EVOLUÇÃO DA AUTORIA MÚLTIPLA NOS ARTIGOS DAS ÁREAS DE INFORMAÇÃO NO BRASIL (2010-2015)
Introdução
Os estudos de produção científica possibilitam dimensionar não só o nível de atividade científica de uma área ou país, mas também fornece informações a respeito de algumas características importantes como o nível de colaboração entre pesquisadores e os canais preferidos pela comunidade. A importância adquirida pela colaboração científica como uma forma de organização de cientistas para a geração de novos conhecimentos, contrasta com as dificuldades de medir com precisão o seu alcance e significado, uma vez que é um conceito que aborda uma realidade complexa e em mudança, que temos algumas certezas, mas em que ficamos com um vasto território pra explorar. (ALCAIDE; FERRI, 2014, p.7).
Infelizmente a maior parte da produção científica brasileira nessas áreas não é indexada pelas bases de dados nacionais e internacionais, impossibilitando a obtenção de indicadores de CT&I confiáveis. A partir de iniciativas como a base ABCDM da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília que cobre todas as áreas de informação no Brasil, incluindo artigos de periódicos e artigos e pôsteres de Enancib, passa a ser possível obter indicadores científicos, como a colaboração, sobre tais áreas.
Objetivos
A multidisciplinaridade e os conhecimentos conexos nas áreas de informação acabam por envolver vários campos do conhecimento e dificultam a análise da autoria múltipla em cada área. Diante disso, surge o questionamento: qual o nível da evolução da autoria múltipla em artigos das áreas de informação dentro de uma perspectiva atual?
Esta pesquisa teve como objetivo analisar a colaboração em artigos de periódicos científicos brasileiros das áreas de informação (Arquivologia, Biblioteconomia, Ciência da Informação, Documentação e Museologia) publicados no período dos anos de 2010 a 2015 para obter índices de autoria múltipla em cada área da informação.
Metodologia
Foi feita uma análise bibliométrica de delineamento descritivo e abordagem quantitativa por meio da bibliometria. A pesquisa usou com fonte de informação a base ABCDM da UnB/FCI que possui mais de 12 mil referências completas de artigos de periódicos e eventos
das áreas de informação no Brasil. A área, ou as áreas, de cada artigo foram definidas a partir de análise de cada referência de artigo, incluindo seu título, palavras-chave e resumo, e a classificação foi registrada no campo de Área do Conhecimento (Tag 690) da base ABCDM.
Não foi possível analisar o período de tempo previsto inicialmente (2000-2015) em razão do grande número de registros a serem catalogados, assim, a cobertura da análise foi redimensionada (2010-2015). Após a classificação foi feita a extração automática dos 3.080 artigos, publicados ao longo do período estudado (6 anos), e os dados foram analisados estatisticamente por meio de tabelas e gráficos no Microsoft Excel.
Resultados
No período estudado (2010‐2015) 63,18% das publicações foram produzidas em coautoria. No ano de 2010, primeiro ano do período analisado, o percentual de autoria múltipla já se encontrava superior à autoria única (54,27% das publicações) e vai aumentando sistematicamente a cada ano até alcançar 70,07% em 2015. A obtenção do índice de autoria múltipla em cada área da informação foi feita considerando tanto os que foram classificados como interdisciplinares – com mais de uma área – como os com apenas a área em específico.
Assim sendo, foi possível observar que os índices de quase todas as áreas apresentam pouca divergência ao se fazer essa diferenciação na análise. A única área que apresenta visível alteração é a de Documentação. Em ambos os casos a tendência da autoria mútipla, ao longo dos anos, diminui passando de pouco mais de 60% em 2010 e chegando a menos de 50% em 2015. Apesar disso, quando são artigos somente de Documentação a AM a partir de 2011 (40%) é menor ou igual à AU; chegando em 2015 com o índice de apenas 18,75%. Já quando se tem Documentação juntamente com outras áreas a AM se apresenta superior à AU de 2012 (57,89%) a 2014 (57,14%), chegando a 66,67% em 2013.
De todas as outras áreas analisadas Arquivologia é a única área que não apresenta tendência significativa de crescimento da coautoria, ficando na faixa de 50% ao longo de todos os anos. As áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação têm apresentado crescimento significativo de coautoria, tendo obtido os maiores índices nos últimos anos estudados: 77,59%
(2015) e 77,95% (2014), respectivamente. O trabalho consegue alcançar seu objetivo e obtém o índice de colaboração em artigos em cada uma das áreas de informação de 2010 a 2015, apontando as áreas de Biblioteconomia (69,83%) e Ciência da Informação (72,68%) como as áreas de informação mais colaborativas, em detrimento das demais áreas de informação:
Arquivologia (46,27%), Documentação (51,55%) e Museologia (33,74%). Referindo-se todos esses resultados aos índices concernentes aos registros interdisciplinares.
