3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.3 PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DO FABQ
3.3.4 Relação do FABQ-VP com as variáveis clínicas
O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado com o objetivo de analisar a relação entre as subescalas do FABQ, a intensidade da dor e o grau de incapacidade (Tabela 3). Segundo Portney e Watkins (2000), os coeficientes são classificados conforme o valor encontrado: 0 e 0,25 são insignificantes; ente 0,25 e 0,50 são fracos; entre 0,50 e 0,75 são moderados e acima de 0,75 são fortes.
Tabela 5 – Relação entre Escala Visual Numérica (EVN), Questionário Roland Morris (QRM), FABQ-Phys e FABQ-Work, através do Coeficiente de Correlação de Pearson
EVN QRM FABQ-Phys FABQ-Work
EVN Correlação de Pearson Significância 1 0,803* ,000 0,326* 0,017 0,761* ,000 QRM Correlação de Pearson Significância 0,803* ,000 1 0,010 0,349* ,000 0,722* FABQ-Phys Correlação de Pearson
Significância 0,326* 0,017 0,349* 0,010 1 0,067 0,633 FABQ-Work Correlação de Pearson
Significância 0,748* ,000 0,722* ,000 0,067 0,633 1
* a correlação é significativa no nível de 5% de probabilidade.
As crenças e os medos relacionados ao movimento em portadores de dor crônica são considerados fatores contribuintes importantes para a instalação ou manutenção de um quadro de incapacidade (CROMBEZ et al., 1999; GEISSER, HAIG & THEISEN, 2000; FRITZ & GEORGE, 2002).
O FABQ é considerado um instrumento apropriado para identificar pacientes com dor lombar crônica que apresentam crenças de medo e evitação do movimento, estando desta forma mais propensos a desenvolver um condição de incapacidade prolongada com restrição nas atividades de vida diária e no trabalho (CROMBEZ et al., 1999; JACOB et al., 2001; VERBUNT et al., 2001; BUER & LINTON, 2002; FRITZ & GEORGE, 2002; VOWLES & GROSS, 2003; WOBY et al., 2004; GEORGE, BIALOSKY & FRITZ, 2005).
Os resultados da correlação entre as subescalas do FABQ e o grau
de incapacidade, avaliado pelo QRM, foram significativos para as duas subescalas. Estes dados corroboram com os resultados de outros estudos (WADDELL et al.,
1993; VOWLES & GROSS, 2003; WOBY et al., 2004; KOVACS et al., 2006).
A subescala FABQ-Work apresentou uma correlação moderada (r=0,722 e p<0,05) com o QRM, porém, muito próxima do ponto de corte da correlação forte (r=0,75) sugerida por Portney e Watkins (2000).
Este resultado se repetiu em relação a associação da intensidade de dor com as subescalas do FABQ. Os resultados apontaram uma correlação forte da FABQ-Work (r=0,761 e p<0,05 ) com a EVN. Crombez et al. (1999), relataram que somente a subescala FABQ-Work apresentou correlação significativa com a intensidade da dor.
Já na FABQ-Phys o grau de correlação com o grau de incapacidade (r=0,349 e p<0,05) e com a intensidade da dor (r=0,326 e p<0,05) foi relativamente fraca. Estes achados podem ser explicados pelo alto nível de sedentarismo da amostra. Dos 53 indivíduos avaliados, 66% eram sedentários (Gráfico 3). Outro dado importante, que pode ter contribuído para os resultados baixos, é que a média do escore final do FABQ-Phys foi menor que a do FABQ-Work (Tabela 1).
O presente estudo encontrou uma forte correlação entre intensidade e dor e grau de incapacidade (r=0,803 e p<0,05). Woby et al. (2004) encontraram uma variância adicional de 43% entre dor e incapacidade, sugerindo que a intensidade da dor pode ser um fator importante no aumento ou manutenção da incapacidade.
Contrariando os autores supracitados, Waddell et al. (1993) e Crombez et al.(1999), mostraram que a relação entre a intensidade da dor e o grau de incapacidade foi relativamente fraca.
Não houve correlação significativa entre as subescalas FABQ-Phys e FABQ-Work (r=0,067; p=0,633) no presente estudo. Estes dados contrariam os achados de outros estudos onde os autores apontaram uma forte correlação entre as duas subescalas (WADDELL et al., 1993; CROMBEZ et al., 1999; VOWLES & GROSS, 2003; SWINKELS-MEELWISE, 2003).
Já Woby et al. (2004), também não encontrou correlação significativa entre as duas subescalas. Eles consideraram os resultados coerentes já que as subescalas são conceitualmente diferentes.
Ao analisar os itens das duas subescalas pode-se afirmar que elas abordam atividades diferentes dentro de contexto social. Normalmente, estas situações são vivenciadas de maneira independente, apresentando uma diferença na duração, frequência e intensidade de cada atividade. Desta forma, as subescalas tornam-se independentes podendo se utilizadas de maneira isolada.
A idéia de que as subescalas são independentes foi reforçada no estudo de Moffett, Carr & Howart (2004), onde os autores utilizaram somente a subescala FABQ-Phys para avaliar a relação das crenças e os medos dos
portadores de dor lombar em relação às atividades físicas e através dos resultados desenvolverem um programa de tratamento .
