ARTIGO I RECONHECIMENTO 4-1. GENERALIDADES
a. Reconhecimento é a operação conduzida, em campanha, através do emprego de meios terrestres e aéreos, com o propósito de obter dados sobre o inimigo e a região de operações.
b. Dos dados obtidos são produzidos conhecimentos de inteligência de combate, indispensáveis ao planejamento e condução da manobra pelo co-mando interessado.
c. O reconhecimento e a segurança se completam e estão intimamente ligados. Uma missão de reconhecimento proporciona um certo grau de segu-rança. Por outro lado, uma força que executa uma missão de segurança provê, também, dados sobre o inimigo e a região de operações.
d. As missões de reconhecimento são atribuídas, em princípio, aos esquadrões e regimentos de cavalaria mecanizados, elementos especifica-mente organizados, equipados e instruídos para cumpri-las.
e. Para estudo detalhado dos fundamentos, características, tipos, plane-jamento, técnicas e conduta das operações de reconhecimento consultar os manuais de campanha que regulam o emprego da Bda C Mec, do R C Mec e do Esqd C Mec.
C 17-20 4-2. A FORÇA-TAREFA NO RECONHECIMENTO
a. Face à pouca adequação de seus meios para o cumprimento desse tipo de missão, somente em situações excepcionais serão atribuídas às FT ou às suas subunidades, responsabilidade na execução de operações dessa natureza, em proveito da GU.
b. Entretanto, toda unidade que cumpre missão de combate conduz um reconhecimento. Assim, todos os comandos subordinados devem estar orien-tados para a transmissão de dados sobre o inimigo e a região de operações, tão logo obtidos, mesmo que negativos.
c. A busca de dados deve ser orientada, particularmente, para os aspectos a seguir relacionados:
(1) localização de armas anticarro, minas e obstáculos naturais e artificiais;
(2) progressão da operação;
(3) vias de acesso, eixos de retraimento e de comunicações;
(4) mudanças na localização, composição, dispositivo e valor do inimigo;
(5) ataques inimigos, sua natureza e intensidade;
(6) provável direção e composição dos contra-ataques inimigos; e (7) mudanças nos fogos das armas inimigas, incluindo densidade de fogos, direção, volume, precisão e tipos das granadas.
d. Os Pel Exp, orgânicos do Esqd / Cia C Ap, constituem-se nos elementos dotados de particular aptidão para proverem as necessidades de reconhecimento das FT.
ARTIGO II SEGURANÇA
4-3. GENERALIDADES
a. Segurança compreende um conjunto de medidas tomadas pelo co-mando para proteger-se da surpresa, da espionagem, da sabotagem, da observação ou de qualquer forma de perturbação de suas atividades por parte do inimigo. A segurança tem por finalidade preservar o sigilo da operação e assegurar a liberdade de ação do chefe.
b. A segurança repousa nas informações, no dispositivo, no emprego de elementos e meios adequados, e nas medidas ativas e passivas adotadas contra a observação e os ataques de qualquer natureza.
c. Todos os escalões são responsáveis por sua própria segurança, mesmo que se beneficiem daquela proporcionada por outra força.
d. O comandante não deve desviar para o cumprimento de missões de 4-2/4-3
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segurança um efetivo em pessoal e meios de tal ordem que, possa prejudicar o poder de combate a ser aplicado na ação principal.
e. A segurança é obtida mediante a adoção de medidas eficazes para detectar a ameaça, propiciando tempo e espaço necessários para que a tropa protegida possa manobrar a fim de evitar, neutralizar ou destruir essa ameaça.
f. A segurança repousa:
(1) nas informações que recebe do escalão superior e nos dados obtidos pelos seus próprios órgãos de reconhecimento;
(2) no emprego de forças de segurança; (3) no dispositivo adotado;
(4) nas medidas contra a ação eventual da aviação e artilharia de longo alcance, contra os efeitos dos agentes QBN e contra os ataques blindados. 4-4. FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA
Ainda que os fundamentos da segurança sejam perfeitamente atendidos, deve-se ter em mente que o mais importante na ação é fornecer dados precisos e oportunos sobre a ameaça inimiga e garantir um espaço de manobra à tropa em proveito da qual se opera. Na execução de uma missão de segurança, a FT deve observar os fundamentos da segurança:
- fornecer um alerta preciso e oportuno ao escalão superior; - garantir espaço para a manobra;
- orientar a execução da missão em função da força em proveito da qual opera;
- executar um contínuo reconhecimento; - manter contato com o inimigo;
- outros pormenores relativos aos fundamentos das operações de segu-rança constam dos manuais de campanha que regulam o emprego da Brigada de Cavalaria Mecanizada, do Regimento de Cavalaria Mecanizado e do Esquadrão de Cavalaria Mecanizado.
