Artigo(s) XX.º CAPÍTULO V REGIME SANCIONATÓRlO Artigo 33.º Fiscalização
1 – O estabelecimento de um programa de fiscalização é essencial para o sucesso e credibilidade do PMCFP.
2 – As funções de fiscalização, para efeitos do cumprimento do presente regulamento e legislação complementar, competem à Direcção Regional do Ambiente, ao Corpo de Vigilância do PMCFP, à Inspecção Regional das Pescas e à Capitania do Porto da Horta.
3 – O disposto no número anterior não prejudica o exercício dos poderes de fiscalização e polícia que, em razão da matéria, competem às demais autoridades públicas, nomeadamente as marítimas e portuárias.
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a verificar por um jurista se este decreto necessita de adaptação à Região ou se as competências podem ser citadas assim
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Verificar a necessidade de introduzir um capítulo adicional sobre o Regime Financeiro do Parque. Nesse caso há que actualizar a numeração subsequente e respectivas referências a essa numeração, bem como referir, por exemplo, de onde vem o financiamento para as acções ordinárias (DRA?). Referir se há autonomia financeira para recepção e administração de receitas recolhidas através de coimas, de venda dos passes de mergulho e do material de marketing, etc.
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4 – As entidades com funções de fiscalização devem colaborar no sentido de definir e implementar um programa de fiscalização conjunta que optimize meios e resulte numa dissuasão eficaz de infracções aos regulamentos do PMCFP.
Artigo 34.º Contra-Ordenações
1 – Constituem contra-ordenações o desrespeito pelo cumprimento do previsto nos artigos 9.º, 10.º, 19.º, 21.º, 23.º, 25.º, 27.º e 29.º do presente diploma. 2 – As contra-ordenações previstas no número anterior são punidas com as coimas de7:
a) 37€ a 3741€, no caso de pessoas singulares; b) 3990€ a 39900€, no caso de pessoas colectivas. 3 – A tentativa e a negligência são puníveis.
4 – A determinação da medida da coima é feita em função da gravidade da contra-ordenação, da culpa, da situação económica do agente e do benefício económico que este retirou da prática da infracção, bem como dos antecedentes do infractor relativamente ao não cumprimento das disposições do presente regulamento.
Artigo 35.º Sanções acessórias
As contra-ordenações previstas no n.º 1 do artigo 34.º podem ainda determinar a aplicação das sanções acessórias previstas no artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 383/98 de 27 de Novembro.8
Artigo 36.º
Processos de contra-ordenação e aplicação de coimas e sanções acessórias 1 – O processamento das contra-ordenações e a aplicação das coimas e das sanções acessórias compete à entidade administrativa do PMCFP e à Capitania do Porto da Horta.
2 – A afectação do produto das coimas previstas no artigo 34.º é feita da seguinte forma:
a) 60% para a Região Autónoma dos Açores;
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Estas são as coimas previstas para infracções dentro de uma área Natura 2000 (vide DL n.º 140/99 de 24 de Abril adaptado à Região Autónoma dos Açores pelo Decreto Legislativo Regional n.º 18/2002/A de 16 de Maio), classificação que abrange apenas algumas áreas do Parque. De referir ainda que, no DL n.º 140/99 de 24 de Abril, os montantes mínimos e máximos estão em Escudos, daí a conversão para Euros resultar em valores “estranhos”. Outra possibilidade é a adopção das coimas previstas para um Parque Natural. Nesse caso a redacção deste número deve ser a seguinte:
“2 – As contra-ordenações previstas no número anterior são punidas com as coimas previstas no n.º 2 do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 19/93, de 23 de Janeiro, adaptado à Região Autónoma dos Açores pelo Decreto Legislativo Regional n.º 21/93/A de 23 de Dezembro.”
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verificar se isto pode ser citado assim ou se tem de haver adaptação deste decreto à Região
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b) 40% para o PMCFP, constituindo receita própria.
3 – Exceptuam-se do disposto na alínea b) do número anterior os casos em que as coimas sejam aplicadas pela Capitania do Porto da Horta ou pela Inspecção Regional das Pescas, nos quais 20% do seu produto constitui receita da entidade que processa a contra-ordenação e 20% receita do PMCFP.
