5. Considerações finais
5.4. Reflexão autocrítica do processo de aprendizagem
Concluída a minha intervenção e realizado o balanço final do projeto, realizarei nesta secção uma reflexão sobre as competências profissionais que adquiri ou desenvolvi, tendo por referência o perfil geral de desempenho profissional do educador de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário docente que se encontra definido legalmente no Decreto-Lei n.º240/2001 de 30 de agosto de 2001 e que serve de referência à organização e acreditação dos cursos de formação inicial de professores. Ao analisar o referido documento pode deduzir-se que, sendo os professores um dos principais agentes de todo o processo de ensino, é essencial que estes possuam e desenvolvam competências que lhes permitam realizar eficientemente esta tarefa, contribuindo para a qualidade do ensino providenciado aos alunos. Se, em tempos, a tarefa de professor se limitava apenas à transmissão de conhecimentos técnicos, atualmente, para desempenhar a função, outras exigências se colocam. A profissão de professor exige que este se encontre preparado em várias dimensões de atuação, devendo este ter uma visão integrada e participar articuladamente com os restantes agentes educativos nas dimensões profissional, social e ética, desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, participação na escola e relação com a comunidade escolar e desenvolvimento profissional ao longo da vida.
Desta forma e fazendo um balanço global das minhas aprendizagens, considero que ao longo do meu estágio tive a oportunidade de desenvolver várias competências que se integram e articulam pelas diferentes dimensões do que é ser professor.
Desde a minha chegada à escola que fui muito bem recebida e integrada em toda a comunidade educativa. O efeito deste fator refletiu-se na minha forma de interagir e maneira de estar, tendo encarado este ano de estágio como sendo uma profissional pertencente àquela escola. Tentei adotar uma postura colaborativa e aberta, sempre recetiva a críticas construtivas que me levassem a melhorar e a aprender a aprender.
77
Comecei por ir observar algumas aulas da minha orientadora, e dum momento para o outro, já nos encontrávamos perfeitamente sintonizadas, nomeadamente no que concerne ao meu envolvimento nas atividades de planificação das atividades letivas, no delineamento de estratégias adequadas e na participação ativa em sala de aula num regime de codocência. Todos estes aspetos contribuíram para o desenvolvimento das minhas competências pedagógico-didáticas, o que se mostrou muito proveitoso e me proporcionou uma experiência enriquecedora de codocência. Mantive um bom relacionamento com os alunos (não só os da turma em que intervencionei no âmbito do meu projeto, mas de todas as outras com que tive contato no âmbito do estágio, o que pode ser consultado no meu portefólio de estágio, no separador “Outras Atividades”), tentando sempre apoiá-los nas suas dificuldades, dentro e fora da sala de aula, adotando uma atitude motivadora e recetiva às problemáticas que me colocaram.
As competências de investigação e reflexão também saíram reforçadas, já que recolhi, analisei e avaliei dados de diversas fontes, tais como literatura, questionários, observações, conversas e registos reflexivos diários.
No âmbito do meu projeto de intervenção, contribui ainda com a organização de atividades que foram anexadas ao plano anual de atividades do agrupamento, em articulação com o projeto educativo, interagindo com os restantes membros da comunidade escolar, nomeadamente pais (por intermédio da diretora de turma) e Câmara Municipal. Relativamente a este aspeto, devo acrescentar que tive a minha primeira experiência negativa, ao longo da minha experiência profissional. No entanto, a minha experiência de vida (provavelmente pouca) leva-me a crer que vivências menos positivas num dado momento, podem ser a alavanca de mudança e transformação para algo positivo.
Considerando a minha prévia experiência de lecionação, admito que esta tenha contribuído para que me apropriasse da escola e esta de mim, visto já ter algum conhecimento do funcionamento organizativo das escolas portuguesas. De qualquer modo, a chegada a uma nova escola é sempre uma incógnita e há sempre um nervoso miudinho de expetativa.
Na minha opinião pessoal, o investimento na formação e na aquisição de novos conhecimentos (através de formações, ou por autodidatismo) deve ser uma constante ao longo da vida. Concretamente, no que se refere ao profissional docente, este acaba por ser um fator ainda mais premente, relacionando-se diretamente com a qualidade de ensino que proporciona. Assim, e embora ainda tenha muito a aprender, enriqueci-me mais um pouco, enquanto profissional e pessoa.
78 Referências
AEO. (s.d.). Obtido em 11 de Dezembro de 2013, de Agrupamento de Escolas de Odemira: http://www.ae1odemira.edu.pt/joomla/
Agrupamento de Escolas de Odemira. (Julho de 2012). Projeto Educativo. Caminhos para o Sucesso. Odemira.
