• Nenhum resultado encontrado

Redes de CT&IS estruturadas e fortalecidas

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos – SCTIE Diretoria de Ciência e Tecnologia

RE 5: Redes de CT&IS estruturadas e fortalecidas

Uma das estratégias da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde é a formação de redes entre as diversas instituições de CTI/S, visando à elaboração de progra-mas e de projetos de pesquisa que priorizem as necessidades regionais, sem sobreposição ou duplicação de ações ou pesquisas e garantindo a aplicabilidade de seus resultados.

Atividades realizadas:

Processo/Produto:

• Estruturação e apoio à gestão da Rede brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Rebrats), através da contratação da COPPETEC – Fundaçao Coordenaçao de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos para o Desenvolvimento de Metodologia para Moni-toramento do Horizonte Tecnológico (MHT) no âmbito da Rede brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (REbRATS);

• Reuniões para retomar a estruturação de núcleo gestor para a Rede EVIPNet brasil no âmbito do DECIT

• Seminário de Pactuação de Avaliação de Tecnologias em Saúde

• Encontro das Redes Prioritárias de Pesquisa em Saúde do Departamento de Ciência e Tecnologia

Indicador:

Estruturação da Rede brasileira de ATS com o desenvolvimento de metodologia para moni-toramento do horizonte tecnológico no âmbito da Rede brasileira de Avaliação de Tecno-logias em Saúde (REbRATS).

O Encontro das Redes Prioritárias de Pesquisa em Saúde do Departamento de Ciência e Tecnologia reuniu os seguintes eventos: a V Reunião da Rede brasileira de Avaliação de Tec-nologias em Saúde – REbRATS; a 1ª Reunião da Rede Nacional de Pesquisa Clínica – RNPC, após instituição da portaria 794 de 13 de abril de 2011 e a 1ª Reunião para a formação da Rede Nacional de Pesquisas em Doenças Negligenciadas – RNDN.

Os indicadores foram alcançados. O acompanhamento ocorreu por meio de acompanha-mento da elaboração de carta-acordo e docuacompanha-mentos de referência das redes apoiadas pelo TC 47.

4. CONTRIBUIÇÃO PARA AS PRIORIDADES DE SAÚDE DO GOVERNO FEDERAL

A Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PNCTIS) é parte integrante da Polí-tica Nacional de Saúde, formulada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e sua finalidade é contribuir para que o desenvolvimento nacional de forma equilibrada com base na produção de conhecimentos técnicos e científicos ajustados às necessidades econômicas, sociais, culturais e políticas do país. No âmbito dos objetivos estratégicos do Ministério da Saúde, o DECIT desempe-nha ações estruturantes para contribuir com o Objetivo Estratégico 11 do PPA 2012-2015 – Fortale-cer o complexo produtivo de ciência, tecnologia e inovação em saúde como vetor estruturante da agenda nacional de desenvolvimento econômico, social e sustentável, reduzindo a vulnerabilidade do acesso à saúde.

O DECIT atua diretamente em dois campos da PNCTIS: pesquisa e desenvolvimento, e regulação em saúde.

O fomento à pesquisa e desenvolvimento é uma ação essencial para integrar a política de produção e inovação em saúde com as necessidades do SUS. As informações e os conhecimentos produzidos e sistematizados servem como base para a atualização dos temas prioritários e estratégicos dessa política, traduzindo as necessidades em saúde para o fomento à produção e inovação, assim como, para a criação do marco regulatório sanitário e econômico.

O TC 47 continuou apoiando os Núcleos de Avaliação de Tecnologias em Saúde no âmbitos da REbRATS, as oficinas de avaliação dos projetos de pesquisas financiados, a sistematização das infor-mações e conhecimentos disponíveis em bases de dados como o Sistema de Informação Pesquisa em Saúde. O TC 47 também reforçou a articulação e o intercâmbio com as redes internacionais como a INAHTA e participou ativamente da realização da oitava edição da Conferência Internacio-nal de Avaliação de Tecnologias em Saúde – HTAi 2011, realizada pela primeira vez em um país da América Latina.

O campo da regulação é crucial para o sucesso da política de ciência, tecnologia e inovação em saúde, pois ele marca diretamente as possibilidades de fomento à produção e inovação, o uso do poder de compra do Estado, a produção científica e o acesso. Abrange a proposição de novos mecanismos regulatórios e mudanças naqueles existentes para estabelecer um marco regulatório sanitário e econômico adequado e que fortaleça as estratégias da política de ciência, tecnologia e inovação em saúde. A regulação contribui para garantir, através dos seus instrumentos, que a polí-tica de ciência, tecnologia e inovação em saúde se integre efetivamente com as necessidades do SUS e de saúde da população. A regulação deve induzir os agentes envolvidos na política a utiliza-rem seus instrumentos.

Nesse sentido o TC 47 apoiou a contratação de instituições para elaboração das Diretrizes Metodo-lógicas para Estudos de Avaliação de Incorporação de Equipamentos Médicos-Assistenciais e para o Desenvolvimento de Metodologia para Monitoramento do Horizonte Tecnológico (MHT) no âmbito da Rede brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (REbRATS).

