1.- Construção Civil
1.01.- Piquetagem e implantação dos trabalhos 1.02.- Trabalhos preparatórios
1.03.- Arranque e reposição de pavimentos 1.04.- Movimento de terras
1.04.01.- Escavações para implantação de tubagens 1.04.02.- Entivações e escoramentos
1.04.03.- Extração de água
1.04.04.- Aterro das valas e fundação das tubagens 1.04.05.- Movimento de terras para implantação de obras
localizadas
1.05.- Transporte e acondicionamento de tubagens 1.05.01.- Carregamento e transporte
1.05.02.- Manuseamento 1.05.03.- Armazenamento
1.06.- Colocação e assentamento de tubagem 1.06.01.- Trabalhos preparatórios
1.06.02.- Movimentação e colocação de tubos nas valas 1.06.03.- Assentamento das tubagens
1.06.04.- Juntas
1.07.- Colocação de bandas avisadoras de tubagem 1.08.- Câmaras de visita
1.09.- Trabalhos em betão simples e armado 1.09.01.- Condições gerais
1.09.02.- Composição 1.09.03.- Fabrico
1.09.04.- Verificação e fiscalização 1.09.05.- Receção e aceitação de betões 1.09.06.- Ensaios de carga
1.10.- Execução de pavimentos 1.10.01.- Sub-base
1.10.01.01.- Características dos materiais 1.10.01.02.- Preparação do leito
1.10.01.03.- Espalhamento 1.10.01.04.- Compactação 1.10.01.05.- Regularidade
1.10.01.06.- Execução da sub-base 1.10.02.- Base em tout-venant
1.10.02.01.- Características dos materiais 1.10.02.02.- Preparação do leito da base 1.10.02.03.- Execução da camada de base 1.10.02.04.- Verificações finais
1.10.03.- Execução de macadames
1.10.03.01.- Características dos materiais 1.10.03.02.- Caracterização dos procedimentos
1.10.03.03.- Execução da semi-penetração betuminosa 1.10.04.- Revestimentos superficiais betuminosos
1.10.04.01.- Características dos materiais 1.10.04.02.- Caracterização dos revestimentos 1.10.04.03.- Execução de revestimento superficial
betuminoso 1.11.- Sinalização
1.11.01.- Sinalização permanente 1.11.01.01.- Sinalização vertical 1.11.01.02.- Sinalização horizontal 1.11.01.03.- Sinalização luminosa 1.11.02.- Sinalização provisória
2.- Perfuração horizontal
2.01.- Inspeção do local da Obra
2.02.- Planificação da trajetória de perfuração 2.03.- Colocação do equipamento em obra 2.04.- Perfuração e cravação da tubagem 3.- Ensaios
3.01.- Condições gerais 3.02.- Ensaios de Pressão
3.02.01- Caracterização do ensaio 3.02.02.- Equipamento
3.02.03.- Descrição do ensaio
3.02.03.01.- Operações preliminares 3.02.03.02.- Pressão de ensaio 3.02.03.03.- Procedimento de ensaio 3.02.04.- Resultados e verificações
4.- Lavagem e desinfeção de condutas 4.01.- Condições gerais
4.02.- Tipo de desinfetante 4.03.- Descrição das operações
4.03.01.- Lavagem prévia
4.03.02.- Enchimento com mistura desinfetante 4.04.- Realização de testes
5.- Telas Finais
5.01.- Considerações gerais 5.02.- Referências geográficas 5.03.- Infraestruturas
5.03.01.- Cartografia de base/Levantamento local 5.03.02.- Traçado das condutas e coletores
5.03.03.- Perfil longitudinal das condutas e coletores 6.- Outros trabalhos
6.01.- Regras de medição
6.02.- Emprego de explosivos 6.03.- Classificação das escavações
6.04.- Interseção de canalização e obras de qualquer natureza 7.- Materiais
7.01.- Receção, verificação e aceitação de materiais 7.01.01.- Disposições gerais
7.01.02.- Receção dos materiais 7.01.03.- Aplicação dos materiais 7.01.04.- Substituição dos materiais
7.01.05.- Depósito e armazenagem dos materiais 7.02.- Tubagens
7.02.01.- Disposições gerais
7.02.02.- Tubagens de polietileno de massa volúmica alta (PEAD)
