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Relato do projeto extraclasse

No documento Narrativas de outros Brasis (páginas 75-77)

1.5 ATIVIDADES EXTRACLASSE

1.5.3 Relato do projeto extraclasse

1.5.3.1 Relato do primeiro dia

Sexta-feira, dia 23 de outubro de 2015. O feedback que tivemos de nosso primeiro dia de extraclasse não poderia ter sido mais positivo. Tudo ocorreu exatamente como planejado: a fim de começar as atividades de maneira efusiva, todos os estagiários dramatizaram o poema “Um Jogo”, de Eloí Bocheco, a fim de injetarmos a poesia diretamente no front de nosso projeto. Em seguida, uma breve apresentação sobre a autora, alguns de seus livros e prêmios foi realizada, com destaque para Batata cozida, mingau de cará e a visita da autora que aconteceria no último encontro, dia 30 de novembro.

Para dar início à primeira atividade, distribuímos para cada aluno um poema da sexta de poemas que havíamos montado. Solicitamos, em seguida, que eles fizessem cada um a leitura de seu poema para a turma. Apesar de haver alguma resistência, a dinâmica fluiu bem e os participantes ouviam atentamente, expressando suas impressões, seja por risadas seja feições, eles estavam interessados.

Após esse primeiro contato com os poemas, partimos para a atividade em questão. Distribuímos trechos de poemas incompletos do livro para cada aluno, a fim de que os completassem e construíssem uma instalação de poemas concretos com o resultado. A dedicação dos alunos superou quaisquer expectativas que tivemos: trabalhos muito bem elaborados surgiam aqui e acolá, e logo foi visível que todos os alunos que haviam comparecido ao extraclasse desfrutaram do momento tanto quanto nós, a orientá-los.

Com direito a pausa para o lanche, todos eles haviam assumido o desenvolvimento de sua peça como um compromisso pessoal, e imbuíram sua personalidade em cada verso escrito e traduzido em objetos aleatórios, os quais tivemos certeza que deixariam Bocheco maravilhada. Encerramos o primeiro dia com cada aluno lendo seu poema e apresetando na instalação, uns mais tímidos que outros, mas todos com resultados satisfatórios.

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A próxima sexta-feira de atividades, dia 06 de novembro de 2015, com rotatividade mínima de alunos, o projeto seguiu. Iniciamos com a retomada do que fora dado na última aula, uma vez que se passaram duas semanas desde nosso último encontro. Relembramos informações sobre a autora e sua bibliografia, seus prêmios e o que pretendíamos trabalhando uma de suas obras, Batata cozida, mingau de cará.

Memórias refrescadas, passamos ao desenvolvimento das atividades do dia: em primeiro lugar, treinamos a leitura de um dos poemas de Eloí, “Marinheiro”, que fora musicalizado pelo estagiário Tiago Caturani. Cópias do poema foram distribuídas a todos os alunos e tentamos ensaiar a então canção, dando sugestões para Caturani e interagindo como um coro.

No próximo momento, distribuímos poemas dialógicos entre os alunos que, organizados em grupos, teriam que elaborar uma performance desses poemas, ao seu bel- prazer e criatividade. Orientados por nós, mais uma vez os alunos não nos decepcionaram: cada grupo imaginou seu poema sob uma leitura dramática própria, destacando elementos do próprio poema durante a performance.

Após a pausa para o lanche, entramos na atividade final do dia: mantidos os grupos da atividade anterior, cada um teria que elaborar uma sequência de perguntas a serem utilizadas durante uma entrevista com Eloí Bocheco no dia de sua visita. Após lapidarem o conceito de suas perguntas, muitas voltadas para a vida pessoal da autora, sua profissão e experiência criativa, entregaram-nos cópias das perguntas que haviam elaborado, da mesma forma que haviam feito com as peças da instalação confeccionadas no encontro anterior.

1.5.3. 3 Relato do terceiro dia

Dia 30 de novembro, quarta-feira, era o dia pelo qual todos estavam esperando, pois seria nele que Eloí Bocheco nos agraciaria com sua visita. Contudo, fomos informados poucos dias antes que a autora havia sofrido um descolamento de retina, e, por isso, não poderia estar presencialmente no Colégio, mas sugeriu que o encontro procedesse via Skype.

Contudo, ficamos preocupados que as instalações do colégio não suportassem a conferência, até que foi sugerido pela orientadora do projeto que prosseguíssemos normalmente com as apresentações, registrando-as em vídeo para em seguida enviar à

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autora. Desanimados pela ausência da peça central de nosso projeto, aceitamos a última sugestão, e cuidamos para que tudo fosse devidamente registrado.

Como ainda não havíamos entendido que o extraclasse é um momento para descobertas, mais uma vez fomos surpreendidos pelo empenho dos alunos: um deles convidou a equipe de capoeira do colégio para realizar uma roda durante a performance de “Marinheiro”, o que, além de levantar nosso astral e encher o local de música e vida, coincidiu perfeitamente com o eixo temático de nosso projeto de docência, o que acabou sendo uma experiência duplamente enriquecedora para os alunos de nossa turma que puderam participar do projeto extraclasse.

Mais uma vez, convidamos os alunos a apresentarem as peças confeccionadas durante o primeiro encontro, registrando a instalação para que Bocheco pudesse apreciá-la tanto quanto nós. Tão orgulhosos de suas produções quanto no primeiro encontro, os alunos seguiram lendo para a câmera as perguntas que se destinariam à entrevista com a autora, que ficou de respondê-las também por vídeo posteriormente.

Encerramos nossas atividades extraclasse extremamente satisfeitos com o empenho dos alunos, e cada um dos estagiários agradeceu o envolvimento de todos da melhor maneira possível. Fosse nossa primeira vez ou não assumindo uma turma, certamente foi uma experiência inusitada que contribuiu para o desenvolvimento de nossa prática docente, da mesma forma que esperamos que tenha contribuído de maneira semelhante para o processo de aprendizado das turmas com as quais trabalhamos.

2 ENSAIOS INDIVIDUAIS

2.1 ELES NÃO QUEREM SABER DE NADA11

No documento Narrativas de outros Brasis (páginas 75-77)

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