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Subseção V Disposições Finais

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM Do Vale-Transporte

Art. 352. O empregador, pessoa física ou jurídica, antecipará ao empregado o vale-transporte, instituído pela Lei nº 7.418, de 16 de dezembro de 1985, para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-versa, através do sistema de transporte coletivo público, urbano ou intermunicipal e/ou interestadual com características semelhantes aos urbanos, geridos diretamente ou mediante concessão ou permissão de linhas regulares e com tarifas fixadas pela autoridade competente, excluídos os serviços seletivos e os especiais.

Lei nº 7.418/1985, art. 1º.

Parágrafo único. A concessão do benefício referido no caput deste artigo implica a aquisição pelo empregador dos vales-transporte necessários aos deslocamentos do trabalhador no percurso residência-trabalho e vice-versa, no serviço de transporte que melhor se adequar.

Lei nº 7.418/1985, art. 4º, caput (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987).

Art. 353. O empregador participará dos gastos de deslocamento do trabalhador com a ajuda de custo equivalente à parcela que exceder a seis por cento de seu salário básico.

Lei nº 7.418/1985, art. 4º, parágrafo único (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987).

Parágrafo único. A contribuição do empregador referida no caput deste artigo: Lei nº 7.418/1985, art. 2º, caput (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987).

I – não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos; Lei nº 7.418/1985, art. 2º, alínea “a” (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987).

II – não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou de FGTS; Lei nº 7.418/1985, art. 2º, alínea “b” (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987).

III – não se configura como rendimento tributável do trabalhador. Lei nº 7.418/1985, art. 2º,

alínea “c” (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987).

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM Art. 354. A empresa operadora do sistema de transporte coletivo público é obrigada a emitir e a comercializar o vale-transporte, ao

preço da tarifa vigente, colocando-o à disposição dos empregadores em geral e assumindo os custos dessa obrigação, sem repassá-los para a tarifa dos serviços.

Lei nº 7.418/1985, art. 5º, caput (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987).

§ 1º Nas regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, será instalado, pelo menos, um posto de vendas para cada grupo de cem mil habitantes na localidade, que comercializará todos os tipos de vale-transporte.

Lei nº 7.418/1985, art. 5º, § 1º (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987) (Redação dada pela Lei nº 7.855/1989).

§ 2º É facultado à empresa operadora delegar a emissão e a comercialização do vale-transporte, bem como consorciar-se em central de vendas, para efeito de cumprimento do disposto nesta Subseção.

Lei nº 7.418/1985, art. 5º, § 2º (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987).

§ 3º Para fins de cálculo do valor do vale-transporte, será adotada a tarifa integral do deslocamento do trabalhador, sem descontos, mesmo que previstos na legislação local.

Lei nº 7.418/1985, art. 5º, § 3º (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619/1987).

Art. 355. Os vales-transporte anteriores perdem sua validade decorridos trinta dias da data de reajuste tarifário. Lei nº 7.418/1985, art. 9º (Artigo renumerado pela Lei nº 7.619

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1987)

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Subseção II

Da Participação nos Lucros ou Resultados da Empresa

Art. 356. A participação nos lucros ou resultados, como instrumento de integração entre o capital e o trabalho e como incentivo à produtividade, nos termos do art. 7º, inciso XI, da Constituição Federal, será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante os procedimentos descritos no art. 634.

Lei nº 10.101/2000, art. 1º.

Art. 357. A participação nos lucros ou resultados, estabelecida de acordo com o art. 356, não substitui ou complementa a remuneração devida ao empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista, não se lhe aplicando o princípio da habitualidade.

Lei nº 10.101/2000, art. 3º, caput.

§ 1º Para efeito de apuração do lucro real, a pessoa jurídica poderá deduzir como despesa operacional as participações atribuídas aos empregados nos lucros ou resultados, nos termos deste artigo, dentro do próprio exercício de sua constituição.

Lei nº 10.101/2000, art. 3º,

§ 1º.

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM

§ 2º É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação de lucros ou resultados da empresa em periodicidade inferior a um semestre civil, ou mais de duas vezes no mesmo ano civil.

Lei nº 10.101/2000, art. 3º,

§ 2º.

