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Recursos Financeiros do Sistema de Justiça

No documento MINISTÉRIO DA JUSTIÇA SECRETARIA-GERAL (páginas 12-56)

Relatório do Orçamento do Estado para 2008

Ministério da Justiça

Políticas

As políticas de programação estratégica no sector da Justiça envolvem a desburocratização, desjudicialização e resolução alternativa de litígios, a aplicação da inovação tecnológica e qualificação da resposta judicial, o combate ao crime, o reforço da justiça penal e da cooperação internacional, e a reforma do sistema judicial.

Promover a desburocratização, a desjudicialização e a resolução alternativa de litígios

O princípio do balcão único será aplicado em novos pontos do território nacional (“Casa Pronta”, “Sucessões e Heranças”, “Nascer Cidadão”, “REGIUS”, “Empresa na Hora”, “Associação na Hora”, “Documento Único Automóvel”); será implementado o Cartão de Cidadão em todo o território nacional, serão desenvolvidos programas de eliminação de actos inúteis e de simplificação de processos notariais e de registo nos sectores do registo predial e na área da propriedade industrial, e serão criados novos serviços de registo on-line nos sectores dos registos predial, civil e automóvel.

Também em 2008 desenvolver-se-á o acesso a formas alternativas de resolução de litígios, implementar-se-ão medidas de desburocratização nas execuções (simplificando fluxos processuais e reservando a intervenção judicial para quando exista litígio), adoptar-se-ão novas medidas de descongestionamento processual e simplificação do processo civil (a partir do regime processual experimental de processo civil), implementar-se-á o novo sistema de resolução rápida de conflitos de competência entre tribunais, será alargada a rede dos Julgados de Paz e dos sistemas de mediação laboral e familiar, terá início a mediação penal em regime experimental, serão desenvolvidos centros de arbitragem em novos domínios (designadamente na área das execuções, da propriedade industrial e dos conflitos com o sector administrativo) e serão desenvolvidas novas formas de adesão a centros de arbitragem partindo do projecto “Adesão na Hora”.

Impulsionar a inovação tecnológica na Justiça e qualificar a resposta judicial

Durante 2008 será alargado o Projecto Citius de desmaterialização de processos na Justiça: alargamento da desmaterialização de todas as espécies processuais, consolidação de práticas de actos dos magistrados por via informática, consolidação da desmaterialização de recursos nos tribunais superiores e fomento da utilização intensiva das novas ferramentas aplicacionais nos tribunais.

Desenvolver-se-ão novos sistemas informáticos que aumentem a eficácia do combate à criminalidade. Será criada uma plataforma aplicacional que permita a agilização das comunicações electrónicas entre o Ministério Público e os órgãos de polícia criminal, e entre os Departamentos de Investigação e Acção Penal e os tribunais, e a criação e desenvolvimento de bases de dados agregadas, designadamente, em matéria de inquéritos, mandados de detenção, medidas de diversão e dispensa da pena.

Ainda em 2008 continuará a ser desenvolvido o sistema de videoconferência entre os estabelecimentos prisionais, os tribunais e os órgãos de investigação criminal. Nesta matéria, salienta-se ainda que serão instalados equipamentos de videoconferência, de gravação digital, de telefones VoIP (Voice Over Internet Protocol) e de videovigilância nos tribunais, serão desenvolvidos novos instrumentos de e-learning e videoconferência na área da formação e será desenvolvida a base informática do novo regime dos recursos cíveis.

Serão implementadas novas medidas para o desbloqueamento das execuções, o novo sistema de concessão de apoio judiciário e o novo Regulamento das Custas Processuais.

No âmbito penitenciário, prosseguem as intervenções de qualificação, modernização, dignificação e ampliação das instalações prisionais, quer actuais quer em lançamento, aumentando a sua capacidade e segurança. Prosseguirá a revisão do mapa da reinserção social com objectivos de racionalização de custos e melhoria da qualidade, aproximando as estruturas dos locais onde são efectivamente necessárias. A redução do número de centros permitirá ter uma oferta educativa de maior qualidade com vista à reinserção social dos jovens, inibindo-se desta forma o seu retorno à delinquência.

Promover o combate ao crime e a justiça penal e reforçar a cooperação internacional

Em 2008 o Ministério da Justiça apostará, em termos orçamentais, na área da investigação criminal, sendo reforçados os orçamentos da Polícia Judiciária, Procuradoria Geral da República e Ministério Público, de forma a garantir os meios materiais e humanos adequados que permitam realizar acções de prevenção e desenvolver a actividade de investigação criminal de acordo com as prioridades definidas na Lei de Política Criminal. Será ainda consolidada a nova estrutura orgânica da Polícia Judiciária.