Arends, R. I. (2012). Learning to Teach (9th ed.). NY, USA: McGraw-Hill.
Buckingham, D. (2008). Youth, Identity, And Digital Media. (D. Buckingham, Ed.) Cambridge: MIT Press.
Cardoso, G., Mendonça, S., Lima, T., Paisana, M., & Neves, M. (Janeiro de 2014). A Internet em Portugal - Sociedade em Rede 2012. 22. Lisboa.
CMO. (s.d.). Câmara Municipal de Odemira. Obtido em 10 de dezembro de 2013, de http://www.cm-odemira.pt/PageGen.aspx
Coll, C., Martín, E., Mauri, T., Miras, M., Onrubia, J., Solé, I., et al. (2001). O Construtivismo na sala de aula. Novas perspectivas para a acção pedagógica. Porto: Edições Asa.
Comissão Europeia. (2014). Better Internet for Kids and Young People. Obtido em 12 de maio de 2014, de Digital Agenda for Europe: http://ec.europa.eu/digital-agenda/en
Cortesão, L., Leite, C., & Pacheco, J. A. (2003). Trabalhar por projetos em educação. Uma inovação interessante? Porto: Porto Editora.
Coutinho, C. P. (2011). Metodologia de Investigação em Ciências Sociais e Humanas: Teoria e Prática. Coimbra: Edições Almedina, S.A.
Damião, M. H. (1996). Pré, inter e pós ação: Planificação e avaliação em pedagogia. Coimbra: Minerva.
Decreto-Lei n.º240/2001 de 30 de agosto. (2001). Diário da República n.º201/2001 - I Série - A. Lisboa: Ministério da Educação.
Equipa do Google. (2012). Centro de Segurança Familiar. Obtido em 5 de dezembro de 2013, de http://www.google.pt/goodtoknow/
Escola Superior de Educação de Beja, & Câmara Municipal de Odemira. (2006). Carta Educativa do Concelho de Odemira. Odemira.
Eu Kids Online. (2007). Obtido em 3 de dezembro de 2013, de http://www.fcsh.unl.pt/eukidsonline/
Gadotti, M. (1995). História Das Idéias Pedagógicas (3.ª ed.). São Paulo: Ática S.A.
79
Haddon, L., Livingstone, S., & EU Kids Online Network. (2012). EU Kids Online: National Perspectives. www.eukidsonline.net.
Hernández, F. (1998). Transgressão e mudança na educação: Os projetos de trabalho. (J. H. Rodrigues, Trad.) Porto Alegre, Brasil: Artes Médicas Sul Ltda.
Hill, M. M., & Hill, A. (2002). Investigação por Questionário. Lisboa: Edições Sílabo.
Horta, M. J., Mendonça, F., & Nascimento, R. (Julho de 2012). Metas Curriculares: Tecnologias de Informação e Comunicação 7º e 8º ano.
Inspeção Geral de Educação. (2007). Avaliação Externa das Escolas:. Relatório - Agrupamento de Escolas de Odemira. Ministério da Educação.
Inspeção Geral de Educação, D. (2010). Avaliação Externa das Escolas:. Relatório de escola - Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves - Odemira. Ministério da Educação.
Leite, L. H. (1996). Pedagogia de Projetos: Intervenção no Presente. Presença Pedagógica, v.2, nº8, mar./abr., pp. 24-33.
Livngstone, S., & Haddon, L. (2009). Kids online: Opportunities and risks for children. Bristol, UK: The Policy Press.
Morais, T. d. (s.d.). Miúdos Seguros na Net. Obtido em 3 de dezembro de 2013, de http://www.miudossegurosna.net/
Nielsen, J. (2012). How Many Test Users in a Usability Study? Obtido em 19 de novembro de 2013, de http://www.nngroup.com/articles/how-many-test-users/
Ponte, C., Jorge, A., Simões, J. A., & Cardoso, D. S. (2012). Crianças e Internet em Portugal. Coimbra: Edições MinervaCoimbra.
Portugal, Facebook © 2014. (2014). Declaração de Direitos e Responsabilidades. Obtido em 13 de abril de 2014, de https://pt-pt.facebook.com/legal/terms
Segura Net. (s.d.). Obtido em 5 de dezembro de 2013, de http://www.seguranet.pt/blog/ Seymour, P. (1996). A Família em Rede: Ultrapassando a barreira digital entre gerações. (F. J.
Nunes, & F. A. Melo, Trads.) Lisboa: Relógio D`Água Editores.
Tuckman, B. W. (1994). Manual de Investigação em Educação. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
80