§ 3º Todos os pagamentos efetuados em decorrência de planos de participação nos lucros ou resultados, mantidos espontaneamente pela empresa, poderão ser compensados com as obrigações decorrentes de acordos ou convenções coletivas de trabalho atinentes à participação nos lucros ou resultados.

Lei nº 10.101/2000, art. 3º,

§ 3º.

§ 4º As participações de que trata este artigo serão tributadas na fonte, em separado dos demais rendimentos recebidos no mês, como antecipação do imposto de renda devido na declaração de rendimentos da pessoa física, competindo à pessoa jurídica a responsabilidade pela retenção e pelo recolhimento do imposto.

Lei nº 10.101/2000, art. 3º,

§ 5º.

Seção IV Da Alteração

Art. 358. Nos contratos individuais de trabalho, só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento e, ainda assim, desde que não resulte, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.

CLT, art. 468, caput.

Parágrafo único. Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o empregado reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função de confiança.

CLT, art. 468, parágrafo único.

Art. 359. Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato, não se considerando transferência a que não acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio.

CLT, art. 469, caput.

§ 1º Não estão compreendidos na proibição deste artigo os empregados que exerçam cargo de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço.

CLT, art. 469, § 1º (Redação dada pela Lei nº 6.203/1975).

§ 2º É lícita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em que trabalhar o empregado. CLT, art. 469, § 2º.

§ 3º Em caso de necessidade de serviço, o empregador poderá transferir o empregado para localidade diversa da que resultar do contrato, não obstante as restrições do art. 358, mas ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a vinte e cinco por cento do salário que o empregado percebia naquela localidade, enquanto durar essa situação.

CLT, art. 469, § 3º (Incluído pela Lei nº 6.203/1975).

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM

Art. 360. As despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador. CLT, art. 470 (Redação dada pela Lei nº 6.203/1975).

Seção V

Da Suspensão e da Interrupção

Art. 361. Ao empregado afastado do emprego são asseguradas, por ocasião de sua volta, todas as vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa.

CLT, art. 471.

Art. 362. O afastamento do empregado em virtude das exigências do serviço militar, ou de outro encargo público, não constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de trabalho por parte do empregador.

CLT, art. 472, caput.

§ 1º Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço militar ou de encargo público, é indispensável que notifique o empregador dessa intenção, por telegrama ou carta registrada, dentro do prazo máximo de trinta dias, contados da data em que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a que estava obrigado.

CLT, art. 472, § 1º

§ 2º Nos contratos por prazo determinado, o tempo de afastamento, se assim acordarem as partes interessadas, não será computado na contagem do prazo para a respectiva terminação.

CLT, art. 472, § 2º.

Art. 363. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: CLT, art. 473, caput (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229/1967).

I – até dois dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua CTPS, viva sob sua dependência econômica;

CLT, art. 473, I (Incluído pelo Decreto-lei nº 229/1967).

II – até três dias consecutivos, em virtude de casamento; CLT, art. 473, II (Incluído

pelo Decreto-lei nº 229/1967).

III – por cinco dias, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana; CLT, art. 473, III (Incluído pelo Decreto-lei nº 229/1967).

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM

IV – por um dia, em cada doze meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada; CLT, art. 473, IV (Incluído pelo Decreto-lei nº 229/1967).

V – até dois dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei; CLT, art. 473, V (Incluído pelo Decreto-lei nº 229/1967).

VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na alínea "c" do art. 65 da Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar);

CLT, art. 473, VI (Incluído pelo Decreto-lei nº 757/1969).

VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior;

CLT, art. 473, VII (Incluído pela Lei nº 9.471/1997).

VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo; CLT, art. 473, VIII (Incluído pela Lei nº 9.853/1999).

IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro.

CLT, art. 473, IX (Incluído pela Lei nº 11.304, de 2006).

Art. 364. A suspensão do empregado por mais de trinta dias consecutivos importa na rescisão injusta do contrato de trabalho. CLT, art. 474.

Art. 365. O empregado que for aposentado por invalidez terá suspenso o seu contrato de trabalho durante o prazo fixado pelas leis de Previdência Social para a efetivação do benefício.

CLT, art. 475, caput.

§ 1º Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e sendo a aposentadoria cancelada, ser-lhe-á assegurado o direito à função que ocupava ao tempo da aposentadoria, facultado, porém, ao empregador, o direito de indenizá-lo por rescisão do contrato de trabalho.

