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Atividades de Gerenciamento do Módulo ProDefiner

5.7 Modelo de Transformação/Conversão do Processo

5.7.1 Regras de Mapeamento entre Normas e Modelos da Qualidade

Com base nos tipos de mapeamentos propostos na Seção 3.4, é possível prover ao

ProConverter um serviço direcionado à transformação/conversão de processos de software de

acordo com a norma e modelo da qualidade definido para o processo da organização, ou seja, transformar/converter um processo de software com base nas terminologias (processos e atividades) presentes nas normas e modelos da qualidade disponíveis e mapeadas no

ImPProS. Desta forma, a transformação/conversão procede analisando-se as terminologias inferidas a um processo de software, posteriormente verifica-se as regras de mapeamento (possíveis relações, mapeamentos, entre as terminologias das normas e modelos da qualidade) disponíveis no meta-modelo de processo do ImPProS e converte-se estas terminologias para os padrões adotados pela norma e modelo da qualidade escolhida [Gonçalves.06]. Esta transformação/conversão ocorre em dois níveis:

Conversão Direta, onde as terminologias analisadas e convertidas são originadas de normas e modelos da qualidade e suas conversões obedecem aos tipos de mapeamento (segundo discutido na seção 3.4, estes são: Mapeamentos de Processos e Atividades entre a norma ISO/IEC 12207 e os Modelos de Referência Concretos; Mapeamentos de Processos entre os Modelos de Referência Abstratos e a norma ISO/IEC 12207; Composição dos Resultados Esperados em Atividades entre os

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Modelos de Referência Abstratos e os Concretos) propostos no meta-modelo de processo do ImPProS. Por exemplo, o meta-modelo do ImPProS pode apresentar o seguinte mapeamento: as atividades “Identificar Itens de Configuração” (SP 1.1-1) e “Estabelecer um Sistema de Gerência de Configuração” (SP 1.2-1) constantes na área de processo23 de Gerência de Configuração do CMMI, podem ser mapeadas para a atividade “Identificação da Configuração” (6.2.2) presente no processo de Gerência de Configuração da norma ISO/IEC 12207, e que, por sua vez, pode ser mapeada para as atividades “Estabelecer um Sistema de Gerência de Configuração” (SUP.2.BP3), “Identificar Itens de Configuração” (SUP.2.BP3) e “Manter Descrição dos Itens de Configuração” (SUP.2.BP4) constantes no processo de Gerência de Configuração da norma ISO/IEC TR 15504. Assim, a conversão direta pode ocorrer entre um processo que tenha as atividades recomendadas pelo CMMI para um processo que seja aderente à ISO/IEC TR 15504;

Conversão Indireta, onde a origem das terminologias dos processos e atividades (conforme detalhado na Seção 4.3) é proveniente da organização, tipo de projeto de software, tipo de organização, genérico ou das normas e modelos da qualidade que não estejam contempladas nos mapeamentos constantes no meta-modelo de processo do ImPProS. De uma forma geral esta classificação serve apenas para identificar e tratar os ativos de processo de software que se encontram mapeados no meta-modelo do ImPProS. Por exemplo, o meta-modelo do ImPProS pode apresentar uma atividade denominada “Analisar Solicitações de Mudanças” constante na disciplina24 de Gerência de Configuração e Mudança do RUP que seja caracterizada como Genérica. Assim, a conversão indireta não verifica os mapeamentos, já que estes não existem, e usa este ativo definido ao processo de software.

É importante enfatizar, ainda, que, pelo fato do ImPProS dispor de dois tipos de modelos de referência (Abstratos e Concretos), definidos na Seção 3.4, as regras presentes nesta transformação/conversão variam dependendo do tipo de norma e modelo da qualidade definido para o processo de software de origem (processo que está sendo usado como base para a execução do mecanismo de transformação/conversão) e do tipo definido ao processo a

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Conjunto de práticas relatadas que, quando cumpridas coletivamente, satisfazem um conjunto de objetivos considerados importantes para se ter uma melhoria significativa naquela área [Chrissis.06].

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ser convertido (processo resultante da execução do mecanismo de transformação/conversão), ou seja, durante a definição de um processo de software no ImPProS, a equipe de trabalho escolhe uma norma e modelo da qualidade para orientar a sua definição e outra para transformar/converter este processo já definido [Gonçalves.06]. Desta forma, as regras, além de serem categorizadas de acordo com o tipo de transformação/conversão, variam em função dos dois tipos possíveis de definição das normas e modelos da qualidade aos processos de software, a saber: a primeira definição decorre do processo de origem ser baseado em um Modelo de Referência Concreto ou Modelo de Referência Abstrato e o processo a ser convertido ser baseado em um Modelo de Referência Concreto; e a segunda decorre da possibilidade do processo de origem ser baseado em um Modelo de Referência Abstrato ou Modelo de Referência Concreto e o processo a ser convertido ser baseado em um Modelo de Referência Abstrato.

