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Corpos sociais:

Mesa da assembleia geral:

João Augusto Esmeriz Vieira de Castro — presidente.

Paulo Lowndes Marques — vice-presidente.

Luís António Costa Reis Cerquinho da Fonseca — secretário.

Conselho de administração:

Manuel Ferreira de Oliveira — presidente.

Edgar Alves Ferreira.

Armando Costa Leite de Pinho.

Luís Fernando Mira Amaral.

Michael Christian Stig Iuul.

Nils Smedegaard Andersen.

Lars Fellman.

João Barbosa Machado — executivo.

José Aníbal Lousada Soares — executivo.

Gert Brandt Petersen — executivo.

Fiscal único:

Bernardes, Sismeiro & Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, L.da, representada por Manuel Heleno Sismeiro.

Indicadores de actividade consolidados

(Em milhares de euros)

1997 1998 1999 2000 2001

Estrutura da conta resultados:

Vendas (1) ... 284 065 310 586 319 650 325 740 334 531 Ebitda (2) ... 63 487 81 149 89 080 91 431 91 750 Resultados brutos ... 118 070 141 319 152 064 155 341 164 822 Resultados operacionais ... 22 985 40 931 45 879 48 729 51 258 Resultados correntes ... 19 867 35 754 40 034 46 881 46 439

Resultados correntes após impostos ... 12 111 20 695 24 411 30 214 30 508

Resultados líquidos excluindo int. minor. ... 11 936 20 471 24 306 30 132 30 100

(Em milhares de euros)

1997 1998 1999 2000 2001

Resultados por acção (3) (euros) ... 0,24 0,41 0,49 0,60 0,60

Cash-flow ... 52 439 60 689 67 507 67 906 62 439 Estrutura do balanço:

Activos fixos ... 181 832 183 952 168 394 162 089 303 587

Realizável a médio e longo prazo ... 8 041 10 061 10 941

Activos circulantes ... 101 186 94 108 114 334 146 512 108 448 Total activos ... 283 018 278 060 290 769 318 662 422 976 Capital próprio ... 181 353 175 986 64 041 92 622 107 037 Interesses minoritários ... 2 110 3 681 3 626 3 706 4 220 Passivo financeiro (inclui leasing) ... 18 865 6 873 127 348 124 410 210 916 Outro passivo ... 80 691 91 519 95 754 97 924 100 803 Capital próprio+passivo ... 283 018 278 060 290 769 318 662 422 976 Recursos humanos:

Número médio de empregados (4) ... 1 740 1 669 1 615 1 562 1 593

Produtividade (5) ... 163 186 198 209 210 Custos com pessoal+trab. temp. ... 36 981 39 006 39 969 41 824 46 363 Indicadores (percentagem):

Rendibilidade do investimento (6) ... 8 14,7 16,2 16,2 17,1

Rendibilidade do capital próprio (7) ... 6,5 11,5 20,3 38,5 30,2

Gearing (8) ... 9,8 2,4 149,9 71,6 195,5

(1) Inclui I.E.C.

(2) Os EBITDA de 2000 e 2001 não incluem 4928 e 8155 milhares de euros, respectivamente, de custos não recorrentes.

(3) Resultados por acção de 1997 a 1999 foram ajustados em face da alteração do número de acções representativas do capital.

(4) Inclui efectivos, contratados e temporários.

(5) Vendas (com I.E.C.) per capita.

(6) Ratio de resultados operacionais sobre o capital médio utilizado.

(7) Para este cálculo foi tomada a média do capital próprio no início e fim do ano.

(8) Passivo remunerado expresso em percentagem do capital próprio.

Indicadores de actividade da Unicer

(Em milhares de euros)

1997 1998 1999 2000 2001

Estrutura da conta resultados:

Vendas (1) ... 282 549 302 336 314 063 321 964 328 432 Ebitda (2) ... 56 553 71 972 79 957 81 620 79 437 Resultados brutos ... 111 586 129 513 142 207 144 552 151 030 Resultados operacionais ... 18 893 36 103 41 315 43 500 44 052 Resultados correntes ... 23 723 34 208 38 727 45 426 43 877 Resultado líquido ... 17 122 20 471 24 306 30 132 30 100 Cash-flow ... 53 666 56 339 62 948 63 322 57 556 Estrutura do balanço:

