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Conforme informado anteriormente, não são previstas ligações diretas entre os assinantes, ou seja, toda a demanda apresentada ao sistema, através dos seus nós de acesso, e que é efetivamente atendida, é encaminhada à CC. Esse comportamento da demanda e a disposição física da rede sugerem o uso de grafos para a sua representação.

Para o planejamento em que se considera a presença de uma rede metálica instalada, esta representação para cada nó de acesso i pode ser conforme a Figura 5.1. O nó de acesso i pode ser conectado diretamente à CC ou apresentar rotas alternativas através dos nós de acesso k. Os arcos do grafo, orientados, indicam as ligações físicas entre dois nós. A capacidade de um arco diz quantas unidades de demanda podem

CAPÍTULO 5 – Modelo Geral de Maximização de Receita

usar aquela ligação. Uma boa referência sobre modelos baseados em grafos é Ahuja et alii (1993).

A modelagem é flexível o suficiente para permitir ao planejador escolher os seus candidatos. Nesta representação são considerados os elementos listados a seguir.

Nós Artificiais de Serviço

Para o cálculo da receita, supõe-se que as demandas previstas para cada serviço (d1−dn) são perfeitamente conhecidas. Para cada serviço existe um nó-fonte

associado (SV1−SVn), que é ligado a todos os nós de acesso i através de arcos de

escoamento das demandas por esse serviço. Existe a necessidade de que as demandas

apresentadas aos nós artificiais de serviço tenham a mesma unidade de medida, por exemplo: número de assinantes ou número de canais E1.

SVn

dn

CC

Demanda atendida total Demanda por serviço 1 não atendida (sem receita)

SV1 Arco de escape do SVn Arco de escape do SV1 Rede Metálica (instalada + candidata) no nó de acessoi Arcos de escoamento METi STij Solução tecnológica j candidata no nó de acesso i Rede Secundária Nó de Acesso i Rede de Alimentação (Sistema Cabeado) Serviços

Demanda por serviço n não atendida (sem receita)

Central de Comutação Infra- estrutura (Sistema Celular) e / ou d1 Nós de Acesso k Nós de Acesso k

Figura 5.1 - Representação gráfica do sistema de acesso.

Nós de Acesso

Representam pontos intermediários entre o usuário do sistema e a CC. O armário de distribuição no sistema de acesso fixo cabeado e a ERB no sistema de acesso móvel celular são alguns exemplos. Eles funcionam como pontos de concentração, reunindo a demanda proveniente dos nós artificiais de serviço. Cada nó

de acesso i pode ser dividido em dois, um representando o acesso através da rede metálica (Meti) e outro o acesso através da solução tecnológica candidata j (STij). Assim,

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é possível "enxergar" uma eventual rede metálica instalada e incluí-la no processo de avaliação. No grafo, o nó de acesso i também pode ser conectado a outros nós de

acesso k. Isto configura a possibilidade de atendimento da demanda através de rotas

alternativas. Os nós de acesso funcionam como nós de passagem.

Nó de Comutação

Este nó está fisicamente associado à central de comutação do sistema (ou CC). É o único nó-sumidouro (saída de fluxo) da rede; toda a demanda efetivamente atendida pelo sistema é encaminhada a esse nó.

Demanda Atendida Total

Representa a demanda efetivamente atendida pelo sistema. Devido ao limite de orçamento, ela pode ser inferior à soma das demandas oferecidas aos nós artificiais de

serviço.

Como conseqüência da variedade de serviços que o sistema de acesso pode oferecer, e também devido às especificidades dos equipamentos que podem ser alocados ao longo do percurso nó de acesso – CC, é possível que a demanda atendida total (saindo do grafo pelo nó CC) possua unidade de medida de demanda diferente daquela apresentada inicialmente aos nós artificiais de serviço.

Arcos de Escoamento

Representam os arcos que ligam todos os nós artificiais de serviço (SV1−SVn) a

todos os nós de acesso i (Meti + STij). O fluxo de demanda escoado por estes arcos é

utilizado tanto para contabilizar a receita gerada por cada um dos serviços oferecidos, quanto para controlar (se necessário) os gastos com a implantação da rede secundária, dimensionada em função do serviço demandado. A maximização do fluxo nestes arcos para todos os serviços é o principal objetivo do modelo de otimização. O controle no atendimento das demandas exige que os arcos de escoamento sejam capacitados.

Arcos de Escape

Em função de um limite de orçamento, algumas demandas de certos serviços podem não ser atendidas. Por isso, arcos de escape são previstos para contabilizar esta demanda não atendida e garantir o balanço de fluxo nos nós artificiais de serviço. Estes arcos também são utilizados para gerenciar os níveis de atendimento dos

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serviços, principalmente na abordagem de minimização de custo (Seção 5.5). A demanda escoada por estes arcos não é revertida em receita.

Rede Metálica

Este segmento do grafo é utilizado para representar tanto a rede metálica já

instalada quanto a candidata. A instalada garante o reconhecimento da infra-

estrutura disponível no sistema, tais como cabos e dutos; a candidata representa os componentes necessários para a expansão em rede metálica. A fim de suportar também os serviços faixa-larga, este dimensionamento é feito utilizando-se os modems da tecnologia xDSL.

Solução Tecnológica Candidata

Representa as diversas soluções tecnológicas possíveis de serem utilizadas no planejamento do sistema, exceto a solução xDSL, quando candidatada em conjunto com a rede metálica já existente. Na aplicação do modelo, haverá a necessidade de se adaptá-la às características próprias de cada tecnologia. Esta adaptação pode significar a utilização de nós e arcos artificiais, bem como variáveis de decisão específicas para a alocação e dimensionamento de equipamentos.

Rede Secundária

Permite o cálculo do custo associado aos equipamentos a serem disponibilizados nas instalações do usuário. Seu dimensionamento é realizado em função da demanda individual de cada serviço e da solução tecnológica candidata, o que em certas tecnologias exige considerações quanto ao dimensionamento dos equipamentos a serem alocados no nó de acesso. No sistema de acesso fixo cabeado, a rede secundária física (cabos) pode ser considerada como existente (sem custo) ou ter seu custo calculado a partir de valores médios. No acesso móvel celular, a rede secundária pode ser associada à interface aérea do sistema.