7.02.03.- Tubagens de aço
7.02.03.01.- Condições de fornecimento 7.02.03.02.- Prescrições dimensionais 7.02.03.03.- Materiais
7.02.04.- Proteção anticorrosiva
7.02.04.01.- Esquemas de proteção
7.02.04.02.- Processos de aplicação da proteção 7.02.05.- Tintas de acabamento
7.03.- Outros materiais 7.03.01.- Areia 7.03.02.- Cimento
7.03.03.- Brita para betão 7.03.04.- Pedra para alvenaria 7.03.05.- Tijolos
7.03.06.- Calcário vidraço 7.03.07.- Granito
7.04.- Pavimentos betuminosos 7.04.01.- Fundo de caixa 7.04.02.- Sub-base 7.04.03.- Tapete 8.- Equipamentos
8.01.- Disposições gerais
8.02.- Juntas autotravadas, autoblocantes e com transmissão de esforços 8.02.01.- Especificação do fornecimento
8.02.02.- Materiais
8.03.- Juntas mecânicas com flange de ligação 8.03.01.- Especificação do fornecimento 8.03.02.- Materiais
8.04.- Juntas mecânicas flexíveis
8.04.01.- Especificação do fornecimento 8.04.02.- Prescrições dimensionais 8.04.03.- Prescrições construtivas 8.04.04.- Materiais
8.05.- Válvulas de seccionamento para água potável 8.06.- Válvulas de cunha
8.07.- Válvulas de borboleta
8.08.- Ligadores para tubagens de PEAD 8.08.01.- Especificação do fornecimento 8.08.02.- Materiais
8.09.- Ventosas
8.10.- Parafusos e porcas 8.11.- Receção do equipamento
8.12.- Equipamentos não especificados
CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS (no que se aplicar à presente empreitada)
CARACTERISTICAS DOS MATERIAIS INCLUINDO A SUA NATUREZA QUALIDADE E DIMENSÕES RESPECTIVA PROCEDÊNCIA E CONDIÇÕES DE
RECEPÇÃO E DE ARMAZENAMENTO
EM TODAS AS REFERÊNCIAS A MARCAS, EM CASO DE LAPSO OU OMISSÃO DEVER-SE-Á ENTENDER “DO TIPO” … “OU EQUIVALENTE”
1.01. – PRESCRIÇÕES DE CARÁCTER GERAL
1.01.1.– PRESCRIÇÕES COMUNS A TODOS OS MATERIAIS
1.01.1.1.– Todos os materiais a empregar devem ser da melhor qualidade, acompanhados de certificado de origem e dos respetivos documentos de controlo de qualidade e obedecendo ainda a:
a) Sendo nacionais, às normas portuguesas, documentos de homologação de laboratórios oficiais, regulamentos em vigor e especificações destas Condições Técnicas;
b) Sendo estrangeiros, às normas e regulamentos me vigor no País de origem, caso não existam normas nacionais aplicáveis;
1.01.1.2.– Nenhum material poderá ser aplicado em obra sem prévia autorização da Fiscalização, mesmo que esteja em absoluta conformidade com o disposto neste Caderno de Encargos.
1.01.1.3.– O Adjudicatário, quando simplesmente autorizado pela Fiscalização, poderá aplicar materiais diferentes dos previstos, sob condição da estabilidade, do aspeto, da duração, e da conservação da obra não serem prejudicados e se não houver alteração, para mais, no preço.
Esta autorização não isenta o Empreiteiro da sua responsabilidade sobre o comportamento dos materiais aplicados, conforme se especifica no capítulo 13 deste Caderno de Encargos, e deve ser obrigatoriamente consignada no livro de registo desta obra.
1.01.1.4.– A Fiscalização poderá, sempre que o entender necessário, mandar proceder a ensaios de controlo de qualidade dos materiais, desde que sobre eles haja dúvidas. Quando o Adjudicatário não disponha de meios próprios para a realização dos ensaios determinados ou quando a fiscalização duvide da qualidade do controlo laboratorial efetuado sob responsabilidade daquele, recorrer-se-á a um laboratório oficial, nos moldes definidos no capitulo 13 quanto à obrigatoriedade e atribuição de encargos.
