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MUNICÍPIO DE ...

FAROL DO DESENVOLVIMENTO - BANCO DO NORDESTE

REGULAMENTO

Art. 1º O Farol do Desenvolvimento - Banco do Nordeste do Município de..., doravante designado Farol do Desenvolvimento, constituir-se-á e funcionará, na sede do município, de conformidade com o disposto neste Regulamento.

TÍTULO I

DA NATUREZA DO FAROL DO DESENVOLVIMENTO

Art. 2º O Farol do Desenvolvimento é uma ação orgânica e sistematizada, destinada a fazer emergir um ambiente favorável à capacidade empreendedora da comunidade.

§ 1º O Farol do Desenvolvimento é uma atividade empresarial do Banco do Nordeste do Brasil S.A., doravante designado Banco do Nordeste, que é o órgão público encarregado de fomentar o desenvolvimento da região Nordeste.

§ 2º O Farol do Desenvolvimento terá caráter indutor tanto da ação institucional, quanto da ação empresarial do município.

§ 3º O trabalho do Farol do Desenvolvimento será executado de forma ampla, não-excludente, contemplando todas as dimensões do desenvolvimento, refletindo os anseios da comunidade, com vistas à construção de sua visão de futuro e estratégias de ação compartilhada, envolvendo a representação dos seus diversos segmentos.

TÍTULO II

DAS CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DO FAROL DO DESENVOLVIMENTO

CAPÍTULO I DO OBJETIVO

Art. 3º O Farol do Desenvolvimento tem por objetivo potencializar o desenvolvimento do município, sob a ótica do empresariamento, pela integração das ações do Banco do Nordeste e outras instituições e organizações da comunidade, visando ao seguinte:

a) ensejar a articulação local para garantir a interação da comunidade com seus dirigentes estratégicos, visando à sua participação na tomada de decisões sobre prioridades econômicas e de infra-estrutura social e produtiva;

b) viabilizar as vocações econômicas do município, fortalecendo a integração dos elos das cadeias produtivas;

c) estimular a integração do município em mesorregiões, visando à superação de gargalos estruturais;

ANEXOS 134

d) ensejar a geração de negócios e promover a inserção do município e seus agentes produtivos no contexto estadual, regional, nacional e até internacional.

CAPÍTULO II DA ATUAÇÃO

Art. 4º O Farol do Desenvolvimento propõe-se organizar a comunidade para transformar as potencialidades em negócios concretos.

Art. 5º O Farol do Desenvolvimento integrará, com força mobilizadora e aglutinadora, as diversas intervenções locais praticadas pelo Banco do Nordeste, com o trabalho dos Agentes de Desenvolvimento, as Agências I tinerantes, o Microcrédito, o Programa Capacitação, o Programa de Geração de Emprego e Renda, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, os Pólos de Desenvolvimento Integrado e os Pólos Turísticos, além de outras ações e programas que venham a ser implementados pelo Banco do Nordeste.

Parágrafo único. No âmbito do Programa de Geração de Emprego e Renda, o Farol do Desenvolvimento apreciará os projetos concebidos sob sua coordenação e deliberará pelo seu encaminhamento ao Banco do Nordeste para estudo de sua viabilidade.

CAPÍTULO III DA COORDENAÇÃO

Art. 6ºO Farol do Desenvolvimento é coordenado pelo Banco do Nordeste.

§ 1º Por meio do Farol do Desenvolvimento, o Banco do Nordeste coloca-se para a sociedade nordestina como elemento catalisador das ações de desenvolvimento, disponibilizando sua experiência em termos de planejamento, execução e articulação com os diversos segmentos que devem estar envolvidos no esforço de promover o desenvolvimento.

§ 2º O Banco do Nordeste propõe-se, ainda, com a criação do Farol do Desenvolvimento, promover o que se segue:

a) capacitação dos agentes locais, institucionais ou privados, em matérias necessárias ao desenvolvimento das atividades econômicas;

b) transferência de metodologias de capacitação aos parceiros, visando à multiplicação das ações de capacitação.

§ 3º No exercício da sua coordenação, o Banco do Nordeste disponibilizará, por meio do Farol do Desenvolvimento e mediante retribuição, serviços de informação para acesso a tecnologias, programas de capacitação, canais de comercialização e de negócios e indicadores econômicos e sociais do município.

