Nasredes sem o infra-estruturadas, osprin ipaisrequisitos a se omentar são:
•
Largura de Banda - É a apa idade total de transferên ia da rede (em Mbps) em um dado momento. Nesse tipo de rede, é ne essário implementar me anismos quegarantamumaestimativarazoáveldalarguradebandadisponível,jáqueainterfa e
de rede não noti a a apli ação sobre a apa idade atual do enla e. A estimativa
desse valorpode prevenir uma perda ex es siva de pa otes, porexemplo;
de uxo multimídia esse problema deve ser ombatido, porque pode prejudi ar a
qualidade de reprodução do áudio e/ou vídeo. A estimativa da largura de banda,
juntamente om a utilização de buers , pelo re eptor e pelo servidor, ajudam a
minimizar ou eliminar esse problema;
•
Perdadepa otes-Pode sergeradapor ongestionamentonarede,por olisões,pelo númeroex es sivode retransmissõesna amadaMACouporinterferên iasnomeio.Diferentemente do que a onte e om o jitter, as onseqüên ias da perda de pa otes
não são glit hes, mas ongelamentode imagem e/ou som;
•
Qualidade do sinal - A potên ia do sinal é medida em de ibéis, enquanto sua qua-lidade, em intervalos de valores, que variam de a ordo om o fabri ante dos NICs( Network InternetCards). Aqualidadedosinal éumamétri aimportanteparaa
reali-zação deadaptaçõesnas apli ações, poisosinalsofreum desvane imentode a ordo
om adistân iaem relaçãoao pontode a esso.
Diversos trabalhos vêm estudando adaptações, om o objetivo de superar problemas
inerentes às redes sem o. A seguir, serão apresentados algumas dessas pesquisas. A
equipe Mi rosoft, através do projeto qWave , apresenta uma denição para QoS e alguns
parâmetros importantes de serviço da rede para a transmissão de streamings de vídeo e
áudio. IndraLaksonopropõeoemprego on omitantedaprioridadedeuxo edeté ni as
de uso de buers . Amit Mahajan et al. sugerem que ousuário estabeleça uma prioridade
entre os uxos de áudio e vídeo. Arlindo da Con eição e Fábio Kon inferem o valor da
largura de banda, assim omo Pengpeng Ni, porém por meio de métodos distintos. Por
m, Arlindo da Con eição propõe adaptações om base na qualidade do sinal de ada
pontode a esso.
A experiên ia relatada em [Mi rosoft 2004℄, hamada de qWave, traz a seguinte
de-nição de QoS: "QoS se refere a me anismos usados para forne er um nível desejado de
serviço da rede para uma apli ação sobre uma rede IP". A equipe ainda salienta que
os parâmetros mais importantes de serviço da rede devem ser largura de banda, jitter e
perda de pa otes. Esse trabalho apresenta omo opções para se al ançar o nível de QoS
desejado a reserva de banda na rede ou o forne imento de um serviço preferen ial para
determinados tráfegos sele ionados, o que impli a a on essão de um serviço de melhor
esforço para outrostipos de tráfego.
lhos om redeswireless: limitaçãode largurade banda,grandevariaçãodoatraso,al an e
limitadoeinstabilidadedabandadevidoaobstruções, alémdeinterferên iaseproblemas
domeiofísi o. Umpontointeressantereforçadonesse do umentoé queapli ações
desen-volvidas para redes sem o, prin ipalmente as que trabalham om áudio e vídeo, devem
ser adaptáveis. Se a rede sofrer alguma degradação, a apli ação deve invo ar métodos
de adaptação sem queo impa to para o usuárioseja signi ativo; exemplo de um desses
métodos é a adaptação para uma qualidadeinferior de vídeo.
Em relação à largura de banda, [Laksono 2004℄ desta a a insu iên ia das té ni as
onven ionais de uso de buers e de prioridade de uxo quando apli adas isoladamente
nasredessem o. Nesseambiente, háperdas súbitaseseverasnalarguradebanda,oque
pode a arretar perda de pa otes. Por sua vez, a té ni atradi ional de buerização sofre
também om essa instabilidade,o que levaà ne essidade de buers maiorespara forne er
QoSnopior enário. A soluçãoé trabalhar omas duasté ni as simultaneamente: sehá
prioridade de uxo, a transmissão não será prejudi ada e não será ne essário um buer
tão grande, mesmo om a queda na taxa de transferên ia. Ou seja, se as duas té ni as
apli adasseparadamentenãoajudammuitonatransmissãomultimídiaviawireless,quando
empregadasem onjunto, podem resultar em melhorqualidade.
