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Regras comerciais e linguagens de impressão VDP

Estas regras especiicam qual o conteúdo variável a ser usado e onde inseri-lo no layout ixo do documento. Por meio destas regras é possível determinar:

—Os objetivos da comunicação do material personalizado; —O público a quem se destina a mensagem;

—Os conteúdos mais signiicativos para cada cliente;

—Aspectos relacionados ao layout do documento (tamanho de imagens e textos, cores aplicadas em textos e gráicos, disposição e alinhamentos dos elementos da página, entre outros).

Quanto mais complexas forem as regras comerciais utilizadas, maior vai ser a necessidade do conhecimento em programação e gestão do banco de dados (TI). No mercado, existem softwares de VDP para vários níveis de programa- ção. Seu preço e aplicação são determinados pela complexidade de progra- mação que ele é capaz de fazer.

Softwares de geração de VDP mais complexos possibilitam a automação de

processos dos impressos VDP, facilitando a produção e evitando a ocorrência de erros, como a impressão de dados incorretos ou redundantes. Estes sof-

twares podem ter módulos de controle para garantir a impressão e despacho

correto dos materiais personalizados. Com este tipo de controle é possível garantir que todo material personalizado vai ser devidamente encaminhado ao seu destinatário.

Empresas que trabalham com documentos transacionais precisam ter um maior controle sobre os dados a serem impressos. Por isso, precisam de soft-

As linguagens de impressão de dados variáveis especiicam um formato para os dados usados na impressão. Os softwares de VDP podem trabalhar com linguagens dependentes, também chamadas de proprietárias, ou indepen- dentes dos dispositivos de saída. Quando trabalham com linguagens de- pendentes, só é possível dar saída especiicamente para aquele dispositivo de saída digital. Neste caso, não é possível imprimir as diferentes versões do documento em outras impressoras. Já as linguagens independentes per- mitem dar saída em qualquer impressora digital, capaz de fazer a leitura da linguagem dos arquivos gerados. No mercado, existem várias linguagens de impressão de arquivos VDP, entre elas:

—Fiery FreeForm & FreeForm 2 da EFI – Electronics For Imaging, Inc. Intelligent Printer Data Stream (IPDS): encontrada nos ambientes de main-

frame AS400 e IBM, também usadas com impressoras matriciais.

—Inkjet Printer Data Stream (IJPDS): arquivo proprietário criado pela empre- sa Scitex.

—Job Layout (JLYT): linguagem nativa das impressoras HP Indigo, permite a descrição de objetos, páginas, documentos e luxo operacional.

—Variable Data Intelligent PostScript Printware (VIPP): Uma linguagem VDP proprietária da Xerox, tradicionalmente usada no mercado de impressão tran- sacional preto e branco, para a produção de documentos postscript.

—Advanced Function Presentation (AFP): uma linguagem inventada pela IBM que descreve texto e gráicos.

—Variable Print Speciication (VPS): uma linguagem VDP da Creo Scitex. PostScript ou PostScript otimizado (PS): linguagem de descrição de pági- nas, a maioria das demais linguagens VDP são baseadas nesta linguagem de descrição.

—PDF: linguagem universal que permite dar saída em qualquer tipo de im- pressora digital.

—Personalized Print Mark-up Language (PPML): linguagem aberta, basea- da em dados XML.

—Variable Data Exchange (VDX): padrão que utiliza especiicações PPML para deinir o conteúdo reutilizável de um PDF.

Os primeiros documentos personalizados utilizavam luxo de dados otimiza- do para linguagens mais simples, como Metacode e LCDS (Line Conditioned

Data Stream), que ainda são utilizados em ambientes de impressão transa-

cional. Estes dois formatos foram criados pela Xerox são formatos nativos das primeiras impressoras digitais lasers monocolores, que viriam a substituir as impressoras matriciais de impacto.

O LCDS foi desenvolvido para permitir a impressão de simples linhas de da- dos e permitir a composição da página diretamente na controladora de im- pressão do equipamento, assim como nas impressoras matriciais. Todos os conteúdos (formulários, fontes e imagens) a serem impressos também icam armazenados na controladora de impressão. O LCDS não dá suporte para im- pressão a cores. Já a linguagem Metacode é uma variante da LCDS, usada para descrever textos e gráicos. Fornece maior lexibilidade de composição por meio de metalinguagem própria. A linguagem Metacode usa códigos para descrever a posição de dados (texto e gráicos) em uma página. Estes

códigos também podem ser utilizados para controlar a orientação da página ou a seleção de uma fonte de texto.

Atualmente, a maioria dos drivers de impressão trabalha a partir de uma linguagem de descrição de página (tipicamente PostScript). Se eles forem usados para a impressão de dados variáveis, o resultado será uma página ou várias páginas diferentes, para cada um dos registros do banco de dados. Os arquivos oriundos deste processo podem ter um tamanho muito grande, exi- gindo muito tempo para a interpretação e processamento deste arquivo pelo RIP ou controladora de impressão. Para resolver este problema, foram criadas várias linguagens para a impressão VDP, que buscam superar as limitações dos drivers tradicionais de impressão digital, viabilizando o processamento de arquivo VDP em um menor tempo.

