,00 14 078,50 38 830,50
Contadores e acessórios 1 711 611,00 1 627 036,00 84 575,00 0,00
Iluminaão Pública 2 623 098,00 1 934 560,00 262 309,80 426 228,20
Eq. Telegestão Energia EDP Box ( instalado até 31/12/2017) 30 273,00 14 010,00 3 027,30 13 235,70
Eq. Telegestão Energia EDP Box ( instalado após 01/01/2018) 294 555,00 53 900,00 29 455,50 211 199,50
Chegadas aéras 776 510,00 713 061,00 63 449,00 0,00
Postos Transformação e Seccionamento 2 231 822,00 1 546 513,00 223 182,20 462 126,80
14 173 460,00 10 856 327,00 1 316 557,90 2 000 575,10 Informação sobre os Ativos de Concessão
Rubricas do Balanço
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Impacto contabilístico do Município AB
Após identificação de todos os dados necessários para o reconhecimento do ativo e passivo do respetivo contrato, iremos determinar quais as alterações que o Balanço e a Demonstração de Resultados do Município tiveram com as alterações introduzidas no normativo contabilístico.
Tal como foi efetuado na análise ao Município AB, em primeiro lugar irá apresentar-se um Balanço sem reconhecimento dos ativos e posteriormente um balanço com todas as alterações necessárias para o correto reconhecimento dos ativos do contrato de concessão.
Por fim, iremos efetuar uma análise sobre os dados obtidos.
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Balanço do Município AB sem Reconhecimento dos Acordos de Concessão
Figura 31 Balanço do Município sem o reconhecimento do Ativo/Passivo do Acordo de Concessão ATIVO
ATIVO NÃO CORRENTE
Ativos fixos tangiveis 62 453 384
Propriedades de investimento 2 841 582
Ativos intangíveis 140 005
Participações financeiros 517 888
Sub Total 65 952 859 ATIVO CORRENTE
Inventários 370 534
Clientes, contribuintes e utentes 787 021
Estado e outros entes públicos 121 163
Outras contas a receber 3 540 285
Diferimentos 14 259
Caixa e depósitos 3 912 008
Sub Total 8 745 270
TOTAL DO ATIVO 74 698 129
PATRIMÓNIO LÍQUIDO
Património/Capital 25 602 033
Reservas 25 524 844
Resultados transitados (9 133 335)
Outras variações no património líquido 18 966 081
Resultado líquido do período 196 080
TOTAL DO PATRIMÓNIO LIQUIDO 61 155 703 PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
Provisões 119 718
Financiamentos obtidos 3 984 273
Diferimentos 5 044 962
Outras contas a pagar 378 639
Sub Total 9 527 592
PASSIVO CORRENTE
Credores por transferências e subsidios não reembolsáveis concedidos 19 160
Fornecedores 1 054 326
Estado e outros entes públicos 82 288
Financiamentos obtidos 899 716
Fornecedores de investimentos 877 349
Outras contas a pagar 1 081 995
Sub Total 4 014 834
TOTAL DO PASSIVO 13 542 426 TOTAL DO PATRIMÓNIO LÍQUIDO E PASSIVO 74 698 129
ATIVO
PATRIMÓNIO LIQUIDO E PASSIVO
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Para se obter o balanço com os ajustamentos relacionados com a NCP 4, o Município AB teve de efetuar diversos movimentos contabilísticos, como é possível verificar na figura seguinte:
Figura 32 Movimentos efetuados pelo Município para reconhecimento dos Ativos de Concessão ….. Fonte.