4-5. FRENTES NAS OPERAÇÕES DE SEGURANÇA
A extensão das frentes designadas à FT, em operações de segurança, depende de vários fatores, tais como:
- grau de segurança desejado; - prazos impostos pela missão; - possibilidades do inimigo;
- terreno (com ênfase nas vias de acesso do inimigo); - condições meteorológicas;
- possibilidades da FT; e - apoio de elementos aéreos.
C 17-20 4-6. GRAUS DE SEGURANÇA
a. Cobertura - Cobrir é a ação que proporciona segurança a determinada região ou força, com elementos distanciados ou destacados, orientados na direção do inimigo e que procuram interceptá-lo, engajá-lo, retardá-lo, desorganizá-lo ou iludi-desorganizá-lo antes que o mesmo possa atuar sobre a região ou força coberta.
b. Proteção - Proteger é a ação que proporciona segurança à determinada região ou força, pela atuação de elementos no flanco, frente ou retaguarda imediatos, de forma a impedir a observação terrestre, o fogo direto e o ataque de surpresa do inimigo sobre a região ou força protegida.
c. Vigilância - Vigiar é a ação que proporciona segurança a determinada força ou região, pelo estabelecimento de uma série de postos de observação, complementados por adequadas ações, que procuram detectar a presença do inimigo logo que ele entre no raio de ação ou no campo dos instrumentos do elemento que a executa.
4-7. FORÇAS DE SEGURANÇA
As missões de segurança são realizadas, basicamente, por forças de cobertura, de proteção e de vigilância. São incluídas também, entre as missões de segurança, tanto a que estabelece a ligação entre duas outras forças de maior valor, visando, principalmente, tamponar uma brecha, quanto aquela que realiza a segurança de área de retaguarda (Fig 4-1).
Fig 4-1. Forças de segurança 4-6/4-7
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4-8. FORÇAS DE COBERTURA
a. A força de cobertura é uma força de segurança taticamente autônoma que opera à considerável distância, a frente, no flanco ou retaguarda de uma tropa amiga estacionada ou em movimento. É empregada quando a força em proveito da qual opera está engajada em operações ofensivas ou defensivas. A F Cob recebe, normalmente, missões de natureza ampla, que poderão incluir:
(1) esclarecimento da situação;
(2) desorganização e destruição da força inimiga; (3) conquista de acidentes capitais do terreno; (4) retardamento do inimigo.
b. As FT Bld somente cumprirão missões de F Cob em situações extraordinárias e muito específicas do combate. Elas não possuem a necessá-ria autonomia táticas (grande dependência dos apoios ao combate) nem podem operar a grandes distâncias (por imposições logísticas), características funda-mentais para uma F Cob. Em função do material de dotação a adestramento do BIB. As FT BIB somente deverão participar de uma F Cob de flanco ou avançada, se enquadradas numa GU Bld.
c. A FT, eventualmente operando como força de cobertura, deverá receber meios de Cmb (Inf, Cav) e de Ap Cmb (Art, Eng) em reforço ou integração, necessários ao cumprimento de missão, dotados de mobilidade compatível com a da força-tarefa.
d. A dosagem dos meios em reforço ou integração será função de criteriosa análise dos fatores da decisão e da zona de ação atribuída a força de cobertura.
e. A FT como F Cob engaja-se em qualquer ação, desde que necessária para o sucesso de sua missão. No entanto, não deve permitir que o engajamento seja decisivo de modo a possibilitar sua ultrapassagem ou envolvimento pelo inimigo.
f. Normalmente, no cumprimento da missão de F Cob, a FT se organiza em FT, valor SU, cuja constituição é função da zona de ação recebida, do Ini, dos meios disponíveis e da rede de estradas.
g. A FT, normalmente, progride com suas peças de manobra adotando dispositivo que assegure uma cobertura completa da Z Aç, de modo a evitar a ultrapassagem de elementos inimigos. Uma força, de valor adequado à operação e ao provável inimigo, deverá ser mantida em reserva, em local no dispositivo que possibilite seu rápido emprego pelo comandante da força-tarefa. A permissão do escalão superior para desbordar uma força inimiga é indispensável.
h. Cabe ao Cmt do Esc, que determina a operação, a indicação para a F Cob, da região ou tropa a ser coberta.
i. A missão de F Cob Avançada, agindo em proveito de uma força 4-8
C 17-20 engajada em operações ofensivas, é conduzida empregando-se técnicas seme-lhantes às das operações de reconhecimento de eixo ou zona. Quando o contato é estabelecido a F Cob Avançada procede de acordo com a natureza da missão recebida (Fig 4-2).