As Figuras 5.20 e 5.21 permitem uma visualização das regras de transformação/ conversão de acordo com os níveis de transformação/conversão do processo e dos tipos de definição das normas e modelos da qualidade. Cada regra presente será detalhadamente explicada após a exposição. Para um melhor entendimento das Figuras 5.20 e 5.21, vale as considerações: o Apêndice I apresenta uma descrição das notações do SPEM usadas; as setas existentes entre as notações caracterizam a regra de conversão proveniente dos mapeamentos mantidos no meta-modelo do ImPProS; o retângulo superior representa as regras de Conversão Direta e o inferior representa as regras de Conversão Indireta; embaixo de cada notação encontra-se representado a origem do ativo de processo de software (processo ou atividade).

Capítulo 5 Atividades de Gerenciamento do Módulo ProDefiner ISO/IEC 12207 Conversão Direta ISO/IEC 12207 Conversão Indireta Processo de Software da Organização ProConverter Genérico Modelo de Referência Concreto Específico da Organização Específica do Tipo de Organização Específica do Tipo de Software Modelo de Referência Concreto Modelo de Referência

Concreto ou Abstrato ISO/IEC 12207

Modelo de Referência Abstrato Modelo de Referência Concreto ISO/IEC 12207 Modelo de Referência Concreto ISO/IEC 12207 Modelo de Referência Concreto Modelo de Referência Concreto ISO/IEC 12207 Modelo de Referência Concreto ou Abstrato

Figura 5.20 Regras de Conversão Direta e Indireta do Processo de Software, onde o processo de origem é baseado em um Modelo de Referência Concreto ou Modelo de

Referência Abstrato e o processo a ser convertido é baseado em um Modelo de Referência Concreto [Gonçalves.06]

Com base na Figura 5.20, pode-se detalhar as seguintes regras de Conversão Direta:

Se um processo do ciclo de vida de desenvolvimento de software ou atividade presente no processo de software de origem da organização for do tipo ISO/IEC 12207, verifica-se no meta-modelo do ImPProS se este possui algum mapeamento com algum processo ou atividade que tenha como origem o Modelo de Referência Concreto definido ao processo de software a ser convertido. Caso positivo, o

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resultado da transformação/conversão refere-se a este processo ou atividade mapeado;

Se uma atividade presente no processo de software de origem da organização for do mesmo tipo do Modelo de Referência Concreto definido a este processo da organização, verifica-se no meta-modelo do ImPProS se esta possui algum mapeamento com alguma atividade do tipo ISO/IEC 12207. Caso positivo, verifica- se novamente no meta-modelo do ImPProS se esta(s) atividade(s) do tipo ISO/IEC 12207 possui(em) algum mapeamento com alguma atividade que tenha como origem o Modelo de Referência Concreto definido ao processo a ser convertido. Caso positivo, o resultado da transformação/conversão refere-se a esta atividade mapeada;

Se um processo do ciclo de vida de desenvolvimento de software presente no processo de software de origem da organização for do mesmo tipo do Modelo de Referência Concreto ou Modelo de Referência Abstrato definido a este processo da organização, verifica-se no meta-modelo do ImPProS se este possui algum mapeamento com algum processo do tipo ISO/IEC 12207. Caso positivo, verifica-se novamente no meta-modelo do ImPProS se este(s) processo(s) do tipo ISO/IEC 12207 possui(em) algum mapeamento com algum processo que tenha como origem o Modelo de Referência Concreto definido ao processo a ser convertido. Caso positivo, o resultado da transformação/conversão refere-se a este processo mapeado.