1.01.2.– MATERIAIS NÃO PREVISTOS
Todos os restantes materiais que tiverem que ser empregues na obra e não se encontrem referidos no presente Caderno de Encargos, deverão apresentar as características definidas pela legislação que lhes for aplicável ou, na falta desta, as que melhor satisfaçam aos fins em vista, devendo os mesmos ser sempre aprovados previamente pela fiscalização.
1.02.– MATERIAIS A UTILIZAR NA CONSTRUÇÃO DO CORPO DE ATERROS
1.02.01.– MATERIAIS ROCHOSOS PARA USO GERAL
Os materiais a utilizar na construção dos aterros serão em regra solos ou outros materiais, que se obterão das escavações realizadas na obra (ou provenientes dos empréstimos que se definam no projeto de execução, ou dos escolhidos pelo Adjudicatário, com prévia aprovação da fiscalização), e devem obedecer ao seguinte:
• Os solos ou materiais a utilizar deverão estar isentos de ramos, folhas, troncos, raízes, ervas, lixo ou quaisquer detritos orgânicos.
• A dimensão máxima dos elementos dos solos ou materiais a aplicar será, em regra, inferior a 2/3 de espessura da camada, uma vez compactada.
• Em particular, os solos a colocar no metro (ordem de grandeza) inferior do corpo do aterro, não deverão ser muito sensíveis à água, o que determina que a percentagem de passados no peneiro ASTM n.º 200 não deva, em regra, exceder os 30%.
• Os solos de empréstimo deverão ser sujeitos à aprovação da Fiscalização, antes da sua aplicação.
• Teor em água dos solos a aplicar nos aterros deverá ser tal que permita atingir o grau de compactação exigido, não podendo, no entanto, diferir, em mais de 1,5 pontos percentuais, do teor ótimo referido ao ensaio de compactação pesada, ou ao ensaio
“Proctor” Normal quando se trate de solos relativamente finos (mais de 30% de passados no peneiro ASTM n.º 200).
Para a aplicação de materiais que não satisfaçam as condições acima das expressas ou que não se enquadrem nos limites qualitativos inferiores apontados no projeto de execução, será indispensável uma aprovação prévia da fiscalização.
Em princípio, não devem ser aplicados em aterro materiais com características intrínsecas (nomeadamente o ângulo de atrito interno e a coesão) suscetíveis de originar instabilidade quando se respeite a geometria transversal projetada para os aterros; em particular, os solos arenosos incoerentes e materiais rolados provenientes de terraços fluviais ou marinhos fósseis ou atuais, deverão respeitar uma inclinação máxima h/b=1/2 ao nível dos taludes de aterro, ou limite mais restritivo se as suas características o determinarem.
O Adjudicatário só poderá alterar a geometria transversal de aterros, com vista a utilizar o tipo de materiais referido no parágrafo antecedente, caso a Fiscalização o autorize e existam terrenos disponíveis, para tal fim, dentro da área expropriada.
A concretizar-se uma alteração à geometria transversal, para permitir recurso a solos não expressamente previstos no projeto, não terá o Adjudicatário direito a quaisquer trabalhos a mais, suportando a totalidade do correspondente aumento de encargos.
1.02.02.– MATERIAIS ROCHOSOS
O material para construção de “aterros com pedra” será proveniente das escavações em rocha sã e será homogéneo, de boa qualidade, isento de detritos, matéria orgânica ou de outras substâncias nocivas, obedecendo às seguintes características, após eventual correção com solos selecionados:
a ) - Granulometria
O material terá uma granulometria extensa, devendo ajustar-se a um fuso do tipo:
FRACÇÃO DA DIMENSÃO MÁXIMA
PERCENTAGEM ACUMULADA DO
MATERIAL QUE PASSA D
D/4 D/16 D/64
90–100 45–60 15–45 5–25
Percentagem máxima passando no peneiro de 25 mm (1”) ASTM ...30
• Percentagem máxima passando no peneiro de 0,074 mm(nº 200) ASTM ... 5
• Coeficiente de uniformidade superior a ...10
• A dimensão máxima D deverá ser inferior a 75% da espessura da camada depois de compactada, nunca podendo exceder 1,00 m.
b) – Forma das partículas
Salvo autorização expressa da fiscalização a percentagem, em peso, das partículas lamelares ou alongadas, deverá ser inferior a 30%.
Para este efeito consideram-se partículas lamelares ou alongadas as que apresentem uma máxima dimensão superior três vezes a mínima.