Activos fixos ... 156 674 160 767 149 525 145 574 286 340

Realizável a médio e longo prazo ... 27 997 28 077 11 812

Activos circulantes ... 123 817 114 215 110 803 138 117 113 242 Total activos ... 280 491 274 982 288 325 311 768 411 394 Capital próprio ... 191 313 184 196 71 343 99 081 112 769 Passivo financeiro (inclui leasing) ... 12 877 1 037 122 470 119 886 206 961 Outro passivo ... 76 301 89 749 94 512 92 801 91 664 Capital próprio+passivo ... 280 491 274 982 288 325 311 768 411 394 Recursos humanos:

Número médio de empregados (3) ... 1 476 1 371 1 286 1 229 1 223

Produtividade (4) ... 191 221 244 262 269 Custos com pessoal+trab. temp. ... 34 128 35 564 35 689 37 011 40 530 Dividendos e pay-out (percentagem):

Rendibilidade do investimento (5) ... 7 13,9 15,8 15,9 16,8

Rendibilidade do capital próprio (6) ... 9 10,9 19 35,4 28,4

Gearing (7) ... 6,6 —0,7 128,7 63,2 182,9 Dividendos (milhares de euros) ... 11 411 12 255 14 006 15 463 16 000 Pay-out ratio ... 66,6 59,9 57,6 51,3 53,2

Dividendo ajust. por acção (euros) (8) ... 0,23 0,25 0,28 0,31 0,32

(1) Inclui I.E.C.

(2) Os EBITDA de 2000 e 2001 não incluem 4928 e 7930 milhares de euros, respectivamente, de custos não recorrentes.

(3) Inclui Efectivos, Contratados e Temporários.

(4) Vendas (com I.E.C.) per capita.

(5) Ratio de resultados operacionais sobre o capital médio utilizado.

(6) Para este cálculo foi tomada a média do capital próprio no início e fim do ano.

(7) Passivo remunerado expresso em percentagem do capital próprio.

(8) Dividendos por acção de 1997 a 1999 foram ajustados em face da alteração do número de acções representativas do capital.

Mensagem do presidente

Durante 2001 o volume de negócios do Grupo Unicer atingiu os 334,5 milhões de euros, 2,7% superior ao verificado no ano ante-rior; os resultados operacionais atingiram 51,3 milhões de euros, mais 5,2% do que os alcançados em 2000; os resultados líquidos foram de 30,1 milhões de euros, praticamente iguais aos que atin-gimos no ano anterior, consequência de um aumento significativo dos custos financeiros e dos custos não recorrentes.

Em termos de volume de vendas o Grupo Unicer colocou no mercado 522 milhões de litros de produtos, 1,3% menos do que em 2001. Este facto deveu-se essencialmente à redução de 4% do volume de vendas de cerveja, consequência de uma contracção do mercado nacional em cerca de 3,8%; por outro lado, as nossas vendas de refrigerantes aumentaram 6,2%, as vendas de águas minerais cresceram 4,5% e as vendas de vinho foram 9,7% supe-riores às do ano anterior.

O ano de 2001 não foi, para a Unicer e para os demais opera-dores do sector das bebidas em Portugal, um ano fácil. A evidente redução do crescimento da nossa economia, o ambiente criado com o lamentável acidente da ponte de Castelo de Paiva, o ano extre-mamente chuvoso e os acontecimentos de 11 de Setembro, foram apenas alguns dos factores que, de forma relevante, afectaram o consumo de bebidas fora de casa. A diferente evolução dos seg-mentos de mercado que integram o sector de bebidas ratifica a solidez da estratégia que temos vindo a concretizar, com o objec-tivo de fazer da Unicer uma empresa de bebidas a operar nos sec-tores da cerveja, águas, sumos e refrigerantes, vinhos e cafés, anco-rados nas competências e fortalezas associadas à nossa liderança do sector cervejeiro nacional.

