Marcas e Patentes
REPROCESSAMENTO DO PLÁSTICO
Para reciclar o plástico não é necessário qualquer tecnologia mais avançada, nem mesmo máquinas altamente complexas e avançadas. Pode-se usar um moinho, um aglutinador, uma extrusora e um granulador.
No moinho é colocado o plástico já separado de acordo com o tipo (PEBD, PEAD, PP, etc.), a cor, a maleabilidade e outros aspectos, para que ele seja picado em pequenos pedaços, que são levados para um armazenador acoplado ao moinho, através de um duto.
O plástico picado é retirado do armazenador e levado para o agutinador, onde é derretido e aglutinado, através de um processo térmico, tornando-se um produto de consistência mais rígida.
Em seguida, o material aglutinado é jogado na extrusora. Através de mais um processo térmico, é transformado em uma massa homogênea, que sai da extrusora, em forma de macarrão. Esse material é resfriado em uma espécie de cocho e direcionado, manualmente, para o granulador. O granulador simplesmente retornará o “macarrão” para a forma, a consistência e o tamanho da matéria-prima virgem. O que se consegue desse processo é a matéria-prima reciclada, que já está pronta para ser transformada, novamente, em saquinhos plásticos, baldes, sacos de lixo, etc.
Nos processos térmicos, a temperatura de 200ºC a 250ºC só é suficiente para os polímeros dos tipos PEBD, PEAD ou PP.
O local ideal para estocagem da matéria-prima, que será transformada em novos produtos, deve ser limpo e arejado, a fim de garantir as propriedades da mesma.
PET (POLIETILENO TEREFTALATO)
A reciclagem das embalagens PET (polietileno tereftalato), como as garrafas de refrigerantes de um litro, 1,5 litro, dois litros e 600ml descartáveis, está em franca ascensão no Brasil. O material, que é um poliéster termoplástico, tem como características a leveza, a resistência e a transparência, ideais para satisfazer a demanda do consumo doméstico de refrigerantes e de outros produtos, como artigos de limpeza e comestíveis em geral.
A evolução do mercado e os avanços tecnológicos têm impulsionado novas aplicações para o PET reciclado, das cordas e fios de costura aos carpetes, bandejas de frutas e até mesmo novas garrafas. Sua reciclagem, além de desviar lixo plástico dos aterros, utiliza apenas 30% da energia necessária para a produção da resina virgem. O PET tem a vantagem de poder ser reciclado várias vezes, sem prejudicar a qualidade do produto final.
O ciclo da reciclagem: voltando às origens
Após a seleção, a separação e o pré-processamento do material, a reciclagem pode ocorrer de três formas. Na reciclagem primária, a sucata limpa é triturada em pedaços uniformes,
retornando à produção de resina na própria unidade. Na chamada reciclagem secundária, o PET é reprocessado mecanicamente em equipamentos que recuperam o poliéster para a fabricação de fibras, lâminas ou embalagens. Já a reciclagem terciária consiste na reversão química do processo que formou o polímero de PET, possibilitando o retorno às matérias-primas originais, usadas novamente para a fabricação do mesmo produto. Outra forma de aproveitamento é a incineração em unidades termelétricas, que recuperam parcialmente a energia contida no material.
O mercado para reciclagem
O PET reciclado destina-se à produção de fibras para a fabricação de cordas (multifilamentos), fios de costura (monofilamentos), cerdas de vassouras e escovas, moldagem de autopeças, lâminas para termo-formadores à vácuo (manequins plásticos), garrafas de detergentes, mantas não-tecidas, carpetes e enchimentos de travesseiros. É impossível reprocessar o polímero para a retirada de resinas alquímicas usadas na produção de tintas.
O mercado mundial de embalagens PET, produzidas com material reciclado, está em expansão. Os exemplos são as garrafas de bebidas em multi-camadas e as remoldadas a partir de flocos limpos de PET, além das bandejas de frutas (lâminas de duas ou três camadas moldadas e dos suportes para embalagens de biscoitos). Nos Estados Unidos e na Europa, os consumidores podem comprar refrigerantes envasados em PET contendo 25% de material reciclado. Essa aplicação deverá crescer com o avanço da reciclagem química deste material - tipo de plástico que pode ser despolimerizado, ou seja, pode ter a sua condensação revertida, recuperando os polímeros básicos que lhe deram origem.
As garrafas recicladas provêm de coleta feita por catadores, além de fábricas e da coleta seletiva operada por municípios.
Aspectos Importantes 1) Contaminação
Os principais contaminantes do PET reciclado de garrafas de refrigerantes são os adesivos (cola) usados como rótulo e "base cup". A maioria dos processos de lavagem não impede que traços destes produtos indesejáveis permaneçam no floco de PET. A cola age como catalisador de degradação hidrolítica, quando o material é submetido à alta temperatura no processo de extrusão, além de escurecer e endurecer o reciclado. O mesmo pode ocorrer com o cloreto de polivinila (PVC), que compõe outros tipos de garrafas e não pode misturar-se com a sucata de PET. O alumínio existente em algumas tampas só é tolerado com teor de até 50 partes por milhão no reciclado.
2) Rígidas especificações da matéria-prima
A seleção e o pré-processamento da sucata é muito importante para a garantia da qualidade do reciclado. A seleção pode ser feita pelo símbolo que identifica o material ou pela cor (cristal, âmbar ou verde). A separação pode seguir processos manuais ou mecânicos, como sensores
óticos. No pré-processamento, após a prensagem, é preciso retirar os contaminantes, separando- os por diferença de densidade em fluxo de água ou ar. Além do rótulo (polietileno de alta densidade), devem ser retirados da sucata os resíduos de refrigerantes e demais detritos, por meio de processos de lavagem.
3) Redução da fonte de geração
No caso do PET de 2 litros, a relação entre o peso da garrafa (cerca de 54g) e o conteúdo é uma das mais favoráveis entre os descartáveis. Na retornável, a reutilização da garrafa para refrigerante proporciona redução na geração de resíduos.
4) Compostagem
O material não pode ser transformado em adubo. 5) Incineração
O PET é altamente combustível, com valor de cerca de 20.000 BTUs/quilo, e libera gases residuais, como monóxido e dióxido de carbono, acetaldeído, benzoato de vinila e ácido benzóico.
6) Aterro
É de difícil degradação em aterros sanitários.