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RELAÇÃO ALUNOS PROFESSORES TIPOLOGIA DA PARTICIPAÇÃO NAS

CAPÍTULO I I I – Apresentação, análise e discussão dos resultados

RELAÇÃO ALUNOS PROFESSORES TIPOLOGIA DA PARTICIPAÇÃO NAS

ATIVIDADES NA ESCOLA 2 - 5 6 TOTAL Escalão 1 133 77,3% 137 89,0% 270 82,8% Escalão 2 – 3 39 22,7% 17 11,0% 56 17,2% Total 172 100% 154 100% 326 100%

X2 (observado) = 6,94 Graus de liberdade = 1 Probabilidade (observada) = 0,01

Nesta amostra, 89,0% dos alunos revelaram com maior frequência ter uma tipologia de participação convergente e ao mesmo tempo consideraram ter uma boa relação com os professores.

CONCLUSÕES

Na primeira parte deste capítulo, analisámos os dados e fomos tirando algumas conclusões, de acordo com os resultados obtidos.

Nesta parte do trabalho, vamos proceder à análise e discussão dos dados apresentados anteriormente. Apresentaremos em síntese algumas considerações que consideramos pertinentes.

1 - Resultados referentes à interação e imagem de escola

Do grupo de alunos que responderam a este inquérito, 41,44% manifestou ter um elevado interesse pela escola. No entanto, 50,75% manifestou um nível médio de interesse.

Verificámos ainda que existe uma variação significativa do maior nível de interesse pela escola com o ciclo frequentado. Enquanto no 2º ciclo existem 58,9% dos alunos nesta situação, no 3º ciclo apenas 29% dos alunos se encontram nesta atitude.

Quando analisamos a situação do interesse dos alunos pelas atividades, verificámos existir uma variação significativa com o ciclo que frequentam: no 2º ciclo 48,6% dos alunos encontram-se no nível mais elevado e apenas 17,2% no 3º ciclo.

Na relação dos alunos com os seus colegas, encontrámos uma percentagem de 29,3% de alunos do 2º ciclo que manifestaram ter uma relação elevada com os seus colegas, sendo no entanto apenas de 17,6% no 3º ciclo.

Quando se considera que é nas idades correspondentes à frequência do 3º ciclo, 13 a 15 anos, que os grupos de jovens consolidam as suas amizades e quase não conseguem viver sem ser no "grupo", julgamos ser um pouco surpreendente este resultado, dado verificarmos que 82,4% dos alunos do 3º ciclo referiram ter uma relação menor com os colegas.

Ao responderem ao item sobre a sua relação com os professores, os respondentes deste estudo manifestaram uma representação com variações bastante significativas em relação ao sexo, tendo-se verificado que 55% das raparigas consideraram ter uma relação muito boa com as suas professoras ou os seus professores, enquanto que do lado masculino, apenas 38,8% revelaram o mesmo nível de relação.

Verificámos também, que no 2º ciclo, 63,6% dos alunos consideraram ter uma boa relação com os seus professores, já no 3º ciclo esta relação só foi considerada boa por 35,1% dos alunos.

Ao procedermos ao cruzamento desta variável com a participação dos alunos nas aulas e nas actividades fora da aula, na escola, e com as regras de funcionamento da escola, verificámos que existem variações significativas, pelo que procederemos a uma análise mais cuidada destes dados na conclusão final.

2 - Resultados referentes às aprendizagens

Ao serem questionados sobre as aprendizagens que fazem na escola e qual é a sua representação sobre a causa do sucesso ou insucesso escolar, os alunos do 2º ciclo do ensino básico, 44,9%, são os que atribuíram um grau mais elevado de importância ao fator externo no sucesso ou insucesso escolar.

Para os alunos do 3º ciclo, 72,3%, referiram o fator externo como o mais importante.

Estas respostas, dos alunos do 2º ciclo e do 3º ciclo estão de acordo com as leituras que efetuámos que consideram as representações dos alunos serem afetadas e modificadas de acordo com a sua permanência no sistema educativo e as suas vivências significativas, no seu percurso escolar.