Elaboração Própria
43 - Ativos Fixos Tangíveis 14 173 460,00 564 - Ajustamentos de Transição
para o SNC-AP 14 173 460,00
564 - Ajustamentos de Transição
para o SNC-AP 14 173 460,00
282225 - Sociedades e Quase
Sociedades não Financeiras 14 173 460,00
282225 - Sociedades e Quase
Sociedades não Financeiras 10 856 327,00 438039 - Depreciações
Acumuladas - Outras Infraestruturas 10 856 327,00 438039 - Depreciações
Acumuladas - Outras Infraestruturas 1 316 557,90 64 - Amortizações / Depreciações
do Exercicio 1 316 557,90
282225 - Sociedades e Quase
Sociedades não Financeiras 1 316 557,90
788 - Outros Rendimentos 1 316 557,90
Reconhecimento dos Ativos de Concessão
Transferência de Contas
Depreciações Acumuladas
Depreciação do Exercicio
Reconhecimento dos Rendimentos
Descrição do Movimento Conta a Movimentar Debito Credito
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Balanço do Município AB com Reconhecimento dos Acordos de Concessão
Figura 33 Balanço do Município com o reconhecimento dos Ativos e Passivos do Contrato de Concessão ATIVO
ATIVO NÃO CORRENTE
Ativos fixos tangiveis 64 453 959
Propriedades de investimento 2 841 582
Ativos intangíveis 140 005
Participações financeiros 517 888
Sub Total 67 953 434 ATIVO CORRENTE
Inventários 370 534
Clientes, contribuintes e utentes 787 021
Estado e outros entes públicos 121 163
Outras contas a receber 3 540 285
Diferimentos 14 259
Caixa e depósitos 3 912 008
Sub Total 8 745 270 TOTAL DO ATIVO 76 698 704
PATRIMÓNIO LÍQUIDO
Património/Capital 25 602 033
Reservas 25 524 844
Resultados transitados (9 133 335)
Outras variações no património líquido 18 966 081
Resultado líquido do período 196 080
TOTAL DO PATRIMÓNIO LIQUIDO 61 155 703 PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
Provisões 119 718
Financiamentos obtidos 3 984 273
Diferimentos 7 045 537
Outras contas a pagar 378 639
Sub Total 11 528 167 PASSIVO CORRENTE
Credores por transferências e subsidios não reembolsáveis concedidos 19 160
Fornecedores 1 054 326
Estado e outros entes públicos 82 288
Financiamentos obtidos 899 716
Fornecedores de investimentos 877 349
Outras contas a pagar 1 081 995
Sub Total 4 014 834 TOTAL DO PASSIVO 15 543 001 TOTAL DO PATRIMÓNIO LÍQUIDO E PASSIVO 76 698 704
BALANÇO (contas individuais) ATIVO
PATRIMÓNIO LIQUIDO E PASSIVO
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Analise aos Resultados Obtidos
Da análise aos dois balanços e consequentemente à Demonstração de Resultados verificamos que as rubricas que tiveram alterações foram:
• Os Ativos Fixos Tangíveis no Ativo não Corrente (2.000.575€, valor líquido referente ao reconhecimento dos ativos de concessão)
• Diferimentos no Passivo não corrente (valor referente ao reconhecimento do passivo)
• Gastos / Reversões de Depreciações e Amortizações (1.316.558€ valor referente à amortização do ano)
• Outros rendimentos (1.316.558€ pelo reconhecimento do rendimento diferido)
Figura 34 Rubricas com Variações referentes ao Acordo de Concessão Fonte: Elaboração Própria
Tal como acontece no Município AA, também este município nos anos seguintes, tem de efetuar o reconhecimento dos ativos em contrapartida de rendimentos diferidos, os quais são imputados a resultados na base do tempo do acordo ou da vida útil do bem, como é possível ver na figura 22
Sem Ajustamento Com Ajustamento Variação % Variação ATIVO NÃO CORRENTE
Ativos fixos tangiveis 62 453 384 64 453 959 2 000 575 3%
TOTAL DO ATIVO 74 698 129 76 698 704 2 000 575 3%
PASSIVO NÃO CORRENTE
Diferimentos 5 044 962 7 045 537 2 000 575 40%
TOTAL DO PASSIVO 13 542 426 15 543 001 2 000 575 15%
Gastos/reversões de depreciação e amortização (3 071 691) (4 388 249) (1 316 558) 43%
Outros rendimentos e ganhos 1 160 969 2 477 527 1 316 558 113%
Resultado líquido do período 196 080 196 080 0 0%
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Análise aos resultados obtidos
Por fim, após análise de todos os movimentos contabilísticos efetuados, tanto no município AA (figura 21) como no município AB (figura 29), podemos inferir que o grande impacto que a NCP 4 trouxe para as contas dos Municípios, encontra-se refletida na parte do Passivo Não Corrente, mais concretamente na rubrica de Diferimentos.