Durante o ano que acabamos de encerrar, e para além do esforço de crescimento orgânico que sempre procurámos, avaliámos múl-tiplas oportunidades de aquisição de negócios, tendo concretizado quatro: a totalidade da marca Frutea Ice Tea, a Vimompor L.da empresa produtora de vinho Alvarinho e a Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas, S. A. e a VMPS – Engarrafamento e Distribui-ção de Bebidas, S. A. Com as duas primeiras aquisições fortale-cemos a nossa presença nos sectores de bebidas refrescantes e dos vinhos, demonstrando assim o nosso crescente envolvimento nes-tes segmentos do mercado; a aquisição da VMPS é, sem qualquer dúvida, um marco histórico na vida do nosso Grupo: com as reser-vas hídricas, a infra-estrutura e as marcas adquiridas, acrescidas ao nosso negócio Vitalis, passamos a liderar o sector das águas engar-rafadas do nosso país. Após a concretização final deste negócio passaremos a ser o único grupo empresarial português a liderar dois segmentos do sector das bebidas. Esperamos que a ratificação desta operação de concentração pelas autoridades da concorrência ocorra com a brevidade possível, para podermos dar início ao processo de integração da VMPS no Grupo Unicer. Queremos que este processo ocorra de forma exemplar e que se consigam concretizar, o mais cedo possível, as sinergias que a nossa avaliação da VMPS permi-tiu identificar.

Em 2001, para além do rejuvenescimento da imagem Super Bock, foi introduzida no mercado a nova embalagem 0,25 TR para a nossa marca de referência. Durante o ano concretizámos o lan-çamento do Frisumo Maçã e do Guaraná Brasil e de um portfolio de néctares, sumos 100% e néctares light com a marca Frutis Natura. Reforçámos a nossa oferta de Vitalis em tara retornável com o arranque da nova linha de vidro em Castelo de Vide; ini-ciámos a construção da nova fábrica de enchimento de água em Gouveia com o objectivo de lançarmos em 2002 o garrafão Vitalis de 5 litros. Reforçámos a distribuição numérica da marca de vinhos Vini e iniciámos, com sucesso, a produção e comercia-lização de vinho engarrafado. Adicionalmente, tudo fizemos para dinamizar o processo de inovação e desenvolvimento no Grupo Unicer, com o objectivo de melhorarmos a nossa capacidade de oferta de produtos e marcas que satisfaçam as aspirações dos clien-tes e dos consumidores que pretendemos servir; estamos conven-cidos que, em 2002, teremos oportunidade de beneficiar dos resul-tados deste esforço.

Culminámos o ano 2001 com a conclusão do processo de reestruturação empresarial do Grupo Unicer iniciado em 2000.

A constituição da Unicer – Bebidas de Portugal, SGPS, S. A. e das suas subsidiárias, descritas na introdução deste relatório, deu por concluído um processo complexo que, não temos dúvida, consti-tuirá uma das alavancas de crescimento do nosso Grupo.

A qualidade dos nossos produtos e a promoção e consolidação dos atributos das nossas marcas, continuarão a ser um objectivo sempre presente em tudo o que fazemos. De uma forma estruturada dedicámos especial atenção à optimização de toda a cadeia de valor do nosso negócio. Temos consciência que não podemos deixar de ser competitivos em termos de eficácia e custos, mesmo quando

colocamos no mercado marcas claramente preferidas pelos consu-midores.

Foi muito o que fizemos ao longo de mais um ano; para o fazer-mos contáfazer-mos com colaboradores dedicados, exigentes para con-sigo próprios e entusiasmados com o esforço de construção de uma nova Unicer que temos em curso. Para todos aqui fica o meu sin-cero agradecimento pela sua contribuição para os resultados que se apresentam neste relatório.

Aos meus colegas membros do conselho de administração e aos demais membros dos órgãos sociais da empresa, assim como aos nossos accionistas, quero expressar a minha gratidão pelo apoio e confiança que me manifestaram ao longo de mais um ano à frente dos destinos de um grupo empresarial que ambiciona continuar o seu processo de crescimento, alicerçado em bases sólidas e obceca-damente focalizado nos clientes e consumidores que serve.

Valores, missão, visão Valores:

Focalização nos clientes e consumidores;

Respeito pelo indivíduo;

Trabalho em equipa;

Cidadania responsável;

Integridade e ética.

Missão:

Contribuir para a satisfação dos consumidores de bebidas, disponibilizando o que necessitam e preferem, criando valor e fazendo-o melhor do que a concorrência.

Visão:

Elevar o Grupo Unicer a uma posição de destaque na Penín-sula Ibérica, através do desenvolvimento dos seus recursos humanos, dos seus negócios e do aproveitamento selectivo de oportunidades em novos mercados.

