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CAPÍTULO IV: REMUNERAÇÃO DO MAGISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL DO

4.9. Remuneração da equipe gestora das unidades escolares e o exercício da

A inclusão dessa seção se justifica pelo fato de que as gratificações pagas aos professores que participam da equipe gestora das escolas estaduais incidem na remuneração do magistério público. Além disso, a análise dos resumos das folhas de pagamento revela a presença de valores destinados a efetuar esse tipo de pagamento.

Nesse debate, incorpora-se, inicialmente, a definição legal de função do magistério, LDB 9.394/1996, Art. 67, parágrafo 2º:

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§ 2o Para os efeitos do disposto no § 5º do art. 40 e no § 8o do art. 201 da Constituição Federal, são consideradas funções de magistério as exercidas por professores e especialistas em educação no desempenho de atividades educativas, quando exercidas em estabelecimento de educação básica em seus diversos níveis e modalidades, incluídas, além do exercício da docência, as de direção de unidade escolar e as de coordenação e assessoramento pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.301, de 2006) (BRASIL, 1996).

Além da definição da direção de escola como função do magistério estabelecida na LDB, o FUNDEB reitera no seu Art. 22, Inciso II, a direção escolar como função do magistério, garantindo, com isso, o pagamento dos profissionais em exercício nessa função, pois os recursos do fundo podem ser usados para a remuneração desses profissionais.

O PCCR estadual manteve a compreensão da legislação educacional a respeito da definição de função do magistério, incorporando no plano como forma de gratificação aos vencimentos dos professores, o pagamento do exercício da função de direção escolar, no Art. 18 da lei do plano.

Nos domínios da rede de ensino público do estado Acre, as Leis nº 1.201/1996 e nº 1.513/2003 são duas leis representativas das experiências vivenciadas em âmbito estadual no processo de gestão democrática da educação, usando a nomenclatura “equipe gestora”, para se referir ao gestor da escola, coordenador de ensino, coordenador pedagógico e coordenador administrativo.

Contudo, somente para este último, há a exigência de nível superior em licenciatura plena.

A LC nº 127/2003, altera a LC nº 67/1999, em seu Art. 40, regulamentando a gratificação dos diretores de escola e estabelecendo que esta será resultado da relação entre o nível de formação e a tipificação das escolas. Com relação a esta última condição, a Lei nº 1.513/2003, Art. 49 elucida que:

Art. 49. As unidades escolares do sistema estadual de educação serão constituídas na forma da lei e classificadas anualmente de acordo com número de alunos efetivamente matriculados, tendo como base os dados do CENSO/MEC referente ao ano anterior:

I - Tipo A – até 100 alunos;

II - Tipo B – de 101 a 900 alunos;

III - Tipo C – de 901 a 2000 alunos; e

IV - Tipo D – acima de 2.001 alunos. (ACRE, 2003)

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Tomando por base os dados do Censo Escolar de 2014, que apresenta o número de 642 (seiscentos e quarenta e duas) escolas da rede estadual, sendo 173 (cento e setenta e três) urbanas, todas possuem mais de cem alunos. Algumas escolas rurais também estão nessa mesma condição, porém, a grande maioria das escolas rurais possui somente uma única sala de aula.

Tabela 15: Remuneração dos diretores de escola na rede estadual de ensino Tipo de

Contrato

Tipificação da Escola

LC nº127/2003 LC nº146/2005 LC nº160/2006 LC nº143/2004

Fonte: elaborada pelo autor com base em Acre (2003, 2004, 2005, 2006)

A remuneração dos diretores de escola depende diretamente de dois fatores articulados: o primeiro é a tipificação das unidades escolares; o segundo, diz respeito ao tipo e quantidade de contratos que o professor possui. Isso tudo incidirá no valor da gratificação. Em aumento recente nessa gratificação, os diretores de escola PII, com dois contratos passaram a receber R$ 5.200,00 – Tipo B; R$

5.700,00 – Tipo C; e R$ 6.200,00 – Tipo D.

No caso dos coordenadores de ensino em exercício na estrutura educacional em nível abaixo do gestor da escola que exercem uma função parecida com a do antigo vice-diretor, a configuração atual da escola acreana posiciona esse profissional como o mais próximo do coordenador pedagógico que, por sua vez, tem atuação direta junto aos docentes, exercendo funções de planejamento, coordenação e auxílio pedagógico. Na LC nº 143/2004, fica definido que:

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Art. 19A. A remuneração do coordenador de ensino obedecerá ao critério da tipificação das escolas e a formação do professor.

§ 1º O professor com dois contratos com esta Secretaria ficará à disposição de ambos para o exercício da função, sem direito à gratificação.

§ 2º O professor com um contrato de trinta horas semanais e outro de quinze horas semanais receberá complementação de mais quinze horas sobre o contrato de quinze horas.

§ 3º O professor com apenas um contrato receberá gratificação conforme tabela constante no Anexo I desta lei complementar (ACRE, 2004).

A remuneração dos coordenadores de ensino tem relação com a tipificação das escolas e quando articulada a outros critérios definem a remuneração dos docentes. Os professores que possuem dois contratos de trabalho com a SEE/AC ficarão à disposição, exercendo as suas funções sem o recebimento de gratificação.

Em caso de possuir dois contratos de trinta horas, o professor deverá cumprir quarenta horas de sala de aula e mais as vinte de hora atividade. No exercício da função de coordenador de ensino, o profissional do magistério deverá cumprir, no mínimo, dois turnos de trabalho com oito horas diárias de trabalho.

Os diretores de unidades escolares, coordenadores de ensino e coordenadores pedagógicos que exercem funções do magistério incidem na remuneração, influenciando os gastos com a folha de pagamento, pois, à medida que as escolas aumentam a oferta e mudam de tipificação, podem posicionar esses profissionais em outros patamares de remuneração, ocasionando, por conseguinte, o aumento de despesas. Essa é uma questão que envolve a gestão escolar e a remuneração, temas que podem ser objeto de estudo em outros momentos.

4.10. Implicações do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) na regulação do