4.3 EXPERIMENTOS
4.3.2 Experimento 02 - Área DUPLA
4.3.2.1 Reconstrução das Edificações
Para a construção das malhas regulares do MDS e do MDT estavam disponíveis as listas de coordenadas dos pontos que representam os dois conjuntos, sendo as mesmas geradas com resolução geométrica de 0,2218 m, conforme as Figuras 117 e 118.
FIGURA 117 – MALHA REGULAR MDS ORIGINAL DA ÁREA DUPLA FONTE: O Autor (2010)
A 1ª Compatibilização corrige as discrepâncias entre as entidades comuns dos modelos e elimina parte da vegetação existente no MDS, conforme apresentado nas Figuras 119 e 120.
FIGURA 118 – MALHA REGULAR MDT ORIGINAL DA ÁREA DUPLA FONTE: O Autor (2010)
FIGURA 119 – MALHA REGULAR MDS APÓS A 1ª HARMONIZAÇÃO DA ÁREA DUPLA FONTE: O Autor (2010)
FIGURA 120 – MALHA REGULAR MDT APÓS A 1ª HARMONIZAÇÃO DA ÁREA DUPLA FONTE: O Autor (2010)
A análise da Figura 119 permite verificar que o emprego do filtro proposto por Machado (2006) não foi suficiente para identificar toda a vegetação existente, mas mostrou resultados importantes ao eliminar parte da vegetação presente na porção S da área de estudo. A análise da Figura 120 possibilita observar que o terreno da área de estudo é plano, com pequena porção irregular em seu centro.
A etapa seguinte é a retificação das bordas das edificações. A Figura 121 apresenta, respectivamente, as designações das edificações e suas bordas retificadas (em azul) e as não-retificadas (em vermelho), e a Figura 122 as bordas retificadas sobre o extrato da imagem hipsométrica gerada a partir do levantamento LIDAR.
FIGURA 122 – BORDAS RETIFICADAS (EM AMARELO) DAS EDIFICAÇÕES SOBRE A IMAGEM HIPSOMÉTRICA FONTE: O Autor (2010)
FIGURA 121 – EDIFICAÇÕES ANTES (VERMELHO) E DEPOIS (AZUL) DA RETIFICAÇÃO DA BASE PLANIMÉTRICA FONTE: O Autor (2010)
(A) MAPA DE EDIFICAÇÕES (B) EDIFICAÇÕES COM BORDAS EM DESTAQUE
A análise das bordas retificadas permite verificar que os processos de retificação das bordas das três edificações foram capazes de determinar seus vértices e segmentos de borda de forma compatível com o existente no terreno (Figura 122). Como nesse experimento todas as edificações são quadriláteras, a tarefa de imposição, de que todos os lados formem ângulos retos foi empregada, fornecendo resultados válidos após análise visual.
Após a retificação da base planimétrica foi realizada a 2ª Compatibilização do MDS e do MDT, o que fez com que suas malhas regulares, fiquem como apresentadas nas Figuras 123 e 124.
Comparando as Figuras 119 e 123 é possível verificar que na 2ª Compatibilização todas as entidades, exceto as três edificações de interesse, como vegetação e partes de outras edificações, foram eliminadas do MDS e do MDT. As bases das três edificações, que eram representadas por vários planos irregulares,
FIGURA 123 – MALHA REGULAR MDS APÓS A 2ª HARMONIZAÇÃO DA ÁREA DUPLA FONTE: O Autor (2010)
FIGURA 124 – MALHA REGULAR MDT APÓS A 2ª HARMONIZAÇÃO DA ÁREA DUPLA FONTE: O Autor (2010)
foram retificadas e passaram a ser formadas por planos médios, respectivamente.
Isso é, particularmente, visível quando se compara a base da edificação B nas Figuras 120 e 124.
A etapa seguinte é a retificação das coberturas das edificações, o que fez com que o MDS ficasse da forma vista na Figura 125. Outra forma de visualizar a edificação é empregando o MDSn da área, conforme a Figura 126.
A análise da Retificação da Cobertura das Edificações permite verificar que nas edificações A e B foram reconstruídas pequenas construções em forma, aproximada, de cruz, que se localizam nas porções médias de suas coberturas.
Comparando, visualmente, a Figura 125 com a Figura 117 (MDS Original do levantamento LIDAR), é possível constatar a existência dessas construções. No
FIGURA 125 – MALHA REGULAR MDS APÓS RETIFICAÇÃO DAS COBERTURAS DA ÁREA DUPLA FONTE: O Autor (2010)
FIGURA 126 – MALHA REGULAR MDSn DA ÁREA DUPLA FONTE: O Autor (2010)
entanto, verifica-se, também, que existem outras quatro pequenas edificações localizadas nos cantos das duas coberturas. Essas pequenas edificações foram eliminadas do processo devido a sua área ser inferior ao estabelecido no Quadro 07 – Filtros Altimétricos por Polígono.
Os PAQG permitem realizar análises sobre a exatidão das edificações reconstruídas, nos aspectos posicional e de área. Dos vinte e quatro PAQG apresentados na Tabela 07, somente quinze (pontos 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 35, 40, 41, 42, 43 e 44), localizados nas bordas das edificações A e B ou em suas construções internas, foram identificados na malha regular do MDS e medidos, resultando nos dados apresentados nas Tabelas 12 e 13 e na Figura 126. Os demais pontos, por localizarem-se em partes da cobertura da edificação de difícil identificação no MDS não foram utilizados nessa análise.