Estrutura organizacional do grupo Unicer

No final deste exercício, foi implementada urna profunda rees-truturação do grupo de empresas Unicer que teve como objectivo promover uma maior focalização e responsabilização das suas diversas unidades de negócio, reforçando assim a sua flexibilidade e agilidade, mantendo a optimização dos processos de negócio e incrementando a criação de valor numa óptica de Grupo.

A reestruturação do Grupo Unicer exigiu um processo de grande complexidade, determinou grandes alterações em várias vertentes da Gestão e, no plano jurídico, envolveu:

Alteração do objecto social da Unicer para uma sociedade gestora de participações sociais;

Constituição de dez novas sociedades, sendo sete anónimas e três por quotas;

Transformação de três sociedades por quotas em sociedades anónimas;

Alteração da denominação social de uma sociedade anónima.

As onze sociedades anónimas resultantes deste processo repor-tam direcrepor-tamente à holding do Grupo e as suas denominações e objectos sociais são os seguintes:

a) Unicer – Cervejas, S. A., com o objecto da produção, comercialização, distribuição de cervejas e outras activida-des conexas;

b) Unicer – Águas, S. A., com o objecto da prospecção, capta-ção, exploração e comercializacapta-ção, distribuição e venda de águas minerais e de nascente e outras actividades conexa (resulta da alteração da denominação social da E.A.A.M.

de Castelo de Vide, S. A.);

c) Unicer – Sumos e Refrigerantes, S. A., com o objecto de produção e comercialização, distribuição e venda de refri-gerantes e sumos de frutos e outras actividades conexas (processo ainda em curso). Esta sociedade resultara da transformação da sociedade por quotas Rical – empresa Pro-dutora de Refrigerantes e Águas, L.da;

d) Unicer – Vinhos, S. A., com o objecto da produção, comer-cialização, distribuição e venda de vinhos e outras activi-dades conexas;

e) Unicer – Cafés, S. A., com o objecto da produção, torrefac-ção, comercializatorrefac-ção, distribuição e venda de cafés;

f) Unicer – Serviços de Gestão Empresarial, S. A., com o objecto da prestação de serviços de gestão e administração de empre-sas e bens imobiliários e outras actividades conexas;

g) Unicer – Distribuição de Bebidas, S. A., com o objecto da comercialização, distribuição e venda de bebidas em geral e outras actividades conexas;

h) Unicer Internacional – Exportação e Importação de Bebi-das, S. A., com o objecto de actividades de importação e exportação de bebidas em geral e outras actividades conexas. Estudo, concretização e gestão de investimentos no exterior do País;

i) Unicergeste – Gestão de Serviços de Distribuição, S. A., com o objecto da gestão, comercialização, distribuição e venda de bebidas em geral e outras actividades conexas (resultou da transformação da Servitagus – Serviços de Distribuição, L.da);

j) Unicer – Energia e Ambiente, S. A., com o objecto de pro-dução e comercialização de energia, exploração e trata-mento de águas residuais e prestação de serviços de ges-tão no domínio do ambiente e outras actividades conexas (resultou da transformação da Enerleça – Produção de Ener-gia, L.da);

l) Unicer.Com – Tecnologias de Informação, S. A., com o objecto de desenvolvimento de actividades relacionadas com a aplicação das tecnologias de informação e outras actividades conexas.

As três novas sociedades por quotas, que reportam directamente à sociedade anónima cujo objecto social engloba a respectiva acti-vidade, têm as seguintes denominações e objectos sociais:

a) ACV – Águas de Castelo de Vide, L.da, com o objecto da prospecção, captação, exploração e comercialização, distri-buição e venda de águas minerais e de nascente e outras actividades conexas;

b) Rical – Produção de Refrigerantes, L.da, com o objecto de produção, distribuição e venda de refrigerantes e sumos de frutos e outras (processo ainda em curso);

c) Rotatejo – Serviços de Distribuição, L.da, com o objecto de comercialização de produtos alimentares.

Concluído este processo de reestruturação, a configuração do Grupo de Empresas Unicer passa a ser o seguinte:

Acontecimentos relevantes

O ano de 2001 não foi propriamente o que todos desejaríamos.

