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Gráfico 5 – Fluxo dos usuários nas unidades não-hospitalares das Unidades Básicas Distritais de Saúde no Município de Ribeirão Preto

BLOCO DE APOIO ADMINISTRATIVO

5.1.2 Recursos Materiais

Equipamentos

Quando nos encontramos frente a uma criança ou adolescente em situação de urgência, para realizar o atendimento é necessário que os aparelhos estejam funcionando e existam todos os materiais, sem risco de falta ou mau funcionamento. A seguir, apresentamos tabelas

sobre os equipamentos, materiais e os sistemas de energia, água e gases encontrados nas unidades.

Tabela 7 – Disponibilidade de equipamentos das unidades não-hospitalares nas cinco Unidades Distritais Básicas de Saúde no município de Ribeirão Preto, 2006

EQUIPAMENTOS SIM NÃO

1. Desfibrilador com marca-passo externo 5 0

2. Monitor cardíaco 5 0

3. Oxímetro de pulso 4 1

4. Eletrocardiógrafo 5 0

5. Aspirador de secreção 5 0

6. Bomba de infusão com bateria e equipo universal 0 5

7. Respirador mecânico infantil 1 4

Observa-se que, na sala de reanimação e estabilização da unidade A, não se encontrou o oxímetro de pulso. Por informação do pessoal responsável no momento não estava disponível o oxímetro de pulso por estar na manutenção; nas outras quatro unidades que têm este aparelho o sensor não era infantil (O 40-46).

Nenhuma das unidades tinha bomba de infusão, e o respirador mecânico infantil foi encontrado na unidade D (O 40).

A este respeito Granitoff et al. (1994) assinalam que uma das funções da equipe da enfermagem consiste na manutenção da sala, através do suprimento constante de equipamentos e materiais indispensáveis, disponíveis em quantidade suficiente, contando para isso com uma rotina de reposição, considerando que as emergências acontecem de forma imprevisível e, às vezes, simultaneamente.

Os equipamentos quando têm registro, estes correspondem sempre à manutenção corretiva e não a manutenção preventiva que além de preservar os equipamentos evita a falta de algum aparelho importante para salvar a vida das crianças e adolescentes. Todos os equipamentos estavam inventariados pela prefeitura (O 47-48).

Tabela 8 – Disponibilidade de materiais médicos das unidades não-hospitalares nas cinco Unidades Distritais Básicas de Saúde no município de Ribeirão Preto, 2006

MATERIAIS MÉDICOS SIM NÃO

1. Laringoscópio infantil com conjunto de lâminas 5 0

2. Cânulas orofaríngeas infantil 5 0

3. Fios-guia para intubação 5 0

4. Estetoscópio infantil 1 4

5. Esfignomanômetro infantil 0 5

6. Otoscópio com espéculos infantil 0 5

7. Oftalmoscópio 0 5

8. Espelho laríngeo 0 5

9. Foco cirúrgico portátil 2 3

10. Serra de gesso 2 3

11. Jogos de pinças de retirada de corpos estranhos de nariz, ouvido e garganta

0 5

12. Pinça de Magyll 0 5

13. Bisturi (cabo e lâmina) 1 4

14. Material para cricotiroidostomia 0 5

15. Caixa completa de pequena cirurgia 0 5

A Tabela 8 nos mostra a falta de alguns materiais médicos como o estetoscópio, esfignomanômetro e otoscópio infantil, espelho laríngeo e jogo de pinças de retirada de corpo estranho na sala de estabilização, e esta situação coloca em risco o atendimento de criança ou adolescente. Dos materiais não encontrados como estetoscópio, esfignomanômetro, otoscópio infantil, nas unidades B e E estes fazem parte do kit médico e este é entregue, diariamente aos médicos, com a devolução ao final de cada plantão (O 41).

É preocupante que materiais de procedimentos terapêuticos considerados mínimos e sabidamente essenciais, estivessem ausentes em algumas unidades, como por exemplo, nenhuma das unidades tem jogo de pinças de corpo estranho. Os responsáveis manifestam que têm algumas pinças avulsas e quando precisam adaptam. Com relação à caixa de pequena cirurgia não foi encontrada em nenhuma das unidades (O 41).

Tabela 9 – Disponibilidade de materiais descartáveis das unidades não-hospitalares nas cinco Unidades Distritais Básicas de Saúde no município de Ribeirão Preto, 2006

MATERIAIS DESCARTÁVEIS SIM NÃO

1. Cateteres de aspiração 5 0

2. Cateteres nasais 5 0

3. Sondas para aspiração traqueal de vários tamanhos 5 0

4. Luvas de procedimentos 5 0

5. Cadarços para fixação de cânula 3 2

6. Fios cirúrgicos 2 3

7. Drenos para tórax 4 1

8. Pacotes de gaze estéril 5 0

9. Pacote de compressa estéril 3 2

10. Esparadrapo 5 0

11. Material para punção de vários tamanhos incluindo agulhas metálicas e plásticas

5 0 12. Agulhas especiais para punção óssea 2 3

13. Garrote 4 1

14. Equipos de gotas e microgotas 5 0

15. Cateteres específicos para dissecção de veias infantis 5 0

16. Seringas de vários tamanhos 5 0

17. Torneiras de 3 vias 1 4

18. Frascos de drenagem de tórax 4 1

19. Extensões para drenos torácicos 4 1

20. Sondas vesicais 2 3

21. Coletores de urina 2 3

22. Espátulas de madeira 5 0

23. Sondas nasogástricas 5 0

24. Eletrodos descartáveis 5 0

25. Cobertor para conservação do calor do corpo 2 3

26. Lençóis 5 0

Tabela 10 – Disponibilidade de materiais não descartáveis das unidades não-hospitalares nas cinco Unidades Distritais Básicas de Saúde no município de Ribeirão Preto, 2006