TÍTULO III

DA COMPOSIÇÃO E FUNCIONAMENTO DO FAROL DO DESENVOLVIMENTO

CAPÍTULO I DA COMPOSIÇÃO

Art. 7º Serão membros do Farol do Desenvolvimento todos os agentes com envolvimento e/ ou responsabilidades por ações visando ao desenvolvimento econômico e social do município, tais

ANEXOS 135

como:

I - o Banco do Nordeste, na condição de coordenador do Farol do Desenvolvimento; II - o Poder Executivo Municipal;

III - o Poder Legislativo Municipal; IV - o Poder Judiciário;

V - a empresa de assistência técnica e extensão rural;

VI - os sindicatos, cooperativas e associações de trabalhadores da agropecuária, da indústria, do comércio e do setor de prestação de serviços;

VII - os sindicatos e associações patronais da agropecuária, da indústria, do comércio e do setor de prestação de serviços;

VIII - os clubes de serviço;

IX - as denominações religiosas existentes no município;

X - as empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos; XI - os serviços sociais e de aprendizagem das categorias econômicas; XII - as organizações não-governamentais com atuação no município;

XIII - as entidades filantrópicas e de assistência social com atuação no município; XIV - os órgãos do Ministério Público lotados no município;

XV - as associações de moradores;

XVI - o Governo Estadual, por intermédio de representantes das secretarias de Estado; XVII - o DNOCS, o INCRA, a CHESF e a CODEVASF;

XVIII - quaisquer outras entidades representativas da comunidade, que forem convidados pelo Farol do Desenvolvimento.

§ 1º A investidura como membro do Farol do Desenvolvimento se fará mediante convite da Coordenação.

§ 2º Cada um dos convidados a serem membros do Farol do Desenvolvimento participará por intermédio de um representante por ele formalmente indicado à Coordenação, com a indicação do suplente, para exercício de mandato de um ano, permitida a recondução.

§ 3º Os membros do Farol do Desenvolvimento poderão substituir seus representantes e suplentes mediante comunicação à Coordenação no prazo de quarenta e oito horas antes da próxima reunião do Plenário, ficando estabelecido que os substitutos completarão o mandato dos substituídos. § 4º A Coordenação notificará os membros do Farol do Desenvolvimento para que substituam seus representantes na hipótese de ocorrerem três faltas consecutivas às reuniões realizadas, sem que os suplentes tenham suprido a ausência.

CAPÍTULO II

DOS ÓRGÃOS DO FAROL DO DESENVOLVIMENTO

Art. 8º São órgãos do Farol do Desenvolvimento o Plenário, a Coordenação e, opcionalmente, as Comissões Executivas.

SEÇÃO I

ANEXOS 136

Art. 9º O Plenário será composto pelos representantes de todos os membros, no exercício pleno de seu mandato, e é o órgão soberano de decisões do Farol do Desenvolvimento.

SEÇÃO II

DO EXERCÍCIO DA COORDENAÇÃO

Art. 10 A Coordenação é exercida pelo Banco do Nordeste e será constituída pelo seu representante, na qualidade de coordenador, e por um secretário, apontado pelo Coordenador. Parágrafo único. A Coordenação é a representação legítima do Farol do Desenvolvimento e mediadora de seus trabalhos e ações, em conformidade com este Regimento.

Art. 11 São as seguintes as atribuições da Coordenação: I - compete ao Coordenador:

a) dirigir os trabalhos das sessões plenárias do Farol do Desenvolvimento;

b) dar encaminhamento às decisões tomadas pelo Farol do Desenvolvimento, formalizando as responsabilidades assumidas pelos membros do Plenário;

c) convocar as reuniões ordinárias e extraordinárias do Farol do Desenvolvimento, estabelecendo as pautas respectivas, inclusive a partir das sugestões do Plenário;

d) delegar o desempenho de suas atribuições a outros membros integrantes do Farol do Desenvolvimento;

e) participar, ativamente, como mediador, dos debates e decisões;

f) representar o Farol do Desenvolvimento perante a comunidade, as autoridades constituídas, particulares e demais instituições públicas e privadas;

g) desempenhar as atribuições que lhe forem cometidas pelo Plenário;

h) ser o facilitador do Farol do Desenvolvimento perante o Banco do Nordeste, visando ao cumprimento do disposto no art. 6º e para viabilizar o cumprimento das competências do Secretário;

i) cumprir e fazer cumprir este Regulamento.