A tragédia da queda da ponte de Castelo de Paiva, as chuvas de Inverno que bateram recordes, a desfavorável conjuntura político financeira, o terrorismo que abalou a América e o Mundo, foram alguns dos acontecimentos que todos preferiamos concerteza não ter que recordar.

Felizmente outros acontecimentos marcaram o ano pela positiva, dos quais salientamos a implantação do primeiro coração artificial autosuficiente, a introdução da única moeda mundial que não está endossada a um Estado — o euro — e a atribuição ao Porto do estatuto, partilhado com Roterdão, de Capital Europeia da Cultura, e que são a evidência de que é possÍvel olhar para o futuro com optimismo.

Em 2001, atingimos um volume de negócios superior ao do ano de 2000 em 2, 7%, e os nossos resultados operacionais superaram os de 2000 em 5,2%.

Investimos uma grande parte dos nossos esforços em projectos que garantem a melhoria continua da qualidade dos nossos produ-tos e serviços, e da nossa performance ambiental.

A constante atenção aos nossos consumidores e a vontade de os satisfazer sempre e melhor fez-nos apostar na inovação e desen-volvimento, para diversificar os produtos que temos para lhes ofe-recer, nomeadamente com o lançamento dos sumos e néctares, sob a marca Frutis Natura, e do Guaraná Brasil, e com o rejuvenes-cimento da imagem Super Bock e a introdução da embalagem 0,25 cl, assim como a aquisição de 100% da marca Frutea, Ice Tea.

A aquisição da Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas, S. A. e da VMPS – Engarrafamento e Distribuição, S. A. está na linha estra-tégica de crescimento do Grupo Unicer que, não passa exclusiva-mente pelo crescimento interno, mas também por uma política de aquisições selectiva; em 2001 adquirimos, também, a sociedade Vimompor, L.da, produtora das marcas de Vinho Quinta da Pedra e Senhoria.

O investimento iniciado nas Águas de Gouveia permitir-nos-à já no segundo trimestre de 2002, disponibilizar aos nossos clientes e consumidores água Vitalis em garrafão de 5 litros, o que vem colmatar a falta desta embalagem no nosso portfólio.

Durante 2001 completamos ainda, a instalação e arranque da nova linha de enchimento de tara retornável em Castelo de Vide.

Fizemos também, em 2001, as primeiras acções de formação em plataformas de e-learning.

É de salientar que, orgulhosos da nossa capacidade de realiza-ção, estivemos mais uma vez presentes num dos momentos altos de Portugal e dos portugueses, como patrocinadores do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. No âmbito deste patrocínio, foram apoiados alguns eventos, que reflectem as nossas preocupações cívicas e de solidariedade social.

Seleccionamos, para patrocinar em exclusivo, eventos inéditos, dos quais destacamos a Ópera Infantil Brundibar e Wozzek, de Albau Berg, pela Birmingham Opera Company, com elementos da população de Aldoar, e muitos dos espectáculos de rua — Queima de Judas, espectáculos móveis, Noites de Verão 2001 e Cenas Invisíveis — que foram, aliás, dos poucos momentos em que se estabeleceu o cruzamento da capital cultural com a população da cidade.

Ainda na continuidade dos apoios a actividades educativas e culturais, continuamos, em 2001, a apoiar, entre outros, com a nossa marca Super Bock, o Festival de Cinema Fantasporto, o Super Bock Super Rock e o Festival de Verão em Vilar de Mouros.

O fim do ano culminou com a concretização da restruturação do Grupo Unicer. A nova estrutura visa consolidar as nossas platafor-mas de crescimento para melhor servir os nossos clientes e con-sumidores; focalizar competências e de promover, ainda mais, a inovação e a qualidade dos nossos produtos. No Grupo Unicer, temos a responsabilidade e o privilégio de colocar no mercado cerca de 30 marcas de bebidas de indiscutível qualidade; a con-cretização desta restruturação contribuirá, indiscutivelmente, para reforçar a relevância destas marcas nos segmentos de mercado a que pertencem.

Apreciação geral

O ano 2001 foi marcado por um abrandamento da actividade económica, assistindo-se a um arrefecimento brusco da economia norte-americana e a um fraco crescimento das maiores economias da zona euro.

A economia portuguesa registou uma desaceleração do cresci-mento económico face ao observado em 2000.