1.02.03.– GEOTEXTEIS EM FUNDAÇÃO
Os geotexteis a aplicar em obra no âmbito da terraplanagem deverão ser imputrescíveis, insensíveis à ação de ácidos ou bases e inatacáveis por microrganismos e deverão ser submetidos à aprovação da Fiscalização, acompanhados de certificados de origem e ficha técnica, bem como dos resultados do controlo de fabrico. Deverão ainda conter estabilizadores e/ou inibidores adicionados à base a fim de tornar os filamentos resistentes à deterioração por exposição aos raios ultravioletas e ao calor.
Em terraplanagem, só será permitida a utilização de geotexteis à base de filamentos contínuos; excetuam-se, naturalmente, os trabalhos de carácter provisório a expensas do Adjudicatário.
O material deverá apresentar textura e espessura homogéneas e as condições de armazenamento não poderão comprometer a sua futura colocação em obra (gelo ou embebição em água) nem tão pouco as suas características (exposição a radiação solar, sais minerais e poeiras). Assim e até à sua utilização, os rolos terão que permanecer protegidos em plástico opaco.
No caso de ter havido deficiências no transporte, armazenamento ou manuseamento, com rotura do plástico protetor, será necessário eliminar as primeiras espiras de rolo afetado.
Nenhum tipo de geotêxtil poderá ser aplicado em obra sem a prévia aprovação da fiscalização, pelo que deverá ser proposto com, pelo menos, um mês de antecedência.
Todas as características do geotêxtil deverão ser fixadas em função das condições particulares da obra, obedecendo a um processo de dimensionamento para cada situação mas devendo, todavia, ser balizadas pelos valores que seguidamente se estipulam para cada uma das utilizações previstas.
1.02.03.01.– GEOTEXTEIS COM FUNÇÕES DE SEPARAÇÃO E/OU DE FILTRAGEM NA BASE DE ATERROS
Os geotexteis a aplicar na base de aterros serão escolhidos em função das características do solo de fundação e dos solos a colocar superiormente, bem como da altura do próprio aterro e serão condicionados por:
• Gramagem (NF-G 38013) (g/m2) ... >150
• Resistência à tração (ASTM D 4595) (kN/m) ... >15
• Alongamento (ASTM D 4595) (%) ... >40
• Rasgamento (ASTM D 1117) (N) ... >300
• Resistência ao punçoamento (DIN 54307) (kN) .... >1,5
• Permissividade (NF-G 38016) (s-1) ... >0,1
• Porometria (O95) (Franzius Institute) (µm) ... <150
1.02.3.2.– GEOTEXTEIS SOBRE BAIXAS ALUVIONARES COMPRESSÍVEIS
Os geotexteis a aplicar como reforço na base de aterros executados sobre baixas aluvionares muito compressíveis e/ou destinados a filtrar as águas provenientes do processo de
consolidação, serão escolhidos em função das características dos solos de fundação, da camada drenante, do material colocado em aterro e das dimensões deste, sendo ainda condicionados por:
1. Gramagem (NF-G 38013) (g/m2) ... >180 2. Resistência à tração (ASTM D 4595) (kN/m) ... >20 3. Alongamento (ASTM D 4595) (%) ... >40 4. Rasgamento (ASTM D 1117) (N) ... >350 5. Resistência ao punçoamento (DIN 54307) (kN) .... >1,5 6. Permissividade (NF-G 38016) (s-1) ... >0,2 7. Porometria (O95) (Franzius Institute) (µm) ... <150 1.02.4.– MATERIAIS COMPLEMENTARES DOS GEOTEXTEIS 1.02.4.1.– SOLOS A APLICAR SOBRE GEOTEXTEIS
Os solos a aplicar diretamente sobre geotexteis com funções de separação na base de aterros, obedecerão às condições gerais fixadas para o aterro e às seguintes características mínimas:
% passando no peneiro nº 200 ASTM .... <15%
• Limite de liquidez ... <25%
• Índice de plasticidade ... < 6%
• Equivalente de areia ... >20%
Tais solos devem ser usados até se ultrapassar a cota de +1,0m relativamente ao geotêxtil de separação/reforço.
