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A RESPEITO DE ACHOR BE ACHOR (HEBR.: COSTA A COSTA)

No documento Shamati. (Eu Ouvi) (Rav Yehuda Ashlag) (páginas 143-149)

Eu Ouvi

Panim Be Achor (hebr.: Face X Costas).

Panim significa receber Shefa (hebr.: Bônus, abundância) ou a concessão de Shefa.

A negação do descrito acima é chamado Achoraim: não receber ou dar.

Portanto, no início das obras, um está em um estado de achor be achor (costas x costas), porque ele ainda tem o desejo do vaso de receber.

Se estender Shefa dentro destes Kelim (hebr.: vasos), pode manchar e prejudicar a Luz; considerada uma qualidade oposta. Isso acontece porque as luzes surgem a partir da raiz, e a raiz só doa.

Por esta razão, usam o menor Kelim de Ima, chamado Achoraim, significando que não desejam receber, para não manchar e degradar (a Luz). O Emissor não doa, pela mesma razão que acabamos de mencionar, isto quer dizer, que as luzes estão impedidas de serem contaminados pelo que vem (ou o ambiente) de baixo. Por essa razão que é chamado de Achor be Achor (costa a costa).

Para explicar o que está escrito em várias partes, que afirmam que "sempre que há uma deficiência, há uma aspiração para Klipá", pode-se dizer que a razão para tal afirmação é o fato de que este local ainda não está livre de Aviut. Caso contrário, a luz brilharia e iluminaria em sua plenitude e perfeição, como a Luz Superior que nunca para. Se há um lugar corrigido com uma Massach, a Luz é atraída imediatamente. E uma vez que há uma falta, uma deficiência, onde a luz de cima fica ausente, há certamente uma percepção de Aviut (hebr.: Espessura, eu quero receber), que se encontra em todo o desejo de receber.

81 . Concernente à Elevação do MAN

Eu Ouvi

É sabido que, em consequência da quebra, caíram centelhas de Kedushá dentro de BYA (Briá - Yetzirá-Assiá). Mas ali em BYA não podem ser corrigidas; e portanto, devem ser elevadas até Atzilut. E através das boas ações e Mitzvot que são realizadas e dirigidas em busca de satisfazer o seu Criador, em vez de si mesmo, estas centelhas ascendem até Atzilut. Então isso vai se integrar dentro da Massach "do superior" no Rosh (cabeça) de seu grau, onde a Massach (tela) permanece eternamente. E nesse momento, se efetua um Zivug (acoplamento espiritual) na Massach através do Hitkalelut (Mistura, Integração) das centelhas, e a Luz Superior se expande através dos mundos de acordo com a quantidade dessas centelhas que foram elevadas.

Isto é semelhante à Hizdakchut (Purificação) do Partzufim Akudim. Aprendemos que, durante esta Hizdakchut (Purificação), é quando a Luz parte por causa disso, a Massach de Guf ascende junto com as Reshimot para Peh Rosh. A razão para isto é que, quando o nível inferior deixa de receber, considera-se como tendo sido purificado de suas Aviut ou desejo receber. Assim,

o Massach pode ascender de volta para Peh de Rosh, já que a sua descida para o grau de Guf era porque a Luz já havia se expandido de cima para baixo, no interior dos vasos de recepção.

Além disso, considera-se que o Rosh está sempre funcionando "de baixo para cima", ou seja, resistindo à expansão. E quando Guf deixa de receber as luzes de cima para baixo, devido à ausência da Massach que havia sido purificada por meio de Bitush (Colisão) entre o interno e o circundante, considera-se que Massach de Guf foi purificado de sua Aviut e ascendeu para Rosh com as Reshimot.

Além disso, quando o homem se dedica a Torá e as Mitzvot com a intenção de doar ao invés de receber, por meio disso as centelhas ascendem a Massach do Rosh (cabeça) no mundo de Atzilut (sobem de degrau a degrau até chegar ao Rosh de Atzilut). E quando integrados a Massach, e o nível de Luz se manifesta de acordo com o tamanho da Massach, mais luz é adicionada em todos os mundos. E também o homem, que causou melhoramento realizado Acima, recebe irradiação de Luz por haver provocado esta melhora Acima, nos mundos.

82 . A Oração Que Sempre se Deve Fazer

Ouvi em particular, Vayera, novembro de 1952

A fé é entendida como Malchut, interpretada na mente e no coração, ou seja, doação e fé. E em oposição à fé está o discernimento da “escuridão” (prepúcio) que consiste em “saber”. O saber leva a considerar mais o discernimento da "escuridão". A fé, por outro lado, chamada de “a Sagrada Shechiná (Divindade), se encontra no pó”. Isto significa que este trabalho é considerado indigno, e é por isso que as pessoas evitam andar por este caminho. Mas em realidade, somente ele, recebe o nome de "o caminho dos Tzadikim (homens justos) e Kedushá".

