O objetivo principal do protocolo R-OB-VAN (LAOUITI; MUH- LETHALER; TOOR, 2009) ´e fazer com que os ve´ıculos que estiverem impossibilitados de receber mensagens dos transmissores designados, recebam estas mensagens, por meio de qualquer outro receptor que seja capaz de se comunicar com estes n´os. Mais precisamente, se exis- tir algum ve´ıculo vizinho de tais ve´ıculos bloqueados na rede, estes v˜ao assumir a responsabilidade de repassar a mensagem de emergˆen- cia. Isto pode resultar na mensagem ser retardada ligeiramente, por´em, os ve´ıculos bloqueados receber˜ao a mensagem eventualmente (LAOUITI; MUHLETHALER; TOOR, 2009).
O protocolo R-OB-VAN tem como suposi¸c˜ao b´asica que a sombra que impede certo ve´ıculo de receber as mensagens, seja, a longo prazo, da ordem de dezenas de segundos. Se uma mensagem de emergˆen- cia ´e gerada durante este per´ıodo, v´arias transmiss˜oes ser˜ao perdidas. Al´em disso, o ve´ıculo bloqueado, provavelmente, desaparecer´a da lista de informa¸c˜oes de seus vizinhos. A implica¸c˜ao desse pressuposto ´e que Laouiti, Muhlethaler e Toor (2009) n˜ao consideraram o desvanecimento que tem curta dura¸c˜ao. Partindo desse pressuposto, os autores desen- volveram trˆes variantes para fornecer confiabilidade em abordagens de dissemina¸c˜ao oportun´ıstica (LAOUITI; MUHLETHALER; TOOR, 2009).
Os autores consideraram um cen´ario de rodovia, na qual as chan- ces de um acidente em alta velocidade s˜ao maiores. Foram assumidos que a densidade de ve´ıculos na vizinhan¸ca do acidente ´e uniforme e a partir do momento que ocorreu o acidente uma mensagem de emer- gˆencia dever´a ser transmitida pelos ve´ıculos envolvidos. O componente OB-VAN do R-OB-VAN ir´a transmitir esta mensagem rapidamente na rede, enquanto a componente de confiabilidade vai tentar garantir que todos os ve´ıculos recebam a mensagem. A seguir, s˜ao descritas as vari- antes desenvolvidas para obter confiabilidade no R-OB-VAN (LAOUITI; MUHLETHALER; TOOR, 2009).
3.3.1 R-OB-VAN Primeira Varia¸c˜ao (2009)
A primeira varia¸c˜ao ´e baseada na exigˆencia de que os ve´ıculos tenham informa¸c˜oes b´asicas sobre a sua vizinhan¸ca ou seja, eles sabem o n´umero de vizinhos que cada ve´ıculo a um salto de distˆancia tem. Estas informa¸c˜oes podem ser facilmente fornecidas para os vizinhos
de um ve´ıculo usando beacons. Supondo que cada ve´ıculo tem infor- ma¸c˜oes sobre a vizinhan¸ca, ent˜ao a primeira variante ´e simplesmente descrita como: Um ve´ıculo ir´a retransmitir uma mensagem de emer- gˆencia que recebeu corretamente se um de seus vizinhos tiver menos vizinhos do que um n´umero m´ınimo pr´e-definido. Este limite ´e cha- mado de (MIN NEIGHBORS ) e seu valor pode ser maior ou igual a 1, dependendo da densidade da rede. Este ´e o mais simples das trˆes vari- antes, no entanto, a escolha deste limite m´ınimo ´e importante porque um valor alto criar´a sobrecarga in´util devido `as retransmiss˜oes extras (LAOUITI; MUHLETHALER; TOOR, 2009).
3.3.2 R-OB-VAN Segunda Varia¸c˜ao (2009)
A segunda varia¸c˜ao baseia-se tamb´em na exigˆencia de que os ve´ı- culos devem conhecer o n´umero de vizinhos que cada ve´ıculo tem a um salto de distˆancia. Esta informa¸c˜ao pode ser obtida atrav´es da troca de beacons, como descrito anteriormente. Esta variante ´e mais dinˆa- mica porque a decis˜ao para retransmitir n˜ao baseia-se em um n´umero pr´e-definido. Supondo que cada ve´ıculo sabe o n´umero de vizinhos que cada um de seus vizinhos tem, ent˜ao pode-se descrever a segunda va- riante simplesmente como: Um determinado ve´ıculo ir´a retransmitir uma mensagem de emergˆencia, se um de seus vizinhos tiver muitos vizinhos a menos do que o pr´oprio ve´ıculo. Um ve´ıculo vizinho, nor- malmente tem muito menos vizinhos se ele est´a sendo bloqueado, assim ´
e incapaz de contactar-se com os ve´ıculos ao seu redor. Neste ponto, o fator importante que determina a efic´acia da variante ´e decidir quando a diferen¸ca no n´umero de vizinhos ´e suficientemente grande. A escolha da diferen¸ca ´e importante porque uma escolha errada poder´a causar sobrecarga extra (LAOUITI; MUHLETHALER; TOOR, 2009).
3.3.3 R-OB-VAN Terceira Varia¸c˜ao (2009)
A terceira varia¸c˜ao ´e baseada na exigˆencia de que os ve´ıculos tro- cam suas posi¸c˜oes e suas listas com seus vizinhos por meio de beacons. A variante assume que os ve´ıculos estejam equipados com equipamentos de GPS. Esta ´e uma suposi¸c˜ao razo´avel, j´a que muitos ve´ıculos novos possuem este equipamento. Assim, a terceira variante pode ser des- crita como: Um ve´ıculo ir´a retransmitir uma mensagem de emergˆencia que recebeu corretamente de um n´o transmissor que est´a lhe seguindo,
se nenhum de seus vizinhos tiver qualquer um dos transmissores da mensagem em sua vizinhan¸ca. A variante n˜ao ´e ativada se o ve´ıculo recebe a mensagem de emergˆencia de um n´o localizado entre a fonte da mensagem de emergˆencia e o n´o receptor. Esta s´o ´e ativada se o transmissor est´a na dire¸c˜ao da propaga¸c˜ao. Isto ´e necess´ario porque num cen´ario correspondente a um rodovia linear, o ve´ıculo receptor ir´a geralmente ser coberto por dois transmissores; um em frente e um por tr´as (LAOUITI; MUHLETHALER; TOOR, 2009).
Os autores concluem que as abordagens propostas s˜ao eficazes em cen´arios com alta densidade, no qual o protocolo e suas varia¸c˜oes tem alta taxa de entrega, por´em pode sofrer com atrasos. Tamb´em con- clu´ıram que, em cen´arios como as rodovias, o total sombreamento de um n´o ´e raro, por´em, caso esta situa¸c˜ao aconte¸ca o protocolo proposto leva vantagem perante os protocolos de transmiss˜ao oportun´ıstica cl´as- sicos. Assim o protocolo torna-se eficiente em redes de conectividade intermitente (WEI; WANG; HSIEH, 2011).
3.4 ACKNOWLEDGED PARAMETERLESS BROADCAST IN STA-