7.1 Campo de aplicação
7.1.1 O “Sekundarstufe I” (Sek I) aplica-se tanto ao sistema de 13 como de 12 anos de ensino e vai da 5ª até à 10ª classe, cabendo à 10ª classe uma dupla função com orientações diversificadas, pois trata-se do último ano do Sek I e, ao mesmo tempo, da fase de introdução no ensino secundário liceal.
7.1.2 O ciclo que introduz o Sek I encontra-se organizado como Ciclo de Orientação, culminando na classe 6 com uma reunião final com vista à aprovação do aluno.
7.1.3 Nos certificados de avaliação dos anos que se seguem ao ciclo de orientação deve constar o estatuto do aluno, de acordo com o modelo de ensino (“Hauptschule”, “Realschule”, Liceu).
7.2 Disposições gerais
7.2.1 A transição ou a retenção de ano de um aluno representa uma medida de natureza pedagógica. Serve para harmonizar a evolução da aprendizagem pessoal e o processo formativo de cada aluno, com as exigências de aproveitamento inerentes ao ano que se encontra a frequentar, de acordo com o programa estabelecido. A decisão sobre a sua transição de ano deve assegurar as bases com vista à progressão na aprendizagem no ano seguinte, quer para cada aluno individualmente, quer para toda a turma.
Uma transição de ano “a título experimental” contraria este princípio. A transição de ano “a título experimental” pode ser concedida por três meses, em casos muito excecionais. Decorrido esse período de tempo, cabe ao conselho de turma a decisão definitiva sobre essa mudança. 7.2.2 A decisão sobre a transição de ano será tomada com base no
aproveitamento do aluno durante todo o ano letivo, tendo em consideração o processo evolutivo durante esse tempo. Na tomada de decisão para transição de ano serão tidas em conta as classificações de todas as disciplinas obrigatórias, bem como a evolução geral da personalidade do aluno. Para avaliar a capacidade de rendimento de um aluno todas as disciplinas são consideradas importantes, mesmo aquelas que deixem de constar no currículo ou as que no ano seguinte deixem de ser obrigatórias.
7.2.3 As disciplinas lecionadas por semestres são relevantes para a transição de ano, devendo ser registadas no certificado de notas como disciplinas semestrais (p. ex., “Música suficiente, 1º semestre”).
7.3 Modo de atuação
7.3.1 A transição de ano de um aluno é da competência do conselho de turma, reunido para esse efeito no final do ano letivo, sendo presidido pelo Diretor ou um representante por ele nomeado.
7.3.2 Os professores de cada disciplina inscrevem atempadamente a sua classificação na respetiva pauta, antes da realização do conselho de turma. Essa nota constitui o resultado de uma avaliação global em termos científicos e pedagógicos, não sendo um mero cálculo aritmético. Não pode traduzir em particular apenas os resultados dos exercícios escritos, tendo também de contemplar o rendimento do aluno no decurso das aulas e a qualidade da sua prestação oral, bem como os restantes controlos de aprendizagem, dentro de parâmetros adequados. 7.3.3 Todos os professores que lecionam o respetivo aluno têm direito de voto. Em caso de votação, a maioria simples tem poder deliberativo. Em caso de empate, o presidente tem voto de qualidade (ou o seu representante); não são admitidas abstenções.
7.3.4 Os resultados apurados nos conselhos de turma de avaliação e nos conselhos de turma de avaliação final devem constar em ata. Uma transição de ano obtida através do sistema de compensação também tem de constar na ata da reunião.
A decisão sobre a retenção de um aluno carece de uma justificação especial na ata do conselho de turma de avaliação final.
7.3.5 Uma progressão na avaliação correspondente a mais de um nível entre o 1º e o 2º semestre tem de ser justificada pelo professor da disciplina, sendo essa justificação anotada na ata da reunião do conselho de turma.
7.3.6 Caso a transição de ano do aluno esteja comprometida, os Encarregados de Educação terão de ser atempadamente avisados por escrito, o mais tardar 10 semanas antes do final do ano letivo, com a indicação das disciplinas em que as classificações, nesse preciso momento, não sejam positivas (‘sofrível’). Caso essa comunicação não seja feita, não poderá daí deduzir-se o direito a uma transição de ano.
7.4 Decisões sobre o estatuto do aluno
7.4.1 Nas classes 5 e 6 torna-se necessário um contato especial mais estreito com os Pais dos alunos, no intuito de assegurar informação e aconselhamento atempado sobre o desenvolvimento, o rendimento e a orientação relativamente ao estatuto do aluno.
7.4.2 No final da classe 5, no sistema de 12 anos de ensino, o conselho de turma faz uma recomendação quanto ao estatuto aconselhável para o aluno, devendo seguir-se os seguintes critérios:
- o aproveitamento, bem como a evolução do rendimento, em especial nas disciplinas nucleares com maior número de horas semanais; - a perseverança e a aplicação nas aulas e no trabalho de casa; - o interesse e o empenhamento no âmbito de questões práticas demonstradas nas aulas, bem como nas atividades extracurriculares. 7.4.3 Caso não exista acordo entre a recomendação feita pela Escola e o
desejo dos Pais face ao estatuto do aluno, prevalece a decisão dos Pais. No caso de um aluno a quem tenha sido recomendado o modelo de ensino da “Hauptschule” apenas é possível a transferência para o modelo da “Realschule”. Após um ano, compete à Escola decidir sobre o estatuto do aluno, com base nos critérios de exigência enunciados. 7.4.4 Respeitando tanto quanto possível a permeabilidade existente após o
Ciclo de Orientação, a Escola pode propor mudanças de estatuto até ao final da classe 8, em regra, no final do ano letivo, tendo em consideração o disposto no nº 7.4.3 e com base no estipulado pela Reunião Geral.