A linguagem PDF também é bastante utilizada como linguagem de arquivo de saída. Se o PDF for desenvolvido em formato de layout ixo, o arquivo terá uma página separada (ou várias páginas) para cada cliente, o que pode resultar em um arquivo PDF de milhares de páginas, inviabilizando seu processamento pelo RIP. Esta maior demanda de tempo de processamento dos arquivos pelo RIP se deve ao fato de que cada página e elementos variáveis contidos nela são processados individualmente pelo RIP da impressora.

Com o PDF / VT, é possível reutilizar o processamento de elementos comuns a todas as páginas do documento. Isso resulta em um tamanho de arquivo bem menor. O padrão PDF / VT diminui muito o tempo de processamento dos arquivos, mas ainda não está totalmente estabelecido no mercado gráico.

Outra linguagem muito comum em trabalhos VDP é o PostScript. Esta lingua- gem foi desenvolvida pela Adobe em 1984, para o mercado de editoração ele- trônica. PostScript e PDF são muito semelhantes, sendo ambos linguagens que descrevem textos e gráicos. O PostScript otimizado suporta conteúdos reutilizáveis (armazenados no RIP, em cache), que serão processados apenas uma vez para todas as páginas. No entanto, o software ou driver usado para criar arquivo postscript deve suportar a programação em caching, para tirar proveito desse tipo de otimização.

A Xerox também desenvolveu a linguagem VIPP, baseada em PostScript e concebida para tirar proveito dos recursos de programação PostScript, bem como superar suas limitações em relação a aplicações VDP. Oferece suporte para variação de elementos como imagens, gráicos e textos. Pode importar e processar dados de fontes nativas, em formato XML, e trabalhar de forma independente na composição das páginas, sem necessidade de uso de apli- cativo de paginação, apenas utilizando programação PostScript.

A linguagem VPS também é baseada em PostScript e foi desenvolvida pela Scitex (hoje Kodak). Neste formato, o modelo para construção das imagens a serem impressas é feito por páginas, e cada página é constituída por ele- mentos. Existem dois tipos de elementos: os reutilizáveis e os não reutilizáveis. Desta forma, a linguagem é bem parecida com outras linguagens VDP, como PDF, PostScript, PPML e VIPP.

Desenvolvida pela EFI, a linguagem Fiery FreeForm foi uma das primeiras linguagens VDP da indústria gráica e é padrão na maioria dos RIPs Fiery, fabricados pela empresa. Esta linguagem utiliza um modelo de duas cama- das, uma camada mestre com todos os conteúdos ixos das páginas e uma camada variável, com todos os elementos variáveis (imagens e texto). Os ar- quivos referentes às camadas são enviados ao RIP separadamente, sendo este último responsável pela mesclagem do conteúdo das duas camadas, em cada uma das páginas impressas do documento. Utilizando esta linguagem é possível usar uma mesma camada mestre em diferentes documentos com conteúdos variáveis. Esta é uma linguagem muito simples de VDP, que ofere- ce pouco suporte para aplicação VDP mais avançadas.

A HP Indigo possui sua própria linguagem de descrição de páginas, o JLYT. Foi desenvolvida pela empresa Indigo (agora HP Indigo), esta é a linguagem proprietária de descrição de trabalhos dessas impressoras e não se trata ape- nas de uma linguagem de impressão de dados variáveis, mas também é um formato de arquivo que deine a estrutura básica do documento a ser impres- so. Um arquivo JLYT contém duas partes, um “esqueleto” formado por canais e “pacotes de conteúdo”. Os canais deinem as posições e as conigurações dos conteúdos (por exemplo, escalonamento de imagem e rotação). Para do- cumentos de impressão de dados variáveis, estes canais também deinem os vínculos para o conteúdo variável. Já os pacotes de conteúdo incluem qual- quer conteúdo estático do arquivo. As impressoras HP Indigo requerem um luxo de trabalho onde a estrutura do arquivo seja separada pelo tipo de con- teúdo que ela contém. Depois, todo o conteúdo (estático e variável) precisa ser rasterizado em um formato de arquivo nativo da impressora. Somente após este processo, os conteúdos serão montados na página de acordo com a es- trutura do arquivo JLYT ou de acordo com as informações da base de dados, no caso de impressão com dados variáveis.

A linguagem IPDS (Intelligent Printer Data Streams) foi desenvolvida pela IBM para ambientes de impressão mainframe, como parte da arquitetura AFP

(Advanced Function Presentation). A linguagem IPDS contém a informação

necessária para identiicar, monitorar e controlar as funções de certos tipos de impressoras. Esta informação inclui as características da impressora, a sua resolução, os recursos disponíveis e se tem memória suiciente para receber e imprimir um trabalho. Esse tipo de linguagem permite que os dados sejam carregados diretamente na ila de impressão ou controlados por gerenciado- res de impressão.