As crenças e medos relacionadas ao movimento devem ser levadas em consideração no processo de tratamento dos portadores de DLC. Estes pacientes devem ser alertados que sua dor nas costas pode estar sendo gerada por comportamentos inadequados. Tais comportamentos podem propiciar a instalação ou manutenção de uma quadro de incapacidade.
Apesar da versão do FABQ traduzida para o português apresentar dados confiáveis, é recomendável que a mesma seja aplicada em outras amostragens e associada com outros instrumentos padronizados, visando uma melhor pesquisa sobre sua validade.
CONCLUSÕES
• A tradução e adaptação transcultural do Fear Avoidance Beliefs Questionnaire (FABQ) para a língua portuguesa apresentaram adequada adaptação semântica com boa compreensão de todas as questões.
• As subescalas FABQ-Phys e FABQ-Work mostraram boa repetibilidade e boa consistência interna dos itens, tornando o FABQ-VP um instrumento confiável e adequado para aplicabilidade clínica em portadores de DLC.
• A FABQ-Phys apresentou uma correlação relativamente fraca com o grau de incapacidade e com a intensidade da dor. O alto nível de sedentarismo (66%) da amostra pode ter sido um fator contribuinte para estes resultados.
• Nenhuma correlação foi encontrada entre as subescalas FABQ-Phys e FABQ-Work. Estes resultados podem estar associados com a diferença conceitual das subescalas, ou seja, a FABQ-Phys contem questões específicas sobre as atividade físicas enquanto a FABQ-Work aborda atividades relacionadas ao trabalho. Normalmente, estas situações são vivenciadas de maneira independente dentro de um contexto social.
• O presente estudo atendeu às expectativas da autora ao apresentar evidências que o FABQ-VP é um instrumento confiável para para avaliar as crenças e medos dos portadores de dor lombar em relação às atividades físicas e laborais. No entanto, estudos futuros são necessários visando a validação do FABQ-VP através de sua associação com outros instrumentos padronizados.
• A mudança de paradigma da avaliação do modelo biomédico, que reforça a visão fragmentada do ser humano, deve ser abolida. Por isso é importante o surgimento de novos instrumentos padronizados que avaliem os indivíduos de forma holística.
• A avaliação das variáveis biológicas, psicológicas e sociais é fundamental para um diagnóstico coerente e para nortear as decisões terapêuticas. Para que a dor lombar crônica seja tratada com sucesso é necessária uma abordagem multidisciplinar.
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APÊNDICE B
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Eu, ..., RG..., CPF...,
abaixo qualificado, DECLARO para fins de participação em pesquisa, na condição de ( sujeito objeto da pesquisa / representante legal do sujeito objeto da pesquisa ), que fui devidamente esclarecido a respeito do Projeto desenvolvido por Ana Maria de Abreu, fisioterapeuta e mestranda em Promoção de Saúde pela Universidade de Franca, quanto aos seguintes aspectos:
- justificativa, objetivos e procedimentos da pesquisa; - forma de acompanhamento e benefícios esperados;
- garantia de esclarecimentos antes e durante o curso da pesquisa;
- liberdade de recusar a participar ou retirar meu consentimento, em qualquer fase da pesquisa, sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado; - garantia de sigilo quanto aos dados confidenciais com privacidade;
DECLARO, outrossim, que após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que nos foi explicado, consinto voluntariamente em participar (que meu dependente legal participe ) desta pesquisa.
QUALIFICAÇÃO DO DECLARANTE
Objeto da Pesquisa / Representante Legal (nome)... ... RG: ...Data de nascimento: __/__/____ Sexo: M ( ) F ( ) Endereço:... Bairro: ...Cidade:... Estado: ... Cep: ...Telefones de contato: ...
____________________________ Assinatura do declarante DECLARAÇÃO DO PESQUISADOR
DECLARO, para fins de realização de pesquisa, ter elaborado este Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), cumprindo todas as exigências contidas nas alíneas acima elencadas e que obtive, de forma apropriada e voluntária, o consentimento do declarante acima qualificado para a realização desta pesquisa.
__________________________________ Assinatura do pesquisador
ANEXO G
ESCALA VISUAL-NUMÉRICA (EVN)
OBS: classificar sua dor em notas que variam de 0 a 10, de acordo com a intensidade da sensação.
0__1__2__3__4__5__6__7__8__9__10 CLASSIFICAÇÃO DA DOR:
• Zero (0) = Ausência de Dor
• Um a Três (1 a 3) = Dor de fraca intensidade. • Quatro a Seis (4 a 6) = Dor de intensidade
moderada.
• Sete a Nove (7 a 9) = Dor de forte intensidade. • Dez (10) = Dor de intensidade insuportável.
ANEXO H
VERSÃO PORTUGUÊS-BRASIL DO QUESTIONÁRIO ROLAND-MORRIS INSTRUCÕES:
Quando suas costas doem, você pode encontrar dificuldade em fazer algumas coisas que normalmente faz . Esta lista possui algumas frases que as pessoas tem utilizado para se descreverem quando sentem dores nas costas. Quando você ouvir estas frases pode notar que algumas se destacam por descrever você hoje. Ao ouvir a lista pense em você hoje. Quando você ouvir uma frase que descreve você hoje, responda “sim”. Se a frase não descreve você, então responda “não” e siga para a