Tais índices apontam para diferenças consideráveis de evolução científica entre as áreas de informação no Brasil. Novos estudos que englobem um período de tempo maior, poderão indicar uma evolução mais completa da autoria múltipla ao longo das últimas décadas no Brasil, enquanto outros estudos de caráter qualitativo podem esclarecer as razões para as diferenças de níveis de colaboração entre as áreas de informação.
Referências
ALCAIDE, G.; FERRI, J. La colaboración científica: principales líneas de investigación y retos de futuro. Revista Española de Documentación Científica, v.37, n.4, 2014.
APÊNDICE II – RELATÓRIO FINAL DO EDITAL PIBIC 2017/2018
EVOLUÇÃO DA AUTORIA MÚLTIPLA NOS TRABALHOS DAS ÁREAS DE INFORMAÇÃO NO BRASIL (1994-2016)
INTRODUÇÃO
A comunicação científica ocupa-se da publicação e difusão do conhecimento científico gerado e de todos os processos e relações que decorrem da sua produção e divulgação. Isso inclui desde as etapas iniciais até sua efetiva comunicação à comunidade científica, seja em artigos publicados em periódicos, comunicações em eventos ou mensagens e arquivos em redes sociais científicas. Para Stumpf (1997), comunicar a ciência é transferir os conhecimentos gerados pela investigação científica, com fluxo de ideias, por meio de um canal entre uma fonte produtora e um receptor. Meadows (1999), por sua vez, diz que a comunicação científica é tão importante para a ciência como um todo quanto a pesquisa em si mesma.
Dentro da comunicação científica se destaca a colaboração científica que, com o trabalho em equipe dos pesquisadores, fomenta o compartilhamento e transferência de conhecimentos e habilidades. Uma das formas usadas para medir o grau de colaboração científica é determinar a quantidade de autoria múltipla nas publicações de uma comunidade.
Na sua forma mais comum o conceito de autoria múltipla - também conhecido na literatura científica como coautoria, autoria colaborativa, autoria em parceria, ou simplesmente colaboração - corresponde à crença dos editores de que “todo aquele que houver sido relacionado como autor terá contribuído de modo significativo para a pesquisa” (MEADOWS, 1999, p.176).
As áreas da informação, no seu conjunto, possuem características interdisciplinares tanto entre si quanto com diferentes campos do conhecimento conexos. Visando obter indicadores correspondentes a autoria múltipla nas áreas da informação (Arquivologia, Biblioteconomia, Ciência da Informação, Documentação e Museologia), este trabalho tem como objetivos continuar uma pesquisa realizada em edital de iniciação científica anterior, onde foi analisada a colaboração científica em artigos de periódicos nas áreas de informação, e analisar um outro canal de comunicação: os trabalhos do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB). Este é promovido pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB) desde 1994, sendo o principal evento científico do país nas áreas de informação.
METODOLOGIA
A pesquisa é uma análise bibliométrica com delineamento descritivo e abordagem quantitativa e usou com fonte de informação a base ABCDM da Faculdade de Informação (FCI) da Universidade de Brasília (UnB). Esta possui mais de 12 mil referências completas de artigos de mais de 30 títulos de periódicos e trabalhos de ENANCIB. A base ABCDM prevê um campo específico para classificar cada registro em relação à sua área, ou às suas áreas. Assim, foram classificados no presente estudo todos os registros de trabalhos de todas as edições de ENANCIB até 2016, pois os dados do evento de 2017 ainda não tinham sido incluídos na base.
A área, ou áreas, de cada referência, foi definida a partir de análise dos conteúdos dos campos de título, palavras-chave e resumo. Os documentos interdisciplinares foram classificados em mais de uma área.
Após a classificação, realizada diretamente em campo específico da ABCDM visando permitir reutilização posterior, foi feita a extração automática dos 3.432 registros de trabalhos das 16 edições do evento. Os dados foram, então, transferidos para o MS Excel, onde foram analisados estatisticamente para a elaboração das tabelas e gráficos com resultados gerais e por área de informação.
RESULTADOS
A partir da Tabela 1 é possível observar que a produção de publicações se distribui de forma desigual entre as áreas: Arquivologia = 7,43%, Biblioteconomia = 27,01%, Ciência da Informação = 60,05%, Documentação = 3,26% e Museologia = 5,94%, ficando em evidência Ciência de Informação que representa mais da metade da produção. Além disso, em 30,27%
dos trabalhos é possível verificar interdisciplinaridade com outras áreas do conhecimento, tendo sido atribuído o símbolo “O” – para outras áreas que não as mencionadas como da informação – além de uma das áreas da informação. Importante ressaltar que no presente estudo cada trabalho pode ser classificado em mais de uma área.