3 - Resultados referentes à função da escola e dos professores

Considerámos este item de interesse maior para sabermos qual a representação dos alunos sobre a função principal da escola.

Os alunos do 2º ciclo, 70,7%, consideraram mais importante a função de educação, diminuindo a percentagem quando são os alunos do 3º ciclo a revelarem a sua opinião sobre a mesma função, optando por esta apenas 44,3%.

Quando se manifestaram sobre a função de instrução da escola, os alunos do 2º ciclo, 81,6%, consideraram-na como a mais importante, sendo que para o 3º ciclo,

Na função de instrução da escola, apareceu uma variação estatisticamente significativa referente ao sexo dos alunos, enquanto que para 59% dos alunos do sexo masculino a função principal da escola é a instrução, já para as alunas do sexo feminino, 75,6%, da amostra deste estudo, esta função é a mais importante.

4 - Resultados referentes ao enquadramento familiar

Para uma percentagem significativa dos alunos, 70,27%, os seus familiares acompanham e pretendem ajudá-los na sua vida escolar, o que podemos considerar um bom resultado, dado tratar-se de respostas dadas pelos alunos e que podemos considerar ser uma boa perceção dos mesmos sobre o acompanhamento familiar.

Para as alunas, verificámos que estas consideraram em 76,6% que o acompanhamento familiar é elevado, já para os alunos, 64,8%, referiram ter um bom acompanhamento por parte da família.

Verificámos que se confirmam as leituras efetuadas sobre o envolvimento familiar no acompanhamento dos alunos e a variação deste com o nível escolar mais elevado do agregado familiar. Montandon (1991, p.80) refere que “as famílias cujo capital cultural é menos escolarizado, estão menos à vontade em certos aspetos da escolaridade do seu filho”, na abordagem efetuada aos pais da classe média, quando admitiam que os filhos necessitavam de ajuda, diziam que “tinham dificuldades em ajudá-los por falta de tempo” (Davies,1989, p.58).

Para os encarregados de educação que têm habilitações escolares correspondentes ao 1º ciclo do ensino básico (antiga 4ª classe) os seus filhos, 33,6%, consideraram menor o acompanhamento das famílias, enquanto que para os alunos cujos pais têm um nível de instrução mais elevado, do 6º ano de escolaridade até ao ensino superior, apenas 24,9% consideraram ter um acompanhamento mais reduzido.

Os encarregados de educação que têm habilitações escolares correspondentes ao 1º ciclo do ensino básico (antiga 4ª classe), 66% dos seus filhos consideraram ter um maior acompanhamento das famílias, enquanto para os alunos cujos pais têm um nível de instrução mais elevado, do 6º ano de escolaridade até ao ensino superior, são 75% os que consideraram ter um maior acompanhamento pelas famílias.

5 - Resultados referentes ao estatuto e papéis do aluno na escola

A pertença a uma instituição, neste caso a sua escola, foi considerada elevada para 52,55% dos alunos e alunas, no 3º ciclo apenas 41,4% consideraram elevado este sentido.

Apenas 2,70% dos alunos consideraram mais fraco o seu sentido de pertença à escola.

Um dos itens em que centrámos um maior cuidado na análise dos dados, foi o do futuro dos alunos e o investimento no estudo.

Para as alunas, sexo feminino, 79,4%, referiram como importante o investimento efetuado no estudo para um melhor futuro. Para os alunos, sexo masculino, 67,9% consideraram esta situação importante.

Os alunos que consideraram menor o interesse do seu investimento nos estudos, 29,1% são aqueles em que o pai ou a mãe têm um nível escolar mais elevado, correspondente ao 1º ciclo do ensino básico. Verificámos também que para os alunos que o pai ou a mãe tem um nível escolar mais elevado, que se situa entre o 2º ciclo do ensino básico e o ensino superior, 75,52% consideraram como muito importante para o seu futuro o investimento realizado nos estudo.

Depois do item anterior sobre o investimento no estudo, analisámos a perceção dos alunos sobre a utilidade dos estudos para a sua vida no futuro.

