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O Projeto INSULAE prevê o recurso a sistemas de armazenamento de energia, à produção renovável através de sistemas de micro geração fotovoltaica e à automação distribuída para, em ambiente real, mitigar problemas e constrangimentos afetos à distribuição de energia elétrica. Por seu turno, o projeto MIND4SEA contempla a aquisição de equipamentos e estrutura necessária à gestão centralizada de carregamentos inteligentes de veículos elétricos, através da implementação de uma plataforma de agregação de instalações de postos de carregamento lento e rápido, de um sistema de armazenamento de energia renovável e de uma micro central fotovoltaica (EEM, 2019e).

O projeto SFFI tem como base a eficiência energética, a mobilidade elétrica, a melhoria dos índices de qualidade de serviço da rede elétrica, as energias renováveis e as redes inteligentes. A sua concretização envolve a instalação de soluções de armazenamento de energia em baterias e do respetivo sistema de gestão, um sistema de gestão centralizado da rede, a eficiência na iluminação pública através da requalificação com a instalação de luminárias LED afetas a sistemas de controlo inteligente, a sensorização e automação da rede de média e baixa tensão, a substituição de combustíveis fosseis por fontes renováveis, a instalação de uma rede de carregamento inteligente de veículos elétricos, aplicações de baterias de segunda vida, o autoconsumo compensado com sistemas de armazenamento e a substituição de contadores convencionais por contadores inteligentes (EEM, 2019e; EEM, 2019a). A concretização do projeto implica também um forte investimento na rede de comunicações, tendo já sido instalada, no Porto Santo, 44,2 km de

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rede de fibra ótica que servirá de suporte às comunicações entre os vários elementos da rede (EEM, 2019a).

A instalação da uma central de baterias no Porto Santo irá permitir a redução do consumo de gasóleo necessário ao funcionamento de um grupo térmico a funcionar próximo dos mínimos técnicos, permitirá o funcionamento de apenas um grupo térmico, a redução dos custos de manutenção, a melhoria da eficiência da produção, e uma melhor valorização e maximização da integração de fontes renováveis na rede (EEM, 2019e; EEM, 2019a). Sendo um sistema elétrico de reduzida dimensão com uma importante componente renovável, a escolha do sistema de armazenamento com baterias resultou da realização de estudos de comportamento dinâmico da rede elétrica que determinaram as condições de operação deste sistema que terá de ser capaz de apoiar o controlo de frequência associado às variações das fontes renováveis (EEM, 2019a).

O foco do projeto SMILE restringe-se às Unidades de Pequena Produção, às Unidades de Produção para Autoconsumo com armazenamento de energia em baterias e à mobilidade elétrica, em particular, no que respeita ao carregamento inteligente de veículos elétricos. Com a conjugação destes elementos é pretendido estudar a implementação futura de pequenas redes inteligentes locais de modo a aumentar a produção descentralizada que, aliada a uma gestão inteligente de energia, garanta o abastecimento, a qualidade e a segurança. O projeto contempla, por exemplo, o controlo ativo do diagrama de carga de uma instalação com produção fotovoltaica e sistema de armazenamento de energia, e o carregamento inteligente de veículos elétricos, com ajuste da taxa de carregamento à potencia utilizada no local de consumo, num determinado momento (EEM, 2019e).

A consideração de cenários futuros de forte integração de fontes de energia renovável e intermitente, a par com a necessidade de se segurar, a cada instante, a fiabilidade do sistema e a qualidade do fornecimento, requer uma análise cuidada e aprofundada, em particular, em sistemas elétricos isolados de pequena dimensão (EEM, 2019g). Os objetivos ambiciosos do Governo Regional da Madeira e da EEM, que apontam à expansão do parque electroprodutor renovável, à maximização da integração da produção renovável na rede, à minimização da produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis e à otimização da gestão de energia, em particular, à otimização da coordenação e operação das centrais hídricas reversíveis, dos sistemas de armazenamento e da produção fotovoltaica, eólica e, eventualmente, geotérmica,

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levam à necessidade da definição de requisitos técnicos para as novas instalações produtoras, nos regimes de operação estacionário e dinâmico, que assegurem a robustez de exploração da rede elétrica, as necessidades da EEM enquanto operador de rede, a exequibilidade técnica e a viabilidade dos investimentos a realizar (INESC, 2019; EEM, 2017a). Nesse sentido, em conjunto com o “INESCTEC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência”, foram realizados vários estudos que culminaram na elaboração de uma proposta de adaptação do Código de Rede à RAM, onde são descritos os requisitos técnicos impostos às novas unidades de produção, em função do nível de tensão e da potência a ligar (EEM, 2017a).

Segundo o INESC, as exigências impostas no Código de Rede proposto “irão assegurar uma transição controlada para um hybrid power system de referência a nível mundial”. Transição essa motivada pelos “ambiciosos objetivos que transformarão o paradigma da rede elétrica da Ilha da Madeira” (INESC, 2019:46). O novo Código de Rede de rede foi aprovado no Decreto Regulamentar Regional n.º 8/2019/M, publicado no Diário da República n.º 210/2019, Série I de 31 de outubro de 2019.

4.2.3.3.2 – Comercialização

A alteração do Layout da Fatura tem em vista a integração futura de processos digitais que permitam a disponibilização de uma fatura interativa que proporcione ao cliente um melhor entendimento e melhores níveis de informação (EEM, 2019e).

No âmbito do fomento da cultura, da educação e das artes, a EEM apoia diversos eventos culturais e ações de cariz social. O “Museu Casa da Luz” desempenha um papel fundamental nestes âmbitos, onde para além de apresentar a história da energia elétrica na Madeira, proporciona a transmissão de conhecimentos no âmbito da racionalização de energia e das energias renováveis. O Museu Casa da Luz é também muito utilizado para a exposição de obras de artistas regionais (EEM, 2019e).

Com vista a redução do consumo de energia e à proteção ambiental, a EEM disponibiliza, nas lojas e no portal da EEM, guias de eficiência energética com medidas de fácil implementação que podem ser adotadas pelos clientes domésticos ou empresariais (EEM, 2019e).

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O número de atendimentos, reclamações e tempos de espera dos clientes são exemplos de indicadores monitorizados pela EEM no âmbito do Regulamento de Qualidade de Serviço comercial. Numa lógica de melhoria continua, estes indicadores servem de referência para o estabelecimento de metas para ano seguinte (EEM, 2019e). São ainda monitorizados, através de inquéritos de satisfação aos Clientes, os indicadores de avaliação e satisfação dos clientes (EEM, 2019a). No ano de 2018, 82,7% dos inquiridos atribui a nota máxima de “Bom” ao desempenho da EEM (EEM, 2019i).

Com vista à melhoria continua da qualidade de serviço, a EEM irá desenvolver ferramentas analíticas de modo a conseguir uma melhor monitorização dos indicadores, permitindo um melhor controlo e gestão de processos. Paralelamente, a entrada em produção das plataformas ADMS e AMI terão “implicações diretas na qualidade de serviço técnica e comercial” sendo expectável uma “melhoria do nível geral dos indicadores regulamentares” (EEM, 2019:35).