CLT, art. 475, § 1º (Redação dada pela Lei nº 4.824/1965).

§ 2º Se o empregador houver admitido substituto para o aposentado, poderá rescindir, com o empregado substituto, o contrato de trabalho sem indenização, desde que tenha havido ciência inequívoca da interinidade ao ser celebrado o contrato.

CLT, art. 475, § 2º.

Art. 366. Em caso de auxílio-doença, o empregado é considerado em licença não remunerada durante o prazo desse benefício. CLT, art. 476.

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM Art. 367. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco meses, para participação do empregado em

curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, observado o disposto no art.

361.

CLT, art. 476-A, caput (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41/2001).

§ 1o Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador deverá notificar o sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da suspensão contratual.

CLT, art. 476-A, § 1º (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41/2001).

§ 2o O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto no caput deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis meses. suspensão contratual nos termos do caput deste artigo, com valor a ser definido em convenção ou acordo coletivo.

CLT, art. 476-A, § 3º (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41/2001).

§ 4o Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos pelo empregador.

CLT, art. 476-A, § 4º (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41/2001).

§ 5o Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual ou nos três meses subseqüentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao empregado, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser estabelecida em convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato.

CLT, art. 476-A, § 5º (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41/2001).

§ 6o Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de qualificação profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos sociais referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem como às sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.

CLT, art. 476-A, § 6º (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41/2001).

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM

§ 7o O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, desde que o empregador arque com o ônus correspondente ao valor da bolsa de qualificação profissional, no

Art. 368. O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho, firmado por empregado com mais de um ano de serviço, só será válido quando feito com a assistência do Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Emprego.

CLT, art. 477, § 1º (Redação dada pela Lei nº 5.584/1970).

§ 1º Quando não existir na localidade nenhum dos órgãos previstos neste artigo, a assistência será prestada pelo Representante do Ministério Público ou, onde houver, pelo Defensor Público e, na falta ou impedimento destes, pelo Juiz de Paz.

CLT, art. 477, § 3º (Redação dada pela Lei nº 5.584/1970).

§ 2º O ato da assistência na rescisão contratual será sem ônus para o trabalhador e o empregador. CLT, art. 477, § 7º (Incluído pela Lei nº 7.855/1989).

Art. 369. O pedido de demissão do empregado estável só será válido quando feito com a assistência do sindicato e, se não o houver, perante autoridade local competente do Ministério do Trabalho e Emprego ou da Justiça do Trabalho.

CLT, art. 500 (Revigorado com nova redação, pela Lei nº 5.5841970).

Art. 370. O instrumento de rescisão ou recibo de quitação, qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato, deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor, sendo válida a quitação, apenas, somente poderá ser feito em dinheiro.

CLT, art. 477, § 4º

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM

II – até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da ausência do aviso prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cinqüenta por cento.

CLT, art. 467, caput (Redação dada pela Lei nº 10.272/2001).

Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas.

CLT, art. 467, parágrafo único (Incluído pela Medida provisória nº 2.180-35/2001).

Art. 372. Na hipótese de despedida pelo empregador, sem justa causa, depositará este, na conta vinculada do trabalhador no FGTS, importância igual a quarenta por cento do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros.

Lei 8.036/1990, art. 18, § 1º (Redação dada pela Lei nº 9.491/1997).

Art. 373. Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou força maior, reconhecida pela Justiça do Trabalho, o percentual de que trata o art. 372 será de vinte por cento.

Lei 8.036/1990, art. 18, § 2º.

§ 1º Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente.

CLT, art. 501, caput.

§ 2º A imprevidência do empregador exclui a razão de força maior. CLT, art. 501, § 1º.

§ 3º À ocorrência do motivo de força maior que não afetar substancialmente, nem for suscetível de afetar, em tais condições, a situação econômica e financeira da empresa não se aplicam as restrições desta Seção.

CLT, art. 501, § 2º.

§ 4º Comprovada a falsa alegação do motivo de força maior, é garantida a reintegração aos empregados estáveis; e aos não-estáveis, o complemento da indenização já percebida, assegurado a ambos o pagamento da remuneração atrasada.

CLT, art. 504.

