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REDUÇÃO DE PENA

No documento Acesse (páginas 47-54)

plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento

Art. 47. Na sentença condenatória, o juiz, com base em avaliação que ateste a necessidade de encaminhamento do agente para tratamento, realizada por profissional de saúde com competência específica na forma da lei, determinará que a tal se proceda, observado o disposto no art.

26 desta Lei.

Art. 26. O usuário e o dependente de drogas que, em razão da prática de infração penal, estiverem cumprindo pena privativa de liberdade ou submetidos a medida de segurança, têm garantidos os serviços de atenção à sua saúde, definidos pelo respectivo sistema penitenciário.

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O presente artigo procurou garantir um bom atendimento ao usuário de drogas ou dependente, que esteja cumprindo pena privativa de liberdade.

DO PROCEDIMENTO PENAL

Art. 48. O procedimento relativo aos processos por crimes definidos neste Título rege-se pelo disposto neste Capítulo, aplicando-se, subsidiariamente, as disposições do Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal.

A regra geral para o procedimento penal é da própria lei 11.343, porém se esta deixar de prever algum procedimento, atuará como subsidiária o Código de Processo Penal e a Lei de Execução Penal.

Toda lei específica que trata de alguma matéria, como regra, prevalece sobre o Código Penal, de Processo Penal e a Lei de Execução Penal.

§ 1o O agente de qualquer das condutas previstas no art. 28 desta Lei, salvo se houver concurso com os crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, será processado e julgado na forma dos arts. 60 e seguintes da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais.

Art. 28 Lei 11343. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

Artigo 60 lei 9099- O Juizado Especial Criminal, provido por Juízes togados ou togados e leigos, tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo

Será competente o Juizado Especial Criminal se o agente incidir no art. 28 desta lei, aplicando a Lei 9099/95 – Juizado Especial Criminal.

Se houver concurso de crimes do art. 28 e dos art. 33 ao 37 desta lei, não há que se falar em Juizado Especial; pois o traficante usuário responderá pelo art. 33 ou 34, absorvendo o delito do art. 28.

§ 2o Tratando-se da conduta prevista no art. 28 desta Lei, não se imporá prisão em flagrante, devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na falta deste, assumir o compromisso de a ele comparecer, lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessários.

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É o seguinte: Policial pegando o usuário na rua, não poderá prendê-lo em flagrante. Leva-o para a delegacia e formaliza o Termo Circunstanciado apresentando-o em seguida ao Juízo competente; na falta, o usuário assina um compromisso de comparecer ao juízo.

Então, em nenhum caso do art. 28 será imposta a prisão em flagrante.

§ 3o Se ausente a autoridade judicial, as providências previstas no § 2o deste artigo serão tomadas de imediato pela autoridade policial, no local em que se encontrar, vedada a detenção do agente.

§ 4o Concluídos os procedimentos de que trata o § 2o deste artigo, o agente será submetido a exame de corpo de delito, se o requerer ou se a autoridade de polícia judiciária entender conveniente, e em seguida liberado.

É de praxe encaminhar o usuário ao exame de corpo de delito de modo que se evitem ações futuras contra a equipe policial por um suposto excesso ou abuso. Então a autoridade policial, para se resguardar, costuma enviá-lo para o exame antes da liberação.

Mas, NÃO É OBRIGATÓRIA A RELALIZAÇÃO DO EXAME!!!

§ 5o Para os fins do disposto no art. 76 da Lei no 9.099, de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena prevista no art. 28 desta Lei, a ser especificada na proposta.

Art. 76 LEI 9099/95. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser especificada na proposta.

Penas do Art. 28 desta Lei:

I - advertência sobre os efeitos das drogas;

II - prestação de serviços à comunidade;

III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

Art. 49. Tratando-se de condutas tipificadas nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 a 37 desta Lei, o juiz, sempre que as circunstâncias o recomendem, empregará os instrumentos protetivos de colaboradores e testemunhas previstos na Lei no 9.807, de 13 de julho de 1999.

Serão empregados instrumento de proteção aos colaboradores e às testemunhas a depender do caso concreto.

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A Lei 9.087/99 preceitua a proteção especial a vítimas e testemunhas, para todas as pessoas que sofrerem algum tipo de coação moral, física ou material no curso do processo ou na investigação criminal.

Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de polícia judiciária fará, imediatamente, comunicação ao juiz competente, remetendo-lhe cópia do auto lavrado, do qual será dada vista ao órgão do Ministério Público, em 24 (vinte e quatro) horas.

Além da comunicação da prisão em flagrante, imediatamente, ao juízo competente, deve-se enviar cópia do auto de prisão em flagrante à Defensoria Pública, caso o agente não tenha advogado constituído, e para o Ministério Público.

Aos presos pela Polícia Federal deve-se enviar os autos ao Juízo Federal, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União.

Na situação em que o agente não apresente advogado constituído determina-se o cumprimento do art. 306 do Código de Processo Penal.

Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

§ 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, será

encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia integral para a Defensoria Pública. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

§ 2o No mesmo prazo, será entregue ao preso, mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor e os das

testemunhas. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

§ 1o Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea.

O Laudo de Constatação poderá ser firmado por qualquer pessoa idônea na falta do perito oficial.

Aplica-se ainda ao flagrante de crime de drogas as regras previstas no Capítulo II do Título IX do CPP.

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51 de 72 DA PRISÃO EM FLAGRANTE

Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.

Art. 304. Apresentado o preso à autoridade competente, ouvirá esta o condutor e colherá, desde logo, sua assinatura, entregando a este cópia do termo e recibo de entrega do preso. Em seguida, procederá à oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita, colhendo, após cada oitiva suas respectivas assinaturas, lavrando, a autoridade, afinal, o auto. (Redação dada pela Lei nº 11.113, de 2005)

§ 2o A falta de testemunhas da infração não impedirá o auto de prisão em flagrante; mas, nesse caso, com o condutor, deverão assiná-lo pelo menos duas pessoas que hajam testemunhado a apresentação do preso à autoridade.

§ 2o O perito que subscrever o laudo a que se refere o § 1o deste artigo não ficará impedido de participar da elaboração do laudo definitivo.

Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando solto.

INDICIADO PRESO – 30 DIAS INDICIADO SOLTO – 90 DIAS

Parágrafo único. Os prazos a que se refere este artigo podem ser duplicados pelo juiz, ouvido o Ministério Público, mediante pedido justificado da autoridade de polícia judiciária.

O inquérito policial relativo ao crime de drogas tem um prazo máximo de 30 dias para se encerrado se o réu estiver preso e de 90 dias para o réu solto. Sua conclusão terá início com a formalização de um relatório pelo Delegado de Polícia.

Art. 52. Findos os prazos a que se refere o art. 51 desta Lei, a autoridade de polícia judiciária, remetendo os autos do inquérito ao juízo:

I - relatará sumariamente as circunstâncias do fato, justificando as razões que a levaram à classificação do delito, indicando a quantidade e natureza da substância ou do produto apreendido, o local e as condições

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em que se desenvolveu a ação criminosa, as circunstâncias da prisão, a conduta, a qualificação e os antecedentes do agente; ou

No relatório do Delegado é muito importante que este, de forma resumida, declare os motivos de considerar o indiciado como traficante e não usuário.

II - requererá sua devolução para a realização de diligências necessárias.

As investigações devem prosseguir da melhor maneira possível estando o indiciado solto. Mas se o indiciado estiver preso, deve-se dar cumprimento ao previsto no art. 51:

Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando solto

Parágrafo único. A remessa dos autos far-se-á sem prejuízo de diligências complementares:

I - necessárias ou úteis à plena elucidação do fato, cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento;

II - necessárias ou úteis à indicação dos bens, direitos e valores de que seja titular o agente, ou que figurem em seu nome, cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento.

Art. 53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei, são permitidos, além dos previstos em lei, mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público, os seguintes procedimentos investigatórios:

I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação, constituída pelos órgãos especializados pertinentes;

A representação pela infiltração dos agentes de polícia é feita pela autoridade policial, sempre ouvido o MP e sendo autorizada pelo juiz.

II - a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível.

A esse procedimento dá-se o nome de AÇÃO CONTROLADA!!!

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É um procedimento pelo qual os policiais envolvidos em determinada investigação, retardam a prisão em flagrante das “mulas” do tráfico deixando-os atuar para que execute a prisão em momento mais oportuno com a finalidade de prender os fornecedores/compradores e financiadores do tráfico.

Ex: Uma “mula” com a bagagem com 10 kg de pasta base de cocaína tenta embarcar em um aeroporto “x” com destino ao “y”. Os policiais já estavam monitorando tal mula há 2 meses. Essa mula levará a droga para um grande traficante de uma determinada região do Brasil;

assim, pede-se autorização pela AÇÃO CONTROLADA ao juiz para o acompanhamento da mula até o traficante, para prendê-lo.

Parágrafo único. Na hipótese do inciso II deste artigo, a autorização será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores.

Da Instrução Criminal

Art. 54. Recebidos em juízo os autos do inquérito policial, de Comissão Parlamentar de Inquérito ou peças de informação, dar-se-á vista ao Ministério Público para, no prazo de 10 (dez) dias, adotar uma das seguintes providências:

As vistas do MP deverá ser de 10 dias a contar do recebimento, sendo que esse prazo servirá para o indiciado preso ou solto.

I - requerer o arquivamento;

Caso o MP discorde sobre o arquivamento seguirá o disposto no art.

28 CPP.

Art. 28 CPP. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender.

II - requisitar as diligências que entender necessárias;

III - oferecer denúncia, arrolar até 5 (cinco) testemunhas e requerer as demais provas que entender pertinentes.

É só para saber o nº máximo de testemunhas que poderão ser arroladas, ou seja, 5.

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Art. 55. Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.

No documento Acesse (páginas 47-54)

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