Ao nível da execução de penas, preconizar-se-á uma maior amplitude na aplicação de penas alternativas à pena de prisão, implementar-se-á o novo modelo da prestação de cuidados de saúde à população reclusa, conferir-se-á a escolaridade obrigatória e qualificações de nível II à população reclusa e a jovens sujeitos a medidas tutelares educativas, criar-se-ão equipamentos adequados à execução dos regimes abertos e proceder-se-á à extensão do uso de mecanismos de controlo à distância, aplicados à fase de execução de penas.

No âmbito da Cooperação Internacional, serão desenvolvidos e melhorados os sistemas nacionais de prevenção e de combate à criminalidade económica e financeira, à corrupção e ao terrorismo e seu financiamento, verificar-se-á a adesão ao sistema europeu de intercâmbio electrónico dos registos criminais dos Estados-membros da UE, serão desenvolvidas as condições necessárias para a plena concretização na área da Justiça das soluções introduzidas pelo Tratado de Prum e pela Decisão relativa ao aprofundamento da cooperação transfronteiras (designadamente no domínio dos perfis de ADN e das impressões digitais) e serão potenciados os instrumentos de cooperação judicial e judiciária, nomeadamente no espaço da CPLP e ibero-americano.

Aposta no sistema judicial

Desde 2005 que a política de reformas para o sistema judiciário tem assentado em quatro eixos prioritários: um vasto programa de reformas legislativas, uma aposta inequívoca na implementação das novas tecnologias nos tribunais, a criação de um novo modelo de gestão e organização dos tribunais e a criação de novas infra-estruturas para os tribunais, seja através da criação de novos tribunais e juízos, seja através da criação de novas salas de audiências.

Na prossecução destas políticas, o ano de 2008 é um ano de implementação destas medidas e, subsequentemente, é reforçada a política de investimento no Sistema Judicial mediante reforço em cerca de 98% do orçamento de PIDDAC da Direcção-Geral da Administração da Justiça.

Este reforço financeiro será direccionado para a aquisição de novos computadores, impressoras, equipamentos de gravação digital e de videoconferência. O investimento em equipamentos de gravação integra o programa que beneficiará 230 salas de audiência, substituindo integralmente a gravação por cassete. O investimento em aparelhos de videoconferência permitirá renovar cerca de 70% das videoconferências existentes nos tribunais portugueses.

Igualmente, através do Instituto de Gestão Financeira e Infra-estruturas da Justiça, o Governo continuará em 2008 o programa de criação dos Campus de Justiça, bem como a investir na conversão de espaços dos tribunais, através da criação de novas salas de audiências. Desde o início deste programa já foram criadas 18 novas salas de audiência e estima-se que, pelo menos, mais 20 estarão em funcionamento até ao final de 2008.

Em 2008, será progressivamente consolidada a autonomia administrativa e financeira do Conselho Superior da Magistratura, permitindo assegurar uma mais efectiva gestão dos meios humanos, técnicos e financeiros da magistratura.

Orçamento

O total da despesa consolidada do MJ em 2008 ascende a 1.388,7 milhões de euros correspondendo a 2,5% do total da Administração Central e a 0,8% do PIB.

Despesa total consolidada

SUBSECTOR ESTADO 1178,4 1215,5 3,1 1. Funcionamento normal 1137,3 1161,5 2,1

1.1. - Com cobertura em receitas gerais 487,5 481,8 -1,2

1.2. - Com cobertura em receitas consignadas 649,8 679,7 4,6

2. Investimentos do Plano 41,1 54,0 31,4

2.1. - Financiamento nacional 27,5 34,9 26,9

2.2. - Financiamento comunitário 13,6 19,1 40,4

SUBSECTOR SERVIÇOS E FUNDOS AUTÓNOMOS 682,9 754,0 10,4 Consolidação transferências entre subsectores 574,9 580,8 1,0 DESPESA TOTAL CONSOLIDADA 1286,4 1388,7 7,9

Nota: Exclui passivos financeiros.

(Milhões de euros) 2007 Estimativa 2008 Orçamento Variação (%)

A despesa total consolidada apresenta um crescimento de 7,9%, correspondente a cerca de 102,3 milhões de euros, traduzido num aumento da despesa do subsector Estado no montante de 37,1 milhões de euros, e no subsector dos serviços e fundos autónomos, cuja despesa apresenta um crescimento de 10,4%.

Relativamente ao subsector Estado o acréscimo da despesa de funcionamento, é devido ao aumento das receitas consignadas ao sistema de Justiça, sendo que as despesas financiadas por receitas gerais apresentam uma redução de 1,2%, em parte justificada pela passagem do Conselho Superior da Magistratura para o universo dos organismos dos Encargos Gerais do Estado.