MATERIAIS NÃO DESCARTÁVEL SIM NÃO

1. Glicosímetro 5 0

2. Cânulas endotraqueais de vários tamanhos 5 0

3. Adaptadores para cânulas 5 0

4. Máscara para ressuscitador infantil e adolescente 5 0 5. Ressuscitadores infantis com reservatório 5 0 6. Materiais de proteção individual para equipe de

atendimento

2 3 7. Conjunto de colares cervicais infantil 3 2

Em relação ao material descartável, chama a atenção a falta de agulhas para punção óssea, material que permite uma ação imediata nos casos de desidratação, por exemplo este material ajuda a ter uma via de acesso parenteral. A ausência de diversos materiais, conforme apontado na Tabela 9 e 10, limita o desenvolvimento do trabalho (O 42-43).

Na tabela 11, são apresentados outros materiais que deveriam estar disponíveis nestas unidades.

Tabela 11 – Disponibilidade de outros materiais nas unidades não-hospitalares nas cinco Unidades Distritais Básicas de Saúde no município de Ribeirão Preto, 2006

OUTROS MATERIAIS SIM NÃO

1. Prancha longa para imobilização da vítima em caso de trauma

2 3 2. Prancha curta para massagem cardíaca 3 2

3. Tesoura 1 4

4. Negatoscópios 3 2

5. Maca com rodas e grades 5 0

6. Cadeira-de-rodas 5 0

Observamos que há falta das pranchas para imobilizar os pacientes, o pode provocar uma iatrogenia. A falta de negatoscópio na sala de estabilização, dificulta a avaliação médica que deve ser imediata quando esta depende do exame radiológico. Em todas as unidades existem macas com rodas e grades e cadeiras-de-rodas, entanto alguns não estão em boas condições de uso (O 44).

O bom funcionamento da unidade depende, também, de um bom sistema de gerador de energia, fornecimento de água pela rede pública, sistema de telefonia e comunicação. A Tabela 12 apresenta tais elementos.

Tabela 12 – Disponibilidade de sistemas das unidades não-hospitalares nas cinco Unidades Distritais Básicas de Saúde no município de Ribeirão Preto, 2006

SISTEMAS SIM NÃO

1. Gerador de energia elétrica compatível com o consumo da unidade

5 0 2. Fornecimento de água pela rede pública 5 0 3. Sistema de telefonia e de comunicação 5 0 4. Rede canalizada de gases e cilindro de oxigênio portátil ou

torpedo de O2

5 0

As unidades estudadas têm garantido a energia elétrica por gerador instalado em locais de demanda crítica; os poços presentes em cada unidade fornecem água quando não disponível pela rede pública. As salas de estabilização e inaloterapia apresentam rede canalizada de oxigênio ou têm cilindros de oxigênio e ar comprimido (O 45).

Observamos também que todas as unidades têm segurança contra incêndio encontrando-se nos corredores extintores de água, de pó químico seco e de gás carbônico, assim como hidratantes com alarme (O 76). Os extintores manuais são de quatro tipos principais e utilizados conforme a classe do incêndio, ou seja, para materiais sólidos se usa o extintor de água pasteurizada, para líquidos inflamáveis o extintor de gás carbônico, e para e equipamentos elétricos e metais se utiliza o extintor de pó químico (BRASIL, 1995b).

A segurança contra incêndios assume dois aspectos especiais: a proteção da vida humana e a proteção dos bens ou patrimônio. Institucionalmente, o incêndio é entendido como uma ocorrência indesejável, como tal deve ser evitado ou controlado, pois quando acontece traz perdas econômicas, problemas jurídicos e atribuição de responsabilidades. Assim as unidades prevêem as condições de segurança contra incêndios, especialmente a populações mais desprotegidas.

Medicamentos

Os medicamentos na sala de estabilização devem estar disponíveis para serem usados na primeira abordagem do paciente grave, agudos ou sintomáticos. É necessário que medicamentos, como anticonvulsivantes e antibióticos, estejam disponíveis, pois existem casos que podem ficar por um período de até 24 horas aguardando a internação (BRASIL, 2004b).

A Tabela 13 abaixo apresenta os medicamentos necessários ao atendimento de urgência e emergência. Estes medicamentos foram classificados por nome genérico de acordo ao Dicionário Terapêutico Guanabara (KOROLKOVAS; FRANÇA, 2003).

Tabela 13 – Disponibilidade de medicamentos nas salas de estabilização das unidades não- hospitalares nas cinco Unidades Distritais Básicas de Saúde no município de Ribeirão Preto, 2006

MEDICAMENTOS SIM NÃO

APARELHO RESPIRATÓRIO