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REQUERIMENTO Nº 229/2010 Senhor Presidente,

No documento Câmara Municipal de Cubatão (páginas 37-70)

Nobres Pares:

A hipertensão arterial e o rim interagem de maneira complexa, tornando algumas vezes difícil, na pratica clínica, identificar se a hipertensão é causada pelo rim ou se, ao contrário, o achado de disfunção renal é a conseqüência de hipertensão crônica não tratada. (Estudos de morbidade e

mortalidade do Município apontam doenças do aparelho circulatório, como a principal causa de óbitos no Município).

A associação entre o rim e hipertensão tem sido reconhecida, pelo menos, desde o trabalho pioneiro do Prof. Dr. Richard Bright no Guyis Hospital em 1836. No inicio do século passado, acreditava-se que toda a hipertensão fosse causada por doença renal.

Podemos comprovar que a dúvida não é de hoje, pois se, por um lado, o rim é causa da hipertensão, a evolução para insuficiência renal crônica é terminal e muito acelerada pela hipertensão não controlada. Sabemos que, alguns estudos populacionais evidenciaram que 8% dos pacientes hipertensos não tratados evoluíram para algum grau de declínio da função renal, o que os colocou em grupo de risco para o desenvolvimento de insuficiência renal crônica, mas a intensidade e a incidência da hipertensão aumentam com a diminuição da função renal, independentemente do tipo de doença renal.

Sabemos que a nefropatia diabética é a causa mais comum da insuficiência renal no mundo, chegando a 30% em muitas regiões.

Sabemos, também, que a insuficiência renal aguda é caracterizada por formas de dano renal devido à isquemia, agente nefrotóxico ou ambos.

Segundo a literatura uma insuficiência renal aguda, pode ser classificada de acordo com o predomínio da lesão renal existente em: Vascular, Tubular ou Intersticial, sendo que, a tubular e a intersticial frequentemente caminham juntas.

ISQUÊMICA; quando a causa da insuficiência renal é persistente.

NEFROTOXIDADE; por agentes exógenos, contrastes

radiológicos, anestésicos, solventes orgânicos, tetracloreto de carbono; metais pesados, arsênio, chumbo, cádmio, mercúrio, bismuto, cisplatina.

Como se vê a nefrotoxidade por agentes exógenos tipo solvente orgânico, tretacloreto de carbono e metais pesados, podem causar lesões tubulares que levam a insuficiência renal aguda, causando riscos para o desenvolvimento de insuficiência renal crônica, levando a incidência maior da hipertensão, pela diminuição da função renal.

Dizem que a especulação científica não é contra a ciência, que é sempre visando o progresso da ciência, que às vezes arrojadas especulações fazem com que a ciência seja forçada a substituir seus próprios conceitos. Recusar esta tese é direito que assiste a qualquer um, mas acho que em assunto de tal relevância, não basta rejeitar as especulações que temos a coragem de formular, cumpre também ao Poder Público, pesquisar, imaginar novas hipóteses, até que um dia se consiga afastar toda e qualquer suspeita.

Afinal, as doenças do aparelho circulatório são a principal causa de óbitos no Município, e já em 1995, aqui nesta Casa de Leis, houve denúncia de que havia em termos proporcionais mais pessoas em tratamentos de hemodiálise na região metropolitana da Baixada (em média 180 por 800.000 habitantes), do que na região metropolitana de São Paulo estudos da época apontavam (em média 96 por 1.000.000 de habitantes).

Reconhecemos que há poucos dados na literatura nacional sobre os aspectos epidemiológicos e demográficos no tratamento dialético no País e o desconhecimento de informações sobre o perfil da população em diálise, em nossa região impede a análise, planejamento e a mudança da visão científica que tem na HIPERTENSÃO E DIABETES, as doenças base para a formação do diagnóstico da insuficiência renal. O que procuramos mais uma vez é levantar para discussão o enfoque regional para correção de possíveis distorções e tendenciosidade na caracterização deste mal. O que se discute há anos é que a

água que serve na Baixada Santista e captada no Rio Cubatão, logo depois de receber resíduos altamente tóxicos do lixão de Pilões e da represa Billings, que sempre achamos potável de acordo com a Portaria 518/2004 do Ministério da Saúde, mas de péssima qualidade.