A despesa em investimentos do plano ascende a 54 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 31,4% em relação à estimativa para 2007, mais 12,9 milhões de euros, com um reforço das componentes nacional e comunitária, com destaque para os seguintes programas:

• P030 – P.O. temático factores de competitividade, no desenvolvimento de projectos relacionados com a desmaterialização de processos, simplificação de actos e sistemas de informação;

• P08 – Justiça, designadamente equipamento informático e desenvolvimento de sistemas integrados de informação, bem como remodelação e aquisição de imóveis.

Na sequência das alterações introduzidas pelo PRACE, foi publicado em 27 de Outubro de 2006, o Decreto-Lei n.º 206/2006, que aprovou a lei orgânica do MJ, a qual traduz uma reestruturação ao nível das instituições administrativas da Justiça, com vista ao aperfeiçoamento na prossecução das suas atribuições, com destaque para a reorganização financeira do ministério através da centralização da contabilização e gestão dos recursos financeiros, bem como do financiamento da sua actividade, no Instituto de Gestão Financeira e das Infra-estruturas da Justiça, I. P. (IGFIJ, I. P.).

Ainda neste âmbito, merece referência a extinção dos Serviços Sociais do Ministério da Justiça, cujas atribuições passam a ser prosseguidas pelos Serviços Sociais da Administração Pública e pela Secretaria-Geral do Ministério da Justiça, no que respeita ao subsistema de saúde da Justiça e à acção social complementar dos respectivos beneficiários, em articulação com os primeiros. Também o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, I. P. (INPI, I. P.), passou a estar sob a superintendência do Ministro da Justiça, abandonando o universo dos organismos do Ministério da Economia. Por seu turno, o Conselho Superior da Magistratura passa para a estrutura orgânica dos Encargos Gerais do Estado, como já referido.

Serviços e fundos autónomos

Instituto de Gestão Financeira e de Infra-estruturas da

Justiça, I.P. 652,0 12,4 708,9 721,3 10,6

Instituto Nacional de Medicina Legal, I.P. 19,8 21,0 21,0 6,1

Instituto Nacional da Propriedade Industrial, I.P. 1,0 10,7 11,7

Serviços Sociais do Ministério Justiça 15,3

Transferências internas no subsector 4,2

TOTAL CONSOLIDADO 682,9 12,4 1,0 740,6 754,0 10,4 2007 Estimativa Variação 2008/2007 (%) (Milhões de euros) TOTAL 2008 Orçamento Esforço Nacional OE Financ. U.E Receitas próprias Outras fontes

Neste subsector dos serviços e fundos autónomos o crescimento da despesa em 10,4%, é devido:

• À gradual centralização dos recursos financeiros do sistema de Justiça, concretizada em 2006 através da integração da totalidade dos meios financeiros geridos pelas Conservatórias e Cartórios Públicos e pelos Tribunais de 1.ª Instância no Orçamento do Estado e, em 2007, pela extinção do Cofre Geral dos Tribunais, do Cofre dos Conservadores, Notários e Funcionários de Justiça e do Fundo de Garantia Financeira da Justiça, com a passagem das

respectivas atribuições para o IGFIJ, I. P., sendo que o orçamento deste organismo para 2008 ascende a 721,3 milhões de euros, dos quais 12,4 financiados pelo Orçamento do Estado, verba esta destinada à comparticipação nacional em projectos de PIDDAC a desenvolver pelo Instituto, dos quais se destaca a intervenção em vários projectos no âmbito dos sistemas prisional e judicial;

• Ao acréscimo do orçamento do Instituto Nacional de Medicina Legal, I. P. que é explicado pela atribuição de novas competências na sua área de actuação, bem como pela admissão de formandos para o internato médico de medicina legal de modo a dotar cada Gabinete com o número de especialistas adequado ao respectivo movimento pericial;

• À integração neste subsector do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, I. P, decorrente do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado, com um orçamento no montante de 11,7 milhões de euros.

Quanto ao total da despesa consolidada, por natureza económica, os encargos com pessoal e a aquisição de bens e serviços correntes representam, respectivamente, 66,6% e 23,2% da despesa global consolidada do Ministério da Justiça. Releva-se o peso relativo das despesas com pessoal no subsector dos serviços integrados, onde se enquadram as várias magistraturas e os serviços prisionais. Relativamente ao subsector dos serviços e fundos autónomos destaque para os encargos com comunicações, apoio judiciário e locação de edifícios.