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM Art. 374. As importâncias de que trata o art. 373 deverão constar da documentação comprobatória do recolhimento dos valores

devidos a título de rescisão do contrato de trabalho, observado o disposto nos arts. 368 e 370, eximindo o empregador, exclusivamente, quanto aos valores discriminados.

Lei 8.036/1990, art. 18, § 3º (Redação dada pela Lei nº 9.491/1997).

Art. 375. Havendo termo estipulado, o empregado não se poderá desligar do contrato, sem justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem.

CLT, art. 480, caput.

Parágrafo único. A indenização não poderá exceder aquela a que teria direito o empregado em idênticas condições. CLT, art. 480, § 1º (Renumerado pelo Decreto-lei nº 6.353/1944).

Art. 376. Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja exercido tal direito por qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado.

CLT, art. 481.

Art. 377. O rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório, nos moldes do art. 7º, faculta ao empregado optar entre: Lei nº 9.029/1995, art. 4º, caput.

I – a readmissão com ressarcimento integral de todo o período de afastamento, mediante pagamento das remunerações devidas, corrigidas monetariamente, acrescidas dos juros legais;

Lei nº 9.029/1995, art. 4º, I.

II – a percepção, em dobro, da remuneração do período de afastamento, corrigida monetariamente e acrescida dos juros legais. Lei nº 9.029/1995, art. 4º, II.

Art. 378. Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: CLT, art. 482, caput.

I – ato de improbidade; CLT, art. 482, “a”.

II – incontinência de conduta ou mau procedimento; CLT, art. 482, “b”.

III – negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço;

CLT, art. 482, “c”.

IV – condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena; CLT, art. 482, “d”.

V – desídia no desempenho das respectivas funções; CLT, art. 482, “e”.

VI – embriaguez habitual ou em serviço; CLT, art. 482, “f”.

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM

VIII – ato de indisciplina ou de insubordinação; CLT, art. 482, “h”.

IX – abandono de emprego; CLT, art. 482, “i”.

X – ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;

CLT, art. 482, “j”.

XI – ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;

CLT, art. 482, “k”.

XII – prática constante de jogos de azar. CLT, art. 482, “l”.

Parágrafo único. Considera-se justa causa, para efeito de rescisão de contrato de trabalho do empregado bancário, a falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis.

CLT, art. 508.

Art. 379. Constitui falta grave do empregado estável a prática de qualquer dos fatos a que se refere o art. 378, quando por sua repetição ou natureza representem séria violação dos deveres e obrigações do empregado.

CLT, art. 493.

§ 1º O empregado acusado de falta grave poderá ser suspenso de suas funções, mas a sua despedida só se tornará efetiva após o inquérito em que se verifique a procedência da acusação.

CLT, art. 494, caput.

§ 2º A suspensão, no caso deste artigo, perdurará até a decisão final do processo. CLT, art. 494, caput.

§ 3º Reconhecida a inexistência de falta grave praticada pelo empregado, fica o empregador obrigado a readmiti-lo no serviço e a pagar-lhe os salários a que teria direito no período da suspensão.

CLT, art. 495.

§ 4º Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau de incompatibilidade resultante do dissídio, especialmente quando for o empregador pessoa física, o Tribunal do Trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização.

CLT, art. 496.

Art. 380. O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: CLT, art. 483, caput.

I – forem exigidos serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, ou alheios ao contrato; CLT, art. 483, “a”.

II – for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo; CLT, art. 483, “b”.

III – correr perigo manifesto de mal considerável; CLT, art. 483, “c”.

IV – não cumprir o empregador as obrigações do contrato; CLT, art. 483, “d”.

REDAÇÃO PROPOSTA ORIGEM V – praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama; CLT, art. 483, “e”.

VI – o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; CLT, art. 483, “f”.

VII – o empregador reduzir o seu trabalho, sendo este por peça ou tarefa, de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários.

CLT, art. 483, “g”.

§ 1º O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato, quando tiver de desempenhar obrigações legais, incompatíveis com a continuação do serviço.

CLT, art. 483, § 1º.

§ 2º No caso de morte do empregador constituído em empresa individual, é facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho.

CLT, art. 483, § 2º.

§ 3º Nas hipóteses dos incisos IV e VII, poderá o empregado pleitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das

§ 3º Nas hipóteses dos incisos IV e VII, poderá o empregado pleitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das