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Figura 5.21 Regras de Conversão Direta e Indireta do Processo de Software, onde o processo de origem é baseado em um Modelo de Referência Concreto ou Modelo de

Referência Abstrato e o processo a ser convertido é baseado em um Modelo de Referência Abstrato [Gonçalves.06]

Com base na Figura 5.21, pode-se detalhar as seguintes regras de Conversão Direta:

Se um processo do ciclo de vida de desenvolvimento de software presente no processo de software de origem da organização for do tipo ISO/IEC 12207, verifica- se no meta-modelo do ImPProS se este possui algum mapeamento com algum processo que tenha como origem o Modelo de Referência Abstrato definido ao

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processo a ser convertido. Caso positivo, o resultado da transformação/conversão refere-se a este processo mapeado;

Se uma atividade presente no processo de software de origem da organização for do mesmo tipo do Modelo de Referência Concreto definido a este processo da organização, verifica-se no meta-modelo do ImPProS se esta possui algum mapeamento com algum resultado esperado do Modelo de Referência Abstrato definido ao processo a ser convertido. Caso positivo, verifica-se novamente no meta- modelo do ImPProS se este(s) resultado(s) esperado(s) possui(em) algum mapeamento com alguma atividade que tenha como origem algum Modelo de Referência Concreto, diferente do definido ao processo de software de origem da organização. Caso positivo, o resultado da transformação/conversão refere-se a esta atividade mapeada;

Se um processo do ciclo de vida de desenvolvimento de software presente no processo de software de origem da organização for do mesmo tipo do Modelo de Referência Concreto ou Modelo de Referência Abstrato definido a este processo da organização, verifica-se no meta-modelo do ImPProS se este possui algum mapeamento com algum processo do tipo ISO/IEC 12207. Caso positivo, verifica-se novamente no meta-modelo do ImPProS se este(s) processo(s) do tipo ISO/IEC 12207 possui(em) algum mapeamento com algum processo que tenha como origem o Modelo de Referência Abstrato definido ao processo a ser convertido. Caso positivo, o resultado da transformação/conversão refere-se a este processo mapeado; Para a Conversão Indireta, como se pode perceber nas Figuras 5.20 e 5.21, as regras definidas segundos os dois tipos de definição das normas e modelos da qualidade são as mesmas. A seguir tem-se um detalhamento destas regras:

Se um processo do ciclo de vida de desenvolvimento de software ou atividade presente no processo de software de origem da organização for do tipo ISO/IEC 12207, verifica-se no meta-modelo do ImPProS se este possui algum mapeamento com algum processo ou atividade que tenha como origem o Modelo de Referência Concreto definido ao processo a ser convertido. Caso negativo, o resultado da transformação/ conversão refere-se ao processo ou atividade oriundo do tipo ISO/IEC 12207;

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Se uma atividade presente no processo de software de origem da organização for do mesmo tipo do Modelo de Referência Concreto definido a este processo da organização, verifica-se no meta-modelo do ImPProS se esta possui algum mapeamento com alguma atividade do tipo ISO/IEC 12207: caso negativo, o resultado da transformação/conversão refere-se a atividade oriunda do Modelo de Referência Concreto definido ao processo de origem; caso positivo, verifica-se novamente no meta-modelo do ImPProS se esta(s) atividade(s) do tipo ISO/IEC 12207 possui(em) algum mapeamento com alguma atividade que tenha como origem o Modelo de Referência Concreto definido ao processo a ser convertido, caso negativo, o resultado da transformação/conversão refere-se a atividade do tipo ISO/IEC 12207;

Se um processo do ciclo de vida de desenvolvimento de software presente no processo de software de origem da organização for do mesmo tipo do Modelo de Referência Concreto ou Modelo de Referência Abstrato definido a este processo de software da organização, verifica-se no meta-modelo do ImPProS se este possui algum mapeamento com algum processo do tipo ISO/IEC 12207: caso negativo, o resultado da transformação/conversão refere-se ao processo oriundo do Modelo de Referência Concreto ou Modelo de Referência Abstrato definido ao processo de origem; caso positivo, verifica-se novamente no meta-modelo do ImPProS se este(s) processo(s) do tipo “ISO/IEC 12207” possui(em) algum mapeamento com algum processo que tenha como origem o Modelo de Referência Abstrato definido ao processo a ser convertido, caso negativo, o resultado da transformação/conversão refere-se ao processo do tipo ISO/IEC 12207;

Se um processo do ciclo de vida de desenvolvimento de software ou atividade presente no processo de origem da organização for do tipo Específico da Organização ou Genérico, o resultado da transformação/conversão refere-se a este mesmo processo ou atividade, já que não faz parte das regras de mapeamento existentes no meta-modelo do ImPProS;

Se uma atividade presente no processo de origem da organização for do tipo Específica do Tipo da Organização ou Específica do Tipo de Software, o resultado

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da transformação/conversão refere-se a esta mesma atividade, já que não faz parte das regras de mapeamento existentes no meta-modelo do ImPProS;