Despesa consolidada segundo a classificação económica

Despesas com o Pessoal 901,2 23,6 924,8

Aquisição de Bens e Serviços 235,0 87,5 322,5

Transferências Correntes 4,6 575,0 10,4

das quais: transferências de SI para SFA 0,8

transferências de SFA para SI 568,4

Subsídios 0,0 0,1 0,1

Outras Despesas Correntes 29,9 9,6 39,5

Aquisição de Bens de Capital 33,2 58,2 91,4

Transferências de Capital 11,6 0,0 0,0

das quais: transferências de SI para SFA 11,6

TOTAL 1215,5 754,0 1388,7 (Milhões de euros) 2008 Orçamento Despesa consolidada Serviços e fundos autónomos Serviços integrados

Orçamento do Ministério da Justiça

Orçamento do Ministério da Justiça por fontes de financiamento (2004-2008)

(Euros) 2008 Var. (%) Total 1 110 324 572 -1,9 1 327 092 013 19,5 1 075 069 763 -19,0 1 274 998 435 1 428 339 735 1 388 702 943 8,9 OE-RG 516 685 891 -3,6 564 073 835 9,2 559 836 109 -0,8 527 933 500 523 305 687 516 744 000 -2,1 FC 3 377 098 -5,7 1 710 172 -49,4 5 276 187 208,5 11 701 782 17 396 047 24 250 565 107,2 RP 590 261 583 -0,3 761 308 006 29,0 509 957 466 -33,0 735 363 153 887 638 001 847 708 378 15,3 Funcionamento 1 020 546 989 -0,8 1 271 629 393 24,6 1 028 276 867 -19,1 1 217 385 547 1 359 617 163 1 269 606 707 4,3 OE-RG 484 657 263 -2,0 511 421 293 5,5 526 333 729 2,9 492 933 500 491 350 415 481 844 000 -2,2 FC 394 710 1 191 591 201,9 3 159 447 3 307 344 5 203 633 64,7 RP 535 889 726 0,3 759 813 390 41,8 500 751 546 -34,1 721 292 600 864 959 404 782 559 074 8,5 PIDDAC 89 777 583 -12,5 55 462 620 -38,2 46 792 896 -15,6 57 612 888 68 722 572 119 096 236 106,7 OE-RG 32 028 628 -22,2 52 652 542 64,4 33 502 380 -36,4 35 000 000 31 955 272 34 900 000 -0,3 FC 3 377 098 -5,7 1 315 462 -61,0 4 084 596 210,5 8 542 335 14 088 703 19 046 932 123,0 RP 54 371 857 -6,0 1 494 616 -97,3 9 205 920 515,9 14 070 553 22 678 597 65 149 304 363,0 * Em 30 de Setembro.

OE-RG: Receitas gerais do Orçamento do Estado. FC: Fundos comunitários. RP: Receitas próprias do MJ. s/ inicial DOTAÇÃO Orçamentos e fontes de financiamento 2004 Var. 2007

(%) 2005 INICIAL DISPONÍVEL* INICIAL

Var.

(%) 2006

Var. (%) DESPESA

Uma análise evolutiva do orçamento do Ministério da Justiça, nas suas vertentes de funcionamento e de investimento, tendo por base a despesa efectiva, permite concluir que entre os anos de 1997 e 2006, a despesa evidenciou uma tendência de crescimento médio de cerca de 4,5% ao ano. Comparando as dotações iniciais aprovadas nos anos de 2007 e a proposta para 2008 constata-se um crescimento de cerca de 8,9%.

Orçamento do Ministério da Justiça

8,0% 8,8% 13,4% 20,9% 4,4% -8,1% -1,9% 19,5% -19,0% 32,9% 8,9% 0 200 400 600 800 1 000 1 200 1 400 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007* 2007** 2008** M€

Funcionamento PIDDAC TOTAL

* Dotação disponível em 30 de Setembro para o PIDDAC e 31 de Julho para o Funcionamento. ** Dotação inicial 2007 e dotação proposta para 2008.

Do total proposto para o orçamento de funcionamento do Ministério da Justiça em 2008, cerca de 91% são afectos ao orçamento de funcionamento e 9% ao orçamento de investimento.

Dotação proposta do Orçamento do Ministério da Justiça para 2008 Funcionamento e PIDDAC Orçamento de Investimento (PIDDAC) 8,6% Orçamento de Funcionamento 91,4%

No que respeita às fontes de financiamento, as receitas gerais irão contribuir com 37,2%, as receitas próprias com 61% e o financiamento comunitário com 1,8%.

