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Escorço da vida política na Colômbia

PARTIDO O MOVIMEITNO POLITICO VIGENTE REPRESENTANTE LEGAL

1.2 Constituição de 1991: Elementos Legais e Regulamentares dos Partidos Políticos e a Participação na Colômbia

1.2.1 Respeitos dos partidos e Movimentos Políticos

Para compreender as disposições estabelecidas pela Constituição, a res- peito dos partidos e movimentos políticos, é preciso remeter-se ao Ato Legislativo

01 de 2003, conhecido como “Reforma Política”, que modifica, não apenas, as

disposições frente à obtenção e perda da personalidade jurídica, como também o conjunto de disposições constitucionais, expressas no Título IV “Da participação

Democrática e dos Partidos Políticos”, Capitulo II “Partidos e Movimentos Políti-

cos” e, finalmente, algumas disposições a respeito do sistema eleitoral e as corpo- rações administrativas de eleição popular (Congresso da República, Assembléias Departamentais).

O Ato legislativo, então, introduz mudanças na construção dos artigos concernentes a estes temas, que permitem incluir elementos novos, com o objeti- vo de reorganizar o sistema político, explicitando alguns aspectos, com detalhes, que a constituição não se aprofundou ou, até mesmo, transformando em forma e conteúdo outros.

Assim, no que concerne aos Partidos e Movimentos políticos, a Constitui- ção estabelece igualdade para ambos os tipos de organização política, que serão regulados pelo Conselho Nacional Eleitoral – CNE, que outorgará a personalidade jurídica, caso cumpram com requisitos expressos, no artigo nº 108, de acordo com a modificação no Ato Legislativo, de 01 de 2003, que estabelece a necessá- ria obtenção de”...não menos de dois por cento (2%) dos votos válidos no territó- rio nacional nas eleições para Câmara e Senado [...] exceção das circunscrições

Contudo, a lei não poderá estabelecer a organização interna de partidos e movimentos, no entanto indica a organização democrática destes e o seu direito de efetuar consultas internas22 e/ou populares para a escolha dos seus candida- tos. As pessoas destas organizações poderão inscrever candidatos para diversos tipos de eleições, sem mais requisitos que a própria personalidade jurídica, embo- ra o CNE esteja facultado para solicitar requisitos e informações adicionais, que garantam a acuidade das pessoas apresentadas na condição de candidatos. No tocante ao direito de associação política, o artigo reformado deixa explícito, que sendo os cidadãos livres para a associação política, é proibida a dupla militân- cia23.

A constituição, segundo a reforma do ato legislativo 01 de 2003, estabele- ce que os membros de uma mesma coletividade (partido, movimento ou grupo significativo de cidadãos24) atuaram como Bancada25, na corporação para que foram eleitos, cabendo aos Partidos, Movimentos e Grupos Significativos de Ci- dadãos, determinar os casos de consciência26, naqueles a que não aplicam a norma, assim como as sanções para os que agem fora do coletivo, Bancada.

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- Faz-se mister destacar que direito à consulta interna é facultativo, posta que a reforma falhou, quando fez a sua devida regulamentação, permitindo, assim, que os partidos não somente decidam o fazer ou não fazer, como também o momento e a forma da sua consulta. Para tanto o Conselho Nacional Eleitoral deve prestar todas suas disposições, de maneira que se existem nove movimentos e partidos diferentes e cada um escolha uma data distinta para efetivar o seu direito, em um mesmo período, pode-se ter nove comícios que podem coincidir ou não com os das corporações publicas. Esta é uma situação hipotética que evidencia, primeiramente, ser dispendiosa para o erário público; em segundo, cansativo para o eleitor que não tem a possibilidade de confrontar, de uma vez, todas as alternativas políticas para discernir entre elas; e, em terceiro, provavelmente gera uma distorção na compreensão do jogo de forças políticas em disputa.

23- “... Pertencer a mais de um partido ou movimento político com personalidade jurídica.” Artigo

107 da Constituição Política de 1991, reformado pelo Ato Legislativo 01 de 2003.

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- São considerados grupos significativos de cidadãos, os coletivos que respaldados com um número de firmas equivalente a vinte por cento (20%) da metade do censo eleitoral, dividido pelo número vagas a prover, registrem a sua iniciativa ante o Conselho Nacional Eleitoral – CNE, participando dos comícios com candidatos próprios.