1.02.4.2.– MATERIAL DRENANTE A APLICAR SOBRE GEOTEXTEIS
O material a aplicar sobre geotexteis com a finalidade de constituir uma camada drenante sob aterros, para escoamento das águas resultantes do processo de consolidação de formações aluvianas muito compressíveis, deverá possuir um equivalente de areia superior a 60% e uma granulometria de dimensões nominais 10/100mm, apresentando, por outro lado, uma percentagem passado no peneiro n.º 200 ASTM igual ou inferior a 5. O material deverá ser ainda de qualidade uniforme, isento de matéria orgânica ou de outras substâncias prejudiciais e proporcionar um coeficiente de desgaste na máquina de Los Angeles (Gran. F) inferior a 50% .
Em alternativa, poderão ser apresentados à fiscalização, com uma antecedência mínima de um mês, outros materiais passíveis de aplicação como material drenante, cabendo àquela a sua aprovação.
Porém, não deverá baixar-se das dimensões nominais 5/65mm e, se vier a optar-se por um material com dimensão máxima superior aos 150mm, a fiscalização deverá determinar um acréscimo da espessura de 0,40m fixada neste Caderno de Encargos, sem que tal medida, do eventual interesse do adjudicatário, acarrete quaisquer encargos adicionais para a obra.
1.02.4.3.– MATERIAL DRENANTE A APLICAR SOB GEOTEXTEIS
O material a aplicar eventualmente sob geotexteis empregues no tratamento de formações aluvionares muito compressíveis, face a condições de superfície muito severas, nomeadamente teores em água próximos do limite de liquidez, ou quando aquele tratamento se faça em conotação com um sistema de drenos verticais, deverá possuir um equivalente de areia superior a 60%, uma granulometria de dimensões nominais 1/5mm e uma percentagem passada no
peneiro n.º 200 ASTM igual ou inferior a 5. O material deverá ser ainda de qualidade uniforme e isento de matéria orgânica ou de outras substâncias prejudiciais.
1.03.– MATERIAIS PARA O LEITO DO PAVIMENTO 1.03.1.– MATERIAIS PARA COROAMENTO DE ATERROS
Os materiais para coroamento de aterros, quando tal camada fique a constituir leito do pavimento nos termos do projeto, deverão ser constituídos por solos de boa qualidade, isentos de detritos, de matéria orgânica ou de quaisquer outras substâncias nocivas, obedecendo às seguintes características:
• Limite de liquidez máximo ... 25%
• Índice de plasticidade máximo ... 6%
• Equivalente de areia mínimo ...20%
• CBR mínimo a 95% de compactação relativa (AASHO
modificado), a menos que o projeto admita valor menor: .... 20%
Percentagem máxima passando no peneiro de 0,074mm,
(nº 200 ASTM) ... 12%
A percentagem de passados no peneiro ASTM n.º 200 poderá exceder os 12% fixados, até ao limite de 20%, sem prejuízo das restantes condições aqui fixadas, desde que a Fiscalização o autorize face a uma eventual escassez de solos adequados e mediante garantia do Adjudicatário de que serão mantidas na obra boas condições de traficabilidade, sob quaisquer condições atmosféricas.
Neste sentido, poderá a Fiscalização vir a determinar a construção de faixas provisoriamente, pavimentadas a expensas do empreiteiro.
1.03.2.– MATERIAIS NATURAIS NÃO BRITADOS PARA SANEAMENTOS ACIMA DO NÍVEL FREÁTICO
1.03.2.1.– Os materiais para constituição do leito do pavimento em eventuais saneamentos, podem ser constituídos por saibros de boa qualidade, isentos de detritos, de matéria orgânica ou de quaisquer outras substâncias nocivas, obedecendo às seguintes características:
Percentagem máxima passando no peneiro ASTM nº 200 .... 12%
• Equivalente de areia mínimo ... 25%
• Limite de liquidez ... NP
• Índice de plasticidade ... NP
• CBR (95% AASHO modificado) mínimo de ... 25%
1.03.2.2.- No caso de ser utilizado material aluvionar no preenchimento de zonas saneadas ao nível do leito do pavimento, aquele deverá obedecer às seguintes características:
8. A granulometria deve integrar-se no seguinte fuso:
PENEIRO ASTM PERCENTAGEM
ACUMULADA DO MATERIAL QUE PASSA 75,0mm (3”)
63,0mm (2 ½”) 4,75mm (n.º 4) 0,075mm (n.º 200)
100 90–100
35–70 0-15
• Limite de liquidez ... NP
• Índice de plasticidade ... NP
• Equivalente de areia mínimo ... 30%
• % de desgaste na máquina de Los Angeles (F). .... <40 1.03.3.– MATERIAIS BRITADOS
Os materiais de leito de pavimento, para regularização de escavações em rocha, ou se para proceder a eventuais saneamentos abaixo do nível freático, deverão ser constituídos por material pétreo não suscetível à água.