Dotação proposta do Orçamento do Ministério da Justiça para 2008 Fontes de financiamento Financiamento Comunitário (FC) 1,8% Receitas Próprias do MJ (RP) 61,0% Receitas Gerais do OE (OE-RG) 37,2%

Orçamento de Funcionamento

Orçamento de funcionamento por serviços e fontes de financiamento (2004-2008) (Euros)

2008

TOTAL 1020 546 989 1271 629 393 1028 276 867 1217 385 547 1359 617 163 1269 606 707 OE-RG 484 657 263 511 421 293 526 333 729 492 933 500 491 350 415 481 844 000 RP+FC 535 889 726 760 208 100 501 943 137 724 452 047 868 266 748 787 762 707

Gabinete do Ministro da Justiça TOTAL 3 075 519 2 775 443 2 651 381 2 347 297 2 478 031 2 044 000

OE-RG 1 339 873 2 775 443 2 612 566 2 297 297 2 412 297

RP+FC 1 735 646 38 814 50 000 65 734 2 044 000

Gabinete do Secretário de Estado TOTAL 1 017 230 1 076 039 1 236 025 1 235 430 1 238 442 1 184 000

Adjunto e da Justiça OE-RG 797 900 1 076 039 1 235 180 1 228 430 1 228 430

RP+FC 219 330 845 7 000 10 012 1 184 000

Gabinete do Secretário de Estado da TOTAL 1 765 668 2 219 890 1 238 193 1 668 226 1 553 226 1 590 000

Justiça OE-RG 1 088 461 2 219 890 1 238 193 1 668 226 1 553 226

RP 677 207 1 590 000

Gabinete do Secretário de Estado da TOTAL 150 803

Administração Judiciária OE-RG 150 803

RP

Direcção-Geral da Política de Justiça 1) TOTAL 4 525 382 4 621 568 5 174 575 5 568 148 5 409 699 4 338 462

OE-RG 3 812 775 4 151 185 4 608 462 4 321 620 4 249 971

RP+FC 712 607 470 383 566 113 1 246 528 1 159 728 4 338 462

Inspecção-Geral dos Serviços de TOTAL 1 033 200 1 079 802 933 771 928 698 904 387 929 000

Justiça OE-RG 1 033 200 1 079 802 933 771 928 698 904 387

RP 929 000

Secretaria-Geral 2) TOTAL 53 845 222 29 584 600 54 057 652 18 499 923 37 218 722 27 183 638

OE-RG 2 494 636 2 816 523 3 088 181 3 811 273 3 811 273 564 284 RP 51 350 586 26 768 076 50 969 471 14 688 650 33 407 449 26 619 354

Gabinete de Auditoria e Modernização TOTAL 423 751

OE-RG 423 751 RP

Instituto das Tecnologias de Informação TOTAL 8 313 632 8 708 606 10 735 646 10 800 000 10 800 000 10 800 000

na Justiça OE-RG 3 400 879 3 305 418 3 616 021 5 390 940 5 390 940

RP 4 912 753 5 403 188 7 119 625 5 409 060 5 409 060 10 800 000

Instituto de Gestão Financeira e de TOTAL 6 756 047 6 470 275 7 247 867 13 719 191 12 115 381 77 103 221

Infra-Estuturas da Justiça 3) OE-RG

RP 6 756 047 6 470 275 7 247 867 13 719 191 12 115 381 77 103 221

Instituto Nacional da Propriedade TOTAL 11 720 930

Industrial OE-RG

RP+FC 11 720 930

Supremo Tribunal de Justiça TOTAL 8 434 440 1 018 355 1 101 337 1 209 662 1 209 662

OE-RG 7 441 452

RP 992 988 1 018 355 1 101 337 1 209 662 1 209 662

Supremo Tribunal Administrativo TOTAL 5 387 934 5 484 295 6 077 818 959 307 959 307

OE-RG 4 427 696 4 556 499 5 218 972

RP 960 238 927 796 858 846 959 307 959 307

Tribunais da Relação e TCA TOTAL 38 416 861 40 530 611 42 500 037 39 382 496 39 892 773 43 143 000

OE-RG 31 762 439 33 593 309 36 419 054 29 618 741 29 503 706 33 499 000 RP 6 654 422 6 937 302 6 080 983 9 763 755 10 389 067 9 644 000

Procuradoria-Geral da República - TOTAL 12 270 669 12 387 824 12 413 936 13 274 000 13 020 175 14 680 000

- Serviços próprios OE-RG 9 789 244 9 956 163 10 293 815 11 674 000 11 471 455 12 448 786

RP 2 481 425 2 431 661 2 120 121 1 600 000 1 548 720 2 231 214

Procuradoria-Geral da República - TOTAL 61 435 604 64 607 196 66 958 241 78 670 173 78 631 770 78 670 000

- Magistratura do Ministério Público OE-RG 61 435 604 64 607 196 66 958 241 63 590 826 63 567 423 61 478 214

RP 15 079 347 15 064 347 17 191 786

(continua)

2005

Despesa propostaDotação

2007 Dotação inicial 2004 Dotação disponível * Despesa 2006 Despesa SUB TOTAIS Serviços Fontes de Finan- ciamento

Orçamento de funcionamento por serviços e fontes de financiamento (2004-2008)