Fig 4-2. Força de cobertura avançada na ofensiva
j. Quando empregada em proveito de força que conduz uma operação defensiva, a F Cob atuará a uma distância, à frente do LAADA, normalmente, prescrita pelo comandante da força coberta. Quando fortemente pressionada a F Cob executa uma ação retardadora até seu acolhimento. Todo o esforço deve ser feito para iludir o inimigo quanto ao verdadeiro dispositivo da força coberta. Normalmente a força-tarefa deverá manter uma reserva forte em CC. Ações ofensivas limitadas serão desencadeadas sempre que surgirem oportunidades (Fig 4-3).
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Fig 4-3. Força de cobertura na defensiva
l. Normalmente, quando designada como F Cob de Retaguarda, a força-tarefa operará em proveito de força que realiza um retraimento ou uma retirada. Nesta situação a FT poderá usar a própria linha anteriormente ocupada pela tropa coberta, ou uma linha próxima, para estabelecer a sua posição inicial. As técnicas empregadas são semelhantes àquelas empregadas na ação retardadora (Fig 4-4).
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Fig 4-4. Força de cobertura de retaguarda
m. Quando empregada como F Cob de Flanco, a força-tarefa emprega técnicas semelhantes às de flancoguarda. Entretanto, a FT opera a uma grande distância da força coberta. Ela estará além da flancoguarda da força coberta e, normalmente, fora do alcance do apoio de fogo desta força (Fig 4-5).
Fig 4-5 Força de cobertura de flanco 4-8
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4-9. FORÇAS DE PROTEÇÃO a. Generalidades
(1) A força de proteção é uma força de segurança que opera à frente, no flanco ou à retaguarda de uma força estacionada ou em movimento, a fim de protegê-la contra a observação terrestre, os fogos diretos e o ataque de surpresa do inimigo. Ela repele, destrói ou retarda, de acordo com suas possibilidades, os elementos inimigos que ameacem a força assegurada. A força de proteção opera dentro dos fogos de artilharia da força protegida.
(2) A força de proteção é constituída, normalmente, de elementos orgânicos da força protegida ou que a estejam reforçando. A FT emprega, quando necessário, forças de proteção em seu próprio benefício.
(3) De acordo com sua posição em relação à força principal, a força de proteção denomina-se vanguarda, flancoguarda ou retaguarda.
b. Vanguarda
(1) A vanguarda é uma força de proteção que opera à frente do grosso e atrás da força de cobertura, quando esta for empregada, para proporcionar o esclarecimento da situação o mais cedo possível, assegurar a progressão ininterrupta do grosso, protegê-lo contra surpresa, proteger o desdobramento do grosso quando esse tiver que entrar em ação e facilitar a progressão do grosso pela remoção de obstáculos, limpeza de itinerários e localização de itinerários alternativos (desbordamentos), de acordo com suas possibilidades. (2) A vanguarda deve ser forte em CC, mas deverá, também, ser integrada por elementos de fuzileiros blindados (Fig 4-6).
Fig 4-6. Formação de uma FT RCC como vanguarda
C 17-20 (3) A vanguarda progride e se desloca tão longe quanto a situação o permitir, dentro da distância de apoio da força que a destacou. Executa contínuos reconhecimentos para a frente e para os flancos e repele ou destrói pequenos grupos inimigos, antes que eles possam impedir o avanço da força protegida. Quando a vanguarda encontra forças inimigas mais poderosas ou áreas fortemente defendidas, prontamente toma uma ação agressiva para esclarecer a situação, empregando todos os meios disponíveis para determinar a localização, o valor e o dispositivo do inimigo. (Fig 4-7 e Fig 4-8)
Fig 4-7. FT BIB como Vanguarda
(4) A vanguarda desloca-se o mais à frente possível do grosso, para assegurar que o comandante da força protegida tenha liberdade de ação no emprego das suas forças. Contudo, ela não deve estar tão afastada que corra o risco de ser destruída pelo ataque inimigo antes que o grosso possa lhe dar apoio. O comandante da força protegida, normalmente, especifica a que distância do grosso de sua força a vanguarda deve operar e estabelece linhas de controle para controlar o avanço da vanguarda. Estas distâncias são reduzidas à noite, em terreno movimentado, sob condições de visibilidade restrita e durante condições meteorológicas adversas.