Ou seja, tal como é conhecimento geral, a rubrica de diferimentos incorpora gastos / rendimentos que devem ser reconhecidos nos períodos posteriores. Assim, os municípios ao incorporarem o valor dos ativos de concessão na rubrica de diferimentos vai apresentar um gasto futuro que não é real, fazendo com que a informação espelhada no Balanço não seja a mais verdadeira, uma vez que estão a apresentar mais divida do que realmente têm.
Relativamente aos restantes ajustamentos efetuados, e uma vez que nestes contratos de concessão se aplica o Modelo de Atribuição de um Direito ao Concessionário que se traduz na prática no reconhecimento dos ativos de concessão por contrapartida de rendimentos balanceando com as respetivas depreciações anuais, esses não promovem alterações nem no Património líquido nem no resultado líquido, como é possível verificar nas figuras 25 e 34.
No que concerne aos contratos de concessão de baixa tensão referente ao fornecimento de água, verificamos que os ajustamentos efetuados não apresentam qualquer impacto nas contas do município uma vez que os ativos já se encontram contabilizados no património do município AC, pelo que não são alvo de qualquer alteração ao seu reconhecimento.
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CONCLUSÃO
O tema escolhido para o presente trabalho “NCP 4 – Acordos de Concessão de Serviços – Concedente: Reconhecimento nos Municípios”, centrado na análise da nova norma contabilística pública, tem como base a análise de um estudo de caso baseado no reconhecimento de três contratos de concessão em três municípios distintos.
Dessa forma, para o desenvolvimento do tema proposto, é colocada a questão de “Quais os impactos ou potenciais impactos que a introdução da NPC 4 – Acordos de Concessão de Serviços – Concedente trazem para os municípios, com especial enfoque na informação espelhada nas contas apresentadas pelos mesmos.
Após conclusão deste percurso e de um modo global, permitimo-nos dizer que a sua realização nem sempre se apresentou numa tarefa fácil, devido às limitações inerentes à sua própria elaboração, como por exemplo a limitação de documentação, a nível nacional, que nos permitisse obter uma base sólida de pesquisa a nível de referências bibliográficas, a falta de estudos relacionado a este tema, que limitou fortemente o aprofundamento de conhecimento, bem como da comparação de resultados com outros estudos já realizado.
Para além dessas, no decorrer do estudo de caso, deparámo-nos com duas grandes limitações:
➢ A primeira foi a falta de informação existente sobre os acordos de concessão nos relatórios de contas divulgados pelos municípios. Esta verificou-se, pois, apesar da generalidade das situações de transição entre normativos contabilísticos se terem afigurado resolúveis nos dois primeiros anos de implementação, houve situações de maior complexidade (como o caso dos Acordos de Concessão) que exigiram um período mais alargado para a completa adoção do novo normativo.
Essa situação encontra-se prevista na FAQ 47 da Comissão de Normalização Contabilística, que prevê a possibilidade de, em certas situações de complexidade, o processo de transição tenha uma duração até três anos.