(continuação) (Euros)

2008

Conselho Superior da Magistratura - 4) TOTAL 4 342 173 4 842 388 4 814 355 5 260 000 5 069 058 - Serviços próprios OE-RG 2 604 752 2 933 314 2 996 973 3 560 000 3 397 458

RP 1 737 421 1 909 075 1 817 383 1 700 000 1 671 600

Conselho Superior da Magistratura - TOTAL 68 978 276 74 486 465 77 237 733 89 025 245 87 272 835 89 025 000 - Magistratura Judicial OE-RG 68 978 276 74 486 465 77 237 733 71 900 245 70 162 835 69 147 000

RP 17 125 000 17 110 000 19 878 000

Magistraturas, TOTAL 119 946 392 180 878 914 96 374 565 33 499 008 105 307 859 12 179 000 Magistratura dos Tribunais OE-RG 9 612 726 9 733 712 9 440 437 9 662 008 11 259 508 10 163 000 Administrativos e Fiscais e Tribunais RP 110 333 666 171 145 202 86 934 128 23 837 000 94 048 351 2 016 000

Direcção-Geral da Administração da TOTAL 203 747 872 207 820 003 205 885 077 246 318 307 246 318 307 249 513 716 Justiça OE-RG 13 435 086 9 850 844 10 813 101 8 765 438 8 765 438

RP+FC 190 312 786 197 969 159 195 071 976 237 552 869 237 552 869 249 513 716

Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios TOTAL 2 609 787 2 806 516 3 001 231 2 908 776 2 908 776 3 520 000 OE-RG 941 964 923 797 1 366 107 1 776 058 1 776 058

RP 1 667 823 1 882 718 1 635 124 1 132 718 1 132 718 3 520 000

Instituto Nacional de Medicina Legal TOTAL 11 781 026 13 908 506 13 718 261 17 760 411 17 775 946 19 198 261 OE-RG 1 246 832 475 066

RP 10 534 194 13 433 439 13 718 261 17 760 411 17 775 946 19 198 261

Centro de Estudos Judiciários TOTAL 11 612 185 11 190 048 8 813 636 9 060 000 8 970 564 9 127 000 OE-RG 1 313 758 1 301 037 8 591 983 9 050 000 8 960 564

RP 10 298 427 9 889 011 221 653 10 000 10 000 9 127 000

Instituto dos Registos e do TOTAL 30 674 577 29 603 013 27 244 698 285 621 251 266 442 859 284 666 498 Notariado OE-RG 4 655 045 4 557 532 4 343 213 5 262 963 5 197 666

RP 26 019 532 25 045 481 22 901 486 280 358 288 261 245 193 284 666 498

Direcção-Geral dos Registos e do TOTAL 309 368 299 232 304 238 Notariado - Conserv. Registos Centrais OE-RG

RP 309 368 299 232 304 238

Polícia Judiciária TOTAL 93 893 376 99 150 501 99 107 204 101 177 017 99 927 347 101 357 000 OE-RG 82 186 425 85 447 391 85 164 795 90 327 017 89 638 712 101 177 000 RP 11 706 951 13 703 109 13 942 409 10 850 000 10 288 635 180 000

Direcção-Geral dos Serviços Prisionais TOTAL 198 945 385 217 924 456 210 561 867 193 875 241 197 519 655 193 633 981 OE-RG 151 925 886 170 307 506 150 799 317 148 711 442 148 711 442 193 366 716 RP+FC 47 019 498 47 616 950 59 762 550 45 163 799 48 808 213 267 265

Direcção-Geral de Reinserção Social TOTAL 40 318 483 46 663 316 41 206 755 39 617 740 38 944 692 34 000 000 OE-RG 18 508 602 21 116 359 39 357 613 19 388 278 19 387 626

RP 21 809 881 25 546 957 1 849 142 20 229 462 19 557 066 34 000 000

Suprimentos dos Registos e do TOTAL 26 686 930 201 340 731 27 680 766 5 000 000 77 727 690 Notariado, CGA e outros OE-RG

RP 26 686 930 201 340 731 27 680 766 5 000 000 77 727 690

OE-RG: Receitas Gerais do Orçamento do Estado. RP+FC: Receitas Próprias e Financiamento Comunitário. * Em 30 de Setembro.

1) Inclui em 2008 o GPLP e GRIEC.

2) Inclui em 2008 os Serviços Sociais do MJ, MJ-Subsistema de Saúde da Justiça com 16.454.900 € e MJ-Sistema da Mobilidade Interna com 3.228.738. 3) Em 2008, devido à agregação dos Cofres optou-se por não desagregar as despesas, daí a razão do significativo aumento quando comparado com o ano anterior. 4) Em 2008, o CSM saiu da orgânica financeira da Justiça, passando para os Encargos Gerais do Estado.

