• Nenhum resultado encontrado

Classe de Conjunto

5. Registo de Aulas Observadas

Os Relatórios de Observação elaborados no âmbito da unidade curricular Prática de Ensino Supervisionada foram feitos com base no modelo fornecido pelo professor Coordenador do Mestrado. Este modelo é uma grelha de fim aberto (Reis, 2011) que, como não sendo restritiva quanto ao tipo de conteúdo, permite uma recolha de dados mais abrangente e adaptável a cada contexto pedagógico.

As grelhas infra expostas constituem exemplos dos relatórios que podem ser consultados integralmente nos Anexos 2, 3 e 4.

5.1. Aluna do Ensino Básico

Estagiário: Maria Francisca Pinheiro Aidos Tomás Disciplina: Clarinete Ano/Turma: 7º Ano Escola | Professor: Escola Profissional de Música

de Espinho | Professor Victor Pereira

Nº de aula: 6 Data: 18/11/2019

Registo de observação diário

A aula começou com a escala de Sol Maior, ligado e articulado. Seguiu-se o exercício de terceiras simples e o arpejo Maior, com as respetivas inversões de 3 e 4 sons.

Passaram às escalas Mi menor natural, harmónica e melódica, e o arpejo menor, com as respetivas inversões de 3 e 4 sons. Estas escalas e os exercícios foram executados em ligado.

O professor corrigiu a postura da aluna, indicando-lhe que afastasse os pés à largura dos ombros para que o seu corpo estivesse mais apoiado.

Em jeito de preparação para a prova intercalar que se aproximava, a aluna tocou os três estudos propostos sem interrupções (nºs 12, 13 e 15 do livro “20 Études Faciles” de Jacques Lancelot). No final, o docente desafiou-a a autoavaliar-se de 1 a 5, apontando os aspetos mais e menos positivos da sua performance. Depois de a aluna se autoavaliar com um 4, o docente procurou que ela a justificasse, incentivando-a a refletir. Dada a incapacidade de a aluna justificar a cotação atribuída, o professor explicou-lhe o quão importante será para a sua evolução que ela pense criticamente e construa uma opinião sobre aquilo que ouve, da sua parte e da dos outros.

Voltam aos estudos para trabalhar os aspetos menos bons: legatos entre registos, algumas dinâmicas, a quantidade de ar e a postura.

À semelhança dos estudos, também as peças foram tocadas sem interrupções. O professor manifestou-se contente com a apresentação da aluna, dando-lhe apenas indicação de que não interrompesse o ar na mudança de registo.

Terminaram a aula combinando o horário e alguns aspetos importantes da audição dessa semana.

5.2. Aluna do Ensino Secundário

Estagiário: Maria Francisca Pinheiro Aidos Tomás

Disciplina: Clarinete Ano/Turma: 10º Ano Escola | Professor: Escola Profissional de Música

de Espinho | Professor Victor Pereira

Nº de aula: 1 Data: 07/10/2019

Registo de observação diário

A aluna começou aula tocando a escala Fá Maior, em legato e em staccato. Na tonalidade de Fá Maior, fez o exercício de terceiras dobradas, arpejo Maior (legato e staccato; inversão de quatro sons; primeira e segunda inversões) e arpejo de Sétima da Dominante (ligado e articulado; inversão de quatro sons; primeira e a segunda inversões).

Seguiu-se a escala de Ré menor Harmónica, com os mesmos exercícios da tonalidade Maior - terceiras dobradas, arpejo menor (legato e staccato; inversão de quatro sons; primeira e a segunda inversões) e arpejo de Sétima da Dominante (legato e staccato; inversão de quatro sons; primeira e segunda inversões).

Ao longo dos exercícios, o professor alertou a aluna para a qualidade do som, a qual se deve manter entre registos, assim como a velocidade do ar. Sempre que necessário, pedia-lhe que repetisse. Disse-lhe ainda que estes aspetos devem sobrepor-se à velocidade, sendo que o mais importante nesta fase é a qualidade e não a quantidade.

A aluna não estudou os exercícios das escalas na extensão pretendida (até ao Lá6) e, depois de ter tentado na aula com ajuda do professor, foi-lhe indicado que estudasse desse forma em casa para aula seguinte.

A aluna estudou em casa os estudos números 7 e 8 do livro “Passage Studies, book 1”, da autoria de Frederick Thurston.

Começou pelo número 7, o arranjo de uma pequena peça para piano de Johann Kirnberger.

Depois de a ouvir tocar como havia estudado, o professor incentivou a aluna a autoavaliar a sua performance, devendo apontar o que melhorar e como o fazer, dando-lhe total liberdade para se autocorrigir e sem nunca manifestar a sua opinião. A aluna conduziu a aula e pode, assim, trabalhar a sua autonomia. Através disto, o professor pode compreender melhor a forma de pensar e de estudar da aluna, servindo de ferramenta para a orientar no trabalho em casa.

Quando o estudo se revelou dominado o professor aconselhou a discente a ser pragmática, autocrítica e eficiente no seu estudo diário, não se limitando a repetir um exercício completo.

Deixou-lhe dicas de estruturação do estudo como: identificar os pontos difíceis, trabalhar em partes isoladas e, depois, ir juntando.

O segundo estudo era referente a um “Minueto” de Joseph Haydn. A aluna apresentou-o conforme tinha estudado e logo o professor se apercebeu que ela não tinha ouvido esta obra.

Isto trouxe à aula uma conversa séria entre docente e discente sobre o rigor que a aluna devia

colocar em cada aula. Desconhecia a forma musical e o compositor, e apresentou-o demasiado lento, quando estava marcado “Tempo di Menuetto; semínima 112 bpm”.

O professor explicou-lhe o carácter dançante de um Minueto, com apoio no primeiro tempo de cada compasso, e chamou-a à atenção para a época em que havia sido escrito. Ficou com a tarefa de preparar de novo este estudo, pois não estava a conseguir executá-lo na velocidade estipulada.

Mais uma vez, o professor lembrou que o estudo de um instrumento deve ser sério, com rotina e organização, pois “se o processo for mediano, o resultado vai ser mediano”.

5.3. Classe de Conjunto

Estagiário: Maria Francisca Pinheiro Aidos Tomás Música de Espinho | Professor Victor Pereira

Nº de aula: 7 Data: 25/11/2019

Registo de observação diário

No início da aula o professor deu o seu feedback aos alunos acerca da audição da semana anterior.

De seguida afinaram e passaram à leitura conjunta da obra que iriam trabalhar “Les Yeux Noirs”, o arranjo para quarteto do clarinetista Florent Héau de uma música tradicional russa.

Tentaram tocar do início ao final, mas à medida que existiam hesitações o professor intervinha para ajudar, permitindo-lhes continuar.

Seguidamente, trabalharam a obra por partes, orientados pelas letras de ensaio inscritas na partitura, repetindo e alterando a velocidade as vezes necessárias para aperfeiçoar. Abordaram questões de tempo, dinâmicas, acentuações, carácter, fraseado, junção e equilíbrio entre vozes.

Os alunos revelaram melhorias significativas, o que foi valorizado pelo docente.

Depois deste trabalho, recomeçaram e procuraram tocar do princípio ao fim. Apesar de pequenas falhas individuais, o grupo demonstrou grande evolução e mais coerência e à vontade na abordagem da obra.

Por fim, o professor incentivou os alunos a estudar muito bem individualmente, de forma a facilitar todo o trabalho em grupo.