Assim, o agregado para aqueles fins deve ser constituído pelo produto de britagem de material explorado em formações homogéneas e ser isento de argilas, de matéria orgânica ou de quaisquer outras substâncias nocivas.
Deverá obedecer ainda às seguintes prescrições:
9. A granulometria, de tipo contínuo, deve integrar-se, em princípio, no seguinte fuso:
PENEIRO ASTM PERCENTAGEM
ACUMULADA DO MATERIAL QUE PASSA 50,0mm (2”)
9,51mm (3/8”) 4,75mm (n.º4) 2,00mm (n.º 10) 0,425mm (n.º40) 0,075mm (n.º 200)
100 30-65 25-55 15-40 8-20
2-8
No entanto poderá ser alterada perante autorização expressa da Fiscalização, mas sempre com dimensão máxima de 6,5cm, desde que o processo construtivo seja de 1ª qualidade.
• Limite de liquidez ... NP
• Índice de plasticidade ... NP
• Equivalente de areia mínimo ... 40%
• % desgaste na máquina de Los Angeles (F) .... <40
O Adjudicatário poderá, obviamente, optar por este tipo de material para proceder à constituição do leito do pavimento, em zonas submetidas a saneamentos de solos impróprios acima do nível freático, sob condição de tal medida não acarretar quaisquer encargos adicionais à empreitada.
Somente no caso de maciços rochosos extremamente fissurados que possibilitem o rápido escoamento das águas retidas ao nível de superfície escavada e desde que a fiscalização o autorize expressamente, se poderá substituir o material rochoso especificado para a regularização do leito por um saibro satisfazendo às especificações do artigo antecedente.
Porém, neste caso, a possível economia será repartida entre Adjudicatário e Dono da Obra, de acordo com a legislação em vigor aplicável.
1.04.– ELEMENTOS TUBULARES PARA EXECUÇÃO DE AQUEDUTOS, COLECTORES E DRENOS
1.04.1.– TUBOS DE BETÃO
1.04.1.1.– Os materiais utilizados na execução de tubos de betão serão o cimento Portland normal, agregados, armaduras e água, obedecendo às condições exigidas na legislação em vigor.
1.04.1.2.– Os tubos serão construídos em moldes metálicos indeformáveis, utilizando um betão de dosagem convenientemente estudada, por forma a ter uma consistência aconselhável ao fim em vista, bem compactado por centrifugação ou vibração. O tempo de cura será de 2 a 3 dias em ambiente quente, e o mais próximo possível da saturação no respeitante a humidade.
1.04.1.3.– As superfícies dos tubos devem apresentar a textura homogénea característica de um perfeito fabrico, sem indícios de deterioração ou pontos fracos, que possam comprometer a sua resistência.
1.04.1.4.– A absorção de água pelos tubos, determinada tal como se indica na Norma Portuguesa NP 1469, não deve ser superior a 8%.
1.04.1.5.– As tolerâncias admitidas quanto à diferença máxima entre diâmetro interior e diâmetro nominal, são de 1% para drenos e tubos de aquedutos e de 0,6% para tubos destinados a coletores.
1.04.1.6.– As forças de rotura por compressão diametral, determinadas como se indica na Norma Portuguesa NP 879, não devem ser inferiores, para cada diâmetro e para cada tipo de tubo, às indicadas no quadro seguinte:
DIÂMETRO Mm
TUBOS NORMAIS
TUBOS ARMADOS (Classes) II III VI
200 300 400 500 600 800 1000 1200 1500 2000 2500
3000 3300 4100 5400 6000 10. - - - 11. - - - 12. - - - 13. - - - 14. - - - 15. - - -
16. - - 17. - - 18. - - 19. - - 20. - - 5800 7300 8800 11000 14600 18300
21. - - - 22. - - - 23. - - - 24. - - - 25. - - - 7800 9800 11700 14600 19500 24400
26. - - 27. - - 28. - - 29. - - 30. - - 11700 14600 17600 22000 29300 36600 1.04.1.7.- Será feita pela Fiscalização uma inspeção geral, que compreenderá a verificação das características gerais e dimensões, a partir da qual poderá ser exigida a substituição de tubos defeituosos, ou até a rejeição do fornecimento se a percentagem destes exceder 20% . Se o fornecedor não se conformar com a decisão de rejeição, baseada na inspeção geral, poderá solicitar uma arbitragem.