II - compete ao Secretário, sob a orientação do Coordenador;

a) providenciar e administrar as instalações físicas e equipamentos para a realização dos trabalhos e sessões do Farol do Desenvolvimento;

b) receber as indicações de representantes e suplentes dos membros do Farol do Desenvolvimento e comunicar as indicações ao Plenário;

c) fazer cumprir o calendário das reuniões do Farol do Desenvolvimento;

d) elaborar as pautas das reuniões e fazê-las divulgar entre os membros do Farol do Desenvolvimento;

e) elaborar as convocações de reuniões extraordinárias e fazê-las divulgar entre os membros do Farol do Desenvolvimento;

f) lavrar e manter as atas das reuniões do Farol do Desenvolvimento, anotando o comparecimento dos membros do Plenário;

g) registrar os compromissos assumidos pelos membros do Plenário e administrar a agenda de compromissos do Farol do Desenvolvimento;

h) responsabilizar-se pelo expediente do Farol do Desenvolvimento, expedindo, recebendo e arquivando correspondências, guardando livros e demais documentos.

ANEXOS 137

Parágrafo único. O Secretário poderá requisitar ao Coordenador a indicação de até dois secretários adjuntos, para auxiliá-lo no desempenho das suas competências, os quais serão nomeados pelo Coordenador.

SEÇÃO III

DAS COMISSÕES EXECUTIVAS

Art. 12 Os membros do Farol do Desenvolvimento que assumirem responsabilidades para encaminhamento das decisões do Plenário poderão constituir comissões executivas.

§ 1º A comissão executiva destina-se a auxiliar o membro do Farol do Desenvolvimento no desempenho das responsabilidades que lhe foram atribuídas.

§ 2º A comissão executiva será integrada por pessoas indicadas pelo membro do Farol do Desenvolvimento encarregado do encaminhamento da decisão.

Art. 13 A comissão executiva dissolver-se-á após concluído o encaminhamento do qual foi encarregada, sendo a documentação entregue ao Secretário para compor o acervo documental do Farol do Desenvolvimento.

CAPÍTULO III

DAS REUNIÕES DO FAROL DO DESENVOLVIMENTO

Art. 14 O Farol do Desenvolvimento reunir-se-á, ordinariamente, pelo menos uma vez a cada dois meses.

Parágrafo único. As reuniões extraordinárias serão convocadas pelo Coordenador por decisão própria ou em atenção a solicitação de pelo menos um terço dos membros do Plenário.

Art. 15 A reunião só será realizada com a presença de pelo menos a metade mais um dos membros do Plenário.

Art. 16 Todo o desenrolar da reunião, inclusive as decisões tomadas pelo Plenário, os compromissos assumidos e a designação dos responsáveis pelos encaminhamentos, será consignado em ata circunstanciada, lida, aprovada e assinada na reunião seguinte.

Art. 17 O Coordenador, por iniciativa própria ou por sugestão do Plenário, poderá convidar para as reuniões funcionários do Banco do Nordeste e de outras entidades, os quais colaborarão para o bom desenvolvimento dos trabalhos mediante a utilização de tecnologias de dinâmica de grupo, de desenvolvimento de equipe e técnicas de criatividade entre os participantes, assim como para a realização de palestras e conferências.

TÍTULO IV

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

CAPÍTULO I

DA INSTALAÇÃO E DESPESAS

Art. 18 As providências para a instalação do Farol do Desenvolvimento serão tomadas pelo Banco do Nordeste por intermédio da agência que jurisdicione o município.

Art. 19 As despesas com a instalação e a manutenção do Farol do Desenvolvimento serão rateadas entre os membros na razão direta das suas possibilidades.

ANEXOS 138

Parágrafo único. Cada membro responsabilizar-se-á individualmente pelas despesas com alimentação, hospedagem e transporte dos seus representantes e suplentes.

CAPÍTULO II