Neste caso, apenas existe variação com o ciclo de escolaridade que frequentam, sendo mais uma vez os alunos do 2º ciclo, com 41,0% e apenas 20,1% do 3º ciclo, que consideraram elevada a importância dos estudos na sua vida futura.

Sobre o conhecimento e transgressão das regras, o quadro do indicador agregado apresenta em valores estatísticos a informação sobre esta amostra que é de algum modo a confirmação da realidade das escolas.

Uma percentagem de 0,60% apresentou um valor menor de cumprimento das regras, sendo que nos escalões médios se verificaram valores de 32,73%, 24,02% e 20,42%. Nos alunos que manifestaram um escalão mais forte de cumprimento das regras aparecem valores de 0,60%.

Gráfico 6 . 0 20 40 60 80 100 120 MAIS FRACO MAIS FORTE CONHECIMENTO E TRANSGRESSÃO DAS REGRAS

A auto-imagem dos alunos apresenta variação estatisticamente significativa com o nível escolar dos encarregados de educação.

Os alunos que têm encarregados de educação cujo nível mais elevado de habilitações escolares se encontra entre o 10º ano de escolaridade e o ensino superior, 84% revelaram uma auto-imagem mais elevada, sendo apenas 16% os que manifestaram uma auto-imagem menor.

Os alunos que têm encarregados de educação cujo nível mais elevado de habilitações escolares são o 1º ciclo do ensino básico, 54% revelaram uma auto-imagem menor, sendo que 46% apresentaram uma auto-imagem mais elevada.

6 - Resultados referentes ao modo de estar na escola

Dos alunos que responderam a este inquérito, um total de 81,68% manifestou ter, em relação às atividades, uma participação convergente, sendo16,81% os que consideraram ter uma participação divergente ou de apatia.

No que se refere à participação nas aulas, 93,99% consideraram que a sua participação é convergente.

Os cruzamentos efectuados não revelaram variações significativas, o que consideramos dever-se a uma maioria tão expressiva.

Quanto às atividades que se realizam na escola, 81,68% dos alunos manifestaram uma participação convergente, sendo de salientar neste caso que a percentagem de alunos do 2º ciclo corresponde a 88,5% e os alunos do 3º ciclo a 78,8%. Dos alunos do 3º ciclo, 21,2% manifestaram uma participação divergente ou de apatia em relação às atividades na escola

A perceção dos alunos desta amostra, sofre uma variação significativa no que diz respeito às regras de funcionamento da escola.

Dos elementos do sexo feminino, 62% revelaram uma participação convergente, sendo apenas de 47,1% a percentagem dos elementos do sexo masculino.

A constatação pelos professores de que os problemas disciplinares têm uma frequência maior no 3º ciclo é confirmada neste estudo, onde apenas 44,3% dos alunos deste ciclo revelaram uma participação convergente com as regras da escola e 55,7% têm uma participação divergente ou de apatia.

No 2º ciclo a participação convergente com as regras da escola situa-se nos 69,1%, sendo a participação divergente ou de apatia de 30,9%.

7 - Resultados referentes às tipologias de participação

Segundo os alunos que responderam a este estudo, 83,18% manifestaram ter uma participação ativa nas atividades realizadas fora das aulas, na escola. Na tipologia de participação reservada enquadram-se 12,01% dos alunos e na participação passiva apenas 2,70%.

8 - Resultados referentes à frequência da participação na vida da escola

Nesta amostra, encontrámos um grupo de alunos que manifestaram níveis elevados de frequência de participação nas aulas. Nos dois ciclos do ensino básico, 54,95% dos alunos manifestaram uma atividade elevada, sendo 33,03% os alunos que têm uma atividade média.

Quando analisámos o que acontece com a frequência das atividades de complemento curricular, verificámos que 28,23% têm uma atividade elevada e 27,93% uma atividade média.