4 – Tendo em vista a articulação e optimização da vigilância e fiscalização das acções e actividades decorrentes no PMCFP, as entidades competentes em termos de fiscalização deverão notificar-se mutuamente e de forma atempada sobre os autos de notícia, participações e denúncias que se refiram a factos pertinentes para os objectivos do PMCFP.
Artigo 37.º
Reposição da situação anterior
1 – Independentemente da aplicação da coima e das sanções acessórias, a entidade administrativa do PMCFP poderá, nos termos do artigo anterior, intimar o infractor a proceder à reposição da situação anterior à infracção, fixando-lhe concretamente os trabalhos ou acções a realizar e o respectivo prazo de execução.
2 – A intimação de reposição é antecedida de audição do infractor, que dispõe de 15 dias a contar da data da sua notificação para se pronunciar sobre o conteúdo da mesma.
3 – Após a notificação para as acções referidas no n.º 1 e se a obrigação não for cumprida no prazo fixado, a entidade administrativa do PMCFP procede ou manda proceder aos trabalhos e acções necessários à reposição da situação anterior, por conta do infractor.
4 – As despesas realizadas por força do número anterior, quando não forem pagas voluntariamente pelo infractor no prazo de 20 dias, a contar da sua notificação, são cobradas nos termos do processo de execuções fiscais, constituindo a certidão de quantias despendidas passada pela entidade administrativa do PMCFP título executivo bastante, devendo dela constar o nome e o domicílio do devedor, a proveniência da dívida e a indicação, por extenso, do seu montante, bem como a data a partir da qual são devidos juros de mora.
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Artigo 38.º
Articulação com outros instrumentos de ordenamento e gestão territorial 1 – Em caso de conflito com o regime previsto nos Planos Municipais de Ordenamento do Território em vigor, prevalece o regime instituído pelo presente PO do PMCFP.
2 – Quando não se verifique conflito entre os regimes referidos no número anterior, a sua aplicação será cumulativa.
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Administração
Até estar constituída a Comissão Directiva desta área protegida e enquanto esta não estiver na posse dos seus poderes, a entidade administrativa do PMCFP é a Direcção Regional do Ambiente.
Artigo 40.º
Autorizações e pareceres
1 – Salvo disposição em contrário, as autorizações e pareceres emitidos pela entidade administrativa do PMCFP não dispensam outros pareceres, autorizações ou licenças que legalmente forem devidos.
2 – Na falta de disposição especial aplicável, o prazo para emissão de autorizações e pareceres pela entidade administrativa do PMCFP é de 60 dias.
Artigo 41.º
Alteração da legislação
Quando se verificarem alterações às normas legais citadas no presente diploma, as remissões expressas que para elas forem feitas considerar-se-ão automaticamente transferidas para a nova legislação que resultar daquelas alterações.
Artigo 42.º Entrada em vigor
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Artigo 43.º
Vigência e revisão
1 – O PO do PMCFP vigorará enquanto se mantiver a indispensabilidade de tutela dos interesses públicos que visa salvaguardar.
2 – As normas de extracção de recursos vivos marinhos devem ser mantidas durante um prazo mínimo de cinco anos desde a data de publicação do presente diploma, tendo em vista uma avaliação minimamente fiável das alterações de médio-prazo induzidas pelas medidas de protecção ao nível de:
a) biologia e ecologia das espécies marinhas; b) impactos sócio-económicos.
3 – Alterações às normas referidas no número anterior poderão ser inscritas no PO do PMCFP por portaria conjunta das Secretarias com competência nas áreas do Ambiente e das Pescas.
4 – Revisões de outra natureza podem ser inscritas no PO do PMCFP por portaria conjunta da Secretaria com competência na área do Ambiente e pela Secretaria com competência em razão da matéria, se verificarem desajustamentos face à realidade de ordenamento e gestão dos valores e interesses públicos que presidiram à criação do PMCFP.
5 – Sempre que circunstâncias excepcionais o justifiquem, designadamente o perigo de se ultrapassar o nível máximo sustentável de uso ou extracção dos recursos marinhos, a entidade administrativa do PMCFP pode, ouvidas as instituições científicas e as associações representativas dos interesses
sócio-25
económicos relevantes, condicionar parcial ou totalmente actos ou actividades decorrentes dentro do PMCFP em determinados locais e/ou épocas.