Sempre houve resistência às críticas que fazíamos de que a água captada e tratada a base de cloro adquiri propriedades mutogênicas, resultado da reação do cloro com as partículas de poluentes na estação de tratamento, além do sistema, por ser ultrapassado, ter dificuldade em eliminar metais pesados.

A resolução CONAMA 396/2008 (que diverge em termos da Portaria 518/2004) adota a obrigatoriedade de análises complementares por cada m³ tratado de água, com base nas características e ocupação do solo da bacia, haja visto que a Resolução CONAMA 396/2008 adota substâncias e padrões para o consumo humano que não constam na Portaria 518/2004.

Voltamos a afirmar que esse manancial está há anos muito comprometido e o sistema de tratamento é ainda convencional de coagulação, sedimentação e filtração.

No excelente e extenso projeto temático coordenado pelo Prof. Dr. Wilson Jardim e Prof.ª Dra. Gizela Umbuzeiro da Unicamp, tem uma parte que diz:

“A remoção de fármacos, drogas ilícitas e/ou interferentes endócrinos em ETA depende tanto das características intrínsecas de cada composto, quanto dos métodos de tratamento empregado.

Westernoff e Colaboradores (2005) demonstraram que métodos convencionais, ou seja, contendo apenas etapas de coagulação, sedimentação e filtração, promovem a remoção de menos de 25% da concentração da maioria dos interferentes endócrinos. A taxa de remoção de fármacos também é baixa,

uma vez que os métodos de tratamento em ETA não são adequados para remoção de compostos que apresentam elevada solubilidade em água”.

Assim, é importante que nos mobilizemos para a promoção de debates envolvendo o cenário atual dos sistemas de água e esgoto como forma de estabelecer políticas públicas sobre valores máximos permitidos para compostos ainda não Registrados.

O que não podemos é continuarmos, com a suspeita do aumento de pessoas em processo de hemodiálise na região, e a situação ainda não esclarecida da matéria publicada em ATRIBUNA de 08/04/2000 página 7 que diz:

“Nas estatísticas de transplantes, as de rim são em maior número. No Estado de São Paulo são sete mil pessoas aguardando pelo órgão, das quais quatro mil são da Baixada Santista”.

Considerando que as maiores suspeitas recaem na qualidade d’água que é servida na região, considerando ainda, que em não se podendo correlacionar hipertensão com insuficiência renal ou vise-versa.

REQUEIRO, observadas as formalidades regimentais e ouvido o

Douto Plenário, expedir ofício à Excelentíssima Senhora Prefeita Municipal, Márcia Rosa de Mendonça Silva, no sentido de que determine estudos sobre a questão junto ao Secretário de Saúde, bem como indicar o número de remoções realizadas por essa Secretaria.

Requeiro, também, para que se oficie o Exmo. Senhor Doutor José

Ricardo Martins Di Renzo, diretor da DRS-IV Baixada Santista, solicitando que estude a possibilidade de tornar a insuficiência renal, em moléstia de notificação compulsória nas cidades de Cubatão, Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande, e que nos informe:

a) Quantos procedimentos de hemodiálise foram realizados, mensalmente nos hospitais conveniados da região nos últimos 12 meses?

b) Quais hospitais são credenciados para prestação desse serviço e quais não são?

c) Quantos pacientes entraram no sistema de diálise nos últimos 12 meses?

REQUEIRO, ainda, que do deliberado seja dada ciência às

Autoridades abaixo relacionadas, solicitando apoio ao Requerimento: Câmaras Municipais da Baixada Santista, Secretaria Estadual da Saúde, Ministério da Saúde, Conselho Municipal da Saúde, aos Sindicatos dos Químicos, Metalúrgicos, Construção Civil, Petroleiros e Refeições Coletivas Industriais.

REQUEIRO, finalmente, o deliberado seja dada ciência as

Sociedades de Melhoramentos, Jornais e Rádios da região, CIESP, ACIC e Imprensa em geral.

Sala Dona Helena Meletti Cunha, 16 de novembro de 2010.

(a) - Maria Aparecida Pieruzi de Souza

O SR. PRESIDENTE - Está em discussão o

requerimento.

