JARDIM LILIZA
7. PROGRAMA DE HORTAS COMUNITÁRIAS DE CAMPINAS
7.6. Recursos Humanos
Na administração 1997-2000 não houve previsão de RH para o Programa. As únicas referências a isto é que quando à horta tivesse objetivo terapêutico, a coordenação da atividade seria feita pela equipe das unidades de saúde, outra referência quanto a RH é a possibilidade de busca de profissionais de órgãos federais ou estaduais para dar suporte agronômico.
Na administração 2001-2004 há a formação de uma comissão gerenciadora, que se reúne semanalmente e que é composta por 1 (um) representante de cada um dos seguintes órgãos e entidades:
I - Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho; II - Secretaria Municipal de Assistência Social;
III - Secretaria Municipal de Educação;
IV - Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente;
V - Secretaria Municipal de Serviços Públicos e de Coordenação das Administrações Regionais;
VI - Central de Abastecimento S/A - CEASA;
VII - Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento - SANASA;
VIII - Grupo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Segurança Alimentar - GDR. Em relação ao suporte agronômico (elaboração do projeto, a implementação e monitoração) é feito por 1 engenheiro agrônomo cedido pela CEASA, ao GDR. No entanto isso se mostrou insuficiente, pois no decorrer do PHC outras funções foram sendo acumuladas por este profissional, quais sejam, montar o curso de olericultura, dar as aulas no centro de capacitação e proferir palestras em escolas e secretarias que solicitavam informações sobre o Programa. Em relação ao trabalho de produção de mudas foram contratados 15 estagiários da APAE e 1 monitor, que são pagos pela SANASA.
“… teria que ser contratado no mínimo mais 3 agrônomos, que fossem técnicos agrícolas e estagiários, a idéia do centro de capacitação era habilitar pessoas para dar continuidade ao trabalho das hortas” (6 - Ex-coordenadora GDR).
Uma outra constatação foi em relação a superestimação da capacidade técnica da equipe executora em mobilizar as comunidades beneficiadas. Faltou a previsão da necessidade de envolver profissionais da assistência social para a garantia do envolvimento das comunidades.
“A meta estabelecida não correspondeu, partiu do referencial do que a gente tinha condições de dar tecnicamente as respostas, mas não se levou em conta a organização da população e isso criou até coisas bastante antagônicas. Este é o ponto central, saber trabalhar nesta lógica da organização” (6 – Presidente CEASA).
Na administração 2005-2008 oficialmente não há nenhuma equipe constituída na comissão gestora, haja vista a inexistência de uma portaria divulgando os nomes dos seus membros. Portaria esta explicitada no decreto regulamentador, onde fica expresso que após
acordados os nomes dos integrantes da Comissão a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho deverá comunicá-los, por ofício, ao Gabinete do Prefeito, para a publicação da portaria de nomeação.
Em relação às hortas de Barão Geraldo, a equipe operacional é composta pelos funcionários de serviços gerais da subprefeitura e um assessor contratado para dar suporte agronômico às atividades de hortas escolares.
7.7. Comunicação
Na administração 1997-2000 dois artigos da lei n° 9.549 citavam como deveria se dar a comunicação do PHC, quais sejam:
Artigo 10 - A Prefeitura Municipal de Campinas deverá dar ampla publicidade ao programa de Hortas Comunitárias através da veiculação de cartazes explicativos nos ônibus ou afixados nas unidades públicas de saúde, educação, ação social entre outros.
Artigo 11 - A Prefeitura Municipal de Campinas dará amplo conhecimento do programa de hortas comunitárias aos sindicatos com sede no município, com os quais poderá celebrar convênios para o atendimento de desempregados da referida categoria.
Na administração 2001-2004 basicamente a divulgação se deu através dos sites da prefeitura e da CEASA (acesso reduzido para a maioria da população), em reuniões setoriais (exclusivamente compostas por representantes do governo) e em alguns programas de TV. Ou seja, tratou-se essencialmente de divulgar a iniciativa da prefeitura, e não necessariamente para o reconhecimento e envolvimento do público alvo.
Em relação à comunicação interna do Programa não foi elaborado nenhum relatório de desempenho, as atividades eram informadas nas reuniões semanais da equipe e registradas nas atas.
Na administração 2005-2008 chegou a ser elaborado um relatório sobre as condições de funcionamento das hortas envolvidas no PHC, em maio de 2005.
A CEASA tem previsão de fazer um relatório de balanço das atividades desenvolvidas dentro do Programa agora no final do ano de 2005.
7.8. Riscos
Não foi previsto nenhum tipo de risco. Desta maneira nenhum plano contingencial foi elaborado. Além disso, longe de ser um programa efetivamente implantado, o PHC foi uma experiência com casos pontuais pelo município.
“É possível mudar nossas vidas e a atitude daqueles que nos cercam simplesmente mudando a nós mesmos” (Rudolf Dreikurs).
8. PROJETOS (OPERACIONALIZAÇÃO E PERFIL DOS BENEFICIÁRIOS)
As caracterizações apresentadas a seguir foram elaboradas a partir das informações fornecidas pelos gestores ou os participantes dos projetos nas entrevistas realizadas no ano de 2005.
A sistematização das informações obtidas foi feita categorizando-as segundo formulário que lhes foi previamente indicado, abrangendo os seguintes itens: integração, escopo, tempo, recursos financeiros, qualidade, recursos humanos, comunicações, e riscos.
Procurou-se estudar três tipos de hortas, agrupadas em institucionais (2 escolares e 2 terapêuticas) e 2 comunitárias. Como será observada na 8 que a entrada das hortas no PHC se deu em diferentes momentos.
No caso das duas hortas escolares estudadas, já havia o trabalho com horta, mas a entrada efetiva destas escolas no PHC ocorreu em 2005, através de encaminhamento de solicitação direta à subprefeitura de Barão Geraldo e posterior implantação com o apoio da CEASA. Sem passar pela comissão gestora do PHC. O apoio se dá através de assistência técnica, do fornecimento de mudas e de outros insumos para a horta.
No caso das duas hortas terapêuticas estudadas, no Centro de Saúde a idéia de fazer uma horta começou em 2003, mas a horta só começou efetivamente com o apoio do PHC, através do oferecimento das mudas, insumos para a horta e assistência técnica. No caso da UNICAMP, o trabalho com horta já era realizado e o PHC presta apoio com o fornecimento de mudas para a horta. Em nenhum dos casos houve solicitação de pedido protocolado na prefeitura.
As duas hortas comunitárias estudadas diferem completamente em relação ao engajamento no PHC.
O Jardim Liliza é uma horta implantada e promovida pelo PHC, ou seja, passou por todo o processo burocrático descrito no decreto regulamentador do Programa, foi uma das primeiras hortas comunitárias implantadas em Campinas, pela gestão 2001-2004, recebeu todo o suporte técnico oferecido pelo Programa. Já a horta da Vila Brandina não é favorecida de nenhuma forma no PHC, sendo subsidiada por seus próprios participantes.
Φ ι γ υ ρ α 6.Épocas em que cada projeto estudado entrou no PHC.