(5) A vanguarda progride até que o contato seja estabelecido, em coluna de marcha num único eixo de progressão, com as SU deslocando-se por 4-9
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eixos paralelos ou com as SU deslocando-se por zona (procedimento do Rec Zona). Poderá deslocar-se continuamente ou por lanços. A progressão por lanços é empregada quando o contato com o inimigo é iminente e o terreno favoreça esta técnica.
(6) Quando o contato for estabelecido, os seguintes procedimentos deverão ser observados.
(a) Desdobramento
1) Os CC devem deslocar-se imediatamente para posições de onde possam atirar, observar ou serem empregados contra o inimigo.
2) A ação imediata do comandante é informar o contato com o inimigo ao escalão imediatamente superior.
(b) Esclarecimento da situação - Consiste nas ações necessárias para determinação do valor, localização, composição e dispositivo do inimigo encontrado.
(c) Selecionar uma linha de ação - Depois de esclarecer a situação, o Cmt deve selecionar uma linha de ação que seja apropriada à situação e que assegure o cumprimento da missão recebida.
(d) Informação - O Cmt da FT, após haver decidido, informa ao escalão superior. Esta informação inclui:
1) situação completa do inimigo, resultado do esclarecimento da situação; e
2) linha de ação adotada.
(7) A força-tarefa, atuando como vanguarda, deverá estudar, atenta-mente, os fatores da decisão para determinar a exata formação a ser adotada. Os CC, em geral, lideram a progressão, de modo a empregar a máxima potência de fogo e proteção blindada. Os Elm de Fuz Bld são mantidos a uma distância de onde possam apoiar, prontamente, a ação dos CC.
(8) À noite, ou quando o contato com o inimigo é iminente, a velocidade de marcha deve ser ditada pela vanguarda, ao passo que em outras ocasiões, a vanguarda se ajusta à velocidade do grosso.
(9) O elemento testa da vanguarda é responsável por sua segurança à frente e nos flancos, devendo, para isso, observar em todas as direções, manter intervalos e distâncias adequadas, permanecer alerta e pronto para emprego, usar a técnica de reconhecimento pelo fogo, deslocar-se rapidamente e tomar medidas passivas de defesa aérea.
(10) A ordem para uma vanguarda deve incluir: itinerário ou eixo de progressão do grosso, velocidade de deslocamento do grosso, apoio de fogo disponível, frente a ser ocupada, apoio aéreo disponível, situação tática e ação em fim de missão.
(11) A vanguarda, em geral, ataca diretamente da coluna de marcha, para destruir as forças inimigas que tentem impedir sua progressão. O coman-dante da FT deve estar atento para realizar ataques de oportunidade, sempre que a situação o permitir.
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Fig 4-8. FT RCC como Vanguarda (deslocamento por eixos paralelos) c. Flancoguarda
(1) A flancoguarda é uma força de segurança que opera no flanco de uma força estacionada ou em deslocamento, para protegê-la da observação terrestre, dos fogos diretos e de qualquer ataque de surpresa do inimigo. Ela destrói ou retarda o inimigo, de acordo com suas possibilidades. No cumprimen-to de sua missão, ela pode empregar tancumprimen-to operações ofensivas como defen-sivas. Durante as operações ofensivas ou retrógradas, a flancoguarda é móvel, quando a força protegida está se deslocando. Quando a força protegida está conduzindo uma defesa em posição, a flancoguarda é normalmente fixa, mas deve estar preparada para conduzir uma ação de flancoguarda móvel, quando necessário.(Fig 4-9, Fig 4-10 e Fig 4-11).
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Fig 4-9. FT RCC na flancoguarda (deslocamento por lanços sucessivos) (2) Em uma operação ofensiva, uma tropa poderá lançar flancoguarda fixa em determinadas regiões, particularmente quando a ameaça inimiga for de pouca monta ou quando o terreno oferecer possibilidades de atuação do inimigo.
(3) Do mesmo modo que a vanguarda, a flancoguarda deve ser forte em CC, mas deverá ser integrada, também, por elementos de fuzileiros blindados.
(4) A flancoguarda regula sua velocidade de progressão pela do grosso. Deve estar suficientemente afastada do grosso, de modo a assegurar a este o tempo e o espaço necessário à manobra, para fazer face a uma ameaça inimiga. 4-9
C 17-20 Esta distância não é fixa, e depende dos fatores da decisão (MITMT). Em princípio, quanto mais forte a flancoguarda, maior a distância do grosso em que ela poderá operar.