O formato de arquivo proprietário IJPDS, desenvolvido pela Scitex, é utilizado pelas impressoras Versamark, da Scitex (agora Kodak). Trata-se de um forma- to de arquivo binário simples, onde os elementos da página estão formatados em blocos. O IJPDS foi desenvolvido primeiramente para impressão de textos variáveis. Por isso, o arquivo é organizado por um cabeçalho com as informa- ções das fontes usadas e das imagens bitmaps e o layout da página é orga- nizado por linhas de texto, o que limita bastante o uso de imagens variáveis, que precisam se encaixar neste layout de linhas de texto, para que possam ser impressas.

Segundo STELER (2009), a linguagem PPML foi desenvolvida por interesse do Print On Demand Initiative – PODi, um grupo de indústrias e usuários de equipamentos de impressão digital. Esta é uma linguagem de programação baseada em XML, que tem por objetivo facilitar o uso do VDP.

A linguagem PPML é construída em dois métodos principais: por nível de de- talhe presente em um conjunto de dados e por conteúdo reutilizável. O primei- ro descreve os elementos presentes na página, em vez de páginas individuais. O segundo refere-se à capacidade de hospedar os conteúdos que se repetem em todas as páginas do documento na memória do RIP, reutilizando-os quan- do solicitado, diminuindo o tempo de processamento e impressão do arquivo.

Os conteúdos para a mesclagem de dados podem estar arquivados local- mente no RIP da impressora, ou podem ser acessados remotamente por meio de URLs, eliminando a necessidade de armazenar todo o conteúdo do trabalho para o RIP de impressão. Igual a maioria das linguagens VDP, o PPML mescla dinamicamente objetos (texto e imagens) em um modelo previamente processado e armazenado pelo RIP.

Como o PPML é baseado em dados de texto XML, ele não contém dados binários. O resultado é que todos gráicos internos do conteúdo do arquivo PPML, precisam ser codiicados. Esta codiicação pode resultar em tama- nhos de arquivos signiicativamente maiores do que as demais linguagens VDP. Por esta razão, é sempre melhor acessar os conteúdos das páginas de forma remota, pois desta maneira, não é preciso codiicar os conteúdos em linguagem PPML. Todavia, por se tratar de linguagem aberta, permite aos usuários de PPML agregar outros recursos ao seu luxo de trabalho.

No início de 2002, o ANSI (American National Standards Institute) aprovou o padrão PPML/VDX, desenvolvido pelo CGATS (Committee for Graphic Arts

Technologies Standards). Anteriormente conhecido como VDX (Variable Data

Exchange), o PPML / VDX utiliza um subconjunto de especiicações PPML para deinir o conteúdo reutilizável dentro de um arquivo PDF. Um arquivo PPML / VDX pode ser constituído por mais de um arquivo. Em sua forma mais básica, o PPML sempre terá o arquivo de layout, que contém os elementos i- xos (estrutura da página) e variáveis (textos e imagens) do documento. Mesmo sendo um documento PDF, o PPML / VDX usa a extensão .vdx para indicar que não se trata de um arquivo PDF comum.

Layout

O layout do documento pode ser criado em um software de diagramação gráica. É por meio dele que vai ser deinido como os conteúdos variáveis de texto e imagens serão dispostos no documento. Durante o projeto deverão ser estudadas as possíveis soluções para melhor adequação dos conteúdos variáveis. O layout é importante porque todas as variações de texto e ima- gens precisam ser previamente veriicadas para garantir o ajuste de todos os conteúdos variáveis no documento impresso.

O layout pode ser único, quando é aplicado em todos os documentos que serão impressos, ou múltiplo, quando o layout padrão dos documentos varia conforme as regras comerciais adotadas na impressão VDP. Quando adotado o layout único, a disposição dos elementos da página sempre será a mesma, somente imagens e textos serão trocados de impresso para impresso. Já a aplicação de layout múltiplo permite mudar tanto a disposição quanto o nú- mero dos elementos que irão compor a página.

O projeto da página determina parâmetros para a aplicação, disposição e or- ganização dos conteúdos ixos e variáveis que irão compor os documentos com aplicação de dados variáveis. Ele é determinante na criação do layout do documento e evita erros como corte ou truncamento de textos e assegura que todos os conteúdos se ajustarão no documento impresso.

70 60 50 40 30 20 10 0 100 150 200 250 300 350 400 450 LOGO 25% 25% 50% 25% 75% 50% 25% 25% LAYOUT PROJETO Ex. Ex. SOFTWARE DE VDP DISPOSITIVOS DE SAÍDA IMPRESSÃO DIGITAL PUBLICAÇÃO ELETRÔNICA VERSÕES DO DOCUMENTO BANCO DE DADOS CONDICIONAIS REGRAS DE LAYOUT REGRAS COMERCIAIS BASE DE DADOS CONTEÚDO VARIÁVEL Mapas e gráficos Imagens variáveis Textos variáveis Saudações Textos promocionais BASE DE DADOS CONTEÚDO ESTÁTICO Logotipo Informações Textos informativos Imagens Dados da empresa