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RENDIMENTOS

No documento ( cm ano idade (páginas 103-111)

5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

5.5 RENDIMENTOS

Na tabela 22 são apresentados os resultados médios determinados para o rendimento total em madeira serrada seca para as toras 1 e 2 das árvores amostradas de Pinus taeda nos diferentes espaçamentos, juntamente com seus desvios padrões e coeficientes de variação.

TABELA 22 – RENDIMENTO TOTAL EM MADEIRA SERRADA SECA.

Rendimento total %

4Trat. = Tratamentos (espaçamentos)

Tora 1 = primeira tora, retirada a partir da base da árvore.

Tora 2 = segunda tora retirada a 25 % da altura comercial da árvore

Conforme os resultados apresentados (Tabela 22), o rendimento total em madeira serrada seca apresentou valores médios considerados normais, sendo que os valores, superior e inferior encontrados foram, respectivamente de 57,09% e 51,87% para a primeira tora, e de 56,54% e 52,11% para a segunda tora. Portanto a amplitude de variação foi respectivamente, para a primeira e para segunda tora, de 5,22% e 4,43%.

Estes resultados confirmam a eficiência do sistema de desdobro utilizado, onde as toras são classificadas e separadas por classes de diâmetro, sendo que para cada classe diamétrica é utilizado o mesmo diagrama de corte, alterando apenas as

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dimensões das peças visando à otimização do desdobro.

Os resultados da análise de variância (Anexo 1.14), indicam que os fatores espaçamento e posição da tora são independentes, tendo em vista que a interação dos fatores não foi significativa. Na tabela 23 são apresentados os resultados do teste de Tukey para comparação das médias determinadas para o rendimento total em madeira serrada seca entre os diferentes espaçamentos e posições das toras.

TABELA 23 – RESULTADOS DO TESTE DE TUKEY A 95% DE PROBABILIDADE PARA A COMPARAÇÃO DO RENDIMENTO TOTAL EM MADEIRA SERRADA SECA ENTRE OS ESPAÇAMENTOS E POSIÇÃO DAS TORAS.

Tratamentos

1 Rt = Rendimento total em madeira seca em relação ao volume da tora sem casca (%).

2 T. Médias = Teste de comparação das médias. Letras iguais indicam a igualdade entre médias, ao nível de 95%

de probabilidade, pelo teste de Tukey.

Tora 1 = primeira tora, retirada a partir da base da árvore.

Tora 2 = segunda tora retirada a 25 % da altura comercial da árvore

O teste de Tukey para comparação das médias (tabela 23) não detectou diferenças significativas entre as médias de rendimento total em madeira serrada seca para os espaçamentos analisados. Da mesma forma para as médias analisadas para as posições das toras (1 e 2), o teste de Tukey, não detectou diferenças significativas.

Foi demonstrado que os maiores espaçamentos proporcionaram árvores com maiores diâmetros, portanto, apesar do rendimento ser influenciado pela variável

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diâmetro, nesta pesquisa os resultados apresentados demonstram a importância do sistema de desdobro sobre o rendimento em madeira serrada.

Confrontando os resultados desta pesquisa com estudos anteriores, verifica-se que os valores médios situam-se na faixa de variação dos resultados encontrados na literatura. OLANDOSKI & BRAND (1997) pesquisando o rendimento em madeira serrada para Pinus taeda para diferentes classes de diâmetro encontraram os seguintes valores, 49,74%, 51,87% e 53,09%, para as seguintes classes de diâmetro, 18 a 22,9cm, 23 a 27,9 cm e 28 a 32,9 cm, respectivamente. BIASI & ROCHA (2003), ao desdobrarem toras de Pinus elliottii variando de 8 cm até 45 cm de diâmetro, utilizando diagramas de corte para as classes selecionadas obtiveram um rendimento médio de 43,17%. Enquanto MURARA (2005), ao desdobrar toras do gênero Pinus utilizando diagramas de corte para diferentes classes diâmetricas obteve rendimentos variando de 44,93% a 63,58% para a menor e para a maior classe diâmétrica, respectivamente.

Na figura 35 pode-se observar as médias dos rendimentos totais em madeira serrada seca para as toras 1 e 2 em cada espaçamento.

