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166,0 30,2 1.360,2 212,4 43,4 Regiões menos

desenvolvidas 2.092,3 85,0 8,1 3.300,8 131,7 14,4

Regiões mais desenvolvidas: América do Norte, Europa, Japão, Austrália, Nova Zelândia e União Soviética *Regiões menos desenvolvidas: África, América Latina, Ásia (exceto Japão), Oceania (exceto Austrália e Nova Zelândia)

Fonte: adaptada de Hoover e Siegel (1986)

Tabela 2 - População total de pessoas idosas: 2000-2020. Em milhões; projeções são

variantes médias

Décadas 2000 2020

Regiões População total Acima de 65 anos Acima de 80 anos População total Acima de 65 anos Acima de 80 anos

Mundo 6.118,9 402,9 59,6 7.813,0 649,2 101,6 Regiões mais

desenvolvidas 1.727,2 166,0 30,2 1.360,2 212,4 43,4 Regiões menos

desenvolvidas 4.846,7 236,9 29,4 6.452,8 436,9 58,2

Regiões mais desenvolvidas: América do Norte, Europa, Japão, Austrália, Nova Zelândia e União Soviética. Regiões menos desenvolvidas: África, América Latina, Ásia (exceto Japão), Oceania (exceto Austrália e Nova Zelândia)

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Tabela 3 - Mudança na população de países que terão mais de 16 milhões de pessoas

com 60 anos ou mais no ano de 2025 (população em milhões)

Países Class. em 1950 1950 1975 2000 2025 Class. em 2025 China 1° 42 73 134 284 1° Rússia 4° 16 34 54 71 3° Japão 8° 6 13 26 33 5° Indonésia 10° 4 7 15 12 7° México 25° 1 3 6 17 9° Nigéria 27° 1 2 6 16 11°

Fonte: adaptada de World Health Statistics (1979, 1982) apud Kalache, Veras e Ramos (1987)

Segundo estudos e pesquisas do World Health Organization e Organização Pan- Americana da Saúde - (WHO/OPAS, 2005), em 2002, quase 400 milhões de pessoas com 60 anos ou mais (longevas) viviam no mundo em desenvolvimento. Até 2025, este número terá aumentado para aproximadamente 840 milhões, o que representará 70% das pessoas idosas em todo o mundo.

Em termos de regiões, mais da metade da população de pessoas mais velhas vive na Ásia. Em grande parte, o aumento do número de pessoas idosas em países menos desenvolvidos é decorrente do alto número de nascimentos, associado a um progressivo decréscimo nas taxas de mortalidades.

Da mesma forma, o envelhecimento da população de países europeus nas últimas décadas em países desenvolvidos se deve a taxas de natalidade relativamente altas a partir de 1950, associadas a taxas decrescentes de mortalidades em todos os grupos etários. Em seguida, as taxas de natalidade decaíram, fazendo com que a proporção de adultos progressivamente aumentasse.

O processo é, portanto, dinâmico; para que uma população envelheça é necessário primeiro que nasçam muitas crianças, segundo, que as mesmas sobrevivam (KALACHE, 1987). As Figuras 2 e 3, representadas em forma de gráficos, sintetizam de maneira mais clara a distribuição da população acima de 60 anos, em 2002, e uma projeção até 2025.

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Figura 2 - Distribuição da população mundial acima de 60 anos de idade por região, em 2002

Fonte: adaptada de Nações Unidas (2001)

Figura 3 - Distribuição da população mundial acima de 60 anos de idade por região, em 2025

Fonte: adaptada de Nações Unidas (2001)

Nas próximas duas décadas, o percentual da Ásia aumentará ainda mais, enquanto a participação da Europa na população mundial mais velha diminuirá. Comparando-se os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, os desenvolvidos não têm acompanhado o ritmo rápido de envelhecimento da população quanto os em desenvolvimento, sobretudo com desempenho socioeconômico.

Por exemplo, enquanto a França levou 115 anos para dobrar a proporção de pessoas mais velhas de 7 para 14 por cento, há previsão de que a China levará somente 27 anos para atingir o mesmo aumento (NAÇÕES UNIDAS, 2001). O rápido envelhecimento nos países em desenvolvimento é acompanhado por mudanças dramáticas nas estruturas e nos papéis da família, assim como nos padrões de trabalho e na migração.

A urbanização, a migração de jovens para cidades à procura de trabalho, o fato das famílias se tornarem menores, e de que mais mulheres vêm tornando-se força de

31 trabalho formal, significa que menos pessoas estão disponíveis para cuidar de pessoas mais velhas quando necessário. A Figura 4 na forma de mapa mostra a proporção da população com 60 anos ou mais, em 2015, e a sua projeção para 2050, confirmando a tendência natural do envelhecimento no mundo e, também a velocidade desse processo.

Figura 4 - Distribuição da taxa de envelhecimento no mundo em 2015 e projeção para 2050

Fonte: Global Age Watch (2015)

Deve-se destacar que o processo de envelhecimento como uma tendência mundial varia muito no que diz respeito à qualidade de vida da população, ou seja, no local onde vivem as pessoas. Os fatores econômicos e geográficos detém um peso muito importante. Assim, observa-se que:

Como declínios de fertilidade e esperança de vida aumenta a proporção de pessoas com 60 anos ou mais está projetado para crescer em todas as regiões do mundo. No entanto, experiências de vida mais atrasadas das pessoas variam enormemente dependendo de onde vivem. É importante avaliar os diversos fatores, sobretudo os fatores que determinam o bem-estar econômico e social das pessoas idosas em todo o mundo. Bem como a análise global, Faz necessário ainda caracterizar cada região, os diversos costumes e modo de vida olhando para as tendências geográficas que cada vez mais tornam-se muito diferentes (AGE WATCH, 2015).

As políticas internacionais, atraves de ações e metas, buscam desenvolver programas para garantir que a população possa envelhecer de maneira mais saudável, acrescentando, inclusive, o conceito de sustentabilidade fazendo sobretudo diminuir a pobreza. Contudo, é necessário mensurar o bem-estar na velhice. Pois, envelhecer é uma experiência que de forma natural será vivida por todos. O segmento dos idosos forma o

32 grupo populacional que mais cresce no mundo, afetando profundamente as economias nacionais, os arranjos de vida, e aspirações pessoais e profissionais. Entretanto, observa- se que faz necessário um esforço por parte dos governantes, sobretudo dos paises que, a exemplo do Brasil, as taxas de envelhecimento caminham de forma bastante acentuada (AGE WATCH, 2015).

2.2 Pressupostos do Pensamento Mundial para a Transformação

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