7.5 Disposições relativas à decisão sobre a avaliação final
7.5.1 Classificações de ‘sofrível’ ou superiores em todas as disciplinas determinam a transição de ano do aluno.
7.5.2 Um aluno transitará ainda de ano, caso as suas classificações
a) sejam de ‘medíocre’ em não mais do que uma das seguintes disciplinas - Alemão, Matemática, 1ª língua estrangeira, 2ª língua estrangeira – e desde que a classificação de ‘medíocre’ seja compensada com uma classificação de, pelo menos, ‘suficiente’ noutra disciplina deste grupo, ou
b) não sejam de ‘sofrível’ em não mais do que uma das restantes disciplinas, ou
c) sejam de ‘medíocre’ numa das seguintes disciplinas - Alemão, Matemática, 1ª língua estrangeira, 2ª língua estrangeira e uma das restantes disciplinas -, registando, porém, no certificado de notas, no seu conjunto, três classificações de, pelo menos, ‘suficiente’, entre as quais uma delas nas disciplinas de Alemão, Matemática, 1ª e 2ª língua estrangeira. Neste caso, apenas pode ser tida em consideração uma classificação de, pelo menos, ‘suficiente’ numa das seguintes disciplinas - Música, Arte e Educação Física.
d) sejam de ‘medíocre’ em duas das restantes disciplinas, podendo, porém, estas classificações de ‘medíocre’ ser compensadas através
de, pelo menos, três classificações de ‘suficiente’, podendo, neste caso, no máximo, ser tida em consideração uma das seguintes disciplinas - Música, Arte e Educação Física.
7.5.3 A classificação de ’mau’ numa das outras disciplinas requer compensação de, pelo menos, três notas de “suficiente”, devendo uma delas ser nas disciplinas de Alemão, Matemática, 1ª língua estrangeira e 2ª língua estrangeira. Neste caso, apenas pode ser tida em consideração uma classificação de, pelo menos, ‘suficiente’ numa das seguintes disciplinas - Música, Arte e Educação Física.
7.5.4 A classificação de „mau“ numa das seguintes disciplinas - Alemão, Matemática, 1ª língua estrangeira e 2ª língua estrangeira - exclui qualquer possibilidade de transição de ano. Não é possível qualquer espécie de compensação.
7.5.5 Está completamente fora de causa a transição de ano quando o aluno obtiver a classificação de ‘medíocre’ em mais do que duas disciplinas, ou caso obtenha numa disciplina a classificação de ’medíocre’ e noutra disciplina ‘mau’ ou em duas ou mais disciplinas ‘mau’.
7.5.6 Para a transferência de um aluno de um estatuto para outro são válidos os regulamentos para esse modelo de ensino.
7.5.7 Em casos muito excecionais um aluno pode também transitar de ano, quando as exigências para essa transição sejam devidas a causas que não sejam da responsabilidade do aluno, sendo de esperar, porém, que, com base na capacidade de aprendizagem e na evolução global do aluno, seja possível no ano seguinte um trabalho de sucesso. Para uma decisão sobre a transição de ano do aluno torna-se necessária uma votação unânime dos membros do conselho de turma, fundamentada por escrito em ata. Está fora de questão a transição de ano evocada na primeira frase deste parágrafo, quando esteja em causa a conclusão de um curso ou de qualquer outro direito.
7.6 Avaliações não comprovadas em disciplinas isoladas
7.6.1 Caso não seja possível atribuir a classificação numa disciplina devido a causas que sejam da responsabilidade do aluno, a mesma será avaliada com a classificação de ‘mau’.
7.6.2 Caso as razões para a falta de avaliação numa disciplina não sejam da responsabilidade do aluno, essa disciplina não será classificada, não entrando em linha de conta para a transição de ano. Devem ser observadas as normas gerais, de acordo com o nº 7.2.1.
7.7 Retenção de um aluno
Para a repetição do ano são válidas as seguintes normas:
7.7.1 Regra geral, o aluno só pode repetir uma vez o mesmo ano. O ano seguinte ao da retenção só pode ser repetido se o aluno mudar de estatuto. Caso haja lugar a uma nova retenção de ano, o aluno tem de mudar do modelo de ensino liceal para o da “Realschule”, ou da “Realschule” para a “Hauptschule”. Compete aos professores reunidos em conselho qualquer decisão diferente da estipulada.
7.7.2 Caso as razões para a retenção do aluno num ano ou em dois anos seguidos não sejam da responsabilidade do aluno, o conselho de turma pode decidir no sentido de manter o aluno no mesmo modelo de ensino. 7.7.3 Mediante requerimento dos Encarregados de Educação e após decisão
favorável do Diretor da Escola, um aluno pode repetir voluntariamente um ano uma vez no Sek I. Qualquer decisão que já tenha sido tomada em conselho de turma para a transição de ano permanecerá inalterável. 7.8 Disposições finais
Este Regulamento da Avaliação Final encontra-se baseado no regulamento padrão do Manual das Escolas Alemãs no Estrangeiro (emitido em 10.12.2003 pela Comissão dos Estados Federados para o ensino no estrangeiro). Entra em vigor no dia 05.12.2005.
Lisboa, 05.12.2005