FIGURA 35 – RENDIMENTO TOTAL DETERMINADO PARA OS ESPAÇAMENTOS E POSIÇÕES DAS TORAS.

Na tabela 24 são apresentados os resultados médios determinados para os rendimentos obtidos nas classes de qualidade “C” e “A” em madeira serrada seca para

0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0

T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 T8 T9

Espaçamentos (Tratamentos)

Rend Tot. (%)

Tora 1 Tora 2

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as toras 1 e 2 das árvores amostradas de Pinus taeda nos diferentes espaçamentos, juntamente com seus desvios padrões e coeficientes de variação.

TABELA 24 – RENDIMENTOS MÉDIOS OBTIDOS NAS CLASSES DE QUALIDADE “C” E “A”

EM MADEIRA SERRADA SECA A 12 % DE UMIDADE

Tora 1 Tora 2

Trat.4 Espaçamento

(m x m) Média D. P.1 C.V.2 Média D. P.1 C.V.2 N3

Rendimento Classe C (%)

T9 3,5 x 3,0 47,441 4,57 9,63 34,774 4,60 13,22 5

Rendimento Classe A (%)

T9 3,5 x 3,0 8,368 6,28 75,10 20,211 6,93 34,27 5

1 D.P. = Desvio Padrão 2 C.V. = Coeficiente de variação (%).

3 N = Número de amostras 4Trat. = Tratamentos (espaçamentos) Tora 1 = primeira tora, retirada a partir da base da árvore.

Tora 2 = segunda tora retirada a 25 % da altura comercial da árvore

Analisando os resultados apresentados na tabela 24, nota-se que os rendimentos obtidos nas classes de qualidade “C” e “A” em madeira serrada seca apresentaram valores médios diferenciados, sendo que para os rendimentos obtidos na classe “C”, os rendimentos médios variaram de 47,44% a 39,52% para a primeira tora, e de 36,03% e 28,11% para a segunda tora.

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Para os rendimentos obtidos na classe de qualidade “A”, os valores variaram de 16,49% a 8,36% para a primeira tora, e de 29,40% a 18,57% para a segunda tora.

Contudo, é importante salientar que os rendimentos determinados para as diferentes classes de qualidade apresentaram coeficientes de variação elevados.

Os resultados da análise de variância (Anexos, 1.15 e 1.16), indicam que os fatores espaçamento e posição da tora são independentes, tendo em vista que a interação dos fatores não foi significativa. Na tabela 25 são apresentados os resultados do teste de Tukey para comparação das médias determinadas para os rendimentos obtidos nas classes de qualidade “C” e “A” entre os diferentes espaçamentos e posições das toras. Resultados similares foram observados quando estes fatores foram relacionados a freqüência, diâmetro e área dos nós, e rendimento total em madeira serrada.

TABELA 25 – RESULTADOS DO TESTE DE TUKEY A 95% DE PROBABILIDADE PARA A COMPARAÇÃO DOS RENDIMENTOS OBTIDOS NAS CLASSES DE QUALIDADE “C” E “A” ENTRE OS ESPAÇAMENTOS E POSIÇÃO DAS TORAS.

1 Rc = Rendimento na classe de qualidade “C” em relação ao volume da tora sem casca (%).

2 Ra = Rendimento na classe de qualidade “A” em relação ao volume da tora sem casca (%).

3 T. Médias = Teste de comparação das médias. Letras iguais indicam a igualdade entre médias, ao nível de 95%

de probabilidade, pelo teste de Tukey.

Tora 1 = primeira tora, retirada a partir da base da árvore.

Tora 2 = segunda tora retirada a 25 % da altura comercial da árvore

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Para os rendimentos obtidos nas classes de qualidade “C” e “A”, o teste de Tukey para comparação das médias (tabela 25) não detectou diferenças significativas ao nível de 95% de probabilidade, entre as médias analisadas dentro das classes para os diferentes espaçamentos. Porém para as médias analisadas das toras 1 e 2, o teste de Tukey, detectou diferenças significativas ao nível de 95% de probabilidade entre as médias obtidas nos rendimento dentro das classes de qualidade.

Estes resultados demonstram que os valores médios encontrados para os rendimentos obtidos nas classes de qualidade “C” e “A” entre os espaçamentos apresentaram tendências contrárias como pode ser visto nas figuras 36 e 37.