TABELA 12 – EXATIDÃO POSICIONAL DAS EDIFICAÇÕES NA ÁREA DE ESTUDO DUPLA
Ponto Coordenadas de Campo Coordenadas do Modelo Diferença
E (m) N (m) h (m) E (m) N (m) h (m) ΔE (m) ΔN (m) Δh (m) 21 676849,56 7188290,43 939,58 676849,97 7188290,69 939,87 -0,41 -0,26 -0,29 22 676857,29 7188278,71 939,57 676858,04 7188278,14 939,87 -0,75 0,57 -0,30 23 676844,31 7188270,01 945,76 676844,72 7188270,205 946,06 -0,42 -0,19 -0,30 24 676840,74 7188267,62 945,74 676840,07 7188267,322 946,06 0,67 0,30 -0,32 25 676815,70 7188247,80 939,54 676815,48 7188247,60 939,87 0,22 0,20 -0,33 26 676827,39 7188255,60 939,61 676827,97 7188255,86 939,87 -0,58 -0,26 -0,26 27 676836,13 7188242,50 945,79 676836,07 7188242,923 946,16 0,05 -0,43 -0,37 28 676838,53 7188238,92 945,78 676838,96 7188238,71 946,16 -0,43 0,21 -0,38 29 676847,22 7188225,88 939,62 676847,74 7188225,99 939,87 -0,52 -0,11 -0,25 35 676832,94 7188279,51 946,40 676832,75 7188279,078 946,06 0,20 0,43 0,34 40 676819,86 7188270,77 940,16 676819,57 7188271,15 939,87 0,29 -0,38 0,29 41 676827,65 7188259,14 940,19 676827,64 7188258,60 939,87 0,01 0,54 0,32 42 676824,40 7188234,90 946,43 676824,32 7188234,716 946,16 0,08 0,18 0,27 43 676826,76 7188231,40 946,41 676826,98 7188230,945 946,16 -0,22 0,46 0,25 44 676835,52 7188218,26 940,23 676835,25 7188217,73 939,87 0,27 0,53 0,36 Média -0,10 0,12 -0,06 Desvio-Padrão 0,40 0,36 0,32 Fonte: O Autor (2010)
TABELA 13 – EXATIDÃO PLANIALTIMÉTRICA DAS EDIFICAÇÕES NA ÁREA DE ESTUDO DUPLA
Ponto
TABELA 13 – EXATIDÃO PLANIALTIMÉTRICA DAS EDIFICAÇÕES NA ÁREA DE ESTUDO DUPLA
A Discrepância Planimétrica média calculada foi de 0,52 m, com desvio-padrão de 0,17 m, ou seja, aproximadamente 3 groundels e 1 groundel, respectivamente (malha com resolução de 0,2218 m). As diferenças planimétricas nos eixos coordenados “N” e “E” apresentaram valores inferiores a 1,00 m em todos os quinze PAQG. A análise da Figura 127 permite verificar que existe uma leve tendenciosidade dos erros na direção geral NE. Ao analisar a direção geral de voo do levantamento LIDAR, empregando a Figura 36, verifica-se que ela é de NE-SO, ou SO-NE. Relacionando as duas direções gerais, do voo LIDAR com a dos erros planimétricos, é possível supor que existe uma correlação entre elas, da mesma forma que a obtida na reconstrução da área ESCOLA.
Em relação à Discrepância Altimétrica média obteve-se um valor de 0,31 m, com desvio-padrão de 0,04 m. Não foi possível identificar nenhuma tendenciosidade clara nesse caso. Apenas é possível concluir que os planos médios calculados se ajustaram com boa exatidão à cobertura real da edificação no terreno. A Discrepância Planialtimétrica média forneceu resultados de 0,61 m, ou três groundels, com desvio-padrão de 0,15 m ou um groundel, mostrando que o modelo reconstruído apresenta coerência geométrica com a edificação no terreno.
FIGURA 127 – DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS ERROS PLANIMÉTRICOS DA ÁREA DUPLA FONTE: O Autor (2010)
Outra análise que é possível de ser realizada é a das áreas das edificações A e B, com base nos PAQG 21, 22, 25, 26, 29, 40, 41 e 44 (Figura 92) localizados em seus vértices, conforme apresentado na Tabela 14.
TABELA 14 – EXATIDÃO DE ÁREA DAS EDIFICAÇÕES NA ÁREA DE ESTUDO DUPLA Origem das Medições
Edificação Terreno
(m2)
Reconstruídas (m2)
Diferença (m2)
Diferença (%)
A 498,61 539,210 40,60 - 8,14
B 499,37 536,380 37,01 - 7,41
Fonte: O Autor (2010)
A análise das áreas das coberturas permite verificar que houve a propagação dos erros da planimetria, que refletiram na dimensão das áreas. As diferenças, na ordem de 8% entre a área existente no terreno e a área reconstruída, refletem essa propagação dos erros, indicando que os modelos reconstruídos provocaram uma deformação na representação das edificações, aumentando-as.