O Criador deseja que seus nomes sejam revelados somente desta forma, assim pode se ter certeza que não é contaminada as Luzes Superiores, uma vez que toda a base reside na doação e Dvekut (Adesão). Além disso, a Klipot (casca) não pode sugar qualquer coisa a partir desse discernimento, porque só podem aspirar onde se procura conhecimento e recepção.

E onde houver a escuridão, a Sagrada Shechiná não poderá receber as Luzes Superiores dentro de si. E isto é assim para que as luzes não caiam nas Klipot (cascas). Por esta razão, temos "a

aflição da Shechiná", o que significa que as Luzes Superiores são impedidas de entrar nela para (então doar) derramar sobre as almas.

E isso depende somente dos níveis inferiores. O Superior sozinho pode dispensar a Luz Superior, mas a força da Massach, através da qual o nível inferior não deseja receber nada nos vasos de recepção, depende do trabalho do nível inferior, ou seja, são eles que devem fazer esse escrutínio.

83 – A Respeito da Vav da direita e da Vav da Esquerda

Eu Ouvi em 19 de Adar, (19 fevereiro) de 1943

Existe o discernimento de "Ze" (Hebr. "este" na forma masculina) e o discernimento de "Zot" (Hebr. "este" na forma feminina). Moisés é considerado Ze, que vem a ser o melhor homem do rei. O resto dos profetas são considerados Zot ou Koh (a letra Chaf com a letra Hey), que é o significado da palavra "Yadecha" (tua mão), e representa a Vav esquerda. Há também o discernimento da Vav direita.

E este é o significado de "Zains que reunem”, que juntam duas Vavs. A isto se refere às palavras que dizem "e uma que as contém”, que vem a ser a décima terceira, e que é considerada um grau completo.

Há uma Vav direita e uma Vav esquerda. A Vav direita é chamada “Árvore da Vida” e a Vav esquerda é chamada de "Árvore do Conhecimento ", que é o lugar de custódia. As duas Vavs são chamadas de "as doze Chalás [1]", em duas fileiras de seis. E por isso dizemos que há treze Tiḳunim (correções), que são doze, mais uma que as contém e é chamada de "purificada". Também contém a décima terceira correção, chamada de "não deverá ser purificada" e se refere a reunião das Zains. A Zain (sétima letra do alef-bet, ou alfabeto hebraico) representa Malchut, que contém as demais. Antes da pessoa ser recompensada com um "não deverá recair na insensatez", é chamada de "não será purificada". Aqueles que já adquiriram o status de "não recairá na insensatez" são chamados de "purificados".

Este é o significado do verso da canção “Prepararei (a mesa) para uma refeição”: "revelará seus sabores através de doze rugidos, que representam um sinal em seu céu, duas vezes e fraca". Também está escrito que "ela será coroada com Vavs e reunião de Zains (na canção "Louvado

seja através da canção "). Devemos interpretar a coroação com as Vavs entendendo que a conexão através de duas Vavs se remete para os doze rugidos (que correspondem as doze Chalás) que vêm a ser um sinal no céu.

Um sinal é chamado de "Yessod" e também chamado "duas vezes e fraco". Isso significa que as Vavs se dobraram: a Vav esquerda é chamada “a Árvore do Conhecimento", o lugar reservado. Logo, tornam-se fracos (também se diz "luz"), e assim surge um espaço através do qual é mais fácil passar. Se não fosse a duplicação através da Árvore do Conhecimento se teria que trabalhar com a Vav direita, que é considerada a "Árvore da Vida". E então, quem poderia elevar-se para receber o Mochin?

No entanto, com a Vav esquerda, considerada como a guarda, a pessoa está sempre sob esta forma. E por mérito de haver guardado, quando assume a consideração de "além da razão" ou "acima da razão", seu trabalho torna-se desejável. Por isso o chama de “fraco”, a luz, o que significa que é fácil encontrar um lugar para o trabalho.

Isto significa que, em qualquer estado em que a pessoa se encontrar, pode ser um trabalhador do Criador, e não precisa de nada para si mesmo, porque tudo que se faz é feito acima da razão. Daqui resulta que não é preciso qualquer Mochin para se tornar um servo do Criador.

