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Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico

No documento PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (páginas 85-89)

% individual de água produzida

5.3 Caracterização e gestão dos resíduos sólidos no município de Bariri 1 Resíduos Sólidos Urbanos

5.3.6 Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico

São os resíduos gerados em Estações de Tratamento de Água e de Esgoto, no município de Bariri, a responsabilidade pelo tratamento e disposição final destes resíduos cabe à autarquia SAEMBA. Os resíduos gerados na ETA não são gerenciados, não dispondo de informações.

Os resíduos gerados na ETE, como já citado no eixo do esgotamento sanitário, encontram-se dispostos de forma inadequada, à beira da lagoa anaeróbia, estando exposto a risco de infiltração e contaminação tanto no solo quanto nas outras lagoas.

A fim de resolver esse impasse, a autarquia responsável pelo esgotamento sanitário – SAEMBA – contratou, em janeiro de 2015, a empresa Keller Saneamento e Ecologia LTDA para caracterizar os resíduos segundo as Normas ABNT NBR 10.004 – Classificação de Resíduos; e realização de análises do extrato lixiviado - NBR 10.005 e do extrato solubilizado - NBR 10.006. Com tais informações, a autarquia pretende obter o Certificado de Movimentação de Resíduos (CADRI), um documento que aprova o encaminhamento de resíduos de interesse ambiental a locais de reprocessamento, armazenamento, tratamento ou disposição final, licenciados ou autorizados pela CETESB.

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89 5.3.7 Resíduos sujeitos à logística reversa

De acordo com a Lei n⁰ 12.305/2010, logística reversa pode ser definida como instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

A Lei ainda explicita quais os produtos que devem ser destinados obrigatoriamente à logística reversa, dentre os quais: agrotóxicos, seus resíduos perigosos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso constituam resíduo perigoso; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletrônicos e seus componentes.

Pilhas e Resíduos eletrônicos

As pilhas e baterias utilizadas no município devem ser levadas, depois de utilizadas, aos estabelecimentos que as venderam, conforme a Resolução CONAMA nº 401/08, para que tenham uma disposição adequada por se enquadrarem em resíduos perigosos.

A Resolução CONAMA nº 401/08 estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá outras providências.

No município de Bariri, as pilhas e baterias, bem como outros resíduos eletrônicos, vêm sendo coletadas no ecoponto do município. O recebimento deste material ocorre no viveiro municipal, no entanto, a área ainda não é impermeabilizada, sendo apenas parcialmente coberta (FIGURA 5.7). A Prefeitura possui convênio com a empresa ELETROLIXO para destinação adequada.

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90 Figura 5.7 Material eletrônico e pilhas e baterias armazenados aguardando remessa

Fonte: PMGIRS, 2014.

Lâmpadas fluorescentes

A lâmpada fluorescente é composta por um metal pesado altamente tóxico, o mercúrio. Quando intacta, ela não oferece perigo, sua contaminação se dá quando ela é quebrada, queimada ou descartada em aterros sanitários, assim, liberando vapor de mercúrio, causando grandes prejuízos ambientais, como a poluição do solo, dos recursos hídricos e da atmosfera.

A ABNT NBR 10.004, define a periculosidade de diversos elementos e substâncias químicas e estabelece os limites admissíveis para esse contaminante ser disposto no meio ambiente. O mercúrio ocupa lugar de destaque entre as substâncias mais perigosas relacionadas nessa norma, sendo impostos limites rigorosos à sua presença nos resíduos sólidos.

Atualmente, em Bariri as lâmpadas, vêm sendo coletadas no ecoponto do município. Existe convenio com a empresa WITZLER para destinação adequada. O recebimento deste material ocorre no viveiro municipal, no entanto, a área ainda não é impermeabilizada é parcialmente coberta (PMGIRS, 2014).

Embalagens de agrotóxicos

As Leis n⁰s 7.802/1989 e 9.974/2000, regulamentadas pelo Decreto-lei n⁰ 4.074/2002, surgiram para compartilhar a responsabilidade pela destinação ambientalmente adequada das embalagens a todos os segmentos envolvidos diretamente com os agrotóxicos. No ano de 2002, foi criado o Instituto Nacional de

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91 Processamento de Embalagens Vazias – INPEV, entidade que representa as indústrias fabricantes de produtos fitossanitários.

O município de Bariri não conta com unidade de recebimento dessas embalagens, podendo a entrega ser realizada no município de São José do Rio Pardo, distante 18,60 km.

A principal razão para a destinação final correta das embalagens vazias de agrotóxicos é diminuir o risco de saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. Como a maioria das embalagens é lavável, é fundamental a prática da lavagem para a devolução e destinação final correta. O agricultor deve preparar as embalagens vazias para devolvê-las nas unidades de recebimento, considerando que cada tipo de embalagem deve receber tratamento específico, utilizando-se geralmente a tríplice lavagem ou lavagem à pressão (PMGIRS, 2014).

Resíduos pneumáticos

Em 23 de agosto de 2006, instituiu-se a Lei n⁰ 3.574, autorizando o Poder Executivo Municipal a celebrar Convênio com a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – ANIP.

Assim, a Prefeitura Municipal juntamente com a Associação Reciclanip possuem convênio, de forma que a Prefeitura fica responsável pelo recolhimento e armazenamento dos pneus e a Associação, pelo transporte e destino final.

Bariri possui um local de coleta e armazenagem temporária de pneus inservíveis (FIGURA 5.8), que podem tanto ser recolhidos pelo serviço de limpeza pública, quanto àqueles levados diretamente por borracheiros, recapadores, munícipes e outros.

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92 Figura 5.8 Local de coleta e armazenagem temporária de pneus inservíveis

Fonte: PMGIRS, 2014.

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