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6. PROPOSTA TÉCNICA

6.1. Sistema Fotovoltaico de Energia Conectado à Rede – SFCR

6.1.5. Relação Benefício – Custo e Tempo de Retorno

A partir do significado teórico apresentado na seção 4.2.1, valores finais calculados para relação benefício – custo serão apresentados nas tabelas a seguir a fim de uma análise econômica preliminar da viabilidade quanto à instalação do sistema fotovoltaico de energia. Os custos envolvidos são referentes à aquisição do sistema fotovoltaico de 10kW conforme a seção 6.1.3. A vida útil do sistema considerada é de 15 anos.

Tabela 6.1.5.1 - Valor da RBC do SFCR para consumo na ponta

# Benefício anualizado Custo anualizado Total 3.864,14 18.236,48 Redução de Consumo (kWh) Anual RBC 0,2118905 2.044,34

Tabela 6.1.5.2 - Valor da RBC do SFCR para demanda de ultrapassagem

# Benefício anualizado Custo anualizado Total 110.227,64 18.236,48 Demanda ultrapassagem (kWh) anual RBC 6,0443484 3.407,23

O tempo de retorno simples, tabelado a seguir, é utilizado para analisar o tempo em que o benefício se iguala ao investimento (seção 4.2.3). Para efeito de cálculo, é levado em consideração o custo anualizado sobre o benefício anualizado.

[Para Consumo na Ponta] [Para Demanda de Ultrapassagem]

Tabela 6.1.5.3 – Tempo de Retorno Simples

Tempo de retorno simples (anos) # Na ponta Demanda de

ultrapassagem

Vale lembrar que o custo e benefício apresentados na tabela acima são em relação ao período de um ano, ou seja, são benefícios e custos anualizados. Além disso, a tarifa de ultrapassagem é cobrada toda vez que a demanda contratada é ultrapassada em mais de 10% de seu valor.

7. CONCLUSÃO

O objetivo do trabalho foi à orientação quanto à implantação de um sistema fotovoltaico de energia elétrica conectado à rede de baixa tensão para atender o consumo na ponta e a demanda de ultrapassagem no Centro de Tecnologia da UFRJ. A partir das faturas registradas pela concessionária no ano de 2009, foi analisado o potencial de energia economizada e redução do custo da fatura, assim como o investimento necessário para a implantação e tempo médio de retorno do projeto de eficiência.

A partir de consulta a fornecedores, estabeleceu-se a proposição de um sistema fotovoltaico de energia elétrica de 10kW conectado à rede, com o objetivo se fazer uma análise preliminar. A partir dos dados de irradiação média solar da cidade do Rio de Janeiro foi possível estimar a energia mensal produzida pelo sistema fotovoltaico em um total de 5.452 kWh por ano.

Tomando-se como base somente o consumo na ponta e fora da ponta, o consumo na ponta representa 8% do consumo total registrado no ano analisado, porém em relação ao custo global o aumento é da ordem de três vezes mais, uma vez que a tarifa de energia no horário de ponta é três vezes maior em relação à tarifa fora da ponta. De acordo com a tabela 6.1.5.1, a instalação do sistema fotovoltaico de energia elétrica conectado à rede proposto trará uma redução anual de R$ 3.861,14 na fatura de energia em relação ao consumo na ponta.O valores encontrados nas tabelas 6.1.5.1, 6.1.5.2 e 6.1.5.3,para consumo na ponta, o tempo de retorno é de 4 anos e 8 meses e a RBC de 0,2 que não está de acordo com os padrões da Aneel (RBC maior que 1) mas como o objetivo do trabalho é a redução do consumo de energia, o critério é válido.

Ao analisarmos a demanda de ultrapassagem registrada ao longo do ano, verificamos que a demanda é ultrapassada mais freqüentemente no período úmido onde os níveis de temperatura são mais elevados. No CT - UFRJ, o nível da temperatura elevado aumenta o uso de aparelhos de climatização, justificando a ultrapassagem da demanda contratada que acarretou na demanda excedente de 4.855,50 kWh, acarretando num acréscimo de R$ 346.978,53, conforme anexo 1. O sistema fotovoltaico de energia elétrica conectado à rede é capaz de suprir, anualmente, toda a demanda ultrapassada e, ainda, acarretar numa redução em torno de 6% ao ano na fatura de energia ao permitir que 8.378,00 kWh deixem de ser faturados.

No Brasil, a existência deste tipo de sistema se restringe aos laboratórios e centros de pesquisa, uma vez que mesmo com a existência de uma regulamentação específica (RN ANEEL No 390/2009), barreiras são encontradas. Algumas delas são a falta de recursos especializados na tecnologia, aliada à falta de interesse por parte das concessionárias em lidar com essa nova questão.

A relação custo – benefício e o tempo de retorno do investimento demonstram que, econômica e financeiramente, o investimento inicial do projeto é pago ao longo de sua vida útil. Contudo, o investimento inicial cria mais um empecilho ao estímulo quanto à implantação deste tipo de geração de energia.

Assim, demonstrou-se que o projeto é tecnicamente viável quanto à sua implantação mostrando-se uma solução para a oferta de energia de forma limpa, além de promover maior diversificação da matriz energética e postergar investimentos no aumento da capacidade do sistema de distribuição, por exemplo.

Como trabalhos futuros sugere-se o estudo mais detalhado da implantação levando em conta as questões da ligação das placas ao sistema elétrico e da proteção contra o ilhamento.

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