Serviços Fontes de Finan- ciamento 2004 2005 2006 2007 Despesa Dotação proposta Despesa Dotação inicial Dotação

disponível * Despesa

Uma análise por áreas do orçamento de funcionamento permite verificar que o sistema judiciário absorve 39,4% do total da proposta orçamental para o ano de 2008, os sistemas de investigação, prisional e de reinserção correspondem a 25,9% e o sistema dos registos e notariado a 22,4%, os restantes são distribuídos por outras áreas da Justiça.

Dotação proposta do orçamento de funcionamento para 2008 por áreas SFA's 8,5% Apoio Social 1,5% Gabinetes e Serviços Gerais de Apoio 2,3% Registos e Notariado 22,4% Sistema Judiciário 39,4% Investigação, Prisionais e Reinserção 25,9%

Orçamento de funcionamento por agrupamentos económicos (2004-2008)

(Euros) 2004 2005 2006 2007* 2008* TOTAL 1 020 546 989 1271 629 393 1 028 276 867 1 217 385 547 1 269 606 707 OE-RG 484 657 264 511 421 293 526 333 729 492 933 500 481 844 000 OF-RP 535 889 725 760 208 100 501 943 138 724 452 047 787 762 707 TOTAL 788 888 618 968 293 865 809 188 803 961 245 160 924 759 905 Pessoal OE-RG 425 698 157 436 810 477 464 931 156 435 880 763 397 509 090

(inclui todo o agrupamento 01) OF-RP 363 190 461 531 483 388 344 257 646 525 364 397 527 250 815

TOTAL 226 266 650 294 157 268 211 135 069 240 017 005 330 227 228

Correntes OE-RG 56 935 171 71 795 455 60 279 262 56 599 269 83 448 829

(inclui os agrupamentos 02,03,04 e 06) OF-RP 169 331 479 222 361 813 150 855 806 183 417 736 246 778 399

TOTAL 5 391 721 9 178 260 7 952 995 16 123 382 14 619 574

Capital OE-RG 2 023 936 2 815 361 1 123 311 453 468 886 081

(inclui todo o agrupamento 07) OF-RP 3 367 785 6 362 899 6 829 685 15 669 914 13 733 493

OE-RG: Receitas gerais do Orçamento do Estado. OF-RP: Receitas próprias e financiamento comunitário.

Agrupamentos Económicos

Fontes de Finan-

ciamento Despesa Dotação

Proposta Despesa Despesa Dotação

Inicial

Orçamento de funcionamento

Evolução por agrupamentos económicos (2004-2008)

-100 000 000 100 000 000 300 000 000 500 000 000 700 000 000 900 000 000 1100 000 000 2004 2005 2006 2007* 2008*

Pessoal Correntes Capital

(Euros)

* Dotação inicial de 2007 e dotação proposta para 2008.

A proposta do orçamento de funcionamento para 2008, distribuída em função dos agrupamentos económicos, permite constatar que os encargos com o pessoal representam 72,8% e as despesas correntes e de capital representam 26% e 1,2%, respectivamente.

Dotação proposta do orçamento de funcionamento para 2008 por agrupamentos económicos

Despesas com Pessoal 72,8% Despesas Correntes 26,0% Despesas de Capital 1,2%

Orçamento de funcionamento

Comparação da dotação inicial de 2007 com a dotação proposta para 2008 por serviços

Receitas Gerais Fin. Comunitário Receitas Próprias TOTAL Receitas Gerais Fin. Comunitário Receitas Próprias TOTAL

Total 492 933 500 3 159 447 721 235 600 1 217 385 547 481 844 000 4 666 415 783 096 292 1 269 606 707 4,3 CAP. 1 - Gabinetes dos Membros do

Governo 5 193 953 5 250 953 4 818 000 4 818 000 -8,2

Gabinete do Ministro da Justiça 2 297 297 50 000 2 347 297 2 044 000 2 044 000 -12,9

Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da

Justiça 1 228 430 7 000 1 235 430 1 184 000 1 184 000 -4,2

Gabinete do Secretário de Estado da Justiça 1 668 226 1 668 226 1 590 000 1 590 000 -4,7

CAP. 2 - Serviços Gerais de Apoio, Estudos,

Coordenação e Cooperação 14 452 531 220 000 21 124 238 35 796 769 564 284 42 686 816 43 251 100 20,8

Direcção-Geral da Política de Justiça 1) 4 321 620 220 000 1 026 528 5 568 148 4 338 462 4 338 462 -22,1