A composição do crescimento económico evidencia uma melhoria do contributo da procura externa líquida e uma redução do contributo da procura interna, mantendo-se a tendência observada nos últimos dois anos. A evolução da procura interna reflecte essencialmente uma desaceleração do consumo privado, que tem subjacente um ajusta-mento das decisões de consumo e uma continuada deterioração da confiança dos consumidores, que se tem vindo a sentir desde 2000.

O contributo positivo da procura externa líquida é devido a um cres-cimento moderado das importações, já que se assistiu a uma desa-celeração das exportações.

A desaceleração do consumo privado foi mais forte do que o ligeiro abrandamento do rendimento disponível real, o que favo-receu o aumento da poupança das famílias. A evolução da taxa da poupança dos particulares em 2001 insere-se no clima de incerteza sobre as perspectivas económicas e reflecte o restabelecimento de níveis mais sustentáveis para a taxa de poupança, revelando que as famílias começaram a corrigir os excessos de crescimento da despesa.

Em 2001, o acentuado crescimento dos preços de alguns bens alimentares e a manutenção de um elevado ritmo de crescimento

dos salários, ao contribuir para o aumento dos preços dos bens e dos serviços, influenciou em grande medida o índice de preços no consumidor. A taxa de inflação portuguesa em 2001 atingiu 4,4%, aumentando 1,5 pontos percentuais em relação a 2000.

Actividades corporativas

Com o objectivo concreto de promover e monitorizar a imple-mentação das principais políticas e estratégias adoptadas na Unicer, foram desenvolvidas diversas actividades para apoiar o conselho de administração na tomada de decisões e na definição, comuni-cação, orientação e controlo das metas definidas para as diferen-tes actividades de negócio do nosso Grupo.

É de salientar, entre outras, a identificação e avaliação de opor-tunidades de crescimento, que levaram à concretização com sucesso das operações de compra da Vidago, Melgaço e Pedras Salga-das, S. A. e da VMPS – Engarrafamento e Distribuição, S. A., da totalidade da marca Frutea e da Vimompor, e aos lançamentos dos sumos e néctares com a marca Frutis Natura e do Guaraná Brasil.

Foi prestada assessoria jurídica ao processo de reestruturação do Grupo Unicer, e aos processos relativos à lei da concorrência, bem como dos processos negociais inerentes às aquisições efectuadas.

Foi desenvolvido um manual de procedimentos de aplicação generalizada no nosso Grupo, definindo políticas e procedimentos que sirvam de referência para o desenvolvimento da coesão opera-cional.

Foi definida uma estratégia de comunicação coerente com o posi-cionamento estratégico do Grupo, garantindo, por um lado, a ade-são ao projecto de empresa por parte dos nossos colaboradores, e, por outro lado, divulgando interna e externamente as actividades da Unicer e das suas marcas. Promovemos a melhoria contínua do nosso processo de comunicação, com o objectivo de aumentar a notoriedade da nossa empresa e garantir um cada vez melhor rela-cionamento com os diferentes stakeholders do nosso Grupo.

Por último, mas de uma importância indiscutível, desenvolveram--se diversas actividades que suportam a aposta da Unicer nos seus colaboradores. Saliente-se, em particular, o programa de formação Vela no qual participaram mais de 50% de todos os quadros supe-riores do Grupo.

Marketing

Em 2001 a função de marketing, de acordo com a sua missão, coordenou e implementou um conjunto de decisões fundamentais para o desenvolvimento das marcas já existentes e daquelas que, neste período, passaram a integrar o nosso portfólio, contribuindo assim para o desafio de afirmarmos a Unicer como a empresa de referência que opera no sector de bebidas em Portugal.

No mercado de refrigerantes, por definição bastante dinâmico, na Unicer efectuamos ao longo do ano diversos lançamentos (com destaque para o Frisumo Maçã, Guaraná Brasil e, já perto do final do ano, do Frutis Natura segmento de néctares, lights e 100%) e várias alterações de embalagens. De referir igualmente a aquisi-ção da totalidade da marca Frutea Ice Tea, que implicou ao longo do ano um trabalho de revisão de embalagem, preparação de novos sabores, comunicação publicitária e de apoio à actividade de vendas.

No mercado de cervejas, a marca líder Super Bock esteve

No mercado de cervejas, a marca líder Super Bock esteve

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