Para a classe de qualidade “C” os rendimentos médios obtidos tenderam a aumentar com o aumento do espaçamento entre árvores, sendo que a tora 1 apresentou rendimentos superiores na classe “C” em comparação com a tora 2.

Por outro lado para a classe de qualidade “A”, os rendimentos médios obtidos tenderam a diminuir com o aumento do espaçamento entre árvores, sendo que a tora 2 apresentou rendimentos superiores na classe “A” em comparação com a tora 1.

FIGURA 36 – VARIAÇÃO DOS RENDIMENTOS OBTIDOS NA CLASSE DE QUALIDADE “C”

PARA DIFERENTES POSIÇÕES DAS TORAS ENTRE OS ESPAÇAMENTOS.

Os resultados indicam que, independente do espaçamento analisado, a primeira tora das árvores amostradas apresentou menores rendimentos na classe de qualidade

“A”, em função da maior presença de nós.

20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 45,0 50,0

T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 T8 T9

Tratamentos (espaçamentos)

Rend. classe "C" (%)

Tora 1 Tora 2

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FIGURA 37 – VARIAÇÃO DOS RENDIMENTOS OBTIDOS NA CLASSE DE QUALIDADE “A”

PARA DIFERENTES POSIÇÕES DAS TORAS ENTRE OS ESPAÇAMENTOS.

Analisando os resultados apresentados para os rendimentos nas classes de qualidade em conjunto com a avaliação dos nós realizada, observa-se uma relação direta entre os rendimentos obtidos nas classes “C” e “A” com os valores apresentados de avaliação dos nós.

Pode-se dizer que, para as classes de qualidade utilizadas neste estudo (madeira para móveis e carretéis), os nós presentes nas tábuas são fatores que contribuem significativamente para a classificação das tábuas nas classes de qualidade, sendo que a maior presença de nós nas tábuas deprecia a qualidade do produto final em aparência e propriedades tecnológicas.

A área dos nós por ser a razão entre a freqüência e o diâmetro dos mesmos apresentou melhores correlações com os rendimentos obtidos nas classes de qualidade, como pode ser visto nas figuras 38 e 39.

No entanto deve-se enfatizar que apesar dos resultados indicarem uma redução da quantidade de nós nos menores espaçamentos, por outro lado esses espaçamentos irão apresentar, em função do diâmetro das árvores, reduzido volume de madeira para serraria e laminação.

Analisando os resultados apresentados por SANQUETA et al. (2003), que detectaram a influência significativa dos espaçamentos nos volumes até 18 cm de diâmetro, e comentam que, se o destino da madeira for para a produção de celulose, o

0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0

T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 T8 T9

Tratamentos (espaçamentos)

Rend. classe "A" (%)

Tora 1 Tora 2

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menor volume médio das árvores com espaçamentos menores, será plenamente compensado pela alta densidade de árvores. Por outro lado, se objetivo final for a produção de madeira para laminação e serraria, é aconselhável optar por plantios com maiores espaçamentos, desde que seja realizada poda artificial. Ponderando esta informação, no entanto, cabe salientar que apesar do maior volume de madeira até 18 cm de diâmetro produzido nos maiores espaçamentos, mesmo com realização de poda artificial, também será maior o volume de madeira juvenil.

FIGURA 38 – TENDÊNCIA DE VARIAÇÃO DOS RENDIMENTOS OBTIDOS NA CLASSE DE QUALIDADE “C” EM FUNÇÃO DA ÁREA DOS NÓS.

FIGURA 39 – TENDÊNCIA DE VARIAÇÃO DOS RENDIMENTOS OBTIDOS NA CLASSE DE QUALIDADE “A” EM FUNÇÃO DA ÁREA DOS NÓS.

30,00 32,00 34,00 36,00 38,00 40,00 42,00 Rendimento classe "C" (%)

12,00 14,00 16,00 18,00 20,00 22,00 24,00 Rendimento classe "A" (%)

Área dos nós (cm2/m2)

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Pode-se observar que o efeito da área dos nós sobre os rendimentos nas diferentes classes de qualidade foi significativo, apresentando bons ajustes, sendo que os valores dos coeficientes de determinação encontrados (R2 = 0,83 e 0,66) indicam uma forte dependência entre as variáveis.

No documento ( cm ano idade (páginas 103-111)

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