Tabela 1: Evolução da produção de trabalhos por área do conhecimento
F
ANO A B C D M O
1994 0 8 16 1 0 3
1995 2 24 33 1 0 19
1997 3 44 81 7 2 40
2000 4 60 135 9 3 74
2003 6 37 96 0 1 55
2005 8 35 78 0 4 40
2006 4 20 81 5 2 32
2007 4 43 125 7 4 63
2008 9 35 105 3 8 34
2009 7 44 90 10 14 39
2010 25 71 144 6 18 72
2011 22 71 147 6 20 74
2012 25 76 201 12 28 87 2013 31 63 187 11 22 88 2014 33 95 180 11 28 83
2015 32 85 162 4 27 108
2016 40 116 200 19 23 128 Total 255 927 2061 112 204 1039 Fonte: Autora. Onde: A=Arquivologia;
B=Biblioteconomia; C=Ciência da Informação;
D=Documentação; M=Museologia; O=Outros.
Considerando o nível geral de produção dos ENANCIB (1994-2016), 69,32% dos trabalhos foram produzidos em coautoria (ver Tabela 2). A autoria única predominou nas cinco primeiras edições do evento, chegando a ser 75% em 1995. Apenas em 2005 o cenário se inverteu e os trabalhos passam a ser produzidos, em sua maioria, por mais de um autor. A partir daí isso se manteve e a coautoria passou a aumentar sistematicamente ano após ano, chegando a 86,67% em 2016 (última edição do evento catalogada na base). Vale destacar que este é o ano com mais trabalhos submetidos, 390, com apenas 52 produzidos por um único pesquisador.
Tabela 2 - Evolução dos tipos de autoria nos trabalhos de ENANCIB.
ANO au am %au %am Total 1994 14 9 60,9% 39,1% 23 1995 42 14 75,0% 25,0% 56 1997 98 36 73,1% 26,9% 134 2000 139 68 67,2% 32,9% 207 2003 73 66 52,5% 47,5% 139 2005 51 71 41,8% 58,2% 122 2006 34 73 31,8% 68,2% 107 2007 50 121 29,2% 70,8% 171 2008 42 108 28,0% 72,0% 150 2009 46 113 28,9% 71,1% 159 2010 71 181 28,2% 71,8% 252 2011 78 183 29,9% 70,1% 261 2012 78 237 24,8% 75,2% 315 2013 56 249 18,4% 81,6% 305 2014 71 271 20,8% 79,2% 342 2015 58 241 19,4% 80,6% 299 2016 52 338 13,3% 86,7% 390 Total 1053 2379 30,7% 69,3% 3432
Fonte: Autora. Onde: au=autoria única; am=autoria múltipla.
A mudança de cenário observada em 2005 se dá pela mudança na forma predominante de autoria nas duas áreas que têm as maiores produções, Biblioteconomia e Ciência da Informação. Exatamente nessa época ambas aumentaram os índices de autoria múltipla, o que se refletiu no nível geral de produção, já que juntas representam 77,06% da produção total das áreas de informação. É possível observar certa semelhança com estas áreas nos índices de autoria de áreas correlatas às áreas de informação (ver Tabela 3). Isso se dá porque é muito comum ter trabalhos de Biblioteconomia e, principalmente, de Ciência da Informação ligados também a outras áreas. Os trabalhos classificados simultaneamente como CI e outras áreas (excluem áreas de informação) representam 39,99% de todos os trabalhos de CI. Importante ressaltar que nenhum registro foi classificado apenas como sendo de outra área.
Tabela 3 - Tabela 3: Evolução da autoria múltipla nos trabalhos de ENANCIB das áreas de informação
Fonte: Autora. Onde: A=Arquivologia; B=Biblioteconomia; C=Ciência da Informação;
D=Documentação; M=Museologia; O=Outros
A Figura 1 contém os gráficos que mostram a produção de trabalhos de ENANCIB por tipo de autoria nas áreas de Arquivologia e Museologia. Tanto uma quanto outra são inconstantes quanto ao tipo de autoria até 2010. A partir deste ano, ou seja, nas últimas seis edições do evento essas áreas apresentam um aumento na autoria múltipla, sendo ela o tipo predominante. Observa-se também que neste ano a produção de ambos começa a ficar significativa, o que traz a estabilidade quanto ao tipo de autoria. Arquivologia com seu maior índice de coautoria em 2015 com 81,25% e Museologia em 2016 com 82,61%. Ao passo que, após o início do crescimento da AM, em três anos Arquivologia atinge 80% e segue se mantendo constante com esse nível de percentual. Enquanto Museologia só alcança os 80% em 2016 (ver Tabela 3).
Figura 1 – Evolução da autoria múltipla nos trabalhos de ENANCIB de Arquivologia e Museologia por ano.