Inspecção-Geral dos Serviços de Justiça 928 698 928 698 929 000 929 000 0,0

Secretaria-Geral 2) 3 811 273 14 688 650 18 499 923 564 284 26 619 354 27 183 638 46,9

Instituto das Tecnologias de Informação na

Justiça 5 390 940 5 409 060 10 800 000 10 800 000 10 800 000 0,0

CAP. 3 - Orgãos e Serviços do Sistema

Judiciário e Registos 214 860 279 710 781 568 297 165 783 868 225 186 736 000 3 534 150 594 254 064 784 524 214 0,1

Conselho Superior da Magistratura 3 560 000 1 700 000 5 260 000 -100,0

Magistratura Judicial 71 900 245 17 125 000 89 025 245 69 147 000 19 878 000 89 025 000 0,0

Magistratura do Ministério Público 63 590 826 15 079 347 78 670 173 61 478 214 17 191 786 78 670 000 0,0

Magistratura dos Tribunais Administrativos e

Fiscais 9 662 008 2 517 000 12 179 008 10 163 000 2 016 000 12 179 000 0,0

Supremo Tribunal de Justiça 1 209 662 1 209 662 -100,0

Supremo Tribunal Administrativo 959 307 959 307 -100,0

Procuradoria-Geral da República 11 674 000 1 600 000 13 274 000 12 448 786 2 231 214 14 680 000 10,6

Tribunal da Relação de Lisboa 6 551 153 5 478 986 12 030 139 8 139 000 5 480 000 13 619 000 13,2

Tribunal da Relação do Porto 6 026 203 1 886 298 7 912 501 6 886 000 1 817 000 8 703 000 10,0

Tribunal da Relação de Coimbra 5 107 696 780 148 5 887 844 5 567 000 671 000 6 238 000 5,9

Tribunal da Relação de Évora 4 325 043 492 344 4 817 387 5 024 000 478 000 5 502 000 14,2

Tribunal da Relação de Guimarães 2 439 984 343 391 2 783 375 2 792 000 340 000 3 132 000 12,5

Tribunal Central Administrativo - Sul 3 117 220 442 588 3 559 808 3 066 000 483 000 3 549 000 -0,3

Tribunal Central Administrativo - Norte 2 051 442 340 000 2 391 442 2 025 000 375 000 2 400 000 0,4

Centro de Estudos Judiciários 9 050 000 10 000 9 060 000 9 127 000 9 127 000 0,7

Direcção-Geral da Administração da Justiça 8 765 438 710 781 236 842 088 246 318 307 3 534 150 245 979 566 249 513 716 1,3

Gabinete para a Resolução Alternativa de

Litígios 1 776 058 1 132 718 2 908 776 3 520 000 3 520 000 21,0

Instituto dos Registos e do Notariado 5 262 963 280 358 288 285 621 251 284 666 498 284 666 498 -0,3

SERVIÇOS (Euros) (continua) 2008 V ar iação 2007

Orçamento de funcionamento

Comparação da dotação inicial de 2007 com a dotação proposta para 2008 por serviços (continuação)

Receitas Gerais Fin. Comunitário Receitas Próprias TOTAL Receitas Gerais Fin. Comunitário Receitas Próprias TOTAL CAP. 4 - Serviços de Investigação, Prisionais

e de Reinserção 258 426 737 2 228 666 74 014 595 334 669 998 294 543 716 266 265 34 181 000 328 990 981 -1,7 Polícia Judiciária 90 327 017 180 000 10 670 000 101 177 017 101 177 000 180 000 101 357 000 0,2

Direcção-Geral dos Serviços Prisionais 148 711 442 2 048 666 43 115 133 193 875 241 193 366 716 266 265 1 000 193 633 981 -0,1

Direcção-Geral de Reinserção Social 19 388 278 20 229 462 39 617 740 34 000 000 34 000 000 -14,2

Serviços e Fundos Autónomos 57 799 602 57 799 602 866 000 107 156 412 108 022 412 86,9 Instituto de Gestão Financeira e de

Infra-Estruturas da Justiça 40 039 191 40 039 191 77 103 221 77 103 221 92,6

Instituto Nacional de Medicina Legal 17 760 411 17 760 411 19 198 261 19 198 261 8,1

Instituto Nacional da Propriedade Industrial 866 000 10 854 930 11 720 930

1) Inclui, em 2007, o GPLP e o GRIEC.

2) Inclui os Serviços Sociais do MJ.

(Euros) SERVIÇOS 2008 V ar iaçã o 2007

Para o ano de 2008, os serviços integrados são responsáveis por 91,5% do total do orçamento proposto e os serviços e fundos autónomos pelos restantes 8,5%.

No documento MINISTÉRIO DA JUSTIÇA SECRETARIA-GERAL (páginas 12-56)

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