1.04.1.8.– A Fiscalização poderá escolher para os ensaios uma ou duas unidades de cada tipo e dimensão. Os ensaios, que deverão ser efetuados num laboratório oficial, referir-se-ão à estanquicidade, pressão de rotura, absorção de água e resistência à compressão diametral.
1.04.2.– TUBOS DE BETÃO PARA DRENOS
Os tubos de betão, circulares, deverão ter um diâmetro de 0,20m, ser de betão poroso ou com furos de 0,01m de diâmetro e satisfazer a especificação ASTM C-14.
No caso de se utilizar tubos porosos, devem ser de betão com poucos finos, de modo a assegurar-se uma capacidade aceitável de filtração. Considera-se necessário uma superfície mínima do tudo de poros superior a 20% da superfície do tubo. A capacidade de absorção será
menor do que 50 litros/minuto cm2, sob uma pressão monostática de 1Kgf/cm2. A força de rotura mínima, por compressão diametral, será de 200Kgf por metro de tubo.
Caso se faça a 2ª opção, os tubos deverão ser simples e providos de furos em cerca de 160º da sua circunferência. Serão construídos segundo processos idênticos aos indicados para os tubos de betão em geral e a sua superfície interior isenta de quaisquer irregularidades que dificultem o escoamento das águas.
Deverão ainda apresentar, em ensaio de compressão diametral, uma resistência média mínima de 2500Kgf/m.
A Fiscalização poderá escolher, para ensaios, uma ou duas unidades por lote entrado em obra.
Os ensaios deverão ser efetuados em laboratório oficial, referindo-se à estanquicidade, pressão de rotura, absorção de água e resistência à compressão diametral.
1.04.3.– TUBOS METÁLICOS 1.04.3.1.– CHAPA ONDULADA
O aço da chapa será do tipo comercial, com conteúdo em Carbono inferior a doze centésimos (0,12) e deverá apresentar as seguintes características:
• Tensão de rotura por tração ... 30 – 43 Kgf/mm2
• Tensão limite de elasticidade .... 18 – 25 Kgf/mm2
As espessuras das chapas, bem como o tipo de ondulação, serão as indicadas nas peças desenhadas. Caso o recurso a este tipo de tubos resulte de proposta do adjudicatário, as espessuras dependerão, como é óbvio, do fim a que se destinam.
A tolerância admitida sobre as espessuras será de 5% para mais ou para menos.
1.04.3.2.– GALVANIZAÇÃO
A aplicação da película de zinco terá uma dosificação mínima de seiscentos e dez gramas por metro quadrado (610g/m2) nas superfícies interior e exterior dos tubos. A galvanização será de primeira qualidade, livre de borbulhas, riscas e pontos não galvanizados.
A recolha de amostras para controlo de qualidade far-se-á de acordo com a norma ASTM A-444.
1.04.3.3.- ELEMENTOS DE FIXAÇÃO
Os elementos de fixação das chapas entre si serão parafusos e porcas.
As cabeças dos parafusos e as porcas terão uma forma que se ajuste à chapa sem danificar o seu recobrimento, devendo colocar-se anilhas para proteção do galvanizado.
Parafusos, porcas e anilhas, deverão Ter um tratamento anticorrosivo através de zincagem eletrolítica com bicromagem e apresentar classe de qualidade de 10-20µ segundo a NF-E-27-016.
1.04.3.4.– FORMA E CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS
A forma e as dimensões dos tubos de aço ondulado e galvanizado serão as definidas no projeto. Caso o recurso a este tipo de tubos resulte de proposta do Adjudicatário, os diâmetros a utilizar deverão ser, no mínimo, majorados de 10% relativamente aos especificados no projeto para os tubos de betão.
1.04.3.5.- LIMITAÇÕES NA UTLIZAÇÃO