Agora podemos interpretar corretamente o que está escrito, "prepara uma mesa para mim diante de meus inimigos". Por "uma mesa" refere-se à passagem em Deuteronômio 24:1-2 onde diz: "... e mandou-a para fora de sua casa, e ela sai de sua casa e se torna...” a palavra "Shulchan” (Mesa) é escrita como VeShlachá (e a envia) e refere-se ao abandono do trabalho. Devemos interpretar que, mesmo durante as saídas do trabalho, ou seja, durante um estado de declínio, ainda se tem um espaço para trabalhar. Isso significa que quando uma pessoa prevalece acima da razão para as quedas, e entende que as descidas também tenham sido enviados a ele de cima, os inimigos são cancelados. Isso é assim porque os inimigos acreditam que através das quedas a pessoa alcançará o máximo estado de humildade possível e renunciará por completo a sua companhia: mas ao final termina acontecendo o contrário e os inimigos são cancelados.

Este é o significado do que está escrito: "a mesa que está perante o Senhor", ou seja, precisamente desta forma recebe a face do Criador. E este é o sentido de dominar todos os juízos, incluindo os maiores, uma vez que ele assume para si o tempo todo a carga do Reino

dos Céus. Em outras palavras, sempre se acha um espaço para trabalhar, como está escrito sobre o que Rabbi Shimon Bar Yochai disse: ". Não há um lugar para se esconder de Ti".

[1] Chalás refere-se ao pão feito em forma de trança, que é tradicionalmente servido no Shabbat.

84 - O que significa “E se expulsará o homem do Jardim do Éden para evitar

que tome da Arvore da Vida”?

Eu Ouvi em 24 de Adar, (19 de março) de 1944

Está escrito o seguinte: “e lhe disse: Onde estás?” E ele respondeu: "Eu Ouvi no jardim, e tive medo porque estava nu e me escondi..." "que não aconteça de estender sua mão, e tomar também da árvore da vida... ". "E então, expulsou o homem”.

Devemos compreender o medo de Adão (homem), que foi tanto que teve que se esconder, pois viu-se nu. A única coisa é que antes dele comer da árvore do conhecimento seu alimento vinha de Bina, que representa o mundo da liberdade. Depois de ter comido da árvore do conhecimento é que ele viu que estava nu. Isso significa que ele temia porque não queria extrair da Luz da Torá e usá-la em forma de "os pastores do rebanho de Ló ".

Os pastores do rebanho de Ló significa que não é a fé acima da razão, chamada de "os pastores do rebanho de Abraão." Em outras palavras, aquele que tem sido recompensado em alcançar a Luz da Torá não a toma como base de seu trabalho, dizendo que agora já não precisa mais fortalecer sua fé no Criador, por ele já tem o fundamento da luz da Torá. Isso é chamado de "os pastores do rebanho de Ló", considerado "o mundo maldito e infame"; que é considerado uma maldição. Isto é o oposto da fé, que representa uma bênção.

Em vez disso, diz à pessoa que agora vê que se continua por meio do caminho da “fé acima da razão”, obterá de Cima a Luz da Torá, para mostrar que ele está marchando no caminho da verdade. E não é tomando isso como suporte, que seu trabalho estará dentro da razão, da qual se chega ao discernimento dos vasos de recepção, na qual houve a Tzimtzum (restrição). É por

isso que é chamado de "o lugar da maldição", uma vez que “Ló”, significa o mundo amaldiçoado.

E nesse contexto, o Criador lhe disse: “Por que vocês estão com medo de tomar essas luzes se vocês a utilizam”? Quem te disse que tu estavas nu? Deve ser porque você havia comido da Árvore do Conhecimento; e isso lhe trouxe o medo. Antes, quando você comia de todas as árvores no pomar, quer dizer, quando estava usando as Luzes por meio de 'os pastores do rebanho de Abraão', você não sentia medo algum. Por isso, foi expulso para fora dali, para que “não estenda a sua mão e tome também da árvore da vida”.

O medo era que ele iria se arrepender e entrar na arvore da Vida. Mas o que é o medo? Desde que se pecou com a árvore do Conhecimento, se deve agora corrigir a árvore do Conhecimento.

Este é o significado das palavras "E o Senhor o expulsou do jardim do Éden”, para corrigir o pecado da árvore do Conhecimento. E depois estará apto para (voltar) entrar no jardim do Éden.

O jardim do Éden, representa a subida de Malchut até Biná, onde recebe Chochmá; pois Éden significa Chochmá. E então Malchut, chamado de "jardim", recebe Chochmá sob a forma de "Éden"; e isto vem a ser “o Jardim do Éden".

No documento Shamati. (Eu Ouvi) (Rav Yehuda Ashlag) (páginas 143-149)