Fig 4-10. FT RCC na flancoguarda (deslocamento por lanços alternados) (5) Se a área a proteger tornar-se tão extensa que não possa ser protegida adequadamente, o comandante da flancoguarda deve pedir permissão para vigiar parte da mesma ou ser liberado da responsabilidade de segurança entre a Fg e o grosso. Esta solicitação deverá ser feita em forma de proposta ao Cmt do grosso. 4-9
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(6) A flancoguarda deve se deslocar em uma direção paralela à do grosso, em condições de ocupar posições que barrem as vias de acesso que incidam no flanco da tropa protegida.
(7) Os processos básicos de deslocamento de flancoguarda móvel são: movimento contínuo, lanços alternados e lanços sucessivos. O comandante escolherá o mais adequado, levando em consideração, particularmente, a velocidade do grosso, o terreno e as possibilidades do inimigo.
(8) A progressão por lanços alternados é usada quando a força protegida avança com pouca velocidade e há possibilidade de forte ameaça inimiga.
(9) A progressão por lanços sucessivos é usada quando a força protegida faz altos freqüentes e curtos e não há previsão de forte ameaça inimiga.
(10) A progressão em movimento contínuo é usada quando a força protegida avança sem paradas e a possibilidade de atuação do inimigo no flanco é remota.
Fig 4-11. FT RCC na flancoguarda móvel
C 17-20 (11) Ao receber uma missão de Fg Móvel, o Cmt FT deve tomar as providências a seguir indicadas:
(a) estudar a situação na carta e selecionar as prováveis vias de acesso do inimigo.
(b) escolher posições de bloqueio que barrem aquelas vias de acesso.
(c) selecionar o itinerário de progressão, caso não tenha sido determinado pelo Esc Sp. A distância entre este itinerário e o do Grosso deve ser tal que esteja dentro da capacidade de reconhecimento de um Esqd; este itinerário deve ser interior às posições de bloqueio e permitir fácil acesso às mesmas.
(d) elaborar um esquema de manobra prevendo:
1) a ocupação das posições de bloqueio entre a retaguarda da unidade testa do grosso (Vg) e a retaguarda do último elemento da coluna de marcha;
2) a segurança da área entre o eixo de progressão do grosso e o itinerário de marcha da FT que realiza o flancoguarda. A frente deve ser compatível com a subunidade testa da FT que estará realizando um reconhecimento de zona. (e) determinar pontos de ligação à frente e entre as posições de bloqueio.
(f) selecionar a formação a adotar.
(g) coordenar o emprego de elementos aéreos, se disponíveis. (12) A subunidade testa da flancoguarda tem a tríplice missão de agir como vanguarda, realizar a segurança da área entre o grosso e o itinerário de progressão da força-tarefa e manter o contato com a retaguarda da unidade testa do grosso (Vg). Nesta situação poderá receber o Pel Exp em reforço.
d. Retaguarda
(1) A Retaguarda é uma força de segurança que opera à retaguarda de uma força principal, seja num movimento para a frente ou durante um movimento retrógrado (Fig 4-11 e Fig 4-12).
(2) Tal como a vanguarda e a flancoguarda, a retaguarda deve ser constituída forte em carros de combate e ser integrada por fuzileiros blindados, para desempenhar as funções que lhes são inerentes.
(3) Durante o movimento para a frente, a retaguarda neutraliza ou retarda as forças inimigas que atacarem a retaguarda do grosso, protege os trens e realiza a coleta dos extraviados. A retaguarda marcha a uma distância prescrita pelo Cmt do grosso (no máximo na distância do apoio de artilharia do grosso).
(4) A FT atuando como Rg desloca-se, em princípio, pelo mesmo eixo do grosso. O Cmt FT empregará suas SU como numa Aç Rtrd, atribuindo-lhes Z Aç e itinerários de retraimento, controlando o movimento por L Ct e P Ct.
(5) Durante um retraimento, a retaguarda assegura o desengajamento do grosso. Emprega tática de ação retardadora e retrai por lanços, baseando sua velocidade de deslocamento na do grosso ou deslocando-se de acordo com planos previamente estabelecidos. A retaguarda não deve permitir seu desbordamento pelo inimigo ou que este a force a cerrar sobre o grosso. 4-9
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Fig 4-12. FT BIB durante uma ação de retaguarda (retardamento por setores) (6) Quando contra-ataca, a retaguarda, normalmente, não conta com o auxílio do grosso, a não ser o apoio de fogo. Destrói todo o material que não puder ser evacuado. Se dispuser de elementos de engenharia, este serão empregados