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Regime disciplinar: o que dizem os documentos da IES

3 A INDISCIPLINA NO CAMPO DA INVESTIGAÇÃO

3.1 Regime disciplinar: o que dizem os documentos da IES

O Conselho Universitário da IES é órgão colegiado de deliberação superior e de supervisão geral, sendo responsável pela definição da política do Centro Universitário, nos planos acadêmico, administrativo, disciplinar e financeiro (ESTATUTO DA IES, 2017).

Os cargos de Reitor e Vice-Reitor da IES são designados pelo Presidente do Conselho Curador da FEPAM para um mandato de quatro anos, podendo ser reeleitos para mais um mandato. Dentre as diversas atribuições e competências do reitor, a questão disciplinar está inserida no estatuto em seu artigo 18, no inciso XIII – “exercer o poder disciplinar no âmbito do Centro Universitário” (ESTATUTO DA IES, 2017, p.11).

De acordo com o Estatuto da IES (2017) a Diretoria de Graduação é um Órgão Executivo Superior da Administração Geral, sendo responsável pela supervisão, orientação e coordenação das atividades acadêmicas de graduação. Além das inúmeras atribuições do Diretor, compete ainda “aplicar penalidades disciplinares no âmbito de sua competência” (ESTATUTO DA IES, 2017, p. 15).

A documentação consultada indica, também, que todo coordenador de curso, além de suas funções, pode ainda “aplicar penalidades disciplinares no âmbito de sua competência”. Este poderá também “atuar como mediador nos casos de conflitos e de dificuldades entre professor e alunos” (ESTATUTO DA IES, 2017, p. 19).

Entre os direitos e deveres do corpo docente, estabelecidos pelo Estatuto da IES (2017), encontramos, em seu artigo 159, incisos VII e X, respectivamente, alguns que remetem diretamente à temática da pesquisa. São eles: “contribuir para a manutenção da ordem e da disciplina no seu âmbito de atuação e pelo crescente prestígio da Instituição no âmbito social”; e, “cumprir as normas estabelecidas nos regulamentos relativos às atividades docentes” (ESTATUTO DA IES, 2017, p. 44). Em se tratando das competências do professor, segundo o mesmo documento, dele é esperado que responda pela ordem na sala de aula, incluindo o bom uso e a conservação do material e dos equipamentos utilizados.

Constitui como direito e dever do corpo discente, entre outros: “abster-se de quaisquer atos que importem perturbação da ordem, ofensa aos bons costumes, desrespeito a autoridades acadêmicas, professores, colegas e funcionários” (ESTATUTO DA IES, p.45). Ou seja, o aluno deve manter e preservar a boa ordem e o respeito, garantindo assim a convivência harmônica na Instituição de todos os envolvidos.

Em seu Estatuto, a IES prevê também o regime disciplinar, que é conjunto de normas de conduta previsto pela Instituição e pela legislação aplicável à comunidade acadêmica (alunos, professores e funcionários). É de competência do reitor, dos pró- reitores, do diretor de graduação e dos coordenadores de curso fazer cumprir esse regime, cabendo recurso de suas decisões, no prazo de oito dias da aplicação da pena, para o Conselho Universitário. De acordo com o artigo 182, do Estatuto da IES (2017, p.48) são aplicáveis as seguintes penalidades disciplinares: “advertência verbal; repreensão escrita; suspensão; dispensa; desligamento; destituição”. O aluno, cuja conduta inadequada no âmbito da instituição assim o justifique, está passível às essas penas disciplinares elencadas anteriormente.

Segundo o que rege no Estatuto da IES no artigo 183 (2017, p.48) as penalidades são aplicadas de acordo com a gravidade das faltas, considerando os seguintes elementos:

I - infração cometida II - primariedade do infrator III - dolo e culpa

IV- valor e utilidade de bens atingidos V - grau de ofensa à autoridade.

As penalidades são aplicadas mediante a sua averiguação e sua apuração, sendo assegurado, no processo disciplinar, os princípios de defesa de acordo com o estatuto, pautados no princípio constitucional e na dignidade do ser humano. Essa penalidade se aplica também ao ressarcimento de danos causados à Instituição.

Para a aplicação de penalidades, deve tomar as decisões pautadas em instâncias superiores, obedecendo a seguinte ordem, de acordo com o artigo 185 (p. 49):

I- atos de professor, em matéria didático-científica, deve ser encaminhado ao Colegiado do Curso. E em matéria disciplinar, para o Pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão e deste para o Reitor, II - decisões do Colegiado de Curso, para o diretor de Graduação e deste para o Conselho Universitário,

III - atos ou decisões da Coordenadoria de Curso para o Pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão,

IV - atos da Coordenadoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão para o Pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão,

V - atos da Diretoria de Graduação para o Pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão e deste para o Conselho Universitário,

VI - atos dos Pró-reitores para o Reitor,

VII - atos do Reitor para o Conselho Universitário,

VIII- de decisões do Conselho Universitário, de ordem econômica e/ou financeira, para a Entidade Mantenedora e, tratando-se de arguição de ilegalidade, ao órgão competente.

Ao aluno que apresentar comportamento considerado como incompatível, de modo a prejudicar ou impedir o bom andamento da atividade em classe, prejudicando a aprendizagem teórica ou prática e o bom aproveitamento de seus colegas, está prevista a aplicação da penalidade da exclusão de sala de aula ou da atividade acadêmica.

Ainda conforme a pesquisa documental, os membros do corpo docente também estão sujeitos a sanções disciplinares, que são: advertência verbal, repreensão escrita, suspensão e dispensa.

A pena de advertência é aplicável ao professor que, sem justa causa, não observar os prazos estabelecidos para postagem de notas, frequências e planos de aulas, deixar de comparecer ao ato escolar de sua obrigação ou para o qual tenha sido

convocado e faltar mais de três dias de aula consecutivos, uma vez que, no próprio estatuto, preconiza que essas atividades são inerentes à docência.

Em conformidade com o Estatuto da IES (2017), as penas de repreensão e de suspensão são aplicáveis em caso de reincidência das condutas anteriormente expostas.

A pena de dispensa é aplicável pelo abandono do emprego, pela incompetência científica, incapacidade didática ou técnica, ou ainda por conduta incompatível com a dignidade da vida escolar.

Já os membros do corpo discente estão sujeitos às seguintes penas disciplinares: “advertência verbal, repreensão escrita, suspensão de até 15% do total dos dias letivos e desligamento” (ESTATUTO DA IES, 2017, p. 50).

A pena de advertência é aplicável por desrespeito a qualquer membro da comunidade acadêmica, por perturbação da ordem no recinto do Centro Universitário ou por prejuízos materiais causados à Instituição. A pena de repreensão escrita é aplicável em caso de reincidência. Já a pena de suspensão de até 15% dos dias letivos é aplicável mediante: agressão a outro aluno, ofensa a qualquer membro dos corpos docente e técnico-administrativo, improbidade na execução dos trabalhos escolares, ofensa moral a qualquer autoridade da administração superior, atentado doloso contra o patrimônio moral, científico, cultural ou material, impedimento do exercício das funções pedagógicas, científicas ou administrativas.

E por fim, a pena de desligamento é aplicável pela reincidência nas infrações, agressão a qualquer membro do corpo docente ou técnico-administrativo e por atos incompatíveis com a dignidade da vida escolar.

No PPC do curso não aborda a questão disciplinar em nenhum momento. Tanto os alunos quantos os professores estão amparados pelo Estatuto da IES.