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- Atuar enquanto Bancada significa que as pessoas eleitas por um mesmo partido, para uma determinada corporação pública, devem atuar como um só corpo coletivo em tal corporação, em que as posições, determinações e votos são do coletivo.

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- Situações sobre as quais os Representantes, Congressista, Deputados podem apelar à objeção de consciência para se expressar ou votar em discordância com as determinações da Bancada.

Em outro aspecto, a constituição, segundo a reforma do ato legislativo 01 de 2003, estabelece que, no financiamento dos partidos e movimentos, o Estado aporte recursos para as suas campanhas e as campanhas dos Grupos Significati- vos de Cidadãos, legalmente constituídos, mediante o sistema de reposição de votos depositados; o número dos gastos, para a realização das campanhas, po- derá ser limitado pelo Estado, assim como a quantidade máxima de contribuições privadas. A transgressão dos topes máximos será sancionada com a perda de investidura ou o cargo. Os Partidos, Movimentos e Candidatos estão obrigados a prestar conta publicamente sobre a quantia em dinheiro, das origens dos recursos e os seus destinos.

Afinal, quanto aos partidos e movimentos políticos, a constituição, segun- do a reforma viabilizada pelo ato legislativo 01 de 2003, estabelece o Estatuto de Oposição, os partidos e movimentos que se declarem em oposição ao governo têm o direito de: “...exercer livremente sua função críticas [...] expor e desenvolver alternativas políticas. Para tal efeito, se garante os direitos de: acesso a informa- ção e documentação oficial, com as restrições constitucionais e legais; uso dos meios de comunicação social do Estado [...] replica nos mesmo meios de comuni- cação”.

De um modo geral, o acima exposto, apresenta o conteúdo da constitui- ção e o Ato Legislativo de 01 de 2003 no que se concerne a partidos e movimen- tos, em se tratando de matéria eleitoral, esses mesmos documentos estabelecem o voto programático (regulamentado na Lei nº 131 de 1994), como também esta- belecem que, para todos os processos de eleição popular, partidos e movimentos apresentem listas únicas, com candidatos únicos, em que o número de integran- tes de cada lista não exceda o número de cadeira (cargos públicos) a preencher, uma vez que serão assinadas pela aplicação da cifra repartidora 27 -sobre os votos válidos de cada lista.

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- A cifra repartidora é, o número que resulta, de dividir sucessivamente por um, dois, três ou mais o número de votos, obtidos por cada lista, ordenando os resultados em forma decrescente até conseguir um número total de resultados igual ao número de cadeiras a preencher.” (Artigo 263A, Ato legislativo 01 de 2003, Pelo qual se adota a Reforma Política Constitucional e ditam-se outras disposições. Diário Oficial 45.237, Colômbia Julho de 2003). Os votos das listas serão divididos

Quanto aos elementos legais e regulamentares voltados aos partidos e movimentos políticos, somos confrontados finalmente com a Lei nº 130, de 1994 que “determina o estatuto de base dos partidos e movimentos políticos, estabele- ce regras relativas ao financiamento destes e das suas campanhas eleitorais, as- sim como outras disposições”. Esta Lei, ratificando o direito constitucional de to- dos os cidadãos de organizar, desenvolver, filiar-se e retirar-se livremente de par- tidos e movimentos políticos, define que: “Os partidos são instituições permanen- tes que refletem o pluralismo político, promovem e canalizam a participação dos cidadãos e contribuem para a formação e expressão da vontade popular, a fim de ganhar o poder, alcançar cargos de eleição popular, e influenciar decisões políti- cas e democráticas da Nação. [...] Os movimentos políticos são associações de cidadãos formados livremente para influenciar a formação da vontade política ou de participar nas eleições.” (Artigo 2º, Lei 130 de 1994, Diário Oficial 41280, Co- lômbia, Março de 1994).

Na base das definições acima, a Lei nº 130 estabelece os requisitos para a aquisição e perda da personalidade jurídica, que antes eram expressos nos conteúdos da constituição e no Ato Legislativo 01 de 2003, adicionando-se a es- tes a perda da personalidade jurídica, a faculdade do Conselho Nacional Eleitoral – CNE de punir e mesmo retirar unilateralmente o reconhecimento legal dos parti- dos e movimentos, caso infrinjam as disposições da constituição28.