Contudo, ao estabelecer a representação por ciclo de escolaridade verificou-se que no 2º ciclo são 42,6% e no 3º ciclo apenas 17,9%. Considerámos ser possível concluir que, para os alunos do 3º ciclo, ou as escolas já não oferecem atividades de complemento curricular que lhes interessem ou então os seus centros de interesse estão para além do espaço escolar.

Os cruzamentos efetuados sobre a frequência da participação dos alunos, quer nas aulas, quer nas atividades de complemento curricular, com as caraterísticas dos respondentes não apresentaram variações estatisticamente significativas.

9 - Resultados referentes à relação dos alunos com os professores e a participação na vida da escola

Os resultados das respostas desta amostra e os respetivos cruzamentos efetuados, permitem estabelecer algumas relações de interação entre as representações dos alunos e a sua forma de participar.

Os alunos que consideraram ter uma boa relação com os professores e que revelaram uma participação convergente são 98,7%, sendo de apenas 1,3% aqueles que consideraram ter uma boa relação com os professores e participação divergente ou de apatia.

Para aqueles alunos que manifestaram um menor relacionamento com os professores e uma participação convergente, encontrámos 91,9%, para o mesmo nível de relacionamento e uma participação divergente ou de apatia encontrámos apenas 8,1%.

Quanto ao interesse pelas atividades na escola, os alunos que consideraram ter uma boa relação com os professores e elevado interesse são 70%, sendo apenas 37% aqueles que consideraram ter uma boa relação com os professores e um menor interesse pelas atividades na escola.

Contudo, dos alunos que consideraram ter uma menor relação com os professores, 30% manifestam ter um maior interesse pelas atividades na escola, acontecendo que 63% dos que consideraram ter uma menor relação com os professores revelaram ter um menor interesse pelas atividades na escola.

No que diz respeito à perceção das regras de funcionamento da escola, 67,5% dos alunos consideraram ter uma boa relação com os professores e manifestaram ter uma participação convergente. Quando consideraram ter uma boa relação com os professores e uma participação divergente ou de apatia encontrámos 32,5% de alunos.

Por outro lado, 43,5% consideraram ter uma menor relação com os professores e uma participação convergente, para aparecerem 56,5% que consideraram ter uma menor relação com os professores e uma participação divergente ou de apatia.

Dos alunos que manifestaram ter uma boa relação com os professores 69,9% consideram ter um elevado interesse pela escola, aparecendo apenas 31,6% que consideraram ter um menor interesse pela escola.

Para aqueles que consideraram ter uma menor relação com os professores 30,1% dos alunos, manifestam também um elevado interesse pela escola, sendo grande a percentagem, 68,4%, dos que referiram ser menor o interesse pela escola.

No que se refere à tipologia da participação dos alunos nas atividades, julgámos que as percentagens encontradas nas tabelas de contingência são significativas.

Dos alunos que consideraram ter uma boa relação com os professores, 89% consideraram ter uma tipologia de participação convergente, e apenas 11% consideraram ter uma tipologia de participação divergente ou de apatia.

É porém evidente que se encontraram na amostra 77,3% dos alunos que manifestaram ter uma menor relação com os professores e que consideraram ter uma participação convergente, e, para os alunos que manifestaram ter uma participação divergente ou de apatia a percentagem é de 22,7%.

CONCLUSÕES

Após as leituras realizadas de alguns dos livros de autores representativos de várias correntes da sociologia da Educação, e ainda de termos trabalhado os dados do nosso inquérito, não foi sem alguma surpresa que, ao efectuarmos os últimos cruzamentos apresentados na parte final do III capítulo, verificámos existir uma significativa influência entre as perceções dos alunos desta amostra e o modo de participar na vida da escola que frequentam.

Sabemos que o comportamento dos alunos depende de um conjunto de interações com as pessoas, com quem eles convivem e estabelecem relações.

Piaget estudou o desenvolvimento da inteligência e da emocionalidade da criança e do adolescente e atribui muita responsabilidade aos pais e professores, uma vez que é deles que depende, em parte, a estimulação que permite que a estrutura mental da criança se desenvolva duma forma rica e flexível ou pobre e rígida. Tanto mais que é da interação da criança com o meio ambiente, que a criança desenvolve os seus “esquemas de assimilação”, assim como a estrutura da sua inteligência e emocionalidade, de modo a enfrentar a estimulação do meio e a resolver os problemas criados pelo mesmo.