A SRª MARIA APARECIDA PIERUZI DE SOUZA - Peço a palavra. Sr. Presidente, Srs. Vereadores, este meu trabalho

refere-se à ligação que os Médicos pretendem que haja entre a pressão arterial e a disfunção renal. Uma pessoa acha que é problema renal, outra acha que é problema de pressão arterial e com isso, a nossa população vem sofrendo e fazendo hemodiálise. No ano de 2000, o jornal “A Tribuna” especificava que em

7.000 casos de hemodiálise no Estado, 4.000 pertenciam à Baixada Santista. Então, é muito grande o número de pessoas que faz hemodiálise na nossa região. Isso deveria ser analisado com mais rigor, para ver se estamos sofrendo por problemas intrínsecos ou extrínsecos, para ver se estamos com problema de poluição, porque quer seja do ar ou da água, nós temos que averiguar. Não podemos ter tantos casos de hemodiálise e falta de transplantes de órgãos. Então, realmente, há a necessidade de analisarmos e de certa forma, os Sindicatos que hoje apóiam até a CURSAN, também poderiam apoiar esta iniciativa, porque a maioria não considera essa doença como compulsória, sendo assim, ela fica “encostada”, sem que haja uma comprovação. Gostaria que posteriormente, todos pudessem analisar este requerimento, porque ele traz interfaces de Portarias que determinam a condição da água, que determinam a condição de como nós devemos e precisamos viver na nossa sociedade. Por hora, era só, Sr. Presidente e aguardei a declaração de voto.

O SR. SEVERINO TARCÍCIO DA SILVA - Peço

a palavra. Sr. Presidente, Srs. Vereadores, já quero parabenizar aqui, pelo trabalho apresentado, à Vereadora “Nega Pieruzi”. Parabéns. É brilhante o requerimento. Eu gostaria de lembrar, Vereadora, que este Vereador também apresentou um trabalho voltado às necessidades das pessoas que têm problemas para fazer hemodiálise. Eu pedi que fosse estudada a possibilidade de se criar um Centro de Hemodiálise na nossa cidade. Eu expliquei na oportunidade, que centenas e centenas de pessoas são prejudicadas pela falta desse atendimento no nosso Município. Em alguns momentos, sequer há o transporte para a locomoção desses pacientes para a grande São Paulo, já que na nossa Baixada Santista, infelizmente, ainda é precário o atendimento para quem precisa fazer

hemodiálise. É triste. Conheço pessoas que ficam vendo a decadência natural dos pacientes que infelizmente sofrem com esse problema. Eu espero, Vereadora, já que por ser um Vereador da oposição eu sequer obtive uma resposta quanto à possibilidade de se estudar a criação de um Centro de Hemodiálise na nossa cidade, que isso aconteça. Veja a importância desse Centro! A importância para tantas e tantas famílias, que seriam beneficiadas! Quem ganhará com isso será a nossa população. Nós conhecemos a situação deprimente, a situação difícil pela qual essas famílias passam. Eu espero, Vereadora, que com este requerimento apresentado hoje, pelo seu brilhantismo e por ser V Exª Vereadora do Partido dos Trabalhadores, do Partido da Srª Prefeita, ela “olhe com bons olhos” para a possibilidade de se criar um Centro de Hemodiálise na nossa cidade, porque com certeza, a nossa população vai ganhar e acima de tudo, vai fazer questão de escrever, na frente do Centro de Hemodiálise: “Obrigado, Marcia Rosa!”. Era só, Sr. Presidente.

O SR. GERALDO CARDOSO GUEDES - Peço a

palavra. Sr. Presidente, nobres Vereadores, desde o ano passado que a Vereadora “Nega” vem chamando a atenção para esse assunto. Nós tivemos até uma Comissão Especial de Inquérito, porque havia outra patologia, que nos incomodava e nos incomoda muito. Não é, Vereadora? Houve 1.525 casos de câncer na cidade de Cubatão no ano passado. Volta e meia, vemos pessoas morrendo na nossa cidade, porque não conseguem vaga na Santa Casa de Santos, nem na Beneficência Portuguesa, nem em São Paulo, onde é muito difícil. Nós já pedimos ajuda a todos aqueles que poderíamos pedir. Nós tivemos muita dificuldade para ouvir pessoas nesta Casa, porque as convidávamos e geralmente elas não compareciam, para nos ajudar a ajudar a população. No caso dos problemas renais, nós tivemos até que fazer uma visita, como muitos já