Fonte: Autora. Onde: au = autoria única; am = autoria múltipla.
As áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação apresentam um comportamento muito semelhante em relação ao tipo de autoria (ver Figura 2). Como dito anteriormente, a partir de 2005 ambas passam a ter a maioria de seus trabalhos produzidos em autoria múltipla. Esta cresce de forma estável e sistematicamente. A Biblioteconomia alcança o maior percentual de coautoria (91,76%), observado em 2015, e mantém o nível no ano seguinte. Além disso, é importante ressaltar que é a única área que chega aos 90% da autoria múltipla no período estudado e a que apresenta o maior índice (73,79%) ao se levar em conta todos os anos de evento.
Figura 2 - Evolução da autoria múltipla nos trabalhos de ENANCIB de Biblioteconomia e Ciência da Informação por ano.
Fonte: Autora. Onde: au = autoria única; am = autoria múltipla
A área de Documentação apresenta maior irregularidade em relação ao tipo de autoria.
Isso se dá porque a própria produção da área é muito baixa e irregular. Por conseguinte, os números mostram muita variação.
Com exceção de Documentação, que não possui dados que permitam uma análise adequada e satisfatória, todas as áreas chegam ao nível de 80% de autoria múltipla em determinado ano, como pode ser observado nas Tabelas 1 e 3, respectivamente. A diferença está no fato de que Arquivologia e Museologia chegaram a esse índice de forma repentina com um crescimento de 20% um ano para o outro. De 2012 para 2013 e de 2015 para 2016, respectivamente (ver Tabela 3). Por sua vez, Biblioteconomia e Ciência da Informação já tinham índices mais altos desde 2006 que se mantiveram com crescimento regular.
CONCLUSÃO
O trabalho consegue alcançar seu objetivo e obtém o índice de colaboração em trabalhos do ENANCIB de cada uma das áreas de informação, apontando os respectivos índices de produção total das áreas de Arquivologia (66,67%), Biblioteconomia (73,79%), Ciência da Informação (68,61%), Documentação (68,75%) e Museologia (59,31%) entre 1994 e 2016.
Em trabalho anterior (ALMEIDA, 2017) foram obtidos os índices de colaboração referentes aos artigos de periódicos das áreas de informação publicados entre o ano de 2010 a 2015. Há aqui a possibilidade de fazer uma breve comparação entre os índices gerais obtidos em ambos (ver Figura 3). Podemos observar que enquanto a autoria múltipla cresce de forma regular nos periódicos, nos ENANCIB a evolução é diferente: mantem-se na faixa dos 70% nos dois primeiros anos, evolui para a faixa dos 80% nos dois anos seguintes, e se mantêm nesta faixa nos três últimos anos. Outro ponto que merece destaque é que o índice de 70% alcançado nos periódicos em 2015 já tinha sido alcançado nos ENANCIB 5 anos antes (2010), sugerindo que os fenômenos relacionados com o fluxo de informação nas áreas de informação acontecem com pelo menos 5 anos de diferença entre esses dois canais: periódicos e eventos.
Figura 3 – Autoria múltipla em artigos de periódicos e trabalhos de ENANCIB de 2010 a 2015.
Fonte: Autora. Onde: PER=periódicos; ENB = ENANCIB.
No ano de 2010 tanto os trabalhos de ENANCIB quantos os artigos de periódico já eram produzidos em sua maioria em coautoria. Porém, os artigos apresentaram o percentual de 54,27% e os trabalhos do evento 71,83%. Essa superioridade percentual na autoria múltipla dos trabalhos em relação aos artigos se mantém até o último ano em que é possível fazer a comparação, 2015. Sendo o ano de 2015 o primeiro em que o tipo de autoria em questão consegue alcançar 70,07% em periódicos, ao passo que nos trabalhos de ENANCIB tem 80,60%, já tendo inclusive alcançado 81,64% em 2013. Podem ser feitos estudos futuros comparando o comportamento dos tipos de autoria nos trabalhos de ENANCIB e nos artigos de periódico das áreas de informação de forma mais completa e detalhada, analisando cada área e publicações de artigos em período mais abrangente.
Os índices obtidos no estudo apontam para uma crescente e constante evolução da autoria múltipla nos últimos anos de ENANCIB em todas as áreas da informação. Após uma certa consolidação do evento, que passa a ser anual a partir de 2005, o número de trabalhos apresentados aumentou e isso torna a análise estatisticamente mais clara em termos relativos.
Algum outro estudo qualitativo também pode ser interessante para estudar a autoria múltipla sob outro ponto vista e para tirar conclusões práticas sobre a sua evolução.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, L.C. Evolução da autoria múltipla nos artigos das áreas de informação no Brasil (2010-2015). In: Congresso de iniciação científica da Universidade de Brasília, 23, 2017.
MEADOWS, A.J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 1999.