[Mahajanet al. 2002℄ rela ionam largura de banda e perda de pa otes, embora não
tratem diretamente do primeiro item. Os autores sugerem que a apli ação forneça uma
interfa e amigávelna qual o usuário es olha o uxo prioritário natransmissão - o áudio
ouo vídeo. A partirdessa es olha, aodete tar a queda da largurade banda, a apli ação
interrompeo uxo damídiapreterida. É importanteressaltar quea apli açãonão bus a
inferirovalordalarguradebanda;naverdade, aodete tarore ebimentodemaispa otes
da informação preterida, em detrimento da preferida, ela realiza uma adaptação que
remodela o uxo de a ordo om as preferên ias dousuário.
Já [da Con eição e Kon2006b℄ preo upam-se em inferir ovalorda largurade banda.
Umavez queohardware não forne eataxade transmissão,épre isoinferiressa taxapara
realizaradaptações naapli ação. Uma das formas de fazer essa inferên ia é a té ni ade
paresde pa otes. O artigoutilizamétodos heurísti os para en ontrar patamares nataxa
de transmissão, isto é, tenta determinar um valor de orte entre a apa idade mínima e
a apa idade máxima da banda. Para isso, apli a-se a té ni a de desvio padrão sobre o
tempo de re ebimento entre os pa otes, e o resultado é utilizado na estimativa da taxa
redeatravésde um métodosimplesqueutilizaotamanhodopa oteenviadoeotamanho
dos pa otesre ebidos.
Em [Pengpeng 2003℄, a estimativa da largura de banda é realizada também om o
uso dome anismode paresde pa otes. A largurade banda é al ulada apartir darazão
do tamanho dos pa otes pela dispersão, que é a diferença entre o tempo de hegada do
segundo em relação ao primeiropa ote. Nesse trabalho, a té ni a da média exponen ial
é utilizada para examinar e medir uma seqüên ia de valores de dispersão e largura de
bandaao longodo tempo.
Nas redes sem oinfra-estruturadas aqualidadedosinal é um requisitofundamental
para um possível pro esso de adaptação. Devido ao me anismo Automati Repeat reQuest
(ARQ)dasredessemoIEEE802.11,utilizadoparaaretransmissãode pa otesperdidos,
adegradaçãonaqualidadedosinalmuitas vezes sóseráper ebidaquando aqualidadeda
onexãojá estiverum tanto deteriorada.
Em [da Con eição e Kon 2006a℄, a qualidade do sinal do ponto de a esso utilizado é
monitorada pelo liente, que dene diferentes faixas de valores. Cada faixa pode
orres-ponder a um nível de operação e, no momento que o orre uma mudança nesse nível, o
liente omuni a ao servidor. Em apli ações que utilizam uxos multimídia, uma
adap-tação possível pode ser a redução da taxa de transferên ia, por parte do servidor, no
momento em que ele identi a uma queda no nível de operação do liente. Podem ser
realizadas também outras formas de adaptação, omo aredução na qualidadedos dados
multimídiaea migração de pontode a esso.
Umadasformasde realizarareduçãonaqualidadedosdadosmultimídiaestádes rita
em[Mahajanet al. 2002℄. Nesse aso,oservidorarmazenadiversasversõesdainformação
multimídia om qualidadesdistintas. Aodete tar adiminuição da apa idade doenla e,
a apli açãoreduz a qualidade dos dados e passa a transmitiruma versão om qualidade
inferior,diminuindo assim aperda de pa otes.
Umaoutraopçãodeadaptaçãosãoasmigrações,os hamadoshandos. Amudançade
ponto de a esso pode propor ionar à apli ação uma melhoria onsiderável na qualidade
da onexão. Sendo assim, as apli ações nas redes sem o devem forne er me anismos
para monitorar e dete tar o melhor ponto de a esso e o melhor momentopara realizar a
migração, de formaautomáti aetransparente aos usuários.
mos,eseusefeitosdevemserreduzidosatravésdousoe ientedebuers . Algunstrabalhos
omo[Ramanie Savage 2005℄,[Tan etal. 1999℄,[Dutta et al. 2003℄e [Pa k e Choi 2002℄
bus amreduzir este períodode des onexão.
Mesmo om períodos de des onexão, amigração pode ser, em determinados
momen-tos, aúni a adaptação apaz de re uperar aqualidade perdida da onexão e aqualidade
de apresentaçãodamídia. Sabendodisso, natentativade ofere eruma melhorqualidade
de serviço às apli ações de transferên ia multimídia em redes infra-estruturadas, o
pre-sente trabalho apresenta políti as desenvolvidas om o objetivo de determinar o melhor
momentoe o melhor pontode a esso para a operação de hando . Mais detalhes sobre as
políti as desenvolvidas serão apresentados noCapítulo4.