a fizeram, ao ponto de captação da água pela Sabesp. Por quê? Porque no passado, dizia-se que o problema teria origem na nossa água, que não é de boa qualidade. Houve também alguns eventos pela cidade e não sei qual era a intenção, pois até agora não chegou a esta Casa o resultado dos trabalhos, mas se falava em Conselho de Saneamento da cidade. Lá, falava-se que até esgoto nós tomávamos em Cubatão. Isso está lá, escrito por uma empresa que foi contratada pela Prefeitura, para realizar essas audiências públicas. Isso vem nos preocupando muito. Infelizmente, quando se precisa fazer hemodiálise, ela não é feita na nossa cidade. Quando o doente chegar a São Paulo, talvez já não haja mais condições de tratá-lo. Isso vem acontecendo em todas as patologias, principalmente, como eu disse, no caso do CA, do câncer de próstata. Os pacientes acabam fazendo o tratamento, mas após a cirurgia, ficam 60 ou 90 dias sem receber o medicamento, ou seja, de nada adiantou a cirurgia. Portanto, é necessário que possamos dar continuidade aos trabalhos daquela Comissão Especial de Vereadores, incluindo aquela ideia de se procurar um Professor da Faculdade de Rio Preto ou de Presidente Prudente, não sei, mas de uma cidade do Estado de São Paulo, assim como ao Aziz Ab’Saber e outros, que possam nos ajudar a fazer uma análise mais completa da qualidade da água no nosso Município. Às vezes, eu “bato um pouco de frente”, porque quem fiscaliza a potabilidade da nossa água é a própria CETESB, ou seja, é um órgão do governo fiscalizando o próprio governo. Às vezes, é nos fazer de tontos. Isso é fazer o contribuinte de bobo. É preciso, é preciso que uma empresa totalmente independente do Governo do Estado faça a análise da qualidade da água, porque a CETESB não vai falar que a água está muito ruim. Por quê? Porque eles despejam nafta e tudo o mais nesta cidade, mas quando ligamos para a CETESB, dificilmente conseguimos falar com alguém e esse alguém, quando

nos envia um relatório, diz que foi apenas um vazamento de vapor. Aí, eles mudam o nome, para vapor. Por isso, complica-se nessa questão da qualidade da água. Eu acredito que esse seja o motivo dos problemas renais na nossa cidade. O ex-Vereador Romeu Magalhães passou 06 mandatos falando sobre a má qualidade da água na nossa cidade, portanto, nós precisamos realmente entender, por que há tantos casos de doenças renais na nossa cidade, por que há tantos casos de câncer na nossa cidade? É necessário que demos uma resposta à população. Daqui a pouco, está arriscado alguém aparecer e dizer que o culpado de tudo isso é o próprio povo. Já é costume do Governo do Estado, do Governo Federal e às vezes do Governo Municipal, dizer que a própria população contamina os mangues e contamina tudo. É essa a conversa que eles estão tendo aí, para fazer as remoções. Eu gostaria muito, se possível, de participar novamente daquela Comissão, cujo pedido V Exª apresentou, para que pudéssemos pedir ajuda ao Ministério Público Federal, ao Ministério do Meio Ambiente e à Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Eles têm que nos ajudar, porque não podem ficar omissos a esses problemas no nosso Município. Por hora, estamos em discussão, mas voltarei a falar em declaração de voto. Era só, Sr. Presidente.

- Ninguém mais desejando fazer uso da palavra, é encerrada a discussão. Posto a votos é aprovado o requerimento.

- Durante a votação, verificam-se as seguintes declarações de voto: A SRª MARIA APARECIDA PIERUZI DE

SOUZA - Sr. Presidente, Srs. Vereadores, foi felicíssimo o Vereador Geraldo

Guedes, que me antecedeu. Realmente, nós tivemos aqui um grande índice de pessoas com câncer. Eu já disse anteriormente, que dos 7.000 casos de hemodiálise no Estado de São Paulo, 4.000 pertencem à nossa Baixada Santista.