Além de outros atores, na escola, o local em que a educação é essencialmente uma relação de esperança e de expetativas, as pessoas que estabelecem uma maior interação com os jovens são os professores.

A relação professor/aluno é fundamentalmente uma relação de autoridade, baseada na hierarquia onde os parceiros ocupam posições diferentes.

Tal hierarquia é considerada como natural e aceite pela sociedade, podendo transformar-se numa relação de domínio, que pode provocar nos alunos sentimentos de insegurança, desconfiança, passividade e eventualmente medo, o que dificulta a eficácia da relação interativa entre o professor e o aluno e a participação dos alunos na vida da escola.

Quem está condicionado, não consegue participar livremente. É por isso fundamental transformar a escola e as aulas, no espaço privilegiado para comunicar, onde o aluno possa ter uma participação ativa, ou seja, onde possa usufruir da condição de ser parte dum todo e em que se realize como pessoa.

Importa pois que o professor queira modificar esta situação, pelo que terá de encarar os alunos como pessoas humanas, adequando os seus métodos didáticos às diferenças individuais, proporcionando uma aprendizagem mais satisfatória e um crescimento integral das personalidades.

De facto, é o professor, o meio mais eficaz para se atingir uma melhoria significativa da participação do aluno, tendo para o efeito de conhecer os alunos.

Se numa atividade encontramos alguém que comunga dos mesmos objetivos, certamente que agiremos em conformidade, o que facilita a relação e torna a participação mais ativa. Certamente que podemos ter expetativas mais fáceis duma pessoa que conhecemos do que dum desconhecido.

As expetativas dos professores estão relacionadas com as expetativas dos alunos que, por sua vez, dependem das expetativas dos professores, numa interação contínua.

Contudo, a qualidade dessa interação é influenciada necessariamente pela comunicação estabelecida entre o professor e o aluno.

Embora não saibamos concretamente o modo como os alunos percecionam e aprendem as atitudes esboçadas em relação a eles pelos professores, é certo que para além das palavras expressas, também os gestos, o olhar e as atitudes corporais assumem alguma influência.

Os alunos leem toda uma linguagem e emissão de sinais mais ou menos subtil, por vezes involuntária e não traduzidas por palavras, cuja significação é por eles bem compreendida.

Alguns destes sinais que os professores transmitem aos alunos têm muita influência na construção das suas representações sobre a escola e podem até ser determinantes no seu comportamento e na estruturação da sua personalidade.

Toda a interação provoca mudança nos participantes envolvidos, não só ao nível dos conhecimentos, mas ainda no domínio dos comportamentos e dos sentimentos.

Esta transformação é relevante, na medida em que a relação professor/aluno não se verifica num único sentido, visando a transformação do outro, mas como um encontro e uma permuta entre gerações tanto mais que a interação é uma reação recíproca, verbal ou não verbal, com alguma frequência e através da qual o comportamento de um dos parceiros tem uma influência sobre o comportamento do outro.

De facto, uma pesquisa elaborada pela revista TIME mostra-nos que os melhores professores dos Estados Unidos da América, não eram os que usavam as melhores técnicas de ensino (as competências metodológicas, o saber fazer), mas aqueles que conseguiam contagiar os seus alunos e encontravam maneiras próprias de comunicar e ensinar. Cada professor tem a sua metodologia própria que reflete uma mentalidade, isto é, um sistema de crenças e valores, não existindo receitas nem modelos gerais.

Importa sobretudo, que os professores tomem consciência da importância que o seu relacionamento com os alunos representa e a influência que tem na participação destes na vida escolar.

Rosenthal e Jacobsom, citados por Oliveira (1992, p.10) afirmam que apesar das circunstâncias por vezes adversas em que o ensino/aprendizagem se desenvolve, o professor pode fazer maravilhas.

B I B L I O G R A F I A

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