➢ A segunda, foi a obtenção dos diversos tipos de contratos que os municípios consideram como contratos concessão. Isto proporcionou-se uma vez que os
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acordos foram celebrados há bastante tempo, e muita da informação (como é o caso dos ativos associados ao contrato) não existe, o que fez com que tenha sido classificada como perdida. No entanto, e de acordo com a informação que os Municípios da zona centro (municípios selecionados para amostra) apresentam nos relatórios de prestação de contas de 2020 e 2021, verifica-se que já foram efetuados contactos com as entidades responsáveis para a obtenção da informação em falta.
Após conclusão deste percurso e de um modo geral, podemos dizer que:
• A celebração de contratos de concessão entre os Municípios (concedentes) e as entidades privadas (concessionário) trazem uma mais valia para a sociedade, uma vez que a realização desse permite uma melhoria acentuada no fornecimento dos serviços públicos prestados;
• A realização deste tipo de contratos tem de ter em consideração diferentes aspetos, para que esses sejam considerados como tais. Deste modo, os contratos para serem considerados contratos de concessão têm de ter em consideração os seguintes fundamentos:
▪ tem de ser um acordo entre um concedente (Entidade Pública) e um concessionário;
▪ a celebração do contrato tem de ser por um tempo específico;
▪ o acordo tem de ser a prestação de um serviço público, como o fornecimento de água, o fornecimento de luz e a gestão dos transportes públicos;
▪ o concessionário é remunerado pelos seus serviços durante o período de tempo do contrato de concessão, sendo que essa remuneração pode ser através de pagamentos monetários ou dar-lhe direito a obter rendimento a partir de terceiros utilizados do ativo de concessão;
▪ Por fim, o concedente tem de controlar/ regular os serviços que o concessionário presta, a quem presta e a que preço (§6 da NCP4).
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• A celebração dos contratos de concessão encontram-se subdivididos em duas categorias: Contratos de Concessão em baixa (onde o concedente dá o direito a uma entidade privada de gerir o serviço público) e Contratos de Concessão em Alta (é o concedente que efetua a cobrança do serviço prestado).
• Por fim, no que diz respeito aos resultados obtidos no estudo de caso, concluímos que:
▪ No caso de o município ter de contabilizar os ativos alocados ao contrato de concessão, sendo o caso do município AA e município AB, podemos concluir que o grande impacto que a NCP 4 trouxe para as contas encontra-se refletida na parte Passivo Não Corrente, mais concretamente na rubrica de Diferimentos, uma vez que apresenta um gasto futuro que não é real. Deste modo, e consequentemente ao reconhecimento desses valores, podemos concluir que a informação espelhada nas demonstrações financeiras dos Municípios não é a informação mais correta.
▪ No caso de o município já ter reconhecido na rubrica dos Ativos Fixos Tangíveis os ativos alocados ao contrato de concessão, o único ajustamento contabilístico que tem de efetuar é uma reclassificação contabilística, ou seja, tem de os alocar numa conta própria para ativos de concessão. Deste modo, conclui-se que esta alteração não apresenta qualquer impacto para a informação espelhada nas contas dos municípios.
Num balanço global posso afirmar que esta foi uma experiência boa, uma vez que me permitiu um contacto diferente com o mercado de trabalho, a análise do seu funcionamento e exigências, e sobretudo a aquisição de novas competências e desenvolvimento das minhas aptidões pessoais e profissionais.
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Pelo trabalho desenvolvido e a jeito de conclusão, no sentido de obter melhor resultados permitimo-nos dizer que:
• É necessária uma maior sensibilização junto dos municípios para potencializar a utilização da norma, diminuindo as incoerências que derivam de uma utilização indevida ou de não utilização.
• E ainda uma maior sensibilização por parte dos legisladores no desenvolvimento das diversas leis/regulamentos de modo a permitir às instituições apresentarem nos seus relatórios e contas uma informação transparente e verdadeira.
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NCP 4 – Acordos de Concessão de serviços- Concedentes: Reconhecimento nos Municípios
ANEXOS
NCP 4 – Acordos de Concessão de serviços- Concedentes: Reconhecimento nos Municípios