Então, alguma coisa deve estar acontecendo para que ocorra essa incidência de hipertensão arterial e também de disfunção renal na nossa região. Eu não pedi a formação de uma Comissão Especial, Vereador, eu estou pedindo que o Diretor do departamento responsável nos encaminhe algumas respostas. Estou pedindo à nossa Prefeita, que nos encaminhe, através da Secretaria, o número de pacientes do nosso Município que fazem hemodiálise e a grande dificuldade que eles enfrentam. Não é? Aquelas pessoas que não sabem o que é fazer hemodiálise, deveriam ter a simples noção de que o paciente fica praticamente o dia todo numa máquina, para que o seu sangue saia do corpo e entre na máquina, tornando a voltar para o corpo, já purificado. Esse processo faz com que a pessoa passe pelo tratamento de duas a três vezes por semana, além de ser um processo exaustivo. Alguma coisa está acontecendo na nossa Baixada e eu estou pedindo às Câmaras das cidades vizinhas, às Câmaras da região, que nos auxiliem nesse propósito, para que essa doença possa ser reconhecida como compulsória. Estou pedindo ao Dr. “Di Renzo”, que nos encaminhe a informação de quantas pessoas são atendidas, porque todo esse atendimento, infelizmente, é feito através de um único órgão. As pessoas se submetem a torturas, pela espera de receber o tratamento, tal como a nossa amiga “Maria do Carmo”, que precisa fazer iodo-terapia há 06 meses e mesmo já com determinação judicial para tal, até agora não conseguiu o seu tratamento para o câncer. Então, realmente, nós temos que apelar para as nossas autoridades da Saúde, para os nossos Sindicatos, para as nossas Câmaras, para que apóiem esse trabalho. Voto favoravelmente à aprovação do requerimento. É só, Sr. Presidente.

O SR. WELINGHTON RIBEIRO DA SILVEIRA -

Vereadores e até alertar aqueles que esperam pela aprovação de projetos, que o expediente dos Vereadores vai até às 18:00 horas. Então, somente a partir das 18:00 horas serão lidas as propostas, as proposituras da Ordem do Dia, o que está pautado nos projetos de lei. Todavia, também é importante o que a Vereadora “Nega” vem apresentar aqui, ou seja, mais um documento de grande valia. É importante ressaltar que a saúde pública não deve esperar somente a responsabilidade de um ente. Não se pode imaginar que o Gestor de um Município, sozinho, possa dar conta de todos os problemas que temos na Saúde. Eu nunca vi dessa forma e não vai ser desta vez. Por isso, quero parabenizar à Vereadora pelo documento, porque ela também chama a atenção do Dr. José Ricardo Martins Di Renzo, que é o responsável pelo Departamento na região e é um dos “braços” do Governo do Estado, no que diz respeito à Saúde na metrópole, na região metropolitana da Baixada Santista. Isso, quando falamos de um mal como os males aqui destacados, como os males renais, que acabam acometendo o paciente de doenças quase incuráveis, porque não é fácil ficar numa fila, nos dias de hoje, para passar por um tratamento de hemodiálise. Quem tem um parente que passou por um tratamento de hemodiálise ou que passa por esse tipo de tratamento, sabe o sofrimento que é, sabe da angústia, tanto da sua família, quanto do paciente, que não sabe quanto tempo mais lhe reserva a vida. A região tem aí um número altíssimo de casos encaminhados para esse tipo de tratamento, levantado pela Vereadora de uma forma muito responsável. O Município, embora eu ouça falar e falei no mandato anterior sobre a soma vultosa que tem o seu Orçamento, de quase 01 bilhão de reais, é uma cidade que tem um dos Hospitais que vem progredindo para melhor. Eu não posso dizer que é o melhor Hospital da região, mas ele vem progredindo para melhor. Eu ainda espero que ele seja o melhor da região. Esta é a minha

esperança. Quando eu lembro que o meu pai faleceu nesse Hospital, penso que talvez alguém pudesse dizer: “O meu pai, a minha mãe ou algum parente meu faleceu ali, portanto, aquele é o pior hospital”. Não! Não é por isso. Entretanto, nós precisamos esperar que a saúde pública melhore. Quanto melhor ela for, mais tranquila a sociedade ficará. Então, nós temos que fazer o nosso dever aqui, temos que cumprir o nosso papel de Legislador e fazer com que haja a responsabilidade atribuída àqueles que têm competência, àqueles que devem assumir os seus papéis. Então, parabéns, Vereadora, pelo excelente documento. Voto favoravelmente à sua aprovação. É só, Sr. Presidente.

O SR. SEVERINO TARCÍCIO DA SILVA - Sr.

Presidente, Srs. Vereadores, eu já quero declarar o meu voto favorável à aprovação do requerimento, Vereadora “Nega” e lhe desejar sucesso, mas como o Regimento Interno me permite falar agora sobre outros assuntos, quero falar

No documento Câmara Municipal de Cubatão (páginas 37-70)