5. LIÇÕES APRENDIDAS/RECOMENDAÇÕES

Fortalezas

• Afirmação do novo Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Carlos gadelha, da necessidade de uma forte colaboração da OPAS/OMS. Ressaltando também, que esta coopera-ção deve-se ocorrer de forma técnica, estratégica e sustentável para aumentar o valor das ações realizadas nos âmbitos do Complexo Industrial da Saúde, do uso racional de tecnologias e da pesquisa.

• A cooperação técnica da OPAS com o DECIT/SCTIE possui, entre muitos aspectos positivos, dois que se destacam: o primeiro refere-se à capacidade institucional de integrar e articular ações para que o país tenha acesso à produção de informação e conhecimento em nível internacional.

Especialmente quando se trata de temas novos como é o caso da Avaliação e Incorporação de Tecnologias em Saúde, Farmacoeconomia e a construção de redes de conhecimento técnico.

O segundo aspecto destacável nesse período de avaliação dos TC´s é a transcendência sobre conjunturas de transição política que garantem a continuidade de projetos e ações sem maior prejuízo para os parceiros institucionais.

• A possibilidade de trabalhar a partir de uma visão mais global, sistêmica, de modo a poder con-templar e sugerir a incorporação de outras áreas ou parceiros que, muitas vezes, não são identi-ficados como potenciais facilitadores de processos.

• CT&IS é uma prioridade na Estratégia de Cooperação da OPAS/OMS com o governo brasileiro e nas agendas sanitária nacional, regional e global (Estratégia Mundial de Saúde Pública, Proprie-dade Intelectual e Inovação; e Estratégia Mundial de Pesquisa em Saúde).

• O brasil tem participado cada vez mais de encontros na região da America Latina e com os países de língua portuguesa. A Representação da OPAS/OMS brasil tem apoiado as ações do governo que vem ocupando um espaço de liderança junto aos países da região em função da construção de um sistema de CT&IS que é orientado às necessidades de saúde da população e ao desenvol-vimento econômico interno. O brasil apresenta capacidade tecnológica (infra-estrutura pública e privada), massa crítica, legislações, articulação interinstitucional e liderança da autoridade sani-tária nacional, contribuindo, assim, para o desenvolvimento científico e tecnológico de outros países. São exemplos de contribuições do brasil o projeto em andamento do banco de Preços das Américas, em conjunto com a Unidade Técnica de Medicamentos e Tecnologia da sede em WDC, a estruturação da CITEC (Comissão para a Incorporação de Tecnologias), a REbRATS (Rede brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde), e a recém criada Rede de Avaliação de

Tecno-logias em Saúde das Américas – REDETSA lançada no dia 25 de junho, durante o Fórum Mundial do Health Technology Assessment – HTAi, em Junho de 2011.

Debilidades

• Com um novo governo é necessário aprofundar o relacionamento com a contraparte para cons-truir uma parceria técnica com maior valor agregado e percepção de qualidade por parte dos gestores técnico-operacionais.

• Embora tenha havido reuniões com a nova equipe da SCTIE e do DECIT tivemos um nível de exe-cução baixo diante em função tempo requerido pela contra-parte para elaboração de analises e estudos que apoiassem o novo planejamento de ações do Departamento. Foi um semestre pra-ticamente dedicado a reaproximação técnica e política com disponibilidade completa de nossa equipe para apoiar o período de transição.

Oportunidades

• Com o início de uma nova gestão, surge a oportunidade de estabelecer uma nova forma e método para o acompanhamento do TC, sugerindo reuniões de trabalho de rotina, com um espaço per-manente para desenvolver a cooperação entre as duas instituições.

• buscar uma maior aproximação com a SCTIE para promover uma nova dinâmica da Rede Pan--Amazônica de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, na qual a OPAS/OMS atua como Secre-taria técnica.

• Aprimoramento dos instrumentos de planejamento e gestão de ambas as partes com o objetivo de refletir o exercício de planejamento estratégico que, em geral, orienta e dá sentido aos instru-mentos e processos administrativos.

• Continuar apoiando o governo brasileiro na cooperação internacional com outros países, nas negociações estratégicas relacionadas à área de CT&IS.

• Apoio ao desenvolvimento de iniciativas nacionais e internacionais no marco da cooperação sul--sul no campo da CT&IS e capacidade de negociação e mobilização de recursos financeiros, con-tribuindo para a implementação da Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde e da Agenda de Saúde para as Américas.

• Apoio ao governo brasileiro para a formulação das diretrizes, princípios, programas regionais e global de CT&IS, da OPAS e OMS, respectivamente.

Recomendações

• Apoiar a visão da nova direção do DECIT no que diz respeito à sistematização das informações relativas às pesquisas financiadas como base para o planejamento e foco e priorização de áreas e temas em ações inovadoras e/ou estratégicas para o SUS

• Aumentar a freqüência de reuniões no nível da gestão da SCTIE para identificar e fortalecer a arti-culação das ações dentro da nova